A Câmara Municipal de Cuiabá instaurou uma Comissão Especial para investigar a denúncia de assédio moral e sexual envolvendo o ex-secretário municipal de Desenvolvimento e Trabalho, William Leite de Campos. A criação do grupo foi aprovada pelos vereadores durante sessão ordinária realizada nesta terça-feira (10) e terá prazo de até 90 dias para apresentar conclusões. A iniciativa partiu da segunda-secretária da Mesa Diretora, vereadora Dra. Mara (Podemos), e recebeu 22 votos favoráveis em plenário. Caberá ao colegiado analisar os fatos relacionados ao caso dentro da esfera da administração pública municipal. A presidente do Legislativo, vereadora Paula Calil (PL), afirmou que a comissão representa uma resposta à sociedade e garantiu que o parlamento municipal fará o acompanhamento com seriedade. Segundo ela, a Câmara está comprometida em acolher a denunciante e prestar esclarecimentos à população. Paula ressaltou ainda que, quando a Mesa Diretora foi questionada anteriormente, não havia comunicação oficial sobre o episódio. Para a parlamentar, é papel dos vereadores fiscalizar e promover a apuração necessária sempre que surgirem denúncias dessa natureza. Desde que o assunto se tornou público, na última sexta-feira (6), a presidente já havia divulgado nota manifestando solidariedade à ex-servidora e defendendo que situações do tipo sejam tratadas com responsabilidade institucional, respeito às partes envolvidas e cumprimento do devido processo legal. A definição dos integrantes da Comissão Especial deve ocorrer na próxima reunião do Colégio de Líderes. Depois disso, a Presidência da Câmara fará a publicação da resolução que oficializa a instalação do grupo e a composição dos membros. Paula Calil reforçou que o Legislativo não será omisso. Segundo ela, a apuração precisa ocorrer com transparência e dentro das garantias previstas na Constituição, para que os fatos sejam devidamente esclarecidos.
Compra da Santa Casa mobiliza ALMT e deputados celebram garantia de funcionamento do hospital
O anúncio do Governo de Mato Grosso de que pretende adquirir em definitivo o prédio da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá dominou os debates da sessão desta quarta-feira (11) na Assembleia Legislativa. Deputados de diferentes partidos avaliaram a iniciativa como decisiva para evitar a descontinuidade dos atendimentos e preservar uma instituição vista como símbolo da saúde pública no estado. A proposta apresentada pelo governador Mauro Mendes prevê a formalização de oferta de R$ 25 milhões ao Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, órgão que detém a custódia do imóvel. A medida busca garantir segurança jurídica para que o Hospital Estadual Santa Casa continue funcionando e possa ampliar serviços. Presidente do Parlamento, Max Russi afirmou que a notícia atende a um esforço coletivo construído nos últimos meses entre Legislativo e Executivo. Segundo ele, a manutenção da unidade sempre foi defendida pela maioria dos parlamentares, tanto pelo peso histórico quanto pela capacidade de atendimento à população. O deputado destacou que o fechamento representaria perda significativa para o sistema de saúde e reforçou que a Assembleia atuou para construir uma solução que mantivesse portas abertas e equipes em atividade. Para Júlio Campos, o encaminhamento marca um momento emblemático para Cuiabá e para o estado. Ele lembrou que, além do valor proposto para a compra, o governo já aplicou recursos expressivos durante o período de intervenção, o que, na avaliação dele, demonstra compromisso com a continuidade da assistência. O parlamentar afirmou ainda que a mobilização foi intensa, especialmente entre representantes da Baixada Cuiabana, e que o resultado beneficia diretamente quem depende do SUS. O primeiro-secretário da ALMT, Dr. João, também celebrou o desfecho. Ele relembrou visitas, reuniões com profissionais e conversas com pacientes ao longo das discussões sobre o futuro da instituição. Na avaliação do deputado, setores como oncologia e nefrologia pediátrica não poderiam sofrer interrupções ou transferências, por atenderem casos delicados e permanentes. Júlio Campos acrescentou que a estrutura, que passou por melhorias nos últimos anos, tem condições de absorver outros atendimentos e ajudar a diminuir gargalos, principalmente na realização de cirurgias. Ele adiantou que pretende continuar destinando emendas para reforçar a oferta desses procedimentos. Da tribuna, Elizeu Nascimento afirmou que a permanência da Santa Casa representa fortalecimento da rede de alta complexidade e sinaliza avanço na política hospitalar do estado. Para ele, a decisão responde a uma cobrança antiga da sociedade por estabilidade e ampliação dos serviços. Diversos deputados acompanharam o anúncio no Palácio Paiaguás, entre eles Dilmar Dal Bosco, Carlos Avallone, Chico Guarnieri, Paulo Araújo, Diego Guimarães e Fábio Tardin, reforçando o clima de apoio à iniciativa.
epresentante da CNM visita a AMM e debate prioridades dos municípios
A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) recebeu nesta terça-feira (10) a visita do 2º secretário da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Hudson Pereira de Brito. Foi a primeira vez que o representante da entidade nacional esteve na sede da instituição mato-grossense. Ele veio acompanhado do 4º vice-presidente da CNM, Rafael Machado, ex-prefeito de Campo Novo do Parecis. Hudson Brito foi recepcionado pelo presidente da AMM, Leonardo Bortolin. O encontro teve como foco o alinhamento de ações e o fortalecimento das pautas prioritárias do movimento municipalista, além da troca de experiências entre as entidades. Ao conhecer a estrutura da associação, o secretário da CNM destacou o protagonismo da AMM no cenário estadual e a participação ativa da instituição nas mobilizações em Brasília. Brito também ressaltou a importância da união dos prefeitos de Mato Grosso, lembrando que todos os municípios do estado integram a entidade, o que amplia a representatividade e fortalece a defesa dos interesses locais em nível nacional. Ex-prefeito de Santana do Seridó, no Rio Grande do Norte, por cinco mandatos, ele acumula cerca de três décadas de atuação na causa municipalista. Leonardo Bortolin enfatizou que a aproximação com a CNM é fundamental para ampliar o debate sobre soluções que atendam às demandas das prefeituras. Para o dirigente, a experiência do secretário contribui para a construção de estratégias mais eficientes diante dos desafios enfrentados diariamente pelos gestores. Durante a reunião, também ganhou destaque a preparação para a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, marcada para ocorrer entre 18 e 21 de maio de 2026. O evento deve reunir prefeitos e lideranças de todo o país em torno de reivindicações históricas, entre elas a proposta de ampliação do Fundo de Participação dos Municípios, com acréscimo de 1,5% no repasse do mês de março, além de debates técnicos voltados ao aprimoramento da administração pública.
Estado decide comprar Santa Casa e oferece R$ 25 milhões para garantir continuidade dos serviços
O Governo de Mato Grosso anunciou nesta quarta-feira (11) que vai formalizar ao Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-MT) uma proposta de R$ 25 milhões para adquirir de forma definitiva o prédio da Santa Casa de Cuiabá. O objetivo é assegurar a manutenção do Hospital Estadual Santa Casa e dar estabilidade jurídica e administrativa à unidade, que está sob custódia da Justiça Trabalhista em razão de débitos deixados pela antiga gestão. De acordo com o governador Mauro Mendes, a decisão foi tomada com base em critérios técnicos e busca evitar qualquer interrupção no atendimento à população. Ele lembrou que, em 2019, o hospital chegou a permanecer fechado por cerca de dois meses e que a retomada das atividades pelo Estado foi fundamental, sobretudo diante da pandemia que viria no ano seguinte. O governador ressaltou ainda o peso histórico da instituição, com mais de 200 anos de serviços prestados, e afirmou que a estrutura continuará tendo papel importante dentro da rede pública estadual. Parte dos atendimentos poderá ser absorvida futuramente pelo Hospital Central, mas áreas consideradas estratégicas, como oncologia e nefrologia, devem permanecer na Santa Casa. Além disso, a unidade poderá receber novos serviços, a exemplo de home care, cuidados paliativos e exames de imagem, ampliando o perfil assistencial e garantindo suporte complementar à rede hospitalar. O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, afirmou que a proposta representa uma solução definitiva para um problema que se arrasta há anos. Segundo ele, a modelagem construída pela pasta permite encerrar a insegurança em torno do imóvel e manter a continuidade do atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A manifestação formal do governo será enviada ainda hoje ao TRT-MT. O tribunal deverá consultar o Governo Federal para saber se há interesse da União em assumir o prédio. Em caso negativo, o Estado terá prioridade na aquisição. O anúncio foi acompanhado pelo vice-governador Otaviano Pivetta, por deputados estaduais, representantes do Ministério Público, integrantes da equipe de governo, além do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini.
Câmara barra comissão contra Chico 2000 mesmo após denúncias da Operação Gorjeta
A Câmara Municipal de Cuiabá decidiu, nesta terça-feira, não abrir comissão processante para apurar possível quebra de decoro do vereador Chico 2000, citado em investigações da chamada Operação Gorjeta. Por 15 votos contrários e 7 favoráveis, o plenário rejeitou a instauração do procedimento que poderia, em última instância, resultar na cassação do mandato. O resultado confirmou o cenário que já vinha se desenhando nos bastidores, diante da dificuldade de reunir votos suficientes para autorizar a investigação interna. O parlamentar está afastado por determinação relacionada ao inquérito conduzido pela Polícia Civil, que apura suspeitas de irregularidades na destinação de emendas parlamentares a entidades ligadas a atividades esportivas e culturais. Entre os indícios analisados estão possíveis fraudes, superfaturamento e movimentações financeiras consideradas atípicas. Durante a discussão, vereadores contrários à abertura da comissão afirmaram que não tiveram acesso completo ao conteúdo das apurações e que, por isso, não haveria base para iniciar um processo político-administrativo. Já os parlamentares favoráveis sustentaram que a comissão serviria justamente para permitir esclarecimentos formais e garantir transparência, sem representar julgamento antecipado. A presidente da Câmara, Paula Calil, afirmou que levou o pedido à votação seguindo o que determina o regimento. Segundo ela, a Procuradoria apontou a existência dos requisitos formaais para análise, mas a palavra final caberia ao plenário. A dirigente declarou ainda que vê com bons olhos a criação desse tipo de instrumento por entender que ele abre espaço para a defesa pública do investigado, embora tenha frisado que deve respeitar a decisão da maioria. Com a deliberação, o Legislativo municipal não fará, por ora, apuração própria sobre o caso. As investigações continuam na esfera policial, enquanto a decisão dos vereadores alimenta discussões sobre transparência e a postura da Câmara diante de denúncias envolvendo recursos públicos.
Operação Mosaico mira lavagem de dinheiro do tráfico e cumpre 17 ordens em quatro cidades de MT
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11.2), a Operação Mosaico com o objetivo de desarticular um esquema estruturado de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas ligado a uma facção criminosa com atuação em Mato Grosso. Ao todo, são cumpridas 17 ordens judiciais, entre mandados de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e quebras de sigilo bancário. As diligências ocorrem de forma simultânea nos municípios de Barra do Garças, Cuiabá, Rondonópolis e Água Boa. As investigações são conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças e representam desdobramentos de inquéritos anteriores que identificaram a existência de um núcleo responsável pela movimentação e ocultação de valores provenientes do tráfico de entorpecentes. Conforme apurado, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 3 milhões em pouco mais de um ano, por meio de diversas transações bancárias consideradas atípicas e incompatíveis com as rendas formalmente declaradas pelos envolvidos. Durante a apuração, foram reunidos elementos que indicam a divisão de funções entre os investigados, incluindo a centralização de recursos financeiros, a distribuição de valores a integrantes da organização e a possível utilização de contas bancárias de pessoas interpostas para dissimular a origem ilícita do dinheiro. Os materiais apreendidos durante o cumprimento das buscas passarão por análise e devem subsidiar a continuidade das investigações, que seguem em andamento para aprofundar a identificação de outros possíveis envolvidos e promover a responsabilização criminal dos investigados. Se quiser, posso adaptar o texto para um formato mais enxuto, mais policial ou com linguagem de portal.
Quatro mortos em confronto com a Força Tática somavam 30 passagens criminais
Quatro homens morreram em confronto com a Força Tática da Polícia Militar na noite de terça-feira (10), em Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá). Segundo levantamento da PM, o grupo acumulava, junto, 30 passagens criminais por diversos delitos. De acordo com as informações oficiais, os suspeitos tinham idades entre 26 e 34 anos e possuíam histórico criminal que incluía tráfico de drogas, associação para o tráfico, roubo, furto, lesão corporal, porte ilegal de arma de fogo, corrupção de menores, ameaça, desacato, tortura e desobediência. Um dos envolvidos possuía ainda registro por homicídio doloso consumado no ano de 2024, em outro estado. Imóvel funcionava como possível “escritório do crime” Conforme a Polícia Militar, a ação ocorreu após o setor de inteligência identificar um imóvel que estaria sendo utilizado como base operacional de uma organização criminosa. O local funcionaria como um possível “escritório do crime”, ponto estratégico para articulação de tráfico de drogas e outros delitos na região. Ao chegarem ao endereço indicado, os policiais teriam sido recebidos a tiros pelo grupo armado. Houve revide por parte da equipe. Após o confronto, os quatro suspeitos foram baleados. Equipes de resgate foram acionadas, mas as mortes foram confirmadas ainda no local. Arsenal apreendido Durante a ocorrência, os policiais apreenderam: Seis armas de fogo, sendo três revólveres, uma pistola calibre .380 e dois fuzis Dois tabletes de substância análoga à maconha Cerca de 250 munições calibre 5,56, aparentemente intactas O material foi encaminhado à Polícia Civil, que dará continuidade às investigações para apurar a atuação do grupo e possíveis conexões com outras atividades criminosas na região.
Deputados e servidores discutem na ALMT regras para licença classista
O Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 1/2026, encaminhado pelo Governo de Mato Grosso e que altera as regras de afastamento remunerado de servidores para o exercício de mandato em sindicatos e associações de classe, dominou o debate em audiência pública realizada na tarde desta terça-feira (10), no auditório Milton Figueiredo, na Assembleia Legislativa. O encontro foi solicitado por lideranças partidárias e conduzido pela deputada estadual Janaina Riva (MDB), reunindo representantes sindicais e trabalhadores do serviço público estadual e municipal. A proposta estabelece que a licença classista poderá ser concedida por um mandato, com possibilidade de apenas uma prorrogação em caso de reeleição para a mesma função. O conteúdo provocou forte reação entre os participantes. Para a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso, Carmem Machado, a medida representa uma tentativa de enfraquecer a atuação das entidades. Segundo ela, a iniciativa ameaça direitos constitucionais e afronta, inclusive, parâmetros defendidos por organismos internacionais ligados à liberdade de organização sindical. Carmem avaliou ainda que o envio do projeto ocorre em um momento sensível, em que o funcionalismo pressiona o Executivo por reivindicações, como a recomposição de perdas da Revisão Geral Anual (RGA). A estimativa apresentada pelas lideranças aponta defasagem acumulada de 18,38%. Na visão da dirigente, a proposta soa como retaliação ao movimento. O presidente da Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais de Mato Grosso, Nedilson Maciel dos Santos, alertou que as mudanças podem alcançar aproximadamente 252 mil trabalhadores, considerando que muitos municípios replicam as normas adotadas pelo Estado. Para ele, a escolha de dirigentes deve ser prerrogativa exclusiva da categoria, sem interferência de governadores ou prefeitos na quantidade de mandatos. Representando a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), o vice-presidente João Fernandes também apontou o que considera ingerência do Poder Executivo. Ele criticou especialmente o trecho que determina que, ultrapassado o limite de afastamentos, o servidor terá de conciliar a função sindical com o cargo efetivo. Além disso, caso não haja alteração no texto, a participação em assembleias e reuniões dependerá de autorização da chefia imediata. Para o dirigente, a proposta contraria o princípio da autonomia sindical. A deputada Janaina Riva reforçou a preocupação com a viabilidade prática da atuação dos representantes. Ela questionou como o servidor conseguiria participar de encontros e mobilizações se estivesse obrigado a cumprir a jornada normal de trabalho, sugerindo que, nessas condições, as atividades ficariam restritas ao período noturno. Também acompanharam a audiência os deputados Lúdio Cabral (PT), Eduardo Botelho (União) e Wilson Santos (PSD). Ao final da discussão, Janaina destacou que diferentes encaminhamentos estão em análise. O objetivo prioritário, segundo ela, é tentar barrar a tramitação, embora reconheça a dificuldade diante da maioria governista, estimada em mais de 13 parlamentares. Diante desse quadro, cresce a possibilidade de apresentação de emendas ou até de um substitutivo integral para modificar o conteúdo do PLC durante as votações. Apesar das divergências, a deputada acredita que ainda há espaço para diálogo com os colegas de parlamento a fim de promover ajustes. Mesmo assim, reiterou que a meta principal, neste momento, continua sendo a rejeição da proposta. Lúdio Cabral avaliou que a audiência pública cumpre papel fundamental na mobilização das categorias. Ele observou que o projeto ainda não estava oficialmente na pauta da sessão desta quarta-feira, embora já tenha recebido parecer favorável da Comissão de Trabalho, com dois votos contrários. Caso a matéria seja levada ao plenário, o parlamentar afirmou que a estratégia será protocolar emendas ou um substitutivo para forçar o retorno à comissão e ampliar o tempo de debate. Segundo Cabral, a intenção é corrigir falhas identificadas no texto e construir a articulação necessária, seja para aprovar mudanças mais amplas, seja para derrotar a iniciativa encaminhada pelo governo estadual.