O ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia, foi absolvido pela Justiça da acusação de ter desrespeitado a ordem cronológica de pagamentos de faturas hospitalares durante sua gestão à frente da Secretaria Municipal de Saúde, em 2018. A sentença foi proferida nesta quinta-feira (10) e representa o desfecho de uma ação penal movida pelo Ministério Público Estadual (MPE) com base em relatório do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). Segundo o MPE, Huark teria autorizado o pagamento de faturas mais recentes a hospitais filantrópicos conveniados ao SUS, deixando de quitar valores mais antigos sem a devida justificativa técnica formalizada. O valor total envolvido na denúncia ultrapassava R$ 280 mil, e a conduta, segundo a acusação, violaria o artigo 92 da antiga Lei de Licitações (Lei nº 8.666/93), que exige o respeito à ordem cronológica para pagamentos públicos. O que dizia a denúncia? O Ministério Público alegava que, ao autorizar pagamentos fora da sequência legal — sem respaldo técnico documental ou explicações formais — Huark teria cometido ato ilícito passível de responsabilização penal. O caso gerou repercussão à época, já que envolvia instituições de saúde que prestam atendimento essencial à população cuiabana por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão da Justiça Ao analisar as provas apresentadas, o Poder Judiciário entendeu que não houve dolo, má-fé ou prejuízo ao erário público por parte do então secretário. A sentença destacou ainda a complexidade da gestão de saúde pública, onde decisões emergenciais, como priorizar pagamentos a unidades com risco de descontinuidade dos serviços, podem ser tomadas com base em critérios técnicos — mesmo que esses critérios não tenham sido devidamente formalizados em processos administrativos na época. A Justiça considerou que não havia elementos suficientes para comprovar a existência de crime ou má conduta intencional por parte do gestor, determinando, portanto, sua absolvição total. Contexto da gestão Durante o período em que esteve à frente da Secretaria de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas enfrentou um cenário de crise financeira e alta demanda hospitalar, marcado por dificuldades estruturais e atrasos nos repasses de verbas, fatores que teriam contribuído para a adoção de medidas operacionais urgentes, como a reordenação nos pagamentos. A defesa do ex-secretário sustentou que a medida buscava garantir o funcionamento de unidades com maior risco de colapso no atendimento à população, o que foi corroborado por depoimentos técnicos e documentos apresentados ao longo do processo. ✅ MT Urgente acompanha os desdobramentos da gestão pública com responsabilidade, valorizando o direito à informação clara e precisa. Seguimos atentos às decisões que impactam diretamente a vida da população de Mato Grosso.
Nos Bastidores do Poder: Prefeitos Eleitos, Acordos e a Surpresa que Pode Custar Mandatos em 2026
Por Redação MT Urgente As movimentações políticas em Mato Grosso já estão a todo vapor, mesmo faltando mais de um ano para as eleições de 2026. O que antes era tratado com discrição nos bastidores e corredores da Assembleia Legislativa, agora se revela com mais clareza: muitos deputados estaduais e federais colocaram seus “soldados” em campo durante as eleições municipais deste ano, investindo força, tempo, estrutura e capital político para eleger prefeitos nas cidades com maior densidade eleitoral do estado. A lógica era simples: ajudar a eleger prefeitos hoje, para garantir apoio e votos amanhã. Afinal, quem planta espera colher, certo? Mas o problema é que, em algumas dessas cidades, o “padrinho político” está começando a perceber que o “afilhado” pode ter mudado o rumo das promessas antes mesmo de assumir a cadeira. Prefeitos já pensam na própria base… e não na reeleição dos padrinhos Em várias regiões do estado, prefeitos recém-eleitos parecem estar mais preocupados em fortalecer seus próprios aliados — e, claro, já mirando as próximas eleições para deputado — do que retribuir o apoio recebido de quem os colocou na prefeitura. A troca de favores políticos, que parecia certa, virou uma incógnita. Deputados que chegaram a coordenar campanhas, participaram de comícios, caminharam bairro por bairro, enfrentaram adversários e até colocaram o próprio nome em risco agora observam, de longe, seus antigos candidatos montarem estruturas paralelas, priorizarem outras alianças e ignorarem quem “carregou nas costas” boa parte da vitória. A pergunta que não quer calar: foi em vão? Um deputado — que prefere não ser citado — confidenciou a aliados que sente estar “tomando chapéu de prefeito novo”, após ver seu suposto aliado negociar apoio para um nome que não tem nenhuma ligação com sua base. E é aí que vem a reflexão: será que todo esforço foi em vão? Será que o projeto de reeleição de alguns parlamentares está sendo minado por aqueles que ajudaram a eleger? Se tem uma certeza, é que a política, em Mato Grosso, continua sendo o grande jogo das surpresas. E essa movimentação mostra que as eleições de 2026 não serão apenas uma disputa de votos, mas também uma grande prova de fidelidade — ou da ausência dela. De aliados a adversários? Nos bastidores, os comentários são cada vez mais comuns: “Fulano achava que tinha o prefeito na mão… hoje não atende nem ligação”. Essa mudança de postura tem deixado muitos deputados em alerta e repensando as alianças. Afinal, quem é amigo de verdade e quem só usou o apoio como trampolim? Se depender do clima atual, 2026 será uma das eleições mais imprevisíveis e difíceis dos últimos anos. Os bastidores já indicam que promessas não são garantias e que, na política, um aperto de mão pode valer menos do que um direct ignorado. 🔍 Fica a lição: A cada eleição, o jogo muda. E quem hoje sorri ao lado do prefeito eleito pode amanhã ser apenas mais um nome esquecido na agenda de compromissos. Como dizem por aí, “na política, até o passado pode mudar”.
Safra histórica: Mato Grosso atinge 107 milhões de toneladas e dispara na liderança da produção agrícola no Brasil
Produtores mato-grossenses impulsionam resultado histórico da agricultura brasileira Mato Grosso reafirma seu protagonismo no cenário agropecuário do Brasil com a maior safra de grãos já registrada no país. De acordo com o 10º levantamento da safra 2024/2025 divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (10), o estado deverá colher mais de 107 milhões de toneladas de grãos, um crescimento expressivo de 15,5% em relação ao ciclo anterior. A produção supera em 62 milhões de toneladas o segundo colocado no ranking nacional, o Paraná, que deverá colher cerca de 45 milhões de toneladas — evidenciando a liderança isolada de Mato Grosso no setor. O resultado reflete a força, o empenho e a modernização do trabalho realizado pelos produtores mato-grossenses, que enfrentam desafios climáticos, logísticos e de mercado com inovação, tecnologia e resiliência. 🌾 Safra 2024/2025: quase finalizada, já é histórica Este é o décimo de doze levantamentos previstos pela Conab até a conclusão da atual safra. Os dados consolidados até o momento apontam para um ciclo agrícola de altíssimo desempenho, sustentado por: Condições climáticas favoráveis, Expansão da área cultivada, Aumento da produtividade das lavouras, Avanços tecnológicos no campo, Adoção de práticas agrícolas sustentáveis. Mato Grosso se mantém como um estado estratégico para o abastecimento interno, exportações e para a balança comercial brasileira, sendo peça-chave na segurança alimentar nacional e mundial. Desempenho por cultura: soja e milho lideram alta Os números impressionam e reforçam a relevância das três principais culturas do estado: 🌽 Milho – 51,8 milhões de toneladas Crescimento de 6,2% na produção; Aumento de 2,1% na área plantada; Produtividade elevada em 4%; Principal safra de segunda temporada (safrinha) do país, com expressiva contribuição para exportações. 🌱 Soja – 50,6 milhões de toneladas Expansão de 28,6% em relação à safra anterior; Crescimento de 2,9% na área plantada; Produtividade recorde, com aumento de 24,9%; Cultura carro-chefe do estado, impulsionando indústrias e cooperativas locais. ☁️ Algodão (pluma e caroço) – 6,5 milhões de toneladas Crescimento de 3,5% na produção total; Área plantada com expansão de 3,3%; Leve alta de 0,2% na produtividade; Gera forte impacto na cadeia têxtil e agroindustrial nacional. O produtor mato-grossense: protagonista no campo O avanço da produção só é possível graças ao trabalho incansável dos produtores rurais de Mato Grosso, que transformaram o estado em uma potência agrícola reconhecida internacionalmente. Com gestão moderna, acesso à pesquisa, uso de máquinas de alta performance e técnicas de manejo aprimoradas, o agricultor mato-grossense é símbolo de produtividade, inovação e sustentabilidade. “A força do agro em Mato Grosso não está apenas nos números, mas no suor de quem planta, colhe e alimenta o Brasil e o mundo. Cada semente cultivada aqui é fruto de dedicação, visão de futuro e amor pela terra”, destaca o relatório da Conab. Contribuição estratégica para o Brasil e o mundo Com este desempenho, Mato Grosso se consolida como um dos principais celeiros globais de grãos, garantindo: Estabilidade no abastecimento alimentar; Geração de empregos no campo e nas cidades; Receita em exportações agrícolas; Crescimento de cooperativas e agroindústrias; Valorização da imagem do Brasil no agronegócio internacional. 🌱 O MT Urgente parabeniza os produtores rurais de Mato Grosso e reafirma seu compromisso em valorizar quem move a economia do nosso estado: o agronegócio forte, produtivo e que orgulha o Brasil.
MPF cobra ações urgentes após danos em sítio arqueológico em Cáceres (MT); obras da prefeitura violaram área protegida
O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso expediu recomendação nesta terça-feira (9) para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o Governo do Estado de Mato Grosso e a Prefeitura de Cáceres adotem medidas imediatas para reparar danos causados ao Sítio Arqueológico Facão I, localizado na zona rural do município, a 225 km de Cuiabá. De acordo com o MPF, as intervenções indevidas foram realizadas durante obras de manutenção em estradas que cortam a área do assentamento Facão e do Cinturão Verde, atingindo diretamente vestígios arqueológicos como fragmentos de cerâmica e possíveis ossadas humanas de origem indígena. A situação é considerada grave, pois viola normas federais de proteção ao patrimônio cultural brasileiro. Recomendação com prazos e obrigações A recomendação foi assinada pelo procurador da República Gabriel Infante Magalhães Martins, que determinou que: O IPHAN elabore, em até 30 dias, um laudo estimativo dos danos causados ao patrimônio cultural; Os entes públicos adotem em até 12 meses medidas conjuntas de proteção e compensação ao sítio arqueológico; A prefeita de Cáceres se abstenha de realizar novas intervenções na área sem autorização prévia dos órgãos competentes; O município e o Estado promovam, com brevidade, as melhorias necessárias nas estradas que dão acesso às comunidades locais, mas com respeito aos protocolos de preservação. Além disso, os órgãos e autoridades envolvidos têm o prazo de 10 dias para informar se acatarão ou não as recomendações. Caso não cumpram, o MPF poderá adotar medidas judiciais, inclusive de responsabilização. “Esta recomendação constitui ciência formal das obrigações e poderá ensejar ações judiciais em caso de omissão. A violação de dispositivos constitucionais e legais pode implicar responsabilização dos agentes públicos envolvidos”, pontua o MPF. O caso: obras sem consulta e danos visíveis O inquérito civil foi aberto após denúncia de que máquinas da Secretaria de Obras do Município de Cáceres haviam promovido a manutenção de estradas sem consulta prévia ao IPHAN — responsável por autorizar e acompanhar qualquer tipo de intervenção em áreas com presença de patrimônio arqueológico. Também não foi realizada qualquer pesquisa ou plano de salvamento arqueológico antes do início das obras. Em vistoria feita pelo IPHAN em 11 de maio de 2021, foi constatado que o processo de patrolamento (nivelamento de estradas) causou impactos diretos no sítio arqueológico Facão I. Técnicos identificaram fragmentos cerâmicos e possíveis ossos humanos espalhados no leito e nas margens da estrada. Os vestígios, segundo relatório do órgão, constituem partes de antigos utensílios indígenas e elementos funerários de valor histórico incalculável. Apesar de várias tentativas do IPHAN para formalizar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), a prefeitura não assinou o acordo, sob alegação de limitações financeiras e discordância com os prazos propostos. Estimativas para os trabalhos de mitigação e recuperação da área variam entre R$ 200 mil e R$ 800 mil. Em fevereiro deste ano, em reunião com o MPF, representantes da prefeitura informaram que buscaram orçamentos com profissionais das universidades UNEMAT e UFMT especializados em arqueologia, mas não apresentaram definição concreta. Risco à preservação histórica Cáceres é uma das cidades de Mato Grosso com maior concentração de sítios arqueológicos catalogados. Qualquer intervenção em áreas potencialmente protegidas deve obedecer a normas rigorosas de preservação — inclusive com estudos prévios e acompanhamento técnico especializado. A falta de planejamento e a inação do poder público, segundo o MPF, coloca em risco não apenas o patrimônio arqueológico, mas também compromete o direito coletivo à memória, à história e ao legado das populações originárias da região.
Santa Casa de Cuiabá pode ir a leilão nos próximos dias; TCE aposta em solução definitiva
Um novo capítulo decisivo sobre o futuro da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá está prestes a se desenrolar. O edital para o leilão do imóvel deve ser lançado nos próximos dias, conforme anunciou o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, durante coletiva à imprensa nesta quinta-feira (10). A informação foi dada após uma reunião a portas fechadas com lideranças políticas e representantes do Judiciário e Executivo, em busca de soluções que evitem o fechamento da unidade hospitalar — uma das mais tradicionais da capital. Segundo o conselheiro, a primeira e a segunda praça do leilão terão valores distintos, e há expectativa de que Prefeitura de Cuiabá ou Governo do Estado assumam a compra do imóvel. “Saio convencido de que a Santa Casa não vai fechar. Acredito que será adquirida por um dos entes públicos. Se não funcionar ali, será o abandono completo do centro histórico”, afirmou Sérgio Ricardo, apostando na união entre os poderes. 📌 Sugestão de modelo de gestãoSérgio propôs que um ente compre o imóvel e o outro fique responsável pela administração, em uma gestão compartilhada. “Essa reunião só aconteceu porque há essa disposição. Estou convicto de que vamos manter a Santa Casa funcionando para todos os mato-grossenses”, declarou. ⚖️ Dívidas e penhora judicial O juiz auxiliar da presidência do TRT-MT, Ediandro Martins, explicou que o imóvel da Santa Casa está penhorado para quitar uma dívida trabalhista que gira em torno de R$ 40 milhões. A área total está avaliada em R$ 70 milhões, mas o valor histórico e simbólico pode pesar nas tratativas. “O leilão é uma possibilidade se não houver quitação das dívidas. A preferência é que ele ocorra com a venda integral da área. O objetivo é pagar os credores e garantir o direito à saúde”, frisou o magistrado. 🗣️ Prefeito e vice-governador se manifestam O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a preferência legal para aquisição é da União. Se esta não se manifestar, a ordem segue para Estado e depois Município. Apesar de discordâncias políticas com o Governo Federal, Abilio se mostrou aberto: “Se o Governo Federal quiser comprar, ótimo. O importante é salvar a Santa Casa. Qualquer ente que adquira, o município pode assumir a gestão. Mas o valor de R$ 70 milhões está fora da realidade de Cuiabá”, afirmou. Já o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) defendeu que o processo judicial siga seu curso. “A empresa está falida, precisa vender seu patrimônio. A prioridade são os trabalhadores. Estamos confiantes de que o Estado e o Município encontrarão uma solução conjunta para garantir o atendimento de média e alta complexidade à população.” 🤝 Reunião reuniu autoridades de peso Participaram da reunião o vice-governador Otaviano Pivetta, o prefeito Abilio Brunini, o secretário-chefe da Casa Civil Fábio Garcia, a presidente do TRT-MT, Adenir Carruesco, além de técnicos e representantes do TCE. O futuro da Santa Casa agora depende do avanço do processo judicial e da decisão política sobre quem assumirá o imóvel — com a urgência de manter viva uma unidade hospitalar histórica e essencial para a saúde pública de Mato Grosso.
Emoção Tripla: Mãe descobre gravidez de trigêmeos apenas na hora do parto no Pará
O que seria o nascimento de gêmeos se transformou em uma emocionante surpresa para Roseane Dias Martins, moradora de Cametá, no nordeste do Pará. No momento do parto, ela descobriu que esperava, na verdade, três bebês — uma revelação que transformou a história em uma alegria tripla e inesquecível. A gestante foi internada no Hospital Materno-Infantil de Barcarena (HMIB), na Grande Belém, no dia 22 de maio, com trabalho de parto prematuro e quadro de síndrome hipertensiva da gravidez. Dois dias depois, precisou ser transferida para a UTI adulta devido à gravidade da situação. Após dias de monitoramento intensivo, Roseane foi encaminhada à sala PPP (pré-parto, parto e pós-parto), onde deu à luz, no dia 5 de junho, aos trigêmeos Ravi, Rafaela e Rosiane — dois meninas e um menino. Todos nasceram prematuros e com baixo peso, sendo imediatamente levados à UTI Neonatal para cuidados especializados. No local, os bebês receberam atenção com técnicas humanizadas, como o Método Canguru, o uso da rede hammock e o banho de ofurô, que simulam o aconchego do útero materno e fortalecem o vínculo entre os pais e os recém-nascidos. “Passei por vários setores e fui muito bem acolhida em todos. Com o apoio da equipe, conseguimos superar o susto. Hoje, meus bebês estão bem, com previsão de alta, e eu sou só gratidão”, relatou Roseane, emocionada. A equipe do HMIB celebra o caso como um exemplo de como a combinação entre tecnologia, preparo técnico e humanização faz a diferença. “Histórias como essa mostram o quanto é fundamental um cuidado acolhedor desde o pré-natal até os primeiros dias de vida”, destacou a direção do hospital.
Mauro Mendes alerta: Retaliação contra Trump pode colapsar economia brasileira
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), fez um alerta contundente nesta quarta-feira (9) ao defender cautela e estratégia na resposta do Brasil à ameaça do presidente americano Donald Trump, que propôs uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Em meio à tensão comercial crescente, Mendes alertou que uma retaliação imediata do Brasil — como indicou o presidente Lula — pode gerar um efeito dominó com consequências devastadoras para a economia nacional. “Não adianta dobrar a aposta, porque ele dobra do outro lado. E ele é muito grande. Ele consegue fazer isso”, advertiu. A fala surge em resposta à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que prometeu adotar o princípio da reciprocidade e aplicar a mesma tarifa aos produtos dos EUA. Mendes, porém, pediu prudência: “Essa disputa pode custar muito caro ao Brasil. Somos um país altamente dependente das exportações e importações. Um passo em falso pode desequilibrar nossa balança comercial e agravar ainda mais a crise fiscal”, alertou o governador. Risco de recessão e queda na arrecadação O governador lembrou que as contas públicas federais já enfrentam dificuldades sérias, e que uma eventual guerra comercial pode derrubar exportações, prejudicar o agronegócio e causar reflexos em toda a cadeia produtiva nacional. “Imagine um cenário com queda de exportações, dólar disparando e perdas bilionárias no setor produtivo. Estamos falando de riscos reais de recessão, desemprego e rombo fiscal”, afirmou Mendes. Ele também condenou o viés político que permeia o embate entre os dois líderes e reforçou que decisões econômicas precisam ser tomadas com base em estratégia e responsabilidade — não em impulsos ideológicos. “Lula tem que pensar no Brasil, não em marcar posição política contra Trump. Essa briga ideológica não ajuda o país. Precisamos proteger nossos interesses com inteligência, não com provocação”, disse. Mauro Mendes ainda reforçou que o Brasil deve manter o foco em negociar e evitar o confronto direto, pois “as consequências de um erro agora podem custar anos de recuperação econômica”.
Expocomércio 2025 deve movimentar mais de R$5,6 milhões e conta com apoio da Sedec
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) é parceira da Expocomércio 2025. O evento, que acontece entre esta quinta-feira (10.7) e 12 de julho, no Centro de Eventos Celebrai, em Pontes e Lacerda, é uma ação conjunta que visa impulsionar o desenvolvimento econômico da região e se consolida como um dos mais relevantes encontros de negócios do oeste mato-grossense. Com investimento total de R$ 380 mil, o evento conta com mais de 70 expositores oferecendo uma variedade de produtos e serviços. A expectativa é de que a feira receba cerca de 20 mil visitantes ao longo dos três dias e gere mais de R$ 5,6 milhões em negócios. Além do impacto direto no setor empresarial, a Expocomércio também fomenta o turismo de negócios, aquecendo setores como hotelaria, alimentação e serviços, sendo a maior feira regional de varejo. A feira atrai empresários, consumidores e empreendedores de diversas áreas, sendo uma oportunidade de fortalecer e criar conexões com pessoas do setor. Além dos estandes, a programação inclui atrações culturais, praça de alimentação e sorteios de brindes com entrada 100% gratuita. A Expocomércio 2025 é uma realização da Associação Comercial e Empresarial de Pontes e Lacerda (ACEPL) com apoio da Sedec e Assembleia Legislativa de Mato Grosso. *Sob supervisão de Yasmim Di Berti
Governador, vice e prefeito articulam novas obras para Cuiabá
O governador Mauro Mendes e o vice-governador Otaviano Pivetta articularam a viabilização de novas obras para Cuiabá durante reunião com o prefeito Abílio Brunini, nesta quinta-feira (10.7). Na reunião, que também contou com a presença do secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, Mauro destacou que somente de obras em andamento, o Estado tem mais de R$ 3 bilhões investidos na Capital. “O prefeito Abilio apresentou uma série de novas demandas sobre a ótica da prioridade dele como gestor municipal. Eu, Pivetta, Fábio, discutimos e alinhamos uma metodologia de trabalho. O prefeito vai elaborar alguns projetos e nós vamos desenvolver dentro do governo novas ações. Nós queremos estabelecer novas cooperações, novos programas de interação e naquilo que o Estado puder continuar ajudando, com certeza nós vamos continuar ajudando a cidade de Cuiabá, como temos o dever de ajudar todos os municípios”, relatou Mauro Mendes. De acordo com o governador, boa parte das obras são para a melhoria da Infraestrutura e Mobilidade Urbana em Cuiabá. “Falamos das obras de viadutos, das parcerias pra gente terminar pelo menos uma parte do Contorno Leste, do CPA até a MT-251, a duplicação da avenida do CPA, do final ali da Polícia Militar até o Contorno Leste. Também tratamos dos viadutos que poderão ser construídos em algumas posições para melhorar o trânsito da cidade, além de soluções para a Saúde” Além dessas obras, conforme o prefeito Abilio, também foram tratadas novas parcerias para levar asfalto aos bairros de Cuiabá. “Falamos sobre a possível criação de uma usina de asfalto em Cuiabá para o nosso município, para a gente fazer com mais celeridade tanto o tapa-buraco com produção nossa, quanto a pavimentação dos bairros que também estão muito tempo aguardando. A gente lembra que alguns dos bairros de Cuiabá conseguiram esse avanço através do governo do Estado. 11 deles estão sendo pavimentados e acho que essa é uma marca do Mauro em relação a muitos bairros, como por exemplo o Pedra 90 e o Renascer, que foram bairros que só conseguiram asfalto na gestão dele”, completou.
Câmara Municipal de Cuiabá reforça presença institucional em balanço da Prefeitura e destaca compromisso com transparência e fiscalização
A Câmara Municipal de Cuiabá marcou presença na apresentação do balanço dos primeiros seis meses da atual gestão da Prefeitura, realizada na manhã desta quarta-feira (9), na sede do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). A comitiva foi liderada pela presidente do Legislativo, vereadora Paula Calil (PL), que tem conduzido uma gestão pautada pela eficiência, diálogo e transparência. Também participaram os vereadores Katiuscia Manteli (PSB), Eduardo Magalhães (Republicanos), Michelly Alencar (União Brasil), Dilemário Alencar (União Brasil), T. Coronel Dias (Cidadania), Maysa Leão (Republicanos), Baixinha Giraldelli (Solidariedade) e Samantha Iris (PL). A presença dos parlamentares reforça o papel fiscalizador da Câmara e sua atuação propositiva na reconstrução de Cuiabá. A presidente Paula Calil destacou a importância da transparência na condução da gestão pública: “A Câmara Municipal tem atuado com responsabilidade e vigilância permanente. O compromisso com a boa governança se fortalece quando os dados são apresentados com clareza e há abertura para o diálogo com os órgãos de controle. Seguiremos firmes no papel de fiscalizar e legislar para o bem da população cuiabana”, afirmou. Durante a apresentação, o prefeito Abilio Brunini (PL) expôs as ações realizadas no período, incluindo o encerramento do decreto de calamidade financeira, a redução de R$ 217 milhões em contratos e o pagamento de R$ 335 milhões em dívidas herdadas de gestões anteriores. O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, elogiou a postura do prefeito ao decretar calamidade no início do mandato e prestar contas publicamente após os seis primeiros meses. O prefeito também agradeceu o apoio do Legislativo: “Quero agradecer à presidente Paula Calil e a todos os vereadores pelo comprometimento com Cuiabá. A união entre os Poderes é essencial para vencermos os desafios e entregarmos à população uma cidade mais eficiente e estruturada”, concluiu Abilio. A presença ativa da Câmara Municipal no processo de acompanhamento da gestão evidencia um novo momento na política cuiabana, onde transparência, responsabilidade fiscal e cooperação institucional estão no centro das decisões.