Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), foi convocada para prestar depoimento à Comissão Processante (CP) da Câmara Municipal, no próximo dia 19, às 8h, no âmbito de um procedimento que apura possível infração político-administrativa relacionada ao uso de slogan institucional em uniformes escolares distribuídos pela rede pública municipal. A investigação teve início após denúncia formal apresentada por um cidadão e protocolada pelo advogado Juscelio Rodrigues dos Santos, inscrito na OAB/MT, que questiona a utilização da expressão “Transparência, Trabalho e Progresso” nas peças fornecidas aos estudantes. Segundo a representação, a inserção da frase poderia caracterizar promoção pessoal vinculada à gestão municipal, por meio de um serviço público custeado com recursos da administração. Comissão Processante foi criada após aprovação da Câmara Municipal A Comissão Processante foi oficialmente instaurada após aprovação em plenário da Câmara Municipal, conforme prevê o Regimento Interno do Legislativo. O procedimento segue rito formal previsto na legislação e tem como objetivo apurar os fatos, garantir o direito à defesa e apresentar um relatório conclusivo. Foram designados para compor a comissão os vereadores: Cleyton Nassarden Guerra (MDB), presidente Carlinhos Figueiredo (Republicanos), relator Enfermeiro Emerson (PP), membro O grupo é responsável por conduzir a fase de instrução, coletar depoimentos, reunir documentos e avaliar os elementos apresentados no processo. O que está sendo investigado O foco da apuração é verificar se a utilização do slogan institucional nos uniformes escolares pode ter violado princípios constitucionais da administração pública, especialmente o princípio da impessoalidade, previsto no artigo 37 da Constituição Federal. Esse princípio estabelece que a atuação da administração pública deve ser voltada ao interesse coletivo, sem promoção pessoal de autoridades ou agentes públicos. A denúncia também menciona a Lei Municipal nº 4.110/2015, que regulamenta a distribuição de uniformes escolares e prevê restrições quanto ao uso de símbolos ou elementos que possam identificar diretamente uma gestão específica ou caráter político-partidário. Prefeita terá direito à defesa e apresentação de esclarecimentos A convocação da prefeita Flávia Moretti integra a fase de instrução do processo e tem como objetivo permitir que a gestora apresente sua versão dos fatos e esclarecimentos formais à comissão. Além da prefeita, também poderão ser ouvidos: o ex-secretário municipal de Educação, responsável à época pela gestão da pasta; o autor da denúncia; e representantes da empresa responsável pela confecção dos uniformes. O procedimento segue os princípios do contraditório e da ampla defesa, garantidos pela legislação brasileira. O que pode acontecer após a conclusão da investigação Após a fase de coleta de informações e depoimentos, a Comissão Processante deverá elaborar um relatório final, que será submetido à votação no plenário da Câmara Municipal. Entre os possíveis desdobramentos previstos no ordenamento jurídico estão: arquivamento do processo, caso não sejam identificadas irregularidades; aplicação de sanções político-administrativas, se for constatada infração; ou encaminhamento do caso a outros órgãos competentes, caso haja necessidade de análise complementar. O prazo legal para conclusão do processo é de até 90 dias, conforme estabelece o Regimento Interno do Legislativo. Processo segue dentro do rito legal previsto para fiscalização do Executivo A Comissão Processante é um instrumento previsto na legislação para que o Poder Legislativo exerça sua função constitucional de fiscalização sobre atos do Poder Executivo. A convocação da prefeita para prestar esclarecimentos faz parte desse procedimento formal e não representa, por si só, julgamento ou conclusão sobre o mérito da denúncia. O caso segue em tramitação e deverá ter novos desdobramentos conforme o avanço das apurações. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Segunda noite do Grupo Especial do Rio emociona com homenagens a Rita Lee, Mestre Ciça e Carolina Maria de Jesus
A Marquês de Sapucaí viveu uma noite de emoção, ancestralidade e grandes espetáculos entre segunda-feira (16) e a madrugada de terça (17), na segunda noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Quatro escolas cruzaram a avenida com enredos que exaltaram ícones da música, da literatura e da cultura popular brasileira. As informações são da CNN Brasil. Mocidade Independente de Padre Miguel Primeira a desfilar, a escola levou para a avenida o enredo em homenagem à cantora Rita Lee. A apresentação celebrou o espírito irreverente e libertário da artista, com alegorias e alas que faziam referência a fases marcantes da carreira e da vida da roqueira. Um dos momentos mais simbólicos foi a comissão de frente, que trouxe uma cela com a palavra “censurada”, remetendo ao período da ditadura militar, transformando-se em nave espacial — numa clara alusão ao universo criativo e contestador da cantora. Entre os destaques esteve o carro “Lança Perfume”, que contou com a presença de Roberto de Carvalho, viúvo de Rita. Também chamou atenção a homenagem ao cachorro Orelha, símbolo da militância da artista pela causa animal. A escola concluiu o desfile dentro do tempo regulamentar, mas um espaçamento entre alas pode impactar na avaliação dos jurados. Beija-Flor de Nilópolis A azul e branco da Baixada Fluminense apresentou um enredo inspirado no Bembé do Mercado, tradicional manifestação religiosa do Recôncavo Baiano. O desfile teve assinatura do carnavalesco João Vitor Araújo. Logo no início, o público ovacionou Neguinho da Beija-Flor, em seu primeiro Carnaval após a aposentadoria como intérprete oficial da escola. A Beija-Flor trouxe como novidade os intérpretes Jéssica Martin e Nino do Milênio. A comissão de frente surpreendeu ao apresentar um barco que se transformava em Mãe D’água, enquanto figuras de Oxum e Iemanjá reforçavam a ancestralidade africana na narrativa. Apesar de encerrar o desfile antes do limite de 80 minutos, um detalhe no carro abre-alas apresentou problema técnico e pode ser considerado na apuração. Unidos do Viradouro A Viradouro apostou na emoção ao homenagear em vida o Mestre Ciça, comandante da bateria Furacão Vermelho e Branco. A escola reviveu momentos históricos da agremiação, incluindo a releitura do icônico carro do xadrez, que marcou o Carnaval de 2007. O desfile também marcou o retorno de Juliana Paes ao posto de rainha de bateria após 17 anos. Em entrevista à CNN Brasil, a atriz destacou a importância do homenageado em sua trajetória. O próprio Mestre Ciça se emocionou ao falar sobre ser enredo em vida. A escola cumpriu o tempo regulamentar, mas enfrentou problema técnico em um dos carros alegóricos, cujo elevador não funcionou como previsto. Unidos da Tijuca Encerrando a noite, a Tijuca levou para a avenida um tributo à escritora Carolina Maria de Jesus, reconhecida como uma das vozes mais potentes da literatura brasileira. O enredo reforçou a identidade da autora, valorizando sua trajetória como escritora que viveu na favela, e não apenas como personagem social. A atriz Juliana Alves desfilou em posição diferente neste ano, participando de dois momentos distintos na avenida. Durante a apresentação, três integrantes da ala das baianas passaram mal e precisaram ser retiradas, conforme confirmado à CNN Brasil pela assessoria da escola. A Tijuca concluiu o desfile com 77 minutos, dentro do limite permitido. A segunda noite do Grupo Especial foi marcada por emoção, inovação e reverência à cultura brasileira. Entre homenagens a ícones da música, da literatura e do samba, as escolas transformaram a Sapucaí em palco de memória, resistência e celebração. Informações: CNN Brasil
Netflix vai produzir série sobre João Arcanjo Ribeiro, o “Comendador”, figura que marcou a história de Mato Grosso
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A trajetória de João Arcanjo Ribeiro, conhecido como “Comendador”, será tema de uma nova série em desenvolvimento pela Netflix. O projeto, que ainda está em fase inicial de produção, pretende retratar a ascensão, o poder e os desdobramentos judiciais envolvendo o ex-policial civil que se tornou uma das figuras mais conhecidas ligadas ao jogo do bicho em Mato Grosso. A produção contará com supervisão da mesma equipe responsável pela série Os Donos do Jogo, que abordou a contravenção no Rio de Janeiro. O interesse da plataforma reacende a atenção nacional sobre a história de Arcanjo, cuja trajetória teve forte impacto no cenário político, policial e econômico do estado. De policial civil a figura central do jogo do bicho em Mato Grosso Natural do estado de Goiás, João Arcanjo Ribeiro mudou-se ainda jovem para o então Mato Grosso, antes da divisão que originou o Mato Grosso do Sul. Ele iniciou sua carreira como policial civil e, posteriormente, fixou residência em Cuiabá. Ao longo dos anos, investigações apontaram que ele passou a exercer influência no controle da exploração do jogo do bicho no estado. Segundo autoridades, sua atuação teria se expandido para outras atividades empresariais, incluindo factoring e negócios que foram alvo de investigações relacionadas a movimentações financeiras e contravenção. O apelido “Comendador” passou a ser associado à sua posição de influência e notoriedade em Mato Grosso. Operação Arca de Noé marcou investigação e condenações Em 2002, a Polícia Federal deflagrou a Operação Arca de Noé, que investigou um esquema envolvendo movimentações financeiras suspeitas e possíveis irregularidades relacionadas a recursos públicos. No ano seguinte, João Arcanjo foi condenado pela Justiça Federal por crimes relacionados à lavagem de dinheiro e operação irregular de instituição financeira. A pena inicial, que se aproximava de 40 anos, foi posteriormente reduzida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Ele permaneceu preso por vários anos ao longo dos processos judiciais aos quais respondeu. Decisões judiciais posteriores anularam condenações por questões legais Anos depois, decisões judiciais anularam parte das condenações relacionadas ao caso, com base em questões processuais, incluindo aspectos ligados à extradição e ao reconhecimento da prescrição penal, instituto jurídico que extingue a punibilidade quando ultrapassado determinado prazo legal. Outro ponto relevante envolveu bens apreendidos durante as investigações, avaliados em valores expressivos. Parte desses bens foi leiloada ao longo dos anos, incluindo imóveis e propriedades. Caso também envolveu investigações sobre crimes violentos O nome de João Arcanjo Ribeiro também esteve presente em investigações relacionadas a crimes graves ocorridos no estado, incluindo o assassinato do empresário e jornalista Sávio Brandão, em 2002, fato que teve grande repercussão na época. As investigações conduzidas pelas autoridades contribuíram para consolidar sua imagem como uma figura central em um dos períodos mais marcantes da segurança pública em Mato Grosso. Série promete retratar período marcante da história recente do estado A produção da Netflix deve abordar os diferentes momentos da trajetória do “Comendador”, incluindo sua ascensão, as investigações conduzidas pelas autoridades e os desdobramentos judiciais que marcaram o caso. A série seguirá uma tendência crescente de produções baseadas em fatos reais ligados ao crime organizado e promete levar ao público nacional uma narrativa sobre um dos personagens mais conhecidos da história recente de Mato Grosso. Além de retratar a trajetória pessoal, a produção também deverá contextualizar o cenário político, social e institucional do período em que os fatos ocorreram. Produção ainda está em fase de desenvolvimento Até o momento, a Netflix não divulgou detalhes sobre o elenco, cronograma de gravações ou data de estreia da série. No entanto, a confirmação do projeto já gera expectativa, especialmente entre o público que acompanhou os acontecimentos ao longo dos anos. A adaptação representa a transformação de uma história que marcou o estado em um produto audiovisual de alcance internacional, ampliando o interesse sobre um dos episódios mais relevantes da história recente de Mato Grosso. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Prefeitura mantém limpeza reforçada durante o Carnaval e garante organização nos pontos de festa em Cuiabá
Mesmo com a intensa programação do feriadão de Carnaval, a Prefeitura de Cuiabá segue com os serviços de limpeza urbana em pleno funcionamento. A atuação ocorre tanto nos bairros quanto na região central, assegurando que os espaços públicos permaneçam organizados, limpos e adequados para receber moradores e visitantes. Nos locais autorizados para a realização das festividades carnavalescas, as equipes trabalham de forma contínua, antes, durante e após os eventos. A força-tarefa executa varrição, capina, retirada de entulhos, recolhimento de resíduos sólidos e manutenção da iluminação pública, garantindo mais conforto e segurança à população. As ações são coordenadas pela Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), que reforça o compromisso da gestão municipal com a conservação da cidade mesmo em períodos de grande movimentação. Além de preservar a estética urbana, o trabalho preventivo contribui diretamente para a saúde pública, evitando o acúmulo de lixo e reduzindo riscos de proliferação de doenças. A administração municipal também destaca a importância da colaboração da população, orientando foliões e comerciantes a utilizarem lixeiras e descartarem corretamente os resíduos, evitando o descarte irregular nas vias públicas. Entre os pontos que recebem atenção especial das equipes de limpeza estão a Avenida Mato Grosso (Centro), Praça Santos Dumont e Praça da Mandioca (Centro Norte), Avenida Edgar Vieira (Boa Esperança), Bar do Jarbas (Dom Aquino), Praça Municipal (Nossa Senhora da Guia), Espaço Florence (Ouro Fino), Complexo Poliesportivo Titito (Araés), Arena Pantanal (Verdão), Avenida Secundário 10 (Tijucal Setor II), mini estádio do bairro Planalto, Grande Templo (Aclimação) e Bar Recanto dos Amigos (Cinturão Verde). Com o reforço das ações, a Prefeitura busca assegurar que a folia aconteça com responsabilidade, mantendo a cidade preparada para receber os eventos e garantindo bem-estar à população durante todo o período carnavalesco.
Mauro Mendes defende limite a afastamento sindical e afirma: “Não é profissão ficar 20 anos em sindicato”
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), defendeu publicamente o projeto de lei que limita o tempo de afastamento remunerado de servidores públicos eleitos para cargos sindicais e afirmou que a função sindical não pode se transformar em uma atividade permanente custeada pelo Estado. Durante coletiva de imprensa realizada nesta semana, o governador foi enfático ao questionar a permanência prolongada de servidores afastados de suas funções originais para atuar exclusivamente em entidades sindicais. “É justo ficar pagando salário para que a profissão da pessoa seja, por 10, 20 anos, presidente de sindicato? Tem gente que fica 25, 30 anos presidente ou membro de sindicato, afastado, sem trabalhar. Isso não é justo, nem democrático. Muitos, inclusive, usam isso indevidamente”, afirmou Mauro Mendes. O posicionamento ocorre no contexto do Projeto de Lei Complementar (PLC), atualmente em tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que estabelece limite de dois mandatos consecutivos para afastamento remunerado destinado ao exercício de atividades sindicais. Governador afirma que proposta não proíbe atuação sindical Segundo Mauro Mendes, o projeto não impede a participação de servidores em atividades sindicais, mas estabelece limites para o afastamento remunerado, garantindo que os profissionais retornem às suas funções de origem após determinado período. “Nós não estamos proibindo ninguém de ficar dois, três, quatro ou cinco mandatos. Mas temos autorização e legitimidade para, por meio das nossas normas jurídicas e legais, estabelecer o limite de até dois mandatos”, destacou o governador. A proposta prevê que, após esse período, o servidor poderá continuar exercendo atividades sindicais, porém conciliando com sua função pública original, sem afastamento remunerado permanente. Proposta teve alinhamento com chefes de instituições estaduais O governador também afirmou que a proposta foi construída com base em entendimento conjunto entre os chefes de importantes instituições do Estado, incluindo o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e o Tribunal de Contas. Segundo Mendes, houve consenso institucional sobre a necessidade de estabelecer critérios que garantam equilíbrio entre o direito à representação sindical e o interesse público. Projeto reacende debate entre governo e representantes sindicais O envio do projeto à Assembleia Legislativa ocorreu no mesmo período da votação do Reajuste Geral Anual (RGA) dos servidores estaduais, aprovado em 5,46%. O percentual ficou abaixo das reivindicações apresentadas por entidades sindicais, que apontavam perdas acumuladas ao longo dos últimos anos. A tramitação da proposta tem gerado debates entre o governo, parlamentares e representantes do funcionalismo público. Durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa, sindicalistas e deputados estaduais manifestaram posicionamentos sobre o tema. A deputada estadual Janaina Riva (MDB) afirmou que o projeto ainda poderá ser discutido e ajustado ao longo da tramitação. “Nós vamos nos esforçar para fazer os devidos encaminhamentos. As decisões serão mais assertivas, trabalhando com a razão e com a diálogo na Assembleia Legislativa”, declarou a parlamentar. Projeto segue em análise na Assembleia Legislativa O Projeto de Lei Complementar permanece em análise na Assembleia Legislativa e ainda não há data definida para votação em plenário. O texto poderá sofrer alterações durante sua tramitação, conforme discussão entre os parlamentares. A proposta integra um conjunto de medidas defendidas pelo Executivo estadual com o objetivo de estabelecer critérios para o afastamento remunerado de servidores e reorganizar aspectos da administração pública estadual. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News