O Instituto INCA – Inclusão, Cidadania e Ação está com edital aberto para a contratação de cinco instrutores(as) que irão atuar no projeto “Pontão de Cultura”, oferecendo cursos de formação cultural na modalidade on-line. A remuneração é de R$ 3 mil por curso, com carga horária de 20 horas, e as inscrições seguem até o dia 26 de fevereiro. A iniciativa marca uma nova etapa de atuação da instituição como Pontão de Cultura e tem como foco fortalecer a qualificação técnica de agentes culturais da região do Vale do Rio Cuiabá. Ao todo, 20 associações, grupos e coletivos culturais poderão ser contemplados, abrangendo os municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Acorizal, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio do Leverger, Barão de Melgaço e Poconé. Além da seleção dos instrutores, o projeto também está mapeando organizações culturais dessas cidades, que podem se inscrever para participar gratuitamente das formações. A proposta é ampliar o acesso a conhecimentos estratégicos voltados à gestão cultural, sustentabilidade de projetos e articulação em rede. Durante oito meses, o Pontão prevê a realização de encontros de intercâmbio, festival cultural itinerante, fórum de debates sobre políticas públicas para o setor e a criação de uma biblioteca digital colaborativa. A meta é contribuir para a construção de um calendário cultural integrado na região. Sobre as vagas A seleção é destinada a profissionais que atuem como Pessoa Jurídica (com CNPJ ativo) ou que tenham disponibilidade para formalização. O pagamento será realizado mediante emissão de nota fiscal. É exigido nível superior completo em qualquer área, experiência comprovada na temática do curso pretendido, disponibilidade para aulas no período noturno e afinidade com educação on-line e formação de adultos. Das 20 horas previstas, 14 serão destinadas às aulas virtuais, com interação ao vivo entre instrutor e participantes, e seis horas para a elaboração de material didático. Entre os conteúdos esperados estão planos de gestão cultural, elaboração de projetos para editais, modelos de negócio criativos, estratégias de articulação em rede e propostas de acessibilidade para eventos culturais. Processo seletivo Os interessados devem enviar currículo atualizado, plano de ensino ou plano de trabalho do curso pretendido, além de nome completo e telefone para contato, para o e-mail incaprojetos@gmail.com. No campo assunto, é obrigatório inserir a expressão “FORMAÇÃO PONTÃO DE CULTURA”. A análise será feita com base na formação acadêmica, experiência profissional, qualidade da proposta pedagógica e alinhamento com os objetivos do projeto. A avaliação ficará a cargo da diretora-presidente do Instituto, Cybele Bussiki, e da coordenadora do Pontão de Cultura, Poliana Queiroz, podendo haver solicitação de entrevistas ou documentos complementares. Mais informações podem ser obtidas nos canais oficiais do Instituto INCA.
Max Russi é direto: decisão sobre CPI da Saúde deve acabar na Justiça e embate pode se intensificar após votação
Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, foi claro e objetivo ao avaliar o cenário envolvendo a possível instalação da CPI da Saúde. Segundo ele, independentemente do resultado da votação dentro da Assembleia, o caso deve acabar sendo levado ao Judiciário por uma das partes envolvidas. A declaração reforça o nível de tensão e divisão política dentro da Casa de Leis e sinaliza que o embate não deve se encerrar com a decisão do plenário. Judicialização é vista como caminho inevitável Max Russi afirmou que o tema é polêmico, controverso e com forte divergência entre os parlamentares, o que naturalmente abre espaço para questionamentos judiciais. “A decisão que for tomada vai ter judicialização, tanto de um lado como do outro. Independentemente da decisão, a judicialização provavelmente será o caminho para quem entender que não foi atendido ou se sentir prejudicado”, afirmou o presidente. A fala demonstra que, neste momento, o conflito já ultrapassa o campo político e passa a ter também um caráter jurídico. Presidente reconhece que judicialização não é o ideal, mas é um direito Apesar de reconhecer que o Judiciário deve ser acionado, Max Russi destacou que esse não é o cenário desejado, principalmente quando se trata de decisões do próprio Legislativo. “Ninguém gosta de ter uma demanda sendo resolvida na Justiça. Quanto mais a gente evitar, melhor para a sociedade e para o Legislativo. Mas quando alguém se sente prejudicado por uma decisão, tem o direito de buscar a Justiça”, explicou. Segundo ele, esse tipo de movimento é comum em situações onde há forte divergência e interesses distintos dentro do Parlamento. Questionamentos sobre o processo aumentaram a tensão na Assembleia A discussão sobre a CPI da Saúde ganhou novos contornos após surgirem questionamentos sobre a legalidade do requerimento apresentado para sua criação. Entre os principais pontos levantados estão: assinaturas coletadas ainda em 2023 e reapresentadas posteriormente, dúvidas sobre a validade formal do documento, e questionamentos sobre o cumprimento dos critérios exigidos pelo regimento interno. Esses fatores contribuíram para aumentar a divisão entre os parlamentares e fortalecer o entendimento de que o caso poderá ser analisado pelo Judiciário. Decisão pode marcar novo capítulo político e jurídico A avaliação de Max Russi deixa claro que a votação da CPI não será o ponto final do processo, mas possivelmente o início de uma nova fase, agora no campo judicial. Com o cenário dividido e a possibilidade de contestação formal, o caso pode sair do plenário da Assembleia e ganhar desdobramentos fora da Casa de Leis. O posicionamento do presidente reforça a complexidade do momento e indica que a disputa em torno da CPI da Saúde deve continuar mesmo após a decisão dos deputados.
Justiça manda suspender publicações com promoção pessoal de prefeito no Estado
A Justiça concedeu liminar determinando a suspensão imediata de conteúdos com promoção pessoal do prefeito de Peixoto de Azevedo, Nilmar Nunes de Miranda, conhecido como “Paulistinha”, divulgados nos canais oficiais do Município. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (18) pela 2ª Vara da comarca, atendendo pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível local. A medida atende a uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso, que apontou a existência de publicações institucionais com enaltecimento pessoal e menções nominais consideradas desnecessárias ao gestor municipal. Conforme a ação, ao menos 12 conteúdos divulgados ao longo de 2025 e início de 2026 apresentavam características de personalização da comunicação oficial. O Judiciário entendeu que houve afronta ao princípio constitucional da impessoalidade, que deve nortear a publicidade dos atos administrativos. Além das postagens, também foi questionado o uso do slogan “Gestão 2025-2028 – Governando para Todos” nas mídias oficiais, por vincular a comunicação pública a uma gestão específica, o que pode configurar promoção pessoal. Segundo o Ministério Público, duas recomendações foram encaminhadas ainda em 2025 orientando a adequação das publicações aos parâmetros legais. No entanto, não houve resposta formal por parte da Prefeitura nem adoção de providências para corrigir as irregularidades apontadas. Com a decisão liminar, o Município deverá interromper imediatamente a divulgação de conteúdos que contrariem o princípio da impessoalidade, sob pena de outras medidas judiciais. O mérito da ação ainda será analisado ao longo do processo.
Incêndio destrói cavalo mecânico de carreta com soja na BR-364 em MT
Um incêndio de grandes proporções atingiu uma carreta carregada com soja na noite de quarta-feira (18), no km 16 da BR-364, em Alto Araguaia, a cerca de 418 quilômetros de Cuiabá. A ocorrência foi atendida pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, que conseguiu controlar as chamas e evitar prejuízos ainda maiores. A equipe do 1º Núcleo de Bombeiro Militar foi acionada por volta das 19h20 e deslocou uma viatura até o local. Quando os militares chegaram, o fogo já havia consumido completamente o cavalo mecânico do veículo e avançava sobre os tanques de combustível, além de atingir parte da carga transportada no primeiro semirreboque. Diante da gravidade da situação e do risco de explosão, os bombeiros iniciaram imediatamente o combate às chamas. Foram montadas duas linhas de ataque, estratégia que possibilitou conter o incêndio em curto espaço de tempo. Aproximadamente cinco mil litros de água foram utilizados na operação. Apesar dos danos significativos na parte frontal do veículo, parte da carga de soja foi preservada, registrando-se apenas queima parcial no primeiro compartimento de transporte. Após a extinção do fogo, a equipe realizou o reabastecimento da viatura e retornou ao trecho para o trabalho de rescaldo, garantindo que não restassem focos que pudessem provocar reignição. Ninguém ficou ferido. O atendimento foi concluído por volta das 21h30, após cerca de duas horas de atuação. As causas do incêndio ainda deverão ser apuradas.
Prefeita de Várzea Grande não comparece à Comissão que investiga uso de slogan da gestão em uniformes escolares
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), não compareceu pessoalmente à oitiva da Comissão Processante (CP) da Câmara Municipal, realizada na manhã desta quinta-feira (19), que apura possível irregularidade no uso da logomarca e do slogan da atual gestão nos uniformes escolares da rede municipal. No lugar da prefeita, quem esteve presente foi seu advogado, Leonardo Benevides, responsável por apresentar a defesa. Entenda o que está sendo investigado A Comissão Processante foi criada em novembro de 2025, após aprovação de 17 vereadores, com o objetivo de investigar uma denúncia feita por um morador do município. A denúncia questiona o uso da frase “Transparência, Trabalho e Progresso”, que é o slogan da atual gestão, nos uniformes entregues a alunos da rede municipal. Segundo o denunciante, o uso dessa frase poderia caracterizar promoção pessoal da prefeita, utilizando a estrutura pública para divulgar a imagem da gestão, principalmente entre crianças e adolescentes, considerados um público mais vulnerável. O que diz a lei sobre isso A legislação municipal determina que a Prefeitura pode definir e distribuir uniformes escolares aos alunos. Porém, a mesma lei proíbe o uso de logomarcas, símbolos ou elementos que possam identificar diretamente a gestão municipal ou qualquer partido político, justamente para evitar promoção pessoal com recursos públicos. É com base nesse ponto que a Comissão Processante foi criada. Defesa da prefeita pede anulação do processo Durante a oitiva, o advogado da prefeita apresentou um pedido para anular a investigação. Segundo ele, houve erro na forma como o processo foi criado. Isso porque, inicialmente, o pedido era para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), mas acabou sendo transformado em uma Comissão Processante. De acordo com a defesa, esses dois tipos de comissão são diferentes e possuem regras distintas, o que, segundo o advogado, pode ter prejudicado o direito de defesa. Defesa também nega qualquer irregularidade O advogado afirmou ainda que não houve qualquer infração por parte da prefeita. Segundo ele, a frase utilizada nos uniformes é genérica e não faz referência direta à prefeita, ao partido ou a qualquer pessoa específica. De acordo com a defesa, não houve promoção pessoal nem uso indevido da máquina pública. O que acontece agora A Comissão Processante tem prazo de até 90 dias para concluir a investigação e apresentar um relatório final. A comissão é formada por três vereadores: Cleyton Sardinha (MDB) – presidente Carlinhos Figueiredo (Republicanos) – relator Enfermeiro Emerson (PP) – membro Ao final do processo, a comissão poderá recomendar o arquivamento do caso ou outras medidas, dependendo das conclusões. O que está em jogo A investigação busca esclarecer se houve ou não uso indevido de símbolo da gestão em material público. O caso agora segue em análise pela Câmara Municipal, que deverá decidir, com base nas provas e na defesa apresentada, se houve irregularidade ou não. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Entre aplausos e vaias: desfile que homenageou Lula termina em rebaixamento e expõe o Brasil dividido entre política e idolatria
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O que era para ser um momento de consagração, aplausos e celebração acabou se transformando em um dos episódios mais controversos do Carnaval de 2026. A escola de samba Acadêmicos de Niterói entrou na Marquês de Sapucaí com um enredo que homenageava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, levando à avenida sua trajetória, sua origem humilde e sua ascensão ao comando do país. Mas o desfile que começou sob aplausos e emoção terminou sob vaias, críticas e, ao final, com o rebaixamento da escola para a Série Ouro. A apresentação, intitulada “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, foi acompanhada pelo próprio presidente, que assistiu ao desfile de um camarote oficial. Para apoiadores, o momento representava o reconhecimento de uma história de superação e liderança. Para críticos, simbolizava a politização de um espaço cultural que deveria representar o povo, e não uma figura política em exercício do poder. O que era celebração virou frustração A expectativa da escola era alta. O enredo foi construído com forte apelo emocional, destacando a caminhada de Lula desde o chão de fábrica até o Palácio do Planalto. A comunidade entrou na avenida acreditando que aquele seria um desfile histórico, capaz de marcar o nome da agremiação entre as grandes do Carnaval. Mas o resultado foi outro. Com apenas duas notas máximas no quesito samba-enredo e uma pontuação final de 264,6 pontos, a Acadêmicos de Niterói terminou em último lugar e acabou rebaixada do Grupo Especial. O que era para ser um ato de vitória e alegria acabou se transformando em um dos momentos mais difíceis da história recente da escola. Aplausos de um lado, comemoração do outro O rebaixamento não foi interpretado apenas como uma decisão técnica. Ele rapidamente ganhou dimensão política. De um lado, apoiadores do presidente lamentaram o resultado, exaltaram o desfile e trataram a apresentação como um ato histórico, defendendo que a arte tem o direito de contar a trajetória de figuras públicas importantes. Do outro lado, críticos comemoraram o rebaixamento, interpretando o resultado como uma rejeição simbólica ao uso do Carnaval para homenagear um presidente em exercício. O episódio deixou claro um retrato do Brasil atual: um país dividido, onde o político é tratado não apenas como gestor, mas como ídolo ou adversário, dependendo da posição ideológica de quem observa. O debate que vai além do Carnaval Outro ponto que ampliou a discussão foi o uso de recursos públicos. A escola recebeu cerca de R$ 1 milhão dentro de um pacote de incentivo cultural destinado às agremiações do Grupo Especial. Isso levantou um questionamento que ultrapassa o desfile: é correto utilizar recursos públicos para homenagear um político que está no exercício do mandato ou que poderá disputar futuras eleições? Para alguns, trata-se de incentivo à cultura e à liberdade artística. Para outros, abre espaço para uma promoção indireta de figuras políticas com dinheiro público. Quando a política vira torcida, o debate perde qualidade O episódio expôs uma realidade cada vez mais presente no país: a política deixou de ser apenas um espaço de debate sobre propostas e passou a ser tratada como uma disputa emocional. Aplausos de um lado. Vaias do outro.Celebração de um lado. Comemoração da queda do outro. Nesse ambiente, o foco deixa de ser quem tem preparo, quem tem propostas e quem tem capacidade de governar. A política vira torcida. E quando isso acontece, quem perde é o eleitor — que deixa de analisar o gestor e passa a defender ou atacar a figura política como se fosse um ídolo ou um inimigo. No fim, fica a reflexão O desfile da Acadêmicos de Niterói entrou para a história. Não pelo resultado esperado, mas pelo debate que provocou. Entre aplausos e vaias, o episódio revelou algo maior do que o Carnaval: mostrou o nível de polarização que domina o país e como a política passou a ocupar todos os espaços — inclusive os culturais. E diante disso, fica a pergunta que cada eleitor precisa responder: você está escolhendo um ídolo… ou está escolhendo um gestor preparado para governar? Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News