A licença parlamentar do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) termina neste domingo, 20 de julho, e, a partir da próxima sessão deliberativa, o parlamentar poderá ter faltas oficialmente registradas, caso não apresente justificativas formais à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro e se licenciou por 120 dias, período durante o qual não recebeu salário. Além desse intervalo, ele teve outras duas ausências justificadas por motivo de saúde. O parlamentar, que foi o terceiro mais votado em São Paulo em 2022 (com 741.701 votos), não participou de sessões no Congresso desde que iniciou sua permanência no exterior. Consequências e regras regimentais A Constituição Federal determina que a perda de mandato pode ser aplicada caso um deputado falte a um terço das sessões ordinárias do plenário, no período de um ano legislativo, sem apresentar justificativas válidas. Com o fim da licença, se Eduardo Bolsonaro continuar fora do país e não solicitar nova liberação nem apresentar atestados, as ausências começarão a ser contabilizadas no sistema oficial da Câmara. A situação poderá, eventualmente, ser analisada pelo Conselho de Ética, caso as ausências se prolonguem. Possíveis caminhos Nos bastidores, aliados discutem alternativas regimentais para permitir que Eduardo continue nos Estados Unidos sem violar as regras da Casa. Entre as possibilidades, estaria uma renovação anual da licença por mais 120 dias, hipótese que ainda depende de avaliação jurídica e política dentro do Legislativo. Outra ideia em estudo seria a mudança no regimento interno da Câmara para contemplar situações excepcionais de deslocamento temporário de parlamentares ao exterior — medida que também precisaria de amplo apoio político para avançar. Investigações em andamento A permanência do deputado nos Estados Unidos também gerou reações da Procuradoria-Geral da República (PGR), que abriu investigação para apurar possíveis crimes cometidos por ele enquanto esteve fora do país. O inquérito avalia se houve: Coação no curso do processo; Obstrução de investigação criminal envolvendo organização criminosa; Abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A suspeita é de que Eduardo Bolsonaro possa ter tentado interferir em decisões judiciais ou influenciar processos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro, seu pai. Contexto político e licenciamento A decisão de Eduardo de se licenciar foi anunciada em março deste ano, poucos dias antes do julgamento que tornou Jair Bolsonaro réu no Supremo Tribunal Federal (STF), sob acusação de tentativa de golpe de Estado. Na época, o deputado usou suas redes sociais para comunicar que a licença seria temporária e justificou a decisão como uma escolha pessoal, criticando publicamente o STF e o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Com o encerramento oficial da licença neste fim de semana, o parlamentar precisa decidir se retomará suas atividades legislativas, solicitará nova liberação ou adotará outra medida para manter seu mandato regularizado.
Mato Grosso atrai olhares na maior feira mundial de observação de aves
Com um dos maiores potenciais de biodiversidade do Brasil, Mato Grosso participou da Global BirdFair 2025, realizada de 11 a 13 de julho, em Rutland, no Reino Unido, com o objetivo de fortalecer sua presença no turismo internacional de natureza e se consolidar como destino de safári e observação de aves. O evento é considerado a principal feira mundial dedicada à avifauna e à conservação ambiental, reunindo operadores, especialistas e entusiastas do ecoturismo de diversos países. Abrangendo Pantanal, Cerrado e Amazônia, Mato Grosso reúne condições únicas para o ecoturismo, com experiências que vão desde o avistamento da arara-azul nas planícies pantaneiras até a busca pelo som encantador do uirapuru em meio à floresta amazônica. Representando a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), a superintendente de Política e Promoção do Turismo, Júlia Assis, participou da programação com foco em promover o estado como um dos destinos mais promissores da América do Sul para o birdwatching e o ecoturismo de safári. “Quando a gente mostra os nossos biomas, a nossa extensão territorial e a nossa quantidade de espécies registradas aqui no nosso estado, impressiona. Em Mato Grosso, nós temos 909 espécies registradas. Então eu tenho certeza que a gente vai conseguir atrair com mais potência esse turista para vir para cá e conhecer seja Pantanal, seja Cerrado, seja Amazônia, porque a nossa diversidade de espécies é um potencial”, afirma. Além de reunir características ecológicas excepcionais, o estado também tem investido na estruturação do turismo internacional. Um exemplo disso é o reconhecimento do Cristalino Lodge, em Alta Floresta, que possui representante no Reino Unido e articula diretamente com os turistas britânicos. A presença na feira integra uma agenda estratégica de promoção do turismo internacional, coordenada pela Sedec em parceria com a Embratur. Dados recentes apontam que o número de turistas estrangeiros entrando diretamente em Mato Grosso aumentou mais de 19% em 2024, tendência que se mantém forte em 2025. Próxima parada: Nova York As ações de divulgação internacional continuam no segundo semestre, com a participação do estado na Galeria Visit Brasil, que será realizada entre os dias 29 de outubro e 2 de novembro, em Nova York (EUA). Durante o evento, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul se reúnem para promover o pantanal como destino de safári sul-americano, com destaque para espécies emblemáticas como onça-pintada, lobo-guará e tamanduá-bandeira, além de apresentar ao público norte-americano elementos culturais e gastronômicos da região.
Cautela política: Pivetta freia debate sobre 2026 e evita antecipar disputa pelo governo
Apesar de já ter tornado público seu desejo de comandar Mato Grosso a partir de 2027, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) decidiu adotar uma postura mais discreta em relação às eleições estaduais. Ele anunciou que não comentará mais sobre candidaturas até o período oficial das convenções partidárias, entre julho e agosto de 2026. A decisão, segundo o próprio, visa preservar a estabilidade da gestão e evitar desgastes políticos prematuros. A mudança de tom revela uma estratégia política clara: evitar conflitos desnecessários dentro da base governista e manter o foco nas entregas da atual gestão, liderada pelo governador Mauro Mendes (União Brasil), com quem Pivetta mantém uma parceria consolidada desde 2019. “Discutir sobre candidaturas agora é só para atrapalhar o trabalho. E não é pouca coisa que nós temos que fazer. Temos muito pela frente. Então não precisamos antecipar essa discussão, porque ela vai chegar naturalmente”, declarou Pivetta. Ruídos e desconfortos na base aliada Nos bastidores, a antecipação do debate sucessório gerou desconforto em nomes que também despontam como potenciais pré-candidatos, como os senadores Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL). Ambos têm manifestado interesse, direta ou indiretamente, na corrida pelo Palácio Paiaguás, o que torna o ambiente ainda mais sensível dentro da base. Pivetta reconhece esse cenário e avalia que a antecipação do debate político coloca temas importantes do Estado em segundo plano, substituídos por movimentações eleitorais que ainda não cabem no calendário. “Está tudo muito bem claro, tanto a minha quanto a posição do governador Mauro, há muito tempo. Tenho minha disposição. Mas tudo que a gente antecipar é só conflito. Nós não precisamos disso”, reforçou. Jantar político e movimentos paralelos O anúncio de contenção por parte de Pivetta vem poucos dias após sua aparição de destaque em um jantar político com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira (SP), que indicava justamente o contrário: um movimento de ampliação de apoios e articulações em torno de sua pré-candidatura. No entanto, ao que parece, os sinais de alerta acenderam dentro da aliança, especialmente após o governador Mauro Mendes promover, no início desta semana, um encontro com lideranças do União Brasil, entre elas o senador Jayme Campos. O objetivo: realinhar a base e evitar rachas prematuros. A lógica do tempo político Ao suspender o debate sobre 2026, Pivetta sinaliza que pretende jogar com a lógica do tempo político. Ao invés de alimentar disputas, prefere aguardar o amadurecimento natural do processo, preservando o projeto de governo e o equilíbrio da aliança que reelegeu Mauro Mendes com ampla maioria em 2022. Nos bastidores, o recado é claro: quem tentar antecipar o jogo corre o risco de se desgastar, num momento em que o eleitor espera foco em gestão, resultados e estabilidade.
Assembleia Legislativa de Mato Grosso celebra 190 anos e vive novo ciclo de modernização sob gestão de Max Russi
Com quase dois séculos de atuação em defesa da democracia, da representatividade e do progresso do povo mato-grossense, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) celebra 190 anos de história institucional. A Casa de Leis, que desde 1835 tem sido o centro das decisões políticas do Estado, se consolida como um símbolo da evolução democrática e da construção de políticas públicas. A trajetória da ALMT é marcada por diferentes sedes, transformações estruturais e avanços na relação com a sociedade. De um pequeno casarão no Centro Histórico de Cuiabá à sede moderna no Centro Político Administrativo (CPA), o Legislativo Estadual acompanhou o crescimento social e político de Mato Grosso, buscando se adaptar às necessidades do povo. História preservada, presente transformador A história da ALMT está documentada pelo Instituto Memória, que guarda acervos, registros e documentos que mostram a evolução do parlamento estadual desde sua instalação, ainda no Império do Brasil, em 1835. De lá para cá, a Assembleia passou por períodos como o Estado Novo (1937), foi reaberta em 1947, promulgou Constituições Estaduais e sediou movimentos democráticos, como as Diretas Já, além de ampliar o debate público e a transparência de suas ações. A atual sede, inaugurada em 2005, é um marco da modernização administrativa, arquitetônica e ambiental. Projetada com acessibilidade, sustentabilidade e integração institucional, abriga não apenas o Plenário e os gabinetes, mas também espaços culturais como a Pinacoteca Dalva de Barros e o Teatro Zulmira Canavarros. Agora, com o aumento do número de parlamentares para 27 a partir de 2027, a ALMT vive um novo ciclo, com obras de ampliação em andamento. Gestão Max Russi: eficiência, proximidade e representatividade À frente da presidência da ALMT, o deputado estadual Max Russi (PSB) tem se destacado pela condução transparente e próxima à sociedade. Sua gestão tem promovido melhorias estruturais, fortalecido o diálogo com os municípios e ampliado o alcance da atuação legislativa, com ações que vão além da sede em Cuiabá. Audiências públicas, programas itinerantes, apoio a projetos sociais e fortalecimento de áreas como saúde, segurança e educação têm sido pilares da atuação do Legislativo sob seu comando. A Assembleia é a voz do povo e deve estar a serviço da transformação. Parabenizo todos que fizeram parte dessa trajetória. Celebrar os 190 anos da ALMT é honrar a história e, ao mesmo tempo, construir o futuro com responsabilidade e compromisso com a população”, destacou o presidente Max Russi. Casa do povo, patrimônio de todos os mato-grossenses A Assembleia Legislativa é, hoje, uma das instituições mais respeitadas de Mato Grosso, sendo referência nacional em iniciativas de transparência, cultura e participação popular. Os 190 anos da ALMT são celebrados com orgulho, mas também com o olhar voltado para o futuro — um futuro que exige inovação, ética, compromisso com a democracia e, acima de tudo, respeito ao povo mato-grossense.
Festança de Vila Bela terá danças do Congo e Chorado no domingo (20) e na segunda (21)
A Festança de Vila Bela da Santíssima Trindade, um dos eventos culturais mais tradicionais do Estado, terá apresentações das Danças do Congo e do Chorado, a partir deste domingo (20.7). Unindo devoção religiosa às práticas culturais de origens africanas, a programação prossegue até 28 de julho com o patrocínio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). “A Festança de Vila Bela, uma festa bicentenária, representa muito para a cultura de Mato Grosso. O investimento público nesta importante ação é necessária e garante sua permanência, salvaguarda e fortalecimento. Temos muito orgulho de manter viva e pulsante as raízes de nosso povo”, destaca o secretário da Secel, David Moura. A Dança do Congo começa no domingo, a partir das 18h30, durante cortejos pelas ruas da cidade. Na segunda-feira (21), a partir das 5h, os congadeiros saem em nova procissão que será finalizada por volta das 10h, ao lado do Ginásio Melânio de Assunção. A apresentação oficial conta ao público a história da luta entre dois reinados africanos. Também na manhã de segunda o público assiste à Dança do Chorado. Na atividade, mulheres dançam equilibrando garrafas de bebidas sobre suas cabeças para recordar o ritual que buscava livrar homens negros de punições durante o período escravocrata. Fazem parte da programação, ainda, as rezas cantadas que são realizadas nas casas do rei, rainha, imperador, imperatriz e juízes, os festeiros do evento. A agenda de rezas cantadas ocorre em todas as quatro homenagens religiosas da Festança. Tanto a Dança do Congo quanto a Dança do Chorado integram a celebração ao Glorioso São Benedito, o santo negro. Iniciada no dia 16 de julho com homenagens ao Senhor Divino do Espírito Santo, o evento cultural e religioso conta ainda com celebrações à Mãe de deus e às Três Pessoas da Santíssima Trindade. Toda a programação pode ser conferida neste link. A Festança de Vila Bela da Santíssima Trindade é uma realização da Associação das Tradicionais Irmandades de Vila Bela, com apoio da Prefeitura Municipal e da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e patrocínio do Governo do Estado.
Polícia Penal deteve 151 visitantes por tentarem entrar com materiais proibidos em unidades prisionais de MT
Nos sete primeiros meses do Programa Tolerância Zero contra as Facções Criminosas em Mato Grosso, as equipes da Polícia Penal, da Secretaria de Estado de Justiça, prenderam 151 visitantes que tentaram entrar com materiais ilícitos em unidades do Sistema Penitenciário estadual. Os números compreendem o período de dezembro do ano passado a junho de 2025. A maioria das ocorrências foi registrada nos finais de semana, e entre os produtos apreendidos estão drogas, fumo, comprimidos e celulares. Em 4 de maio deste ano, sete visitantes foram flagradas por policiais penais na Penitenciária Central do Estado, a maior de Mato Grosso. Durante procedimento de revista eletrônica, com uso de escâner corporal, o equipamento apontou que as visitantes estavam com materiais como pacotes de fumo, medicamentos sem receita e cigarros. Todas estavam em visitas a seus companheiros, custodiados na PCE. Na Cadeia Feminina de Rondonópolis, uma visitante tentou levar um pacote de entorpecente enrolado com fumo, camuflado na área íntima. Em junho, outros 12 visitantes foram detidos ao serem flagrados com produtos proibidos nas unidades prisionais de Colniza, Tangará da Serra e Pontes e Lacerda. O secretário de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, pontua que o número de visitantes flagrados é reflexo do aprimoramento na segurança interna nas unidades prisionais. “Desde a criação da Secretaria de Justiça, um dos nossos pilares de trabalho é o fortalecimento da segurança penitenciária, com operações contínuas, padronização de procedimentos operacionais e readequação das ferramentas tecnológicas, para que possamos chegar aos resultados que estamos alcançando, e queremos melhorar ainda mais essas metas, entre elas mais rigor em revistas e inspeções de segurança”, enfatizou o secretário, destacando o papel da Polícia Penal para alcançar os resultados. No Centro de Detenção de Tangará da Serra, três mulheres estavam com entorpecentes que levariam a seus companheiros na unidade prisional. Ao serem questionadas se portavam material ilícito, as três confessaram que tinham porções de maconha escondidas nas partes íntima do corpo. Elas foram conduzidas à Polícia Civil no município e autuadas pelo crime de financiamento para o tráfico de entorpecentes. No Centro de Detenção de Pontes e Lacerda, oito visitantes foram surpreendidas durante a revista eletrônica de entrada da unidade prisional, com uso do escâner corporal, que detectou que as mulheres levavam diversos pacotes de fumo escondidos no corpo. As visitantes eram companheiras, irmã e mãe de homens custodiados na unidade prisional. Os visitantes flagrados com materiais ilícitos têm as carteiras de visitação apreendidas e o direito de visita suspensos pelo período de 90 dias. Para quem é flagrada com entorpecentes, a suspensão é pelo período de um ano. Fortalecimento do Sistema Penitenciário Dentro do programa Tolerância Zero, houve o desmembramento dos Sistemas Penitenciário e Socioeducativo da Secretaria de Segurança Pública, que passaram a integrar a nova Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), conforme a Lei Complementar 799/2024. A mudança resultou, entre outros procedimentos adotados, na redução de fugas e no fortalecimento da segurança nas unidades prisionais em todo o estado. O reforço na segurança nas unidades prisionais produz reflexos também na interceptação de drones que, pilotados por criminosos externos, tentam levar aparelhos celulares e drogas para dentro dos presídios. “O esforço operacional que realizamos para impedir a entrada de materiais ilícitos ao interior das prisões, seja com visitantes ou levados por drones, resulta em prejuízo às facções criminosas e evita a utilização desses materiais pelas facções para ordenar crimes nas ruas”, acrescentou o secretário Vitor Hugo. Entre os resultados obtidos a partir do Programa Tolerância Zero destacam-se 405 operações. “A Polícia Penal e nossos servidores têm atuado com muita dedicação para remover os ilícitos. O mais importante é que, nas últimas operações, esse aparato empregado tem surtido efeito e vamos continuar nosso trabalho contínuo para que a população mato-grossense tenha a sensação de segurança necessária para viver tranquilamente em nosso Estado”, assegurou o gestor da Sejus. Além da localização e remoção de 2.387 celulares, usados pelos criminosos presos para a comunicação com as ruas e ordens para delitos, as ações operacionais e o aprimoramento na segurança prisional resultaram na remoção de outros materiais ilícitos, como 907 chips de telefonia celular, 4.805 porções de entorpecentes variados, 27 drones, 1.072 carregadores de celular e 248 armas artesanais.
Polícia Civil apreende mais de 900 tabletes de maconha e desarticula depósito de drogas de facção
A Polícia Civil realizou uma grande apreensão de entorpecentes nesta quinta-feira (17.7), desarticulando um ponto estratégico utilizado por uma facção criminosa na região da Gleba Rio Vermelho, conhecida como Morro do Gavião. Foram apreendidos 928 tabletes de maconha, além de uma grande porção da droga a granel, uma balança industrial de até 150 quilos e quatro aparelhos celulares. Na ação, realizada por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis (220 km de Cuiabá), com apoio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), três pessoas foram presas em flagrante: uma mulher, de 19 anos, e dois homens, de 35 e 37 anos. As investigações apontaram que a facção criminosa utilizava uma chácara, pertencente a um dos suspeitos, como depósito e centro de distribuição das drogas. No local, havia um barraco construído especificamente para armazenar grandes quantidades dos entorpecentes, conhecido no meio criminoso como “guarda-roupa”. Conforme apurado, o local também servia para fracionar a droga antes da distribuição aos traficantes da cidade. Além do armazenamento, a chácara era utilizada para a prática de punições aplicadas pelo chamado “tribunal do crime”, incluindo sessões de tortura e execuções de indivíduos condenados pela facção. Durante a ação, na residência do proprietário do imóvel, os policiais localizaram um tablete de maconha escondido dentro de uma chocadeira elétrica. Em uma estrutura anexa à propriedade, foram encontrados diversos tonéis de 200 litros repletos de tabletes de maconha, além de duas balanças utilizadas para a pesagem dos entorpecentes. O material apreendido e os detidos foram encaminhados à delegacia, onde permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam para localizar uma mulher, de 31 anos, apontada como responsável pelo fracionamento da droga e que se encontra foragida, com mandado de prisão em aberto por tentativa de homicídio. A operação representa mais um golpe no tráfico de drogas e na estrutura logística da facção criminosa atuante em Rondonópolis.
Senadores de Mato Grosso criticam decisão de Moraes e veem exagero em medidas contra Bolsonaro
Os senadores mato-grossenses Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL) se posicionaram de forma crítica contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e proibição de uso das redes sociais. A medida foi autorizada no âmbito de uma nova operação da Polícia Federal, realizada nesta sexta-feira (18), sob a justificativa de risco de fuga e suspeita de envolvimento em tentativa de golpe de Estado. Fagundes vê excesso e diz que PL vai recorrer Aliado de Bolsonaro e membro do PL, Wellington Fagundes considerou a decisão exagerada e garantiu que a defesa irá recorrer. “É uma decisão monocrática. Agora os advogados vão recorrer. E nós não concordamos com essa postura do STF. O PL não concorda com isso”, afirmou o senador. Jayme Campos: “STF está passando dos limites” Já o senador Jayme Campos subiu o tom e disse que o Supremo tem cometido excessos que ferem a Constituição. “Acho que as medidas que o Supremo tem tomado são pesadas, sobretudo a dosimetria em relação ao 8 de Janeiro. Este é um momento que exige união e não um clima policialesco. Muitas vezes o Supremo está passando de todos os limites constitucionais”, criticou. Para Jayme, a medida contra Bolsonaro poderia ter sido conduzida de outra forma. “Não precisava nada disso. Me parece que está havendo certo exagero”, concluiu. Entenda as medidas contra Bolsonaro Além da tornozeleira eletrônica, Bolsonaro está proibido de: Usar redes sociais; Se comunicar com outros investigados; Falar com diplomatas e embaixadores; Se aproximar de embaixadas; Falar com seu filho, deputado Eduardo Bolsonaro; Sair de casa à noite (das 19h às 7h) e nos fins de semana, em tempo integral. Durante a operação, foram apreendidos cerca de US$ 14 mil, R$ 8 mil em espécie, um pen drive e o celular do ex-presidente. A ação ocorreu em sua residência em Brasília e também em escritórios do PL.
Depois de 10 anos de luta, Max Russi conquista obra histórica de segurança na Serra de São Vicente
Após uma década de cobranças incansáveis, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (PSB), comemora o início da tão aguardada obra de construção da área de escape na Serra de São Vicente, um dos trechos mais perigosos da BR-163/364. A medida representa um marco histórico na luta pela segurança viária em Mato Grosso. A ordem de serviço foi assinada nesta sexta-feira (18) pelo Governo do Estado e pela concessionária Nova Rota do Oeste, responsável pela administração do trecho. A área de escape será instalada no km 350,8 da BR-364, com investimento estimado em R$ 17 milhões. Estrutura para salvar vidas O projeto prevê a instalação de pórticos rolantes com guinchos capazes de remover veículos com até 80 toneladas, funcionando como ponto de emergência para caminhões e veículos que apresentem falhas nos freios na descida da serra. A iniciativa atende a um pedido antigo de motoristas, caminhoneiros e moradores da região, que há anos convivem com acidentes fatais no local. “Aquela serra precisa de áreas de escape com urgência. Não é possível continuar perdendo vidas por falta de uma estrutura tão básica. É simples, é viável e é necessário”, disse Max Russi em um dos inúmeros pronunciamentos realizados ao longo dos últimos anos. 📌 Uma bandeira de longa data Max Russi levanta essa pauta desde 2015, quando iniciou seu primeiro mandato na ALMT. Foram anos de ofícios, pronunciamentos, visitas ao DNIT e reuniões em Brasília, sempre insistindo na necessidade da obra. A cobrança ganhou força em 2024, quando o parlamentar liderou uma comitiva em reunião com o governador Mauro Mendes, exigindo urgência na liberação da construção. “Essa é a quarta ou quinta vez que faço esse apelo. E farei quantas forem necessárias. O que está em jogo é a vida das pessoas”, declarou recentemente no plenário. Pressão com resultados A articulação do deputado surtiu efeito. Após a reunião com o Governo do Estado e com apoio da Nova Rota do Oeste, a obra foi aprovada e finalmente anunciada oficialmente, com previsão de início imediato. Para Max Russi, o momento representa mais do que uma conquista política: é uma vitória da população mato-grossense. “Estamos tratando de algo muito maior que obras. Estamos tratando de famílias, de pais e mães que pegam a estrada todos os dias, de caminhoneiros que não têm onde parar em caso de falha mecânica. É sobre vidas que podem ser salvas”, afirmou. Um compromisso com a vida O deputado destacou que não vai descansar até ver a obra concluída. Para ele, esta é uma prova de que a persistência na política pode gerar resultados concretos. “Eu não vou parar enquanto essa obra não estiver concluída. A população precisa ver que vale a pena cobrar, que vale a pena acreditar. Estamos aqui para transformar promessa em realidade”, finalizou Max. Com a execução da obra finalmente em andamento, Mato Grosso avança em uma de suas demandas mais antigas por segurança nas rodovias. A luta de Max Russi, que começou como uma voz solitária no parlamento, agora ecoa em benefício de milhares de vidas.
Jair Bolsonaro é alvo de nova operação da PF e terá que usar tornozeleira eletrônica
O ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), passou a ser alvo de novas medidas judiciais após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, divulgada nesta sexta-feira (18), inclui medidas cautelares restritivas, no âmbito da investigação que apura possível tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-presidente em Brasília. Durante as buscas, foi encontrado cerca de US$ 10 mil em espécie, segundo apuração inicial dos investigadores. Bolsonaro estava presente no local. 🔒 Medidas cautelares impostas por Moraes A decisão do ministro Alexandre de Moraes impôs restrições severas à liberdade de locomoção e comunicação do ex-presidente, como forma de preservar a investigação. Entre as medidas, estão: Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica; Recolhimento domiciliar noturno (das 20h às 6h); Proibição de acessar ou utilizar redes sociais (pessoalmente ou por meio de terceiros); Vedação de contato com embaixadores e diplomatas estrangeiros; Proibição de se comunicar com outros investigados, incluindo seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP); Impedimento de entrada em embaixadas e sedes de representação estrangeira. A justificativa do STF é que essas medidas visam evitar risco de obstrução da justiça, além de garantir a ordem pública diante dos fatos investigados. Contexto da investigação Bolsonaro é réu em ação penal que tramita no STF relacionada a suposta tentativa de golpe de Estado e ataque ao Estado Democrático de Direito. A ação foi reforçada com as alegações finais apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no início da semana, que pediu a condenação do ex-presidente por cinco crimes, entre eles: Associação criminosa; Tentativa de golpe; Incitação ao crime; Abolição do Estado Democrático de Direito; Uso indevido da estrutura pública. As investigações apontam que o ex-presidente teria participado de um plano articulado com aliados e militares para deslegitimar o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O que acontece agora? Com a decisão judicial, Bolsonaro será monitorado 24 horas por dia, e o descumprimento das medidas pode levar à prisão preventiva. A defesa ainda não se manifestou oficialmente, mas aliados consideram as restrições uma medida política. A operação da Polícia Federal representa mais um capítulo da série de investigações que envolvem o ex-presidente, e deve continuar com novos desdobramentos nos próximos dias.