Uma ação conjunta entre a Polícia Civil, a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá, o Procon Municipal, o Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO-MT) e o Conselho Regional de Nutrição de Mato Grosso (CRN-MT) constatou, nesta segunda-feira (9), o exercício ilegal de profissões regulamentadas em uma clínica odontológica localizada no bairro Jardim Cuiabá, na Capital. A fiscalização foi conduzida por policiais da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) após denúncias sobre possíveis irregularidades no funcionamento do estabelecimento. O objetivo, segundo a Polícia Civil, foi coibir práticas que colocam em risco a saúde da população e violam direitos dos consumidores. Durante a ação, dois homens foram identificados atuando como auxiliares de prótese dentária sem curso profissionalizante, sem registro no conselho de classe e sem a supervisão de um responsável técnico, em desacordo com a legislação que regula a atividade odontológica no país. A clínica já era alvo de investigação desde o fim de janeiro, depois que a Decon recebeu novas denúncias indicando que o cirurgião-dentista proprietário também estaria exercendo de forma ilegal a função de nutricionista, sem possuir a formação exigida por lei. Além disso, o dono do estabelecimento responde a um procedimento policial instaurado em 2023, também por fatos semelhantes. Na ocasião, uma estudante foi flagrada trabalhando como cirurgiã-dentista antes da conclusão do curso superior. As investigações continuam e a Polícia Civil deve concluir os procedimentos nos próximos dias, com encaminhamento do caso ao Poder Judiciário para as providências cabíveis. “Ações integradas entre forças de fiscalização e conselhos profissionais são fundamentais para combater o exercício ilegal de profissões, garantir a segurança dos consumidores e assegurar que os serviços de saúde sejam prestados exclusivamente por profissionais devidamente habilitados”, afirmou o delegado Rogério Ferreira, titular da Decon.
Mato Grosso assume área de avaliação em observatório que cria maior base de dados imobiliários da América do Sul
O Brasil dá um passo inédito rumo à organização e à transparência das informações do mercado imobiliário. Um comitê gestor formado por representantes de oito estados homologou, na última quinta-feira (5), em Florianópolis (SC), a matriz técnica do Observatório Imobiliário Brasileiro (OBI), iniciativa do Sistema COFECI-CRECI desenvolvida com a Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (FEPESE), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A plataforma passa a operar como a maior estrutura de big data do segmento na América do Sul. A validação ocorreu durante uma imersão técnica que reuniu lideranças do Amapá, Rondônia, Santa Catarina, Mato Grosso, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e Pernambuco. O grupo conheceu a metodologia de coleta, tratamento e consolidação dos dados que vão sustentar análises de um setor que movimentou R$ 254,8 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) em 2025, conforme levantamento da CBIC/Brain. Entre os integrantes do comitê está o corretor de imóveis e avaliador Luiz Fernando Pinto Barcellos, representante de Mato Grosso, que assumiu oficialmente a responsabilidade pela área de Avaliação de Imóveis dentro do Observatório. O estado é um dos oito com assento na instância responsável por acompanhar a implantação e garantir a credibilidade técnica do projeto. O OBI nasce com a proposta de centralizar informações hoje dispersas, produzir inteligência de mercado com base científica e oferecer dados confiáveis para corretores, investidores, instituições financeiras e gestores públicos. A iniciativa também pretende elevar o padrão de transparência e permitir que o Brasil dialogue em nível internacional quando o assunto é estatística imobiliária. Presidente do Sistema COFECI-CRECI, João Teodoro destaca que o Observatório representa uma evolução histórica para o setor. Segundo ele, apesar da existência de diferentes indicadores regionais, faltava uma base de abrangência nacional, padronizada e metodologicamente robusta. A nova estrutura, afirma, beneficia toda a cadeia imobiliária e contribui para decisões mais qualificadas. A operação técnica ficará sob responsabilidade da FEPESE, que aplicará ciência de dados e critérios acadêmicos na validação das informações. O superintendente da fundação, Marcelino Ito, reforça que o trabalho será feito a partir de estatísticas agregadas, com anonimização irreversível e em total conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O Observatório não terá caráter fiscalizatório nem servirá para monitorar práticas individuais, concentrando-se exclusivamente na geração de conhecimento econômico. Para Celso Raimundo, diretor do OBI, a criação de um organismo nacional dessa natureza deixa um legado estrutural, especialmente em um mercado marcado por forte diversidade regional e, historicamente, pouca padronização de números. Em um ambiente de crédito mais seletivo, acrescenta, dados auditáveis tornam-se essenciais para previsibilidade e profissionalização. O cenário de demanda reforça a relevância da iniciativa. Pesquisas realizadas no segundo semestre de 2025 indicam que quase metade dos brasileiros pretende comprar imóvel em até dois anos. Entre a Geração Z, esse percentual chega a 61%, público que exige acesso rápido a informações confiáveis e métricas transparentes. O lançamento nacional do Observatório Imobiliário Brasileiro está previsto para o início de abril, durante a plenária do Sistema COFECI-CRECI em Belo Horizonte, quando serão apresentados os primeiros registros oficiais e o portal com a central de notícias do projeto. Enquanto isso, a plataforma já inicia a fase de monitoramento e estruturação da base de dados que deve redefinir a leitura do mercado imobiliário no país.
Sine de Cuiabá abre oito vagas para acompanhante de gestantes com salário de R$ 3,3 mil
O Sine de Cuiabá abre a semana com 659 vagas de emprego nesta segunda-feira (9). Uma das ocupações em destaque é a de Doula, profissional que atua como acompanhante de gestantes e parturientes; para esta função, são oferecidas 8 oportunidades com salário de R$ 3.325,00, além de benefícios como vale-transporte e alimentação. Outro destaque na área da saúde é a vaga para Enfermeiro Obstétrico, com remuneração de R$ 4.750,00, exigindo ensino superior completo e experiência comprovada em carteira. O setor de serviços e construção civil também concentra um volume expressivo de postos. Há 10 vagas para Mecânico de Automóveis e 10 para Operador de Máquina de Construção Civil e Mineração, ambos com salários de R$ 4.000,00 e R$ 3.880,00, respectivamente. Para quem busca a primeira oportunidade, o Sine disponibiliza centenas de vagas que não exigem experiência, como Auxiliar de Linha de Produção, com 200 postos abertos apresentando remuneração de R$ 1.914,36 mais benefícios, e Repositor de Mercadoria, com 40 vagas disponíveis. Resumo Geral das Vagas Vagas sem Experiência: Diversas funções estão abertas para quem não possui experiência prévia, incluindo Ajudante de Carga e Descarga, Atendente de Lojas, Auxiliar de Cozinha, Auxiliar de Limpeza e Operador de Caixa. Maiores Remunerações: Os salários chegam a R$ 4.750,00 para Enfermeiro Obstétrico, R$ 4.000,00 para Consultor de Vendas (exige carro), Mecânico de Auto e Mestre de Obras. Níveis de Escolaridade: Há oportunidades para todos os níveis, desde o Ensino Fundamental Incompleto (como Servente de Obras) até o Ensino Superior (como Professor de Pedagogia e Doula). Inclusão: O painel inclui vagas exclusivas para Pessoas com Deficiência (PCD), como a de Auxiliar Administrativo. O Sine Municipal é administrado pela Secretaria Municipal de Trabalho. Atendimento Os interessados devem procurar o Sine, localizado na, localizado na Praça Rachid Jaudy, Centro, no prédio do Instituto Dante de Oliveira, em Cuiabá. O horário de atendimento é das 8h às 17h. Mais informações também podem ser obtidas pelo telefone e WhatsApp: (65) 99251-7480. No local, também é oferecido atendimento ao Microempreendedor Individual (MEI), com apoio para abertura, regularização e encerramento do registro. Serviços do Sine O Sine Municipal realiza a intermediação de vagas de emprego e atendimento para solicitação do seguro-desemprego. Para ter acesso ao benefício, o trabalhador deve apresentar os documentos fornecidos pela empresa no momento da rescisão contratual. A solicitação é registrada diretamente no sistema do Governo Federal. Informações importantes ao trabalhador Mantenha o cadastro atualizado nos postos do Sine ou por canais digitais. Consulta de vagas: empregabrasil.mte.gov.br Solicitação de seguro-desemprego on-line: pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo site acima. Exclusivo para empresas O Sine também dispõe de canais exclusivos para empresas interessadas em anunciar vagas. O contato pode ser feito pelos telefones: (65) 3645-7216 ou 3645-7237, WhatsApp: (65) 99255-2450, e e-mail: sine.pmc@cuiaba.mt.gov.br Confira as oportunidades Ajudante de carga e descarga (não exige experiência) – 02 Ajudante de carga e descarga de mercadoria (não exige experiência) – 10 Assistente de vendas (não exige experiência) – 04 Atendente de balconista (não exige experiência) – 04 Ajudante de cafeteria (não exige experiência) – 04 Atendente de lojas (não exige experiência) – 20 Auxiliar administrativo (vaga exclusiva para PCD) – 06 Auxiliar de conservação de obras civis (não exige experiência) – 30 Auxiliar de cozinha (não exige experiência) – 20 Auxiliar de lavanderia (não exige experiência) – 01 Auxiliar de limpeza (não exige experiência) – 04 Auxiliar de linha de produção (não exige experiência) – 249 Caixa de loja (não exige experiência) – 02 Comprador – 01 Consultor de vendas – 10 Copeiro de hospital – 02 Desossador – 30 Doula – 08 Empacotador a mão (não exige experiência) – 10 Enfermeiro obstétrico – 08 Estoquista (não exige experiência) – 02 Magarefe – 30 Mecânico de auto em geral – 10 Mestre de obras (não exige experiência) – 01 Motofretista (não exige experiência) – 01 Operador de caixa – 04 Operador de caixa (não exige experiência) – 62 Operador de máquina perfuratriz (não exige experiência) – 06 Operador de máquina de construção civil e mineração – 10 Pedreiro – 03 Porteiro – 03 Professor de nível superior na educação infantil (0 a 3 anos) – 02 Recepcionista atendente – 04 Repositor de mercadoria (não exige experiência) – 50 Repositor de mercadoria – 08 Retalhador de carne – 30 Servente de obras (não exige experiência) – 06 Servente de obras – 01 Técnico de enfermagem – 04
Prefeitura faz 28 manutenções em espaços esportivos de Cuiabá em janeiro
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, iniciou o ano mantendo um ritmo intenso de trabalho e presença nos bairros. Somente no mês de janeiro, foram realizadas 28 ações de manutenção e revitalização em espaços esportivos públicos, contemplando campos de futebol, miniestádios e quadras poliesportivas em diferentes regiões da capital. O balanço mensal evidencia a continuidade da política de zeladoria e cuidado com os equipamentos esportivos, consolidada ao longo de 2025, quando a pasta alcançou números históricos em revitalizações e manutenções. Em janeiro, a prioridade foi garantir condições adequadas de uso logo no início do ano, período em que muitos espaços voltam a receber escolinhas, treinos comunitários e atividades recreativas. Manutenção de gramados garante segurança e amplia o uso dos campos Das 28 ações realizadas no mês, 24 foram serviços de limpeza e corte de grama, fundamentais para a segurança dos usuários e para a preservação dos miniestádios, campos de várzea e áreas esportivas comunitárias. As intervenções alcançaram locais como os miniestádios do Jardim Vitória, Areão, Mossoró, CPA IV, Novo Terceiro, Voluntários da Pátria, Residencial Coxipó, Nova Esperança, Araés, Prosol, São João dos Lázaros, São João Del Rey, Passaredo, Vila Nova, Itapajé, Chácara dos Pinheiros, Jardim Florianópolis, São Benedito, Dona Benedita, Toninho Xará, Planalto, João Pires, entre outros. A manutenção periódica dos gramados reduz riscos de acidentes, melhora o desempenho dos atletas e incentiva a ocupação contínua dos espaços pela comunidade, especialmente por crianças, jovens e praticantes do futebol amador. Pintura de quadras reforça organização e acolhimento Além da zeladoria dos campos, o mês também contou com quatro ações de revitalizações em quadras esportivas, que devolveram mais organização, visibilidade e segurança aos ambientes utilizados para práticas esportivas e convivência social. A revitalização estética e funcional desses espaços contribui diretamente para o estímulo ao esporte e para o fortalecimento do sentimento de pertencimento da população. Política contínua e presença nos bairros O secretário municipal de Esporte e Lazer, Jefferson Neves, tem ressaltado que a manutenção constante dos espaços esportivos é parte essencial de uma política pública que entende o esporte como ferramenta de inclusão e cidadania. Para ele, cuidar dos campos e quadras é garantir que a população tenha acesso diário a ambientes seguros e acolhedores. Segundo o secretário, o trabalho desenvolvido pela pasta segue um planejamento técnico aliado à escuta das comunidades. “Cada ação de manutenção representa respeito com quem utiliza esses espaços e compromisso com a qualidade de vida nos bairros”, tem destacado. Em outra avaliação, ele reforça que a presença contínua das equipes nos territórios fortalece o vínculo entre poder público e comunidade, além de preservar o patrimônio coletivo da cidade. Continuidade de um trabalho que já mostra resultados O balanço de janeiro dialoga diretamente com os avanços alcançados ao longo de 2025, ano em que a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer promoveu a revitalização completa de 20 quadras e executou mais de uma centena de ações de manutenção em áreas esportivas. A constância dos números demonstra que o trabalho não se limita a ações pontuais, mas integra uma agenda permanente de cuidado com os espaços públicos. Com novas intervenções previstas para os próximos meses, a Prefeitura de Cuiabá segue investindo na qualificação dos equipamentos esportivos, assegurando que campos e quadras permaneçam acessíveis, seguros e bem cuidados. O balanço mensal reforça que investir em esporte e lazer é investir diretamente nas pessoas, na convivência comunitária e em uma cidade mais ativa, humana e inclusiva.
Justiça aperta o cerco ao feminicídio em MT com 142 condenados em cinco anos e penas que chegam a 63 anos
Entre 2020 e 2025, a Justiça de Mato Grosso condenou 142 pessoas por feminicídio. O número faz parte de um levantamento do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado (MPMT), que analisou 299 crimes registrados no período. As decisões incluem sentenças de primeira instância e casos já encerrados após recursos, apontando um cenário de maior responsabilização criminal. Somente em 2025, o Observatório contabilizou 54 feminicídios. Desse total, 91% resultaram em denúncia apresentada pelo MPMT e tramitam no Tribunal do Júri. Os feminicídios correspondem a 56% das mortes violentas de mulheres no estado quando somados homicídios e feminicídios. Em todas as investigações policiais que classificaram os casos como feminicídio, a tipificação foi mantida pelo Ministério Público. O acompanhamento do Caliandra reúne dados desde a fase de inquérito conduzida pela Polícia Civil até a formalização da acusação. Entre todos os registros, apenas um teve mudança de enquadramento na denúncia: o assassinato da adolescente Emelly Beatriz Azevedo Sena, de 16 anos, grávida de nove meses, em Cuiabá, que passou de homicídio para feminicídio. Por conta desse critério de monitoramento, o Observatório aponta 54 ocorrências em 2025, enquanto a estatística oficial do Estado registra 53, diferença explicada pela metodologia baseada exclusivamente nos boletins policiais. Além das condenações, o estudo identificou 10 absolvições e 46 situações de extinção da punibilidade, quando o autor morreu antes do fim do processo — em episódios que incluem morte após o crime, confronto com a polícia ou causas naturais. Também houve sete ações inicialmente tratadas como feminicídio que terminaram desclassificadas para outros delitos, como homicídio simples, lesão corporal seguida de morte e latrocínio. Três delas acabaram com condenação dentro das novas tipificações. A maior parte das sentenças teve como fundamento a Lei 13.104/2015, que transformou o feminicídio em qualificadora do homicídio. Já quatro réus — dois julgados em 2024 e dois em 2025 — foram enquadrados na Lei 14.994/2024, o chamado Pacote Antifeminicídio, que tornou o crime autônomo e elevou a punição para um intervalo de 20 a 40 anos. Em todos esses processos, as penas ultrapassaram três décadas de reclusão. Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, os resultados demonstram um passo importante contra a impunidade. Segundo ela, embora nenhuma decisão judicial consiga reparar a perda das vítimas, a punição reforça o sentimento de justiça para familiares. A iniciativa integra a ampliação da base de dados do Observatório Caliandra, que deverá disponibilizar futuramente, para consulta pública, informações detalhadas sobre condenações e outros indicadores de violência doméstica e familiar, em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança Pública. No recorte das penas aplicadas, a variação foi ampla: de 1 a 63 anos de prisão, com média aproximada de 19 anos. A definição leva em conta fatores como qualificadoras, agravantes e eventual concurso de crimes, quando há mais de uma infração na mesma ocorrência. Dois feminicídios registrados em janeiro de 2025 já tiveram julgamento concluído no próprio ano. Em Confresa, Emival Antunes Barbosa recebeu 39 anos de reclusão pelo assassinato da esposa, Regiane Alves da Silva Barbosa, ocorrido no dia 30. Em Nobres, Kauan Souza Gusmão foi condenado a 35 anos pela morte da companheira, Tainara Raiane da Silva, em 9 de janeiro. As sessões foram realizadas entre outubro e novembro. Também entrou na estatística o julgamento dos irmãos Rodrigo Xavier Megante e Romero Xavier Mengarde, relacionado à morte de Raquel Mazieri Cattani Xavier, em Nova Mutum, crime ocorrido em 17 de julho de 2024. A decisão saiu em 23 de janeiro de 2026: Rodrigo, cunhado da vítima, foi sentenciado a 33 anos, 3 meses e 20 dias, em regime fechado, por feminicídio e furto. Já o ex-marido deverá cumprir 30 anos, igualmente em regime fechado. O tempo médio entre o crime e a sentença em Mato Grosso ficou em 2,4 anos. De acordo com parâmetros do Conselho Nacional de Justiça, esse intervalo é impactado pelo período da distribuição da ação até a decisão, pela baixa processual e pelo volume de casos ainda pendentes. Os processos iniciados em 2020 tiveram duração maior, chegando a 2,9 anos, reflexo direto das restrições impostas pela pandemia de Covid-19. Soma-se a isso a complexidade dos crimes dolosos contra a vida, que exigem instrução prolongada, perícias, diversas oitivas e o cumprimento do rito do Júri. No campo estrutural, dados do Centro de Apoio Operacional do Júri mostram que, em 2025, membros do Ministério Público participaram de mais de 1.400 sessões de julgamento em todas as regiões do estado, muitas delas envolvendo feminicídios. O ano também marcou a criação do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri), instituído pela Procuradoria-Geral de Justiça para reforçar a atuação em casos complexos. Sob coordenação do promotor Fabison Miranda Cardoso, a força-tarefa passou a trabalhar de forma estratégica, principalmente em comarcas do interior, ampliando a capacidade de resposta institucional e a especialização nos crimes contra a vida.
Polícia Civil e Sema flagram transporte e venda ilegal de madeira em Novo Mundo
A Polícia Civil, com apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), flagrou o transporte e a comercialização ilegal de madeira extraída de forma clandestina na zona rural de Novo Mundo, região norte de Mato Grosso. A ação ocorreu na sexta-feira (6), após denúncia encaminhada à Delegacia de Guarantã do Norte. Segundo as informações recebidas pelos investigadores, a madeira teria origem no Assentamento Araúna e estava sendo levada em um caminhão prancha sem placas, com a cabine danificada. A carga, composta por toras brutas, teria como destino uma serraria localizada em Guarantã do Norte. Diante da denúncia, policiais civis e agentes ambientais iniciaram diligências e localizaram o veículo durante patrulhamento pela MT-419. Mesmo com indícios de flagrante, a equipe optou por realizar acompanhamento velado para identificar o ponto onde a madeira seria descarregada. Em determinado momento, o caminhão e um veículo que fazia a função de “batedor”, uma Fiat Strada branca, pararam em um trecho pouco iluminado, nas proximidades de um armazém, numa tentativa de despistar a fiscalização. Após estacionar o caminhão, os suspeitos deixaram o local e retornaram horas depois, por volta de 1h30, quando seguiram até o pátio da serraria. Assim que o veículo de apoio deixou a área, os policiais realizaram a abordagem. No local, foi identificada uma mulher de 55 anos, que se apresentou como proprietária do caminhão. Ela relatou que a madeira era proveniente de desmatamento ilegal, afirmou não possuir documentação ambiental e disse que o material seria serrado para posterior venda. O motorista do caminhão, um homem de 36 anos, contou que foi contratado pela suspeita pelo valor de R$ 2 mil para fazer o transporte e admitiu saber da origem ilícita da carga. Já o terceiro envolvido, de 54 anos, marido da proprietária, declarou que atuava como batedor. A carga era formada por sete toras de grande porte. O dono da serraria, de 49 anos, foi notificado pela Sema, que determinou a apreensão provisória do caminhão e da madeira, permanecendo ambos no pátio do estabelecimento. A Secretaria de Meio Ambiente deverá elaborar um laudo técnico e adotar as medidas administrativas cabíveis. Os três suspeitos foram encaminhados à delegacia e responderão pelo crime de transporte e comercialização ilegal de madeira, em desacordo com a legislação ambiental.
Max Russi percorre quatro cidades, garante obras, equipamentos e reforça parceria com municípios do Sul de MT
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi, cumpriu nesta sexta-feira (6) uma extensa agenda institucional na Região Sul do Estado ao lado do vice-governador Otaviano Pivetta. A expedição passou por Tesouro, Guiratinga, São José do Povo e Pedra Preta, com uma série de convênios firmados, autorizações de obras e entrega de maquinários voltados principalmente à infraestrutura urbana e ao fortalecimento da agricultura familiar. Com base política consolidada na região, Russi tem direcionado emendas e articulado projetos estratégicos junto ao Executivo estadual. Durante a viagem, destacou o perfil municipalista do mandato. “É uma alegria estar presente e participar de conquistas importantes para essas cidades. Nosso trabalho é ouvir prefeitos, vereadores e lideranças para atender aquilo que cada município realmente precisa”, afirmou. Em Tesouro, o pacote anunciado inclui pavimentação de vias no Distrito de Batovi, entrega de caminhão para atender pequenos produtores e o avanço do processo para construção de pontes sobre o Córrego Avoadeira, Ribeirão Estrela e Rio Cassununga, na MT-260. Também entraram na lista a edificação da Escola Municipal 15 de Outubro e melhorias no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). O prefeito Isaack Castelo Branco ressaltou a proximidade do parlamentar com a população local. Segundo ele, o apoio do deputado é constante nas demandas apresentadas ao governo. “Tesouro tem um carinho enorme pelo Max. Ele recebeu quase 52% dos votos aqui. Está sempre presente nas nossas lutas e nos acompanha quando precisamos buscar soluções”, disse. Em Guiratinga, a comitiva confirmou novos investimentos em malha viária urbana e a pavimentação de 60,1 quilômetros da MT-270, além da futura construção da Escola Municipal Tenente Daniel Aluízio Nazário. O município foi contemplado ainda com um caminhão basculante e um trator para reforçar a produção rural. Durante a passagem pela cidade, Max Russi recebeu o título de cidadão guiratinguense. Ele também conversou com agentes comunitários de saúde e profissionais de combate às endemias, oportunidade em que assumiu o compromisso de viabilizar bicicletas elétricas para dar mais agilidade ao atendimento das equipes. Já em São José do Povo foram autorizadas obras de asfalto na Rua Lupério H. Assunção e em 16 quilômetros da MT-459. A cidade também recebeu um caminhão-pipa e uma retroescavadeira destinados à agricultura familiar. Outro avanço foi a ordem de serviço para finalizar 5,8 quilômetros da MT-070. O prefeito Junior da Saúde enfatizou a colaboração permanente do deputado com o município e lembrou o reconhecimento prestado a ele com o título de cidadão são-josense-do-povo. Fechando a agenda, em Pedra Preta foram autorizadas intervenções para recuperar avenidas, pavimentar trechos e construir ponte sobre o Córrego Grotão, na MT-458 — reivindicação antiga da comunidade que teve participação direta do presidente da ALMT nas tratativas. Também receberam aval novas estruturas sobre o Córrego Ponte de Pedra, na mesma rodovia, e sobre o Ribeirão Ponte de Pedra, na MT-040. O município será beneficiado ainda com a implantação da Escola Cívico-Militar Estadual 10 de Dezembro e a construção de uma quadra poliesportiva na Escola Estadual Ivonne Tramarim de Oliveira. Paralelamente às agendas de infraestrutura, todos os municípios visitados receberam ações do programa SER Família, ampliando a rede de apoio social e reafirmando a presença do Estado junto às comunidades da região.
Projeto de Wellington Fagundes ganha força diante do aumento de casos de maus-tratos a animais no país
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O crescimento expressivo dos casos de maus-tratos a animais em todo o país tem reforçado a importância de iniciativas legislativas voltadas à proteção animal. Nesse cenário, ganha destaque o projeto apresentado pelo senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), que propõe a criação de uma política nacional estruturada para acolhimento, resgate e manejo responsável de animais. Médico veterinário de formação, o parlamentar é autor do Projeto de Lei que institui a Política de Acolhimento e Manejo de Animais Resgatados (AMAR), proposta que estabelece diretrizes nacionais para fortalecer o combate ao abandono e aos maus-tratos, além de ampliar a responsabilidade compartilhada entre poder público, sociedade civil e iniciativa privada. Proposta cria base legal para proteção animal no Brasil Apresentado inicialmente em 2019, o projeto AMAR define princípios, objetivos e instrumentos para organizar o atendimento a animais em situação de risco, incluindo casos de abandono, acidentes, desastres naturais e eventos climáticos extremos. A proposta também determina responsabilidades claras para estados, municípios e instituições envolvidas no resgate e acolhimento, buscando estruturar uma política permanente de proteção animal em nível nacional. O texto que atualmente tramita no Senado corresponde ao substitutivo aprovado pela Câmara dos Deputados, que ampliou o alcance da iniciativa e fortaleceu os mecanismos de atuação integrada. Endurecimento das penas e combate à impunidade Além da criação da política nacional, Wellington Fagundes defende o fortalecimento das punições previstas na Lei de Crimes Ambientais para coibir a violência contra cães e gatos. Segundo o senador, embora o crime já esteja previsto na legislação, as sanções ainda são consideradas brandas e muitas vezes não produzem efeito suficiente para impedir a reincidência. “Quem maltrata animal precisa sentir o peso da lei. Precisamos de penas mais severas, com possibilidade real de prisão e agravantes para casos de crueldade extrema ou reincidência”, afirmou. A estratégia legislativa inclui incorporar novas medidas ao próprio projeto AMAR, consolidando propostas em tramitação que ampliem o rigor na punição de crimes contra animais. Crescimento alarmante dos casos reforça urgência da proposta Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontam um aumento significativo dos processos judiciais relacionados à Lei de Crimes Ambientais. Entre 2020 e 2025, o número de ações passou de 245 para 4.919 casos, crescimento superior a 1.900%. Apenas na comparação entre 2024 e 2025, o aumento foi de aproximadamente 21%. Casos de grande repercussão nacional, como o do cão comunitário conhecido como “Orelha”, em Florianópolis, intensificaram o debate público sobre a necessidade de políticas mais eficazes e punições mais rigorosas. Para o senador, o avanço desses registros demonstra que o país precisa de respostas estruturadas, e não apenas reações pontuais diante de episódios de violência. Proteção animal também é questão de saúde pública Como médico veterinário, Wellington Fagundes destaca que o projeto não trata apenas da defesa dos animais, mas também de saúde coletiva. Segundo ele, políticas de controle populacional, prevenção de zoonoses e manejo adequado de animais resgatados contribuem diretamente para a segurança sanitária e para a qualidade de vida da população. “Precisamos transformar a comoção em ação concreta. Maus-tratos não podem ser minimizados. Proteger animais é também promover saúde pública e uma sociedade mais consciente”, concluiu.
Abilio critica repasses federais, compara Cuiabá com Várzea Grande e diz que projetos do PAC viraram “mídia”
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), voltou a subir o tom contra o governo federal ao comentar a dificuldade de acesso a recursos e investimentos para a Capital. Durante declarações recentes, o gestor afirmou que muitas ações anunciadas dentro do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) acabam ficando apenas no campo da divulgação institucional, sem resultados concretos para os municípios. A crítica ocorre em um momento em que a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), adota uma postura diferente e tem buscado aproximação com o Palácio do Planalto para destravar obras e investimentos na cidade. Segundo Abilio, Cuiabá apresentou cerca de 38 projetos ao Novo PAC com o objetivo de captar recursos federais, mas apenas quatro foram aprovados, todos voltados à construção de escolas. “Os projetos foram disponibilizados pelo próprio governo federal. Nós apenas protocolamos e, mesmo assim, apenas quatro unidades foram aprovadas. Isso acaba virando mais mídia do que execução de fato”, afirmou. O prefeito disse que a situação reforça a dificuldade de diálogo institucional com a União e levanta dúvidas sobre a efetividade das ações anunciadas. Comparação direta com Várzea Grande Abilio também comparou o cenário de Cuiabá com o de Várzea Grande, município que, segundo ele, possui maior dependência financeira dos repasses federais. Apesar disso, o prefeito questionou se os anúncios feitos pelo governo federal estão, de fato, se transformando em investimentos concretos. “Entendo que Várzea Grande precisa muito mais desses recursos. Mas vemos muitos lançamentos, especialmente em período eleitoral, que depois desaparecem”, declarou. O gestor ainda afirmou que, até o momento, não observou resultados práticos significativos oriundos da aproximação institucional do município vizinho com o governo federal. Obras e investimentos anunciados em Várzea Grande Em contraponto, a gestão de Flávia Moretti informa que conseguiu destravar projetos importantes com apoio da União. Entre os principais investimentos citados estão: Construção da nova maternidade de Várzea Grande, com previsão de R$ 105 milhões Implantação de carretas de atendimento especializado em saúde Destinação de R$ 8 milhões em maquinários agrícolas Avanço em obras de saneamento Implantação de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Retomada da obra do Centro Especializado em Reabilitação (CER II) Já Cuiabá recebeu, recentemente, uma ambulância do Samu por meio do programa federal. O tamanho do Novo PAC em Mato Grosso O Novo PAC prevê aproximadamente R$ 26,88 bilhões em investimentos em Mato Grosso. Desse total: R$ 13,4 bilhões já foram executados até o fim de 2024 Mais de 500 empreendimentos estão listados Parte das obras já foi concluída e outras seguem em execução, licitação ou fase preparatória Entre as entregas estão transporte escolar, ambulâncias, obras de saneamento, investimentos em infraestrutura e unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida. Debate político deve se intensificar As declarações de Abilio evidenciam um cenário de disputa política e institucional sobre a efetividade dos programas federais e a distribuição de recursos para os municípios da região metropolitana. Enquanto Cuiabá cobra resultados concretos, Várzea Grande aposta na aproximação para garantir investimentos. O tema tende a ganhar ainda mais espaço no debate público, especialmente com a proximidade do calendário eleitoral e a disputa por obras estruturantes que impactam diretamente a população.
Período chuvoso eleva risco de queda de árvores e Defesa Civil orienta população em Mato Grosso
Com o avanço das chuvas em Mato Grosso, a Defesa Civil do Estado reforçou o alerta para os perigos envolvendo árvores em áreas urbanas e rurais. A combinação de ventos fortes e precipitações intensas aumenta a possibilidade de quedas, o que pode atingir casas, veículos, interromper vias e provocar acidentes graves. O órgão pede que os moradores redobrem a atenção, principalmente durante as tempestades, evitando permanecer próximos a árvores e observando indícios de comprometimento da estrutura vegetal. De acordo com o superintendente de Proteção e Defesa Civil, tenente-coronel Luís Cláudio Pereira da Cruz, o momento exige prevenção. “Estamos em um período de chuvas intensas, especialmente no interior do estado, o que amplia o risco de ocorrências. Medidas simples são essenciais para preservar vidas”, afirmou. Entre os sinais de alerta estão troncos inclinados, rachaduras, ocos, excesso de galhos secos e raízes expostas — características que podem indicar maior probabilidade de queda diante de rajadas de vento. A Defesa Civil também orienta que a população não faça podas ou cortes por conta própria. Intervenções inadequadas podem enfraquecer a planta e agravar o problema. Em perímetro urbano, a recomendação é acionar a prefeitura ou o setor responsável para que equipes técnicas façam a avaliação correta. Outra medida importante é não estacionar veículos nem buscar abrigo sob árvores durante temporais. Mesmo exemplares aparentemente saudáveis podem perder galhos com a força do vento. Nos casos em que já houve queda, a orientação é não tentar retirar troncos ou galhadas, sobretudo quando estiverem apoiados em muros ou na fiação elétrica. A remoção deve ser realizada por profissionais capacitados, devido ao risco elevado de acidentes. Se houver contato com cabos de energia, a distância é fundamental. A população não deve se aproximar nem tocar e precisa comunicar imediatamente a concessionária e os serviços de emergência para evitar choques. Em situações de perigo iminente, a recomendação é procurar um local seguro e acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. O órgão estadual mantém acompanhamento permanente das condições do tempo e reforça a importância de a população seguir os avisos emitidos pelos canais oficiais. As atualizações podem ser consultadas no Instagram @defesacivilmt e também pelos sistemas de alerta. Para receber mensagens por SMS, basta enviar o CEP desejado para o número 40199. Já pelo WhatsApp, o cadastro pode ser feito iniciando conversa com o atendimento automático no telefone (61) 2034-4611 e seguindo as orientações apresentadas.