O Plantão 24h de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Sexual, em Cuiabá, registrou 1,5 mil mulheres atendidas somente no primeiro semestre de 2025. A unidade, que integra a Polícia Civil, é referência no acolhimento de vítimas e atende casos da capital e de Várzea Grande. De janeiro a junho, foram elaborados 2 mil boletins de ocorrência e solicitadas 1,6 mil medidas protetivas, além da realização de quase 4 mil oitivas. No atendimento psicossocial, psicólogas e assistentes sociais prestaram 874 acolhimentos e encaminhamentos. Delegacia da Mulher: acolhimento e proteção O delegado Richard Damasceno Ferreira Lage, coordenador do Plantão 24h, destacou que os números refletem a relevância da unidade, estruturada para atender exclusivamente mulheres vítimas de violência doméstica e sexual. “Através das equipes multidisciplinares do Plantão da Mulher, com delegados, escrivães, investigadores, psicólogas e assistentes sociais, a Polícia Civil atua com empatia e eficiência desde o primeiro atendimento, visando proteger e acolher as vítimas”, reforçou. O Plantão funciona todos os dias, em regime 24 horas, e centraliza atendimentos que antes eram feitos nas Centrais de Flagrantes. O espaço possui salas reservadas para acolhimento, cartórios, atendimento psicossocial e até uma brinquedoteca e playground para filhos das vítimas, humanizando o processo. Importância da denúncia O serviço é essencial para quebrar o ciclo da violência. Muitas mulheres só conseguem romper a situação de agressão ao buscar ajuda da Delegacia da Mulher. Por isso, a orientação da Polícia Civil é clara: não se cale, denuncie. Qualquer vítima ou testemunha pode acionar a polícia pelo 190, registrar ocorrência no Plantão 24h ou recorrer ao 180 – Central de Atendimento à Mulher.
A pele na menopausa: o que quase ninguém fala
Por Cíntia Procópio A gente até percebe que a menopausa chegou pelos calores, pelo sono que muda, pelo humor que oscila. Mas tem algo que pouca gente comenta, e é uma das primeiras coisas a dar sinal: a pele. Não é só aquela sensação de ressecamento ou o aspecto mais opaco. É algo mais profundo, que vai além da superfície. Poucas mulheres sabem, mas nos primeiros cinco anos após a menopausa, perdemos cerca de 30% do colágeno da pele. Sim, um terço! E depois disso, a perda continua, mesmo que mais devagar. Isso reflete não só nas rugas ou na textura, mas na firmeza, na elasticidade e até na capacidade de cicatrização. É a própria estrutura da pele que se transforma. Algumas opções de tratamento podem ajudar. A reposição hormonal, em casos específicos e com acompanhamento, pode recuperar parte da espessura e densidade da pele. Há também pesquisas com estrogênios tópicos que melhoram hidratação e elasticidade. Mas atenção: não é para todo mundo. Cada caso é único e exige avaliação cuidadosa. Felizmente, hoje já existem alternativas não hormonais que vêm fazendo diferença. Dermocosméticos inteligentes, com ativos como retinoides, peptídeos e estimuladores de colágeno, além de bioestimuladores injetáveis, são opções que trazem resultados interessantes. O essencial é que cada pessoa tenha um plano de cuidados feito sob medida. Nada de fórmulas genéricas. Reduzir os cuidados da pele na menopausa a uma simples hidratação é subestimar o que realmente está acontecendo. A pele reflete internamente uma fase de transformação intensa. Cuidar dela vai muito além de cremes: é sobre entendimento, prevenção e, acima de tudo, acolhimento. A menopausa não precisa ser vivida como uma época de perdas. Pode ser, sim, um recomeço. Um convite para olharmos com mais carinho para nós mesmas. Com informação e autoconhecimento, é possível atravessar essa fase com mais leveza e confiança. Cíntia Procópio é dermatologista, especialista em rejuvenescimento com naturalidade. CRM: 5156 / RQE 2711
Corpo de Bombeiros extingue dois incêndios florestais e combate 24 neste domingo (24)
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) extinguiu dois incêndios florestais e mantém controlados 17 focos ativos nas últimas 24 horas. As equipes continuam, neste domingo (24.8), atuando diretamente no combate a 24 incêndios florestais em diversas regiões do estado. Os incêndios florestais extintos ocorreram nos municípios de Luciara e Alto Taquari. Já os focos ativos controlados, que não apresentam mais risco imediato de propagação por estarem contidos dentro de um perímetro seguro, estão localizados nos municípios de Cláudia, onde três focos continuam sendo monitorados; em Alto Araguaia, com dois focos sob monitoramento; além de Primavera do Leste, Diamantino, Ipiranga do Norte, Nova Mutum, União do Sul, Alto Paraguai, Santa Carmem, Sinop, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Vila Bela da Santíssima Trindade e Itaúba. Além disso, as equipes seguem atuando intensamente no combate aos incêndios florestais em Rosário Oeste, Chapada dos Guimarães, Nobres, Paranatinga, Rondonópolis, Dom Aquino, Nova Brasilândia, Planalto da Serra e Alto Paraguai, também com duas frentes ativas. Os esforços continuam ainda em Feliz Natal, Nova Maringá, Luciara, Barra do Garças, Confresa, Vila Bela da Santíssima Trindade, Cáceres, Novo Mundo, Paranaíta, Nova Santa Helena, Itaúba, Terra Nova do Norte, Colíder e Guarantã do Norte. Em todos os locais, as ações contam com a atuação direta das equipes em campo, além do apoio de máquinas pesadas, caminhões-pipa, cinco aeronaves e um helicóptero que reforçam o combate às chamas. As operações são realizadas de forma ininterrupta, com foco na contenção dos incêndios e na proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente. As ações contam com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM) do Corpo de Bombeiros Militar, da Defesa Civil do Estado e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), que atuam de forma integrada para garantir uma resposta rápida e eficaz às ocorrências. Monitoramento O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento de 83 focos de calor ativos em todo o estado, incluindo os que estão em combate e controlados. Desse total, 52 são incêndios florestais, sendo 13 em terras indígenas. Outros 31 focos restantes correspondem a queimadas irregulares. As ocorrências de focos de incêndio em terras indígenas incluem: três focos na Terra Indígena Parabubure, no município de Campinápolis; dois focos na Terra Indígena Ubawawe, em Santo Antônio do Leste; dois focos na Terra Indígena Marãiwatsédé, em áreas localizadas nos municípios de São Félix do Araguaia e Alto Boa Vista; dois focos na Terra Indígena Marechal Rondon, em Paranatinga; um foco na Terra Indígena Parque Indígena do Xingu, também em Paranatinga; outro foco na mesma terra indígena, em área pertencente ao município de Gaúcha do Norte; um foco na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande, em Primavera do Leste; e um foco na mesma terra indígena, em área situada no município de Poxoréu. No caso de áreas indígenas, o combate deve ser feito por órgãos do Governo Federal, já que o Estado não possui autorização para atuar. Até o momento, o Corpo de Bombeiros Militar não foi acionado. Fiscalização – Operação Infravermelho Os outros 31 focos de calor decorrentes do uso irregular do fogo estão sendo fiscalizados no âmbito da Operação Infravermelho, cujo monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá. Com apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar de forma antecipada áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores. Incêndios extintos Desde o início do período proibitivo de uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros já extinguiu 163 focos ativos, entre incêndios florestais e queimadas irregulares em 105 municípios. Os municípios são: Acorizal, Água Boa, Alta Floresta, Alto Araguaia, Alto Boa Vista, Alto Paraguai, Alto Taquari, Apiacás, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Bugres, Barra do Garças, Barão de Melgaço, Bom Jesus do Araguaia, Cáceres, Campinápolis, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cláudia, Cocalinho, Colíder, Colniza, Comodoro, Confresa, Conquista D’Oeste, Cotriguaçu, Cuiabá, Denise, Diamantino, Feliz Natal, Figueirópolis do Oeste, Gaúcha do Norte, General Carneiro, Guarantã do Norte, Guiratinga, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Itaúba, Jaciara, Jauru, Juara, Juscimeira, Juína, Lucas do Rio Verde, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nossa Senhora do Livramento, Nova Bandeirantes, Nova Brasilândia, Nova Canaã do Norte, Nova Guarita, Nova Lacerda, Nova Marilândia, Nova Maringá, Nova Monte Verde, Nova Mutum, Nova Nazaré, Nova Santa Helena, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Mundo, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Poconé, Pontal do Araguaia, Pontes e Lacerda, Porto Alegre do Norte, Porto Esperidião, Poxoréu, Primavera do Leste, Querência, Ribeirão Cascalheira, Rondolândia, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Carmem, Santa Cruz do Xingu, Santa Rita do Trivelato, Santa Terezinha, Santo Afonso, Santo Antônio de Leverger, Santo Antônio do Leste, São Félix do Araguaia, São José do Povo, São José do Rio Claro, São José do Xingu, Sapezal, Serra Nova Dourada, Sinop, Sorriso, Tabaporã, Tapurah, Terra Nova do Norte, Tesouro, Torixoréu, União do Sul, Várzea Grande, Vila Bela da Santíssima Trindade e Vila Rica.
Frente fria derruba temperaturas em Cuiabá e mínima pode chegar a 13°C
Depois de vários dias com calor acima dos 35°C, os cuiabanos tiveram uma surpresa neste domingo (24): os termômetros marcaram 18°C logo no amanhecer. A queda brusca é consequência de uma frente fria que avançou pelo Sul do país, rompendo o bloqueio atmosférico que vinha mantendo o calorão típico da capital mato-grossense. Previsão para os próximos dias Segundo os meteorologistas, o frio deve permanecer até a próxima quarta-feira (27), trazendo um raro alívio para a população acostumada às altas temperaturas: Segunda-feira (25): mínima de 14°C. Terça-feira (26): mínima de 13°C, considerada a mais baixa da semana. Quarta-feira (27): mínima de 14°C. Quinta-feira (28): mínima em elevação, chegando a 17°C. O retorno do calor Apesar da trégua, o friozinho tem data para acabar. Já no próximo fim de semana, as temperaturas devem voltar a subir rapidamente, com previsão de máximas próximas a 40°C. Para os cuiabanos, o recado é claro: aproveitar os cobertores agora, porque o calor escaldante retorna em breve.
Polícia Militar prende faccionados com fuzil, espingarda, pistolas e mais de 300 munições
Policiais militares do 13º Comando Regional prenderam dois homens, de 25 e 28 anos, por porte ilegal de arma de fogo, na noite deste sábado (23.8), em Campinápolis. Com os suspeitos, foram encontradas duas pistolas, um fuzil, uma espingarda e uma carabina, além de 364 munições de diversos calibres. Durante abordagem na rodovia MT-110, os policiais flagraram dois homens em um veículo Celta trafegando em alta velocidade, que não respeitaram a barreira policial. De imediato, os militares iniciaram o acompanhamento do veículo. Após transitarem em alta velocidade pela cidade, colocando em risco crianças e populares que estavam nas ruas, a equipe policial conseguiu interceptar o carro e abordou os suspeitos. À PM, os homens relataram ser naturais da cidade de São Joaquim. Durante a revista, a equipe localizou duas pistolas, um fuzil, uma espingarda calibre 12 e uma carabina calibre 28, além de 67 munições de calibre 9 mm, 125 munições de calibre 12, 172 munições de calibre 5,56, além de carregadores e equipamentos eletrônicos de comunicação. A equipe policial identificou que o condutor do veículo e o comparsa possuem passagens criminais pelas cidades de Confresa e Nova Xavantina, e pertencem a uma facção criminosa. Diante do flagrante, os suspeitos foram encaminhados à delegacia, juntamente com o material apreendido, para as providências cabíveis. Disque-denúncia A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Presos infiltrados aterrorizam ala LGBTQIA+ no presídio de Várzea Grande
A ala LGBTQIA+ do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, deveria ser um espaço de proteção. No entanto, denúncias apontam que pelo menos oito presos infiltrados estariam impondo medo e violência no local, ocupado atualmente por 60 reeducandos. Segundo relatos, o grupo se apresenta como liderança de facção criminosa e pratica extorsões contra familiares de outros detentos, exigindo valores que chegam a R$ 5 mil sob ameaça de morte. Além disso, também seriam responsáveis pelo tráfico de drogas dentro da unidade, comercializando maconha, cocaína e drogas sintéticas. Extorsões e ameaças constantes Cartas enviadas à reportagem por reeducandos relatam torturas e cobranças de valores para garantir a sobrevivência.Uma das vítimas contou ter sido mantida sob violência e ameaças por quatro dias, até que a família conseguisse R$ 5 mil: “Estou com medo de morrer. Todo dia sofro ameaças. Venho suplicar por socorro, me ajudem pelo amor de Deus”, escreveu. Outro reeducando afirmou que os criminosos controlam o Raio 4, área destinada aos LGBTQIA+: “Eles não são LGBTQIA+, mas estão infiltrados aqui para nos oprimir e expandir a facção. Um deles é líder do Comando Vermelho, responsável por distribuir drogas e ordenar os salves.” Mães também são alvo Familiares relatam que sofrem chantagens do grupo. Uma mãe contou que os criminosos pediram inicialmente R$ 5 mil para poupar a vida do filho preso. Sem condições de pagar, ela foi obrigada a negociar até chegar a R$ 1 mil. “Aqui fora não temos a quem recorrer, porque lá dentro nada muda. Nossos filhos é que pagam pelas consequências”, desabafou. Medo de novas mortes O clima de terror revive a lembrança de Thiago Henrique Varcondi, conhecido socialmente como Gabi, reeducanda trans de 37 anos morta em julho de 2024 após ser brutalmente espancada na mesma unidade. Gabi chegou a ser internada em estado grave no Pronto Socorro de Várzea Grande, mas morreu três dias depois. As denúncias atuais pedem que o Raio 4 seja ocupado apenas por LGBTQIA+, sem a presença de faccionados: “Eles nos agridem e nos levam para o isolamento, enquanto os criminosos continuam impunes. Precisamos de proteção para que não aconteça outra tragédia como a da Gabi.”
Defesa de Bolsonaro acusa PF de “lawfare”; entenda o termo
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acusou a Polícia Federal (PF) de praticar “lawfare” em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (22). O texto foi apresentado após relatório da PF apontar que Bolsonaro teria descumprido medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes. Os advogados do ex-presidente contestaram as acusações e afirmaram que há uma tentativa de desmoralização política. “É necessário presumir que os investigadores sabem o que é o crime de lavagem, que exige origem ilícita. Isso não se consubstancia com depósitos via Pix para familiares. Então, o objetivo é o massacre. A desmoralização. Ou seja, é lawfare em curso”, diz o documento. O que é “lawfare”? O termo é usado para descrever o uso do sistema judicial ou de investigações como arma política, com o objetivo de fragilizar ou perseguir adversários, mesmo sem provas consistentes. No entendimento da defesa de Bolsonaro, a PF estaria utilizando esse mecanismo para tentar minar sua imagem pública e desgastar sua liderança política.
Oficinas em unidades prisionais ofertam trabalho e oportunidades de qualificação a reeducandos em MT
O Sistema Penitenciário de Mato Grosso tem, atualmente, 36 tipos de oficinas de trabalho instaladas nas unidades prisionais do Estado. Os espaços proporcionam atividade laboral aos reeducandos e também contribuem no processo de ressocialização, conforme estabelece a Lei de Execução Penal. Somente atuando nessas oficinas e em outras atividades internas nas unidades prisionais, como limpeza geral, jardinagem e distribuição e alimentação, há 1.800 presos trabalhando, de acordo com levantamento da Coordenadoria de Educação, Trabalho e Alternativas Penais da Secretaria de Justiça. Entre as oficinas há marcenarias, projetos de horticultura, fábricas de artefatos de concreto, padarias, jardinagem, limpeza geral, serralheiras, reforma de bicicletas, artesanato de imagens sacras e crochê e pintura de telas. Um dos exemplos de oficina que emprega reeducandos internamente está no Centro de Detenção Provisória de Pontes e Lacerda, na região oeste de Mato Grosso. A unidade conta com marcenaria, que produz diversos tipos de móveis e objetos de decoração, e ainda uma serralheria que atende as necessidades estruturais da unidade prisional. “Essas atividades visam preparar os reeducando para o mercado de trabalho, após a soltura, reduzindo a reincidência e promovendo a reintegração social”, como apontou o secretário de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato. Outro projeto desenvolvido no centro de detenção em Pontes e Lacerda, o Vou de Bike, reúne ressocialização e mobilidade. Bicicletas inservíveis, frutos de apreensões em ações investigativas, foram repassadas pela Polícia Civil e são recuperadas pelos reeducandos. Conforme a direção da unidade, após recuperar as bicicletas, os reeducandos produzem as carretinhas na serralheira da unidade prisional e depois as instalam nas bikes. O projeto começou como piloto para testar a receptividade e as bicicletas serão doadas a pessoas da comunidade, como catadores de latinha, para dar mais mobilidade ao trabalho desses moradores da cidade. Padaria-escola Na Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis, o grupo de presos que trabalha na padaria participa, continuamente, de cursos profissionalizantes, desde produção de pães de diversos tipos à confecção de bolos e doces. Promovidos pelo Senac-MT, os cursos ensinam as técnicas de produção e também noções de empreendedorismo, A pedagoga da penitenciária de Rondonópolis, Creuza Rosa Ribeiro, explica que a padaria é um espaço não apenas de produção de alimentos, mas de conhecimento que é multiplicado entre os reeducandos. “Todos os trabalhadores já passaram por diversos cursos de qualificação, como panificação, confeitaria, produção de panetones, doces, e o mais recente foi de bolos e tortas gourmet. É um espaço onde a mágica acontece e o nosso pão de cada dia é a obra principal desse grupo”, diz a professora da penitenciária. Na padaria-escola são produzidos também os lanches para os reeducandos que estudam na unidade e no projeto Agente Mirim e para atender à demanda dos parceiros da unidade prisional. Construção de escolas e presídios Na fábrica de artefatos de concreto e serralheria de uma empresa de construção, instalada na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá, 109 presos trabalham diariamente na confecção de estruturas pré-moldadas. Os produtos fabricados no local são empregados na construção de casas, escolas e também unidades prisionais no estado. Um dos exemplos é a nova unidade prisional de Barra do Garças, com capacidade para 432 vagas. Toda a estrutura pré-moldada da nova unidade é feita na fábrica da PCE e depois transportada até Barra do Garças, onde é instalada por outro grupo de reeducandos daquela cidade, que trabalham na montagem da estrutura. Fábrica de fraldas Nas cadeias de Campo Novo do Parecis e São Félix do Araguaia, reeducandos trabalham na produção de fraldas adultas e infantis. Os projetos vem auxiliando no processo de ressocialização de reeducandos e ainda, colaborando com diversas instituições filantrópicas e famílias em vulnerabilidade socioeconômica. Em São Félix do Araguaia, a produção de fraldas começou este ano e já atendeu creches, hospital e a APAE do município. Na cadeia de Campo Novo do Parecis, desde que foi instalada na cadeia pública, a fábrica produziu 100 mil itens. Entre julho do ano passado e junho deste ano, a produção foi de quase 21 mil fraldas em diversos tamanhos. O projeto é feito em parceria entre a unidade prisional e o clube de serviço Lions de Campo Novo do Parecis. Fábricas de componentes eletrônicos Na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, 50 mulheres custodiadas trabalham em duas fábricas instaladas no complexo da unidade prisional. As fábricas produzem parafusos e bobinas para transformadores elétricos.
“Dr. João crava: Max Russi será governador de Mato Grosso” Veja o Vídeo
O deputado estadual e 1º secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Dr. João (MDB), avaliou o cenário político que se desenha para as eleições de 2026 e destacou o protagonismo do presidente da Assembleia, Max Russi (PSB). Durante entrevista ao programa Conexão Poder, Dr. João ressaltou que Max Russi tem se consolidado como uma das principais lideranças do estado, graças à sua capacidade de diálogo, articulação e condução política. “Max Russi um dia será governador, pode escrever. Ele sabe fazer uma política bem feita, é agregador, tem visão e já mostrou sua força à frente da Assembleia”, declarou Dr. João. Na mesma entrevista, o parlamentar também citou nomes de peso como Otaviano Pivetta (Republicanos), a quem classificou como um grande técnico e extremamente inteligente, além dos senadores Wellington Fagundes (PL) e Jayme Campos (União Brasil), que seguem como figuras tradicionais da política mato-grossense. A análise reforça a percepção de que o pleito de 2026 será marcado pela presença de nomes consolidados e de lideranças em ascensão, com Max Russi despontando como um dos mais cotados para disputar voos maiores no futuro político do estado. 📺 Veja o Vídeo:
Bloqueio total na Avenida Miguel Sutil neste fim de semana para obras do Complexo Viário do Leblon
A Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, será totalmente interditada neste sábado (23) e domingo (24), em frente à Todimo Lar Center, para continuidade das obras do Complexo Viário do Leblon. Segundo a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), o bloqueio é necessário para o lançamento das vigas de concreto da nova passagem de nível. Por questões de segurança, o trânsito será interrompido nos dois sentidos, já que a operação exige o uso de guindastes e caminhões pesados. Prazo e execução Os trabalhos serão realizados exclusivamente no fim de semana, para minimizar os impactos no tráfego. A previsão é que a via seja liberada até domingo (24), podendo ocorrer antes caso os serviços sejam concluídos. Rotas alternativas Durante a interdição, os motoristas devem utilizar os desvios sinalizados: Sentido Coxipó – Rodoviária: utilizar a alça ao lado do Global Garden ou seguir pela Rua das Esmeraldas até a Avenida do CPA. Sentido Rodoviária – Coxipó: acesso por dentro do bairro Araés, saindo novamente na Avenida do CPA. Avanço das obras De acordo com a Sinfra, o lançamento das vigas marca mais uma etapa importante do Complexo Viário do Leblon, um conjunto de intervenções no entorno da Trincheira Jurumirim, projetado para desafogar o trânsito e eliminar gargalos históricos da região. A orientação é que os condutores evitem a área durante o bloqueio e busquem rotas alternativas para reduzir atrasos.