Queda de galhos deixou região central sem energia e com semáforos desligados; bloqueio começa às 9h e deve durar cerca de três horas Após a queda de galhos registrada na manhã de quarta-feira (25), que provocou interrupção no fornecimento de energia elétrica e o desligamento de semáforos na região central de Cuiabá, a Prefeitura anunciou a realização de uma ação emergencial de poda de árvores nesta quinta-feira (26). O serviço será executado pela concessionária Energisa e contará com apoio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública. Para garantir a segurança das equipes e da população, a Rua Cândido Mariano será totalmente interditada a partir das 9h, no trecho entre a Rua Barão de Melgaço e a Rua Pedro Celestino, na lateral do Palácio Alencastro, sede do Executivo municipal. Durante o período de interdição, o tráfego ficará bloqueado tanto para veículos quanto para pedestres. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos em aproximadamente três horas, podendo se estender conforme a complexidade do serviço. A via será liberada imediatamente após o término da poda. Além do bloqueio, não será permitido estacionar ao longo do trecho interditado. A orientação da Prefeitura é para que motoristas busquem rotas alternativas e evitem a região no horário previsto para a intervenção. Segundo o município, a ação tem caráter preventivo e visa evitar novos transtornos, especialmente diante dos riscos causados pela queda de galhos em áreas de grande circulação. A administração municipal também informou que, a princípio, não há previsão de interrupção no fornecimento de energia elétrica, salvo eventual necessidade pontual para garantir a segurança das equipes técnicas.
Operação Tartufo mira facção por comércio ilegal de armas e envio de celulares a presídios em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quinta-feira (26) a Operação Tartufo, com foco no desmantelamento de um grupo criminoso investigado por comércio ilegal de armas de fogo e pela introdução clandestina de celulares em unidades prisionais do Estado. A ofensiva é resultado de investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), que subsidiou a expedição de oito ordens judiciais pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (NIPO) da Comarca de Cuiabá. Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em endereços residenciais e em um galpão localizados em Cuiabá e Várzea Grande. As apurações começaram em 2023 e revelaram uma estrutura criminosa organizada, com divisão de funções entre os integrantes e atuação articulada dentro e fora do sistema penitenciário. Segundo a investigação, o principal alvo coordenava a venda ilegal de armamentos — entre pistolas e espingardas — e também gerenciava a logística para envio de celulares ao interior da Penitenciária Central do Estado (PCE). Outro investigado era responsável pelo transporte e ocultação dos aparelhos eletrônicos, enquanto um terceiro suspeito, mesmo preso, exercia papel de liderança dentro da unidade, apontado como integrante de facção criminosa com influência direta em seu raio de atuação no presídio. Um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores foi o uso de um drone sem registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O equipamento, adaptado com uma garra para transporte de objetos, teria realizado ao menos 67 voos, vários deles sobre a Penitenciária Central e a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto, em horários compatíveis com apreensões de materiais ilícitos nas unidades. De acordo com o delegado Marcelo Miranda Muniz, responsável pelo caso, o trabalho investigativo envolveu análise de dados, monitoramento, inteligência policial e técnicas forenses especializadas ao longo de mais de dois anos. “Foi possível identificar um grupo que atuava de maneira discreta, com linguagem codificada, veículos adaptados com compartimentos ocultos e uso de tecnologia para evitar detecção”, afirmou. As prisões preventivas foram decretadas com base na garantia da ordem pública e na necessidade de assegurar a instrução criminal, com parecer favorável do Ministério Público. As buscas ocorreram em quatro residências e em um imóvel comercial ligado aos investigados. A operação contou ainda com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE). As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos, rastrear o fluxo financeiro da organização e apurar a origem e o destino das armas comercializadas. Os investigados devem responder por comércio ilegal de arma de fogo, introdução clandestina de aparelho telefônico em estabelecimento prisional e integração à organização criminosa. O nome da operação, “Tartufo”, termo italiano que remete a algo escondido sob a terra, faz referência à forma velada de atuação do grupo, que buscava manter as atividades ilícitas longe da visibilidade das autoridades.
Polícia Civil deflagra 2ª fase da Operação Midnight contra facção envolvida em homicídio e ocultação de cadáver em São José do Xingu
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), a segunda fase da Operação Midnight, com o cumprimento de 14 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa investigada por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver no município de São José do Xingu. As determinações, expedidas pela Terceira Vara Criminal de Porto Alegre do Norte, incluem seis mandados de prisão — sendo três preventivas e três temporárias —, quatro mandados de busca e apreensão domiciliar e quatro quebras de sigilo telefônico. As diligências são realizadas em São José do Xingu, Porto Alegre do Norte e Água Boa. Os alvos são apontados como responsáveis pela morte de Marcos José Vieira Lima, conhecido como “Borel”, ocorrida em 25 de agosto de 2025. Conforme as investigações, a vítima teria sido submetida a um chamado “tribunal do crime”, prática comum em organizações criminosas, após ser acusada de traição interna. De acordo com a apuração policial, Marcos foi atraído até uma residência utilizada como ponto de apoio da facção sob o pretexto de consumo de entorpecentes. No local, após uma videochamada com lideranças do grupo, a execução teria sido autorizada. A motivação estaria relacionada a um episódio anterior, em que a vítima e uma liderança teriam participado de tortura contra outra pessoa, fato que resultou na prisão e condenação de ambos. Após o assassinato, o corpo teria sido transportado em uma motocicleta e ocultado em local ainda não identificado. Mesmo sem a localização do cadáver, a Polícia Civil afirma ter reunido provas suficientes para comprovar o homicídio e a participação de pelo menos seis envolvidos. As investigações tiveram início um dia após o crime, com a primeira fase da operação, e se estenderam por cerca de seis meses. Segundo o delegado responsável pelo caso, Onias Estevam Pereira Filho, a análise de dados telefônicos, relatórios técnicos, diligências de campo e depoimentos testemunhais foram fundamentais para consolidar o conjunto probatório apresentado ao Ministério Público e ao Judiciário. Além do homicídio, o grupo também é investigado por utilizar ações de assistencialismo como estratégia para ampliar sua influência na região. Entre as práticas identificadas está a distribuição de cestas básicas a famílias em situação de vulnerabilidade, com o objetivo de fortalecer a imagem da facção e cooptar apoio comunitário. A Operação Midnight integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026 e faz parte da Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento das facções criminosas em todo o Estado.