A Polícia Civil de Mato Grosso, em conjunto com a Prefeitura de Cuiabá e apoio de voluntários, deflagrou na manhã desta terça-feira (8) a Operação “Aconchego”, com o objetivo de combater crimes como tráfico de drogas, receptação, roubo e furto na região central da capital. A ação atende a preocupações de comerciantes e moradores, que relatam o aumento da criminalidade e pedem mais segurança na área. A ofensiva mobilizou mais de 100 profissionais das forças de segurança pública, incluindo Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Penal, Politec e agentes municipais de diversas secretarias. 11 mandados e foco em pontos comerciais Ao todo, estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, com foco em pontos comerciais e residências suspeitas de ligação com práticas criminosas. Cães farejadores da Polícia Penal também auxiliam na busca por drogas e outros materiais ilícitos. A operação envolve 60 policiais civis da Denarc e Derf, especializados no combate ao tráfico e aos crimes patrimoniais. O principal objetivo é desarticular redes criminosas que atuam no coração da cidade, prejudicando comerciantes e a população que frequenta o centro. Comerciantes pedem reforço A operação responde a um clamor dos comerciantes, que alegam prejuízos constantes com furtos, insegurança e abandono urbano. “A gente vê aumento de usuários de drogas e pessoas em situação de rua, muitos com comportamento agressivo. Precisamos de ações como essa, que tragam ordem e também acolhimento”, afirmou um lojista da região. Ação social e acolhimento Paralelamente à operação policial, a Prefeitura montou uma estrutura no Ginásio Dom Aquino para acolher pessoas em situação de vulnerabilidade social. São oferecidos banhos, alimentação, atendimento de saúde, testes rápidos, confecção de documentos e encaminhamento a serviços assistenciais. A mobilização conta com o apoio de diversas secretarias municipais, como: Assistência Social Saúde Ordem Pública Segurança Pública Mulher Esporte e Lazer Comunicação Também participa o projeto “Anjos da Madrugada”, da Igreja Universal, que atua no atendimento a moradores de rua. 🔎 Foco na dignidade e na segurança A Operação Aconchego une força policial e ação humanitária, buscando restabelecer a segurança do centro histórico de Cuiabá, valorizar o comércio local e garantir dignidade às pessoas em situação de rua, com encaminhamentos responsáveis e assistência social.
Mauro Mendes defende legalização dos jogos de azar e critica “hipocrisia” sobre o tema
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), se posicionou a favor do projeto de lei que libera jogos de azar no Brasil, que está na pauta de votação do Senado nesta terça-feira (8). A proposta permite o funcionamento de cassinos, bingos, videobingos, jogo do bicho, apostas em corridas de cavalos, entre outras modalidades. O texto foi apresentado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e é relatado pelo senador Irajá (PSD-GO). A medida é polêmica e enfrenta resistência de parte da oposição e da bancada evangélica. “Vamos deixar de ser hipócritas”, diz Mendes Em entrevista à imprensa, Mauro Mendes afirmou que os jogos já ocorrem no país de forma clandestina há décadas, e que a regulamentação representaria geração de empregos, arrecadação de impostos e controle da atividade. “O mundo inteiro tem isso [cassinos]. Agora, jogos clandestinos existem no Brasil inteiro e ninguém fala nada. Vamos deixar de ser hipócritas. Vamos oficializar, fazer pagar imposto, gerar riqueza”, disparou o governador. Mendes também destacou que países desenvolvidos mantêm regras claras para o setor de apostas, e que a regulamentação no Brasil permitiria combater a prática ilegal de jogos online, como os chamados “jogos do tigrinho”. “Tem jogos eletrônicos que não pagam nada, não fazem nada. O jogo do bicho acontecendo no Brasil inteiro também não paga nada. Isso é hipocrisia. Melhor regulamentar, acabar com as ilegalidades e colocar tudo dentro da lei”, concluiu. Impacto econômico Segundo o relator do projeto, senador Irajá, a liberação dos jogos de azar pode: Atrair R$ 100 bilhões em investimentos; Gerar R$ 20 bilhões em impostos; Criar 1,5 milhão de empregos diretos e indiretos; Dobrar o número de turistas estrangeiros no país. ⚖️ Ponto de tensão O projeto é alvo de forte resistência de parlamentares da oposição e líderes religiosos, que alertam para os riscos do vício em jogos e problemas sociais que podem ser agravados com a legalização. Apesar disso, Mendes acredita que o país está pronto para lidar com o tema com seriedade: “Tem que fazer como os países desenvolvidos: criar regras claras, gerar entretenimento e oportunidades dentro da legalidade.”
Última elefanta da Argentina está a caminho de Chapada dos Guimarães; trajeto pode ser acompanhado ao vivo
A última elefanta em cativeiro da Argentina, Kenya, de 44 anos, está cruzando o Brasil rumo ao Santuário de Elefantes Brasil (SEB), localizado em Chapada dos Guimarães, a 67 km de Cuiabá. O transporte do animal começou no domingo (6), e a previsão é de que a viagem dure cinco dias, percorrendo cerca de 3.400 km. Kenya viveu por mais de 40 anos sozinha no Ecoparque Mendoza, onde chegou ainda jovem, na década de 1980. Após décadas de confinamento e isolamento, o animal agora será acolhido em um espaço adequado, com liberdade, cuidados veterinários e a chance de conviver com outros elefantes. O transporte é realizado com acompanhamento de cuidadores argentinos, equipe veterinária especializada, além de uma câmera interna para monitoramento em tempo real dentro do contêiner onde Kenya está acomodada. Água, frutas e vegetais são oferecidos regularmente para garantir o bem-estar da elefanta durante a longa viagem. É possível acompanhar o trajeto ao vivo. O link para monitoramento está disponível no site do Santuário de Elefantes. Novo lar com liberdade e companhia Ao chegar ao SEB, Kenya será recebida em uma área de proteção onde vivem outros seis elefantes: Maia, Rana, Mara, Bambi, Guillermina e Pupy — esta última também resgatada da Argentina, em abril. Kenya é uma elefanta africana e sempre apresentou comportamento reservado. Mesmo assim, segundo a equipe do SEB, já demonstra pequenos sinais de confiança, o que traz esperança sobre sua adaptação no novo habitat. “Ela inicia agora uma nova jornada, onde terá espaço, cuidado e a autonomia de que precisa para se curar após décadas de confinamento — e para redescobrir o que significa ser uma elefanta”, diz nota oficial do SEB. 🐘 Como ajudar Kenya O Santuário de Elefantes é uma organização sem fins lucrativos e mantém os cuidados dos animais com apoio de doações e apadrinhamentos. É possível: Fazer doações pontuais ou mensais; Apadrinhar Kenya com R$ 100 mensais, ajudando com alimentação, exames e medicamentos; Comprar produtos oficiais e ajudar a manter o santuário ativo. 💚 Mais informações estão disponíveis no site oficial do SEB. https://www.instagram.com/p/Ct2PG3qOde3/?img_index=1
CPI da Câmara ouve ex-prefeito Emanuel Pinheiro sobre contrato de concessão com a CS Mobi
O ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), prestou depoimento nesta segunda-feira (8) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal, convocado para esclarecer detalhes do contrato firmado com a empresa CS Mobi, responsável pela construção do Mercado Municipal Miguel Sutil, a requalificação de vias do centro histórico e a implantação do estacionamento rotativo na capital. Durante a sessão, Emanuel respondeu a todos os questionamentos feitos pelos vereadores e afirmou com firmeza que todo o processo da Parceria Público-Privada (PPP) foi realizado dentro dos parâmetros legais. O ex-prefeito também fez questão de reforçar que não houve irregularidade na condução do projeto e que a proposta está estruturada para gerar benefícios a longo prazo para Cuiabá. — “Respondi tudo o que me foi perguntado com tranquilidade, porque sei que conduzi esse projeto com seriedade. Tudo foi feito de acordo com a legalidade e pensando na modernização e no futuro da cidade”, afirmou o ex-gestor. A oitiva, conduzida pelos vereadores Rafael Ranalli (PL), presidente da CPI, Dilemário Alencar (União) e Maysa Leão (Republicanos), teve momentos de tensão, mas também foi marcada por respostas técnicas e explicações detalhadas por parte do ex-prefeito. Emanuel esclareceu pontos relacionados à origem do fundo garantidor, escolha da empresa, cronograma das obras e detalhes da concessão, válida por 30 anos. Um dos principais questionamentos foi sobre a alteração do fundo garantidor para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o que, segundo a procuradoria da Câmara, exigiria aprovação legislativa. Emanuel rebateu afirmando que não houve vinculação formal do FPM ao contrato, o que, portanto, não exigiria deliberação da Casa. — “Não há nada ilegal na forma como o contrato foi estruturado. A empresa foi escolhida via Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) e apresentou o melhor projeto. Não conheço ninguém da CS Mobi e só tive contato no momento da assinatura do contrato”, declarou. Apesar das críticas levantadas por alguns parlamentares, o ex-prefeito reforçou que não há qualquer tipo de relação pessoal ou societária com a empresa, e destacou que a intenção sempre foi entregar um projeto moderno e necessário à população cuiabana. Além da construção do novo mercado, o contrato prevê a requalificação de ruas e calçadas no entorno da obra e a criação do novo sistema de estacionamento rotativo. O valor total é de aproximadamente R$ 145 milhões, sendo R$ 119 milhões destinados ao mercado. Encaminhamentos Ao fim da oitiva, os parlamentares devem seguir com os trabalhos da CPI e elaborar um relatório final com análise técnica e jurídica do contrato, que será encaminhado ao atual prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), para que avalie a continuidade ou eventual revisão do acordo. Mesmo diante das divergências políticas e críticas pontuais, a presença do ex-prefeito na CPI foi vista como um ato de responsabilidade e disposição para prestar esclarecimentos, reforçando o compromisso com a transparência e o debate democrático.
Gestão Max Russi reforça compromisso com transparência e cria Comissão de Auditoria da Folha de Pagamento da ALMT
Com o objetivo de fortalecer os mecanismos de controle e garantir total transparência no uso dos recursos públicos, a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), sob a presidência do deputado Max Russi (PSB), instituiu a Comissão de Auditoria Especial da Folha de Pagamento. A medida reforça o compromisso da atual gestão com a responsabilidade fiscal, a legalidade e a eficiência na administração do Legislativo estadual. De maio de 2024 a abril de 2025, os gastos com salários, aposentadorias, pensões e encargos da Assembleia somaram mais de R$ 406 milhões, com uma média mensal de R$ 33,8 milhões. Esses valores incluem os pagamentos aos servidores ativos, aposentados e pensionistas, além dos ex-deputados contemplados pelo extinto Fundo de Assistência Parlamentar (FAP). Segundo o presidente Max Russi, o intuito da comissão é garantir que a aplicação dos recursos seja auditada de forma permanente, com transparência absoluta. “É fundamental que a população saiba onde estão sendo aplicados os recursos públicos e de que forma o trabalho realizado na Assembleia Legislativa contribui para um Mato Grosso mais próspero, com mais empregos, renda e oportunidades”, destacou. A comissão terá autonomia para atuar tanto na folha da ALMT quanto nos pagamentos vinculados ao FAP e ao Instituto de Seguridade Social dos Servidores do Poder Legislativo (ISSSPL). A medida é respaldada pela Portaria nº 034/2025, e integra o Plano Anual de Auditoria Interna da Assembleia, aprovado por outra portaria, a nº 022/2025. Além de garantir o cumprimento da legislação vigente, a comissão atuará na identificação de falhas processuais, otimização de procedimentos, correção de inconformidades e prevenção de perdas financeiras ao erário público. Entre as atribuições estão: Atualização constante do plano de auditoria da folha; Avaliação da eficácia dos controles internos; Análise de conformidade legal; Propostas de melhorias e medidas corretivas; Apuração de eventuais fraudes ou inconsistências nos cálculos. Comissão formada por especialistas A Comissão de Auditoria é composta por profissionais de reconhecida competência técnica: Newton Gomes Evangelista – Secretário de Controle Interno; Moisés Francisco Vieira – Auditor Geral; Luana da Silva e Souza Ikeda – Superintendente de Controle Interno de Gestão. O 1º secretário da Casa, deputado Dr. João (MDB), reforçou a importância da medida: “É essencial que a Assembleia, como instituição representativa, seja exemplo de responsabilidade na aplicação dos recursos públicos. Isso se reflete em ações concretas para todas as áreas da vida das pessoas: saúde, educação, segurança, cultura, esporte e desenvolvimento.” A comissão terá prazo de 180 dias, prorrogáveis, para concluir os trabalhos, com total liberdade de acesso aos documentos necessários. Ao final, será elaborado um relatório conclusivo, que será apresentado à Mesa Diretora, aos deputados estaduais e publicado oficialmente para amplo conhecimento da sociedade e dos órgãos de controle, como o TCE-MT e o Ministério Público. Compromisso com a boa gestão “Tenho uma enorme satisfação em adotar medidas como essa. Ela mostra claramente o respeito com que tratamos o dinheiro público e o reconhecimento do trabalho dos servidores desta Casa”, afirmou Max Russi. “Transparência e eficiência são pilares da nossa gestão”, finalizou.
Prefeitura de Várzea Grande pode construir nova rodoviária via parceria com a iniciativa privada
A Prefeitura de Várzea Grande anunciou que o projeto da nova rodoviária do município já está pronto e orçado, mas segue sem previsão de início por conta do atraso no repasse de R$ 20 milhões por parte do governo federal. Diante da indefinição, a prefeita Flávia Moretti (PL) informou que estuda viabilizar a construção por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). O modelo de parceria prevê que a empresa responsável pela execução da obra também administre o terminal por um período determinado em contrato. A área para implantação do terminal já foi definida e será cedida pelo município, mas a localização exata ainda não foi divulgada. Duas empresas — uma de Cuiabá e outra do Paraná — já demonstraram interesse em participar da concessão e estão sendo avaliadas pela equipe técnica da prefeitura. “Já está tudo orçado, só falta o recurso federal. Se não houver repasse até o final do ano, vamos iniciar a obra por meio de uma PPP para que a nova rodoviária seja construída ainda este ano”, afirmou a prefeita. Caso o recurso de R$ 20 milhões seja liberado posteriormente, ele será destinado a outro investimento do município. Outras obras em planejamento Além da rodoviária, a gestão municipal também tem no radar a construção de um novo Pronto-Socorro Municipal e de uma maternidade. Os projetos estão estimados em R$ 50 milhões e dependem de parcerias com os governos estadual e federal. Segundo a prefeita, o novo hospital já está em fase de tratativas com as esferas estaduais e federais. Enquanto isso, será realizada uma reforma parcial no atual pronto-socorro para melhorar o atendimento à população. “Sabemos que a construção de um novo hospital não acontece do dia para a noite. Por isso, vamos melhorar o que temos enquanto viabilizamos a nova estrutura, com mais leitos e melhor atendimento”, afirmou. A administração municipal reforça o compromisso com melhorias estruturais em setores essenciais e segue buscando alternativas para tirar do papel obras esperadas há anos pela população de Várzea Grande.
Governo de MT realiza formatura de militares do Corpo de Bombeiros nesta segunda-feira (7)
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realiza nesta segunda-feira (7.7), às 19h, a cerimônia de formatura do primeiro Curso de Formação de Oficiais (CFO) promovido integralmente pela corporação, bem como a promoção de oficiais e praças. Na ocasião, também será feita a ativação do Sistema Estadual de Atendimento Pré-Hospitalar. O evento acontece na Arena Pantanal, em Cuiabá, em alusão ao Dia Nacional dos Bombeiros, celebrado em 2 de julho. Participam da solenidade o governador Mauro Mendes, o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, e o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel PM César Augusto de Camargo Roveri, entre outras autoridades civis e militares. Durante a cerimônia, será realizada a formatura da primeira turma de oficiais formada pelo CBMMT, composta por 19 aspirantes, dos quais apenas cinco não são do Estado. Além deles, também serão promovidos dois oficiais e 170 praças da corporação. A solenidade marcará ainda a ativação do Sistema Estadual de Atendimento Pré-Hospitalar, que visa ofertar um serviço mais rápido, completo e eficiente à população. Com a ativação do sistema, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) passa a fazer parte do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) de Mato Grosso, o que possibilitará ao Corpo de Bombeiros Militar reforçar a atuação em ocorrências desse tipo nos municípios da Baixada Cuiabana, incluindo Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e Poconé. Serviço Assunto: Formatura de militares do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso Data: 07 de julho, às 19h Local: Arena Pantanal, Portão A – Setor Oeste – Rua Traçaia, S/N, Bairro Verdão
Lei de autoria do vereador Dídimo Vovô garante merenda escolar a professores da rede municipal de Cuiabá
A cidade de Cuiabá passa a contar com uma nova legislação que representa um avanço na valorização da comunidade escolar. Foi sancionada nesta sexta-feira (4) a lei de autoria do vereador Dídimo Vovô (PSB) que garante o direito à merenda escolar a professores e demais profissionais da rede pública municipal de ensino, durante o período letivo. A nova norma assegura aos servidores o acesso à mesma refeição servida aos alunos, consumida no mesmo ambiente e sem qualquer custo adicional à remuneração dos profissionais. O objetivo é fortalecer a integração da comunidade escolar e reconhecer a dedicação dos trabalhadores da educação. “Não é apenas uma refeição. É um símbolo de respeito, inclusão e valorização. Estamos falando de profissionais que muitas vezes passam o dia inteiro nas escolas sem tempo de se alimentar adequadamente. Essa lei corrige isso com dignidade”, destacou o vereador Dídimo Vovô. Custeio com recursos próprios A nova legislação determina que a merenda servida aos servidores será custeada com recursos próprios da Prefeitura, sem qualquer impacto no orçamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e sem alterar o valor destinado à merenda escolar já existente. A prioridade no atendimento aos estudantes permanece garantida, conforme a legislação federal, mas agora, os profissionais da educação também passam a ser assistidos, como parte fundamental do ambiente escolar. Sanção após forte articulação política A proposta foi inicialmente aprovada em dezembro de 2024, mas vetada pelo prefeito Abilio Brunini (PL) no início de 2025. Com articulação firme de Dídimo, o veto foi derrubado por maioria expressiva na Câmara Municipal, o que demonstrou apoio ao projeto por parte dos parlamentares. Mesmo diante do impasse, o vereador reapresentou o projeto, que voltou ao plenário e foi aprovado por 21 votos na primeira votação e 23 votos na segunda. Agora, com a publicação no Diário Oficial, a lei passa a valer em todo o município. Uma conquista que fortalece a educação A medida vem sendo comemorada por servidores da educação e representa mais um passo na construção de uma escola mais justa, acolhedora e humanizada. A iniciativa também marca o mandato de Dídimo Vovô com uma política pública concreta, voltada a quem está na linha de frente da formação das futuras gerações.
Tragédia na arena: jovem peão de 20 anos morre pisoteado por touro durante rodeio em Nova Ubiratã
Um momento de festa se transformou em tragédia na noite deste sábado (5), durante uma competição de rodeio no parque de exposições de Nova Ubiratã (a 428 km de Cuiabá). O jovem peão José Thaysson da Silva, de apenas 20 anos, perdeu a vida após ser violentamente pisoteado por um touro durante sua apresentação. Natural de Anapu, no Pará, Thaysson era considerado uma promessa nas arenas e representava com orgulho sua cidade natal na disputa. Conhecido por sua dedicação ao esporte e pelo carisma nos bastidores, ele era membro do grupo “Dream Team”, que lamentou a perda nas redes sociais com uma nota emocionante: “O Dream Team perdeu mais que um competidor. Perdemos um amigo, um irmão de arena.” Imagens gravadas por pessoas que estavam na arquibancada mostram o momento exato em que o jovem perde o equilíbrio e cai. Em seguida, é atingido na cabeça pelas patas do animal, em uma cena de desespero que chocou o público presente. A equipe de socorristas do evento agiu rapidamente e prestou os primeiros atendimentos ainda dentro da arena. No entanto, devido à gravidade dos ferimentos, o peão não resistiu. Segundo a organização do evento, Thaysson usava todos os equipamentos obrigatórios de proteção. Ainda assim, o impacto foi fatal. A comoção tomou conta das redes sociais, e diversas mensagens de luto foram compartilhadas por colegas, profissionais do rodeio e admiradores do esporte. A morte de Thaysson levanta mais uma vez o debate sobre a segurança nas arenas e os riscos enfrentados por quem vive intensamente a paixão pelo rodeio. Neste domingo, o clima é de luto em Nova Ubiratã. Uma homenagem está sendo preparada para ser realizada na arena onde o jovem caiu, como forma de despedida e respeito à trajetória de um competidor que amava o que fazia.
O Tribunal de Contas da União (TCU) manteve a decisão que determinou o reequilíbrio econômico e financeiro do contrato de concessão da BR-163/MT. Desse modo, os valores indevidamente cobrados pela concessionária antes da efetiva conclusão das obras de duplicação em 10% da extensão terão que ser ressarcidos. Na decisão, o ministro Augusto Nardes apontou que a Nova Rota Oeste, que pertence ao MT-PAR, não atendeu os requisitos solicitados pelo TCU anteriormente. A determinação ainda considerou que a Nova Rota atendeu parcialmente ao pedido para apurar a data em que as obras de duplicação em 10% da extensão foram efetivamente concluídas, de modo que atendesse ao escopo e aos parâmetros de desempenho do Programa de Exploração da Rodovia (PER), o que também garantirá identificar o valor real dos pedágios cobrados indevidamente neste período. A investigação sobre a cobrança começou em 2022, quando a Odebrecht ainda era responsável pela rodovia. Na época, verificou-se que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) permitiu a cobrança de pedágio antes que a concessionária tivesse concluído todas as obrigações contratuais. A cobrança seria ilegal já que nos termos estabelecidos, a concessionária não poderia aplicar a tarifa de pedágio sem cumprir algumas obrigações, como adotar medidas de segurança, realizar melhorias na via e entregar, nessa 3ª etapa, ao menos 10% da extensão total das obras de duplicação previstas. A duplicação da BR-163, ao norte de Mato Grosso, começou em 2023, após o governo do Estado assumir a gestão da Nova Rota do Oeste e realizar um aporte financeiro de R$ 1,6 bilhões. Ao todo, o Estado investirá mais de R$ 9 bilhões na duplicação, sendo que R$ 5,05 bilhões foi aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Outro lado A Concessionária foi procurada e questionada sobre a decisão. Em resposta, encaminhou a seguinte nota: Inicialmente, é importante esclarecer que a referida decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) não determina que a concessionária faça o ressarcimento da cobrança da tarifa de pedágio. O documento pontua que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) faça uma apuração do suposto valor cobrado indevidamente.Contudo, a própria decisão ressalta que os efeitos dessa apuração a ser calculada, assim como o processo relacionado ao assunto, estão suspensos em razão do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre ANTT e Nova Rota do Oeste e validado pelo TCU na época da sua celebração.É importante informar ainda que o cumprimento integral do TAC resultará na extinção do processo e seus efeitos. Por fim, a concessionária reafirma o entendimento de que cumpriu com todas as condições exigidas em contrato para o início da arrecadação de pedágio na BR-163, incluindo a duplicação dos 10% exigidos, conforme defendido perante a corte, lembrando que a ANTT sempre acompanhou o andamento de todas as obras e serviços realizados pela empresa, desde a assinatura do contrato de concessão e emitiu todas as autorizações necessárias à época o que legitimou o início da cobrança de pedágio na rodovia. Fonte: Gazeta Digital