Esquema criminoso infiltrava fazendas, falsificava documentos e desviava grãos em larga escala A manhã desta terça-feira (24) marcou mais um capítulo de uma das maiores investigações contra o crime organizado no setor do agronegócio em Mato Grosso. A Polícia Civil, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), deflagrou a terceira fase da Operação Safra, com foco em desmontar um grupo especializado no furto e desvio de cargas de grãos, especialmente soja e milho. O prejuízo já ultrapassa R$ 20 milhões. Ao todo, foram 63 ordens judiciais cumpridas nas cidades de Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sapezal, Tangará da Serra e Cuiabá, incluindo: 19 mandados de busca e apreensão 22 bloqueios de contas bancárias 5 indisponibilidades de imóveis 17 bloqueios de veículos As ordens foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, com base em provas levantadas nas fases anteriores da operação. O esquema: roubo com crachá O grupo criminoso se infiltrava nas próprias fazendas. Funcionários de confiança, como balanceiros, gerentes e operadores de carga, eram aliciados para liberar caminhões sem nota fiscal ou qualquer registro oficial. O grão era retirado diretamente dos silos — à luz do dia — sem levantar suspeita. Depois, as cargas seguiam para empresas já investigadas em Cuiabá, onde eram “esquentadas” com notas frias. A operação envolvia ainda núcleos de falsificação documental e lavagem de dinheiro. “Era uma logística bem estruturada, com divisão de tarefas e uso de tecnologia para burlar controles. Um crime de alto impacto”, explicou o delegado Gustavo Belão. Impacto bilionário disfarçado Só nesta fase, os investigadores estimam R$ 4,5 milhões em prejuízo direto. Mas o rombo real pode ser muito maior. “Grande parte das cargas furtadas não era registrada, o que dificulta mensurar o dano total”, acrescentou Belão. Nas fases anteriores, foram identificadas mais de 152 cargas desviadas, com mais de 6 milhões de quilos de grãos furtados e R$ 16,3 milhões em perdas a transportadoras e seguradoras. Ao somar os valores, a operação já revelou danos acima de R$ 20 milhões para o agronegócio — um dos setores mais estratégicos da economia mato-grossense. O agronegócio na mira do crime A Operação Safra 1 foi deflagrada em 2021, desarticulando um grupo baseado em São Paulo. Em 2022, veio a fase 2, que aprofundou as conexões regionais e a atuação nos bastidores logísticos do Estado. Agora, a fase 3 mira diretamente nos beneficiários financeiros dos crimes e no confisco de bens adquiridos com o lucro ilícito. Casas, caminhões e contas recheadas estão na mira da Justiça. Quem perde é o produtor, o consumidor e o Estado Mais do que uma fraude milionária, a Operação Safra expõe como a cadeia produtiva do agronegócio está vulnerável a fraudes internas. O crime se profissionalizou, e o prejuízo recai sobre quem planta, colhe, transporta e consome. 🚨 O recado é claro: o agronegócio precisa blindar seus bastidores. Monitoramento, auditoria e segurança são tão estratégicos quanto tecnologia no campo.
💊 Plano caro, consulta longe: usuário paga o preço enquanto a guerra interna na Unimed escancara a crise da saúde
Enquanto milhares de cuiabanos enfrentam demora para marcar consultas, filas de espera e planos de saúde cada vez mais caros, uma nova operação policial revelou os bastidores de um conflito interno que pode estar custando caro a quem realmente importa: o usuário. Na manhã desta terça-feira (24), a Polícia Civil deflagrou a Operação Short Code, que investiga uma campanha de difamação contra a atual diretoria da Unimed Cuiabá. O objetivo era minar a imagem da gestão que assumiu após uma auditoria identificar um rombo de R$ 400 milhões deixado pela antiga administração. 💬 “Cada vez que tento marcar uma consulta, empurram pra semanas depois. E olha que pago plano de saúde! Fica difícil cuidar da saúde assim”, relata um cliente da Unimed, que preferiu não se identificar. A operação, coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), cumpriu mandados em Cuiabá e Aparecida de Goiânia (GO). As investigações apontam que um grupo ligado à antiga gestão da cooperativa usou disparos massivos de mensagens SMS com acusações anônimas para atacar a nova diretoria. O nome usado nas mensagens: “Edmond Dantès”, personagem fictício conhecido por buscar vingança. As mensagens continham links hospedados fora do país, dificultando a responsabilização. Empresas como Infobip, MaxxMobi, Ótima Technology e MEX10 Digital foram utilizadas no envio dos conteúdos. Os pagamentos pelos serviços foram rastreados até pessoas com vínculos diretos com a antiga diretoria. 🔍 O que parece uma briga de bastidores entre diretores e ex-diretores acaba refletindo no bolso e na saúde do cidadão comum. Quem depende da Unimed para exames, cirurgias ou especialidades vive um cenário de incertezas, muitas vezes sem conseguir o atendimento com a agilidade esperada. “A gente paga um plano esperando ter atendimento digno. Mas enquanto estão ocupados com ataques, quem sofre é a população”, desabafa outro usuário, frustrado com a demora para conseguir atendimento de oftalmologia. 👉 A crise da saúde suplementar em Cuiabá precisa ir além das manchetes policiais. Mais do que disputas internas, é hora de olhar para quem mantém o sistema funcionando: os usuários, os médicos e os profissionais da saúde, que merecem respeito, transparência e acesso justo.
Reajuste sem aviso: passagem entre Cuiabá e Várzea Grande sobe para R$ 5,95 e revolta passageiros
Quem saiu de casa na manhã desta segunda-feira (23) foi surpreendido com um aumento de 20,27% no valor da tarifa do transporte coletivo intermunicipal entre Cuiabá e Várzea Grande. A passagem, que custava R$ 4,95, agora custa R$ 5,95. A medida foi aprovada pela Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager) e já está em vigor, impactando diretamente mais de 21 mil passageiros por dia. O problema? Nem passageiros, nem motoristas foram avisados oficialmente sobre o reajuste. Na frente de muitos coletivos, a placa com o valor antigo ainda estava visível. A Associação dos Usuários de Transporte Coletivo de Mato Grosso (Assut-MT) criticou a decisão e principalmente a forma como foi comunicada — às vésperas de um feriado prolongado, dificultando ainda mais o acesso à informação. “Foi um aumento feito no escuro. Sem aviso, sem preparo, sem respeito com o trabalhador que depende do transporte todos os dias”, afirmou Pedro Aquino, presidente da Assut-MT. O auxiliar de serviços Diogo Santana, 23, foi um dos que sentiram o impacto sem saber o motivo. “Passei o cartão e só percebi agora com você. Ninguém avisou nada.” A falta de comunicação oficial é apontada como uma falha grave. “Nem os motoristas sabiam. A gente precisa de aviso nos ônibus, nos terminais. As pessoas ficaram perdidas”, desabafou a técnica em enfermagem Eduarda Alencar, que depende do transporte para trabalhar em Cuiabá. “Meu vale-transporte é contado. Agora, não vai cobrir até o fim do mês. É revoltante esse aumento do nada.” Motoristas confirmam que também foram pegos de surpresa. “Fiquei sabendo agora com você. Não recebemos nenhuma orientação para informar os passageiros”, contou um condutor, que preferiu não se identificar. No Terminal André Maggi, um dos principais pontos de embarque, a confusão foi geral: funcionários, usuários e até motoristas relatavam desconhecimento do reajuste. 💬 E um detalhe importante: se a tarifa aumentou, os usuários também esperam que o transporte melhore. Ônibus mais modernos, com ar-condicionado funcionando, menos superlotação e mais frequência. “Se o preço subiu, o serviço precisa acompanhar. Está mais do que na hora de renovar a frota e oferecer mais dignidade para quem depende do transporte coletivo”, destacou Pedro Aquino.
De volta ao jogo: Paulo Miranda é o novo reforço do Mixto para a Série D
Zagueiro com passagens por Grêmio, São Paulo e futebol europeu retorna aos gramados após dois anos e promete liderança no elenco alvinegro O Mixto Esporte Clube anunciou oficialmente a contratação do experiente zagueiro Paulo Miranda, de 36 anos, para reforçar o elenco na sequência da Série D do Campeonato Brasileiro. Com uma trajetória marcada por conquistas e passagens por grandes clubes do Brasil e da Europa, o defensor chega para ser uma peça-chave na defesa do Tigre. Natural de Piraí do Sul (PR), Paulo Miranda estava afastado dos gramados há dois anos e agora assume o desafio de retomar sua carreira defendendo as cores do Alvinegro da Vargas. O zagueiro acumula em seu currículo atuações por Grêmio, São Paulo, Bahia, Juventude, Náutico e pelo Red Bull Salzburg, da Áustria, onde também conquistou títulos e experiência internacional. Com ele, o Mixto ganha mais que um defensor. Ganha um atleta rodado, com bagagem em competições nacionais e internacionais, campeão da Copa Sul-Americana e da Recopa Sul-Americana, títulos conquistados com o São Paulo e o Grêmio. Já tem data para estrear O técnico Lucas Isotton não perdeu tempo e já relacionou o zagueiro para o confronto contra o Ceilândia, neste sábado (28), em Brasília, pela 10ª rodada da Série D. A expectativa é que Paulo Miranda já reforce o sistema defensivo da equipe, que busca uma reação na tabela. Mixto quer virar a chave na competição Após altos e baixos no início da Série D, o Mixto aposta na experiência de Paulo Miranda para trazer equilíbrio e liderança dentro de campo. A contratação reforça o compromisso da diretoria em buscar reforços de peso para qualificar o grupo e manter vivas as chances de classificação. A torcida agora aguarda ansiosa pela reestreia de Paulo Miranda nos gramados — e espera que ele seja o pilar da defesa que o time tanto precisa nesta reta decisiva da competição.
Será o fim dos caciques em Mato Grosso? Ou eles ainda têm força para comandar a política em 2026?
O envelhecimento das lideranças tradicionais, o avanço das redes sociais e o surgimento de uma nova geração colocam em xeque o domínio dos velhos nomes da política mato-grossense Com a chegada de 2026, uma pergunta inevitável ecoa nos bastidores da política estadual: a era dos caciques está mesmo chegando ao fim? Ou eles ainda vão provar que política se faz com grupo consolidado, articulação de bastidor — e muita sola de sapato? O que é certo é que o jogo mudou — e mudou rápido. Estruturas partidárias que antes garantiam vitórias agora enfrentam ceticismo. A tradição familiar já não assegura reeleição. O eleitor se tornou mais crítico, mais conectado e muito mais exigente. As redes sociais deram protagonismo a vozes que antes não tinham espaço, enquanto os bastidores políticos precisaram se adaptar à nova dinâmica digital. O desgaste da velha guarda e o peso do tempo Mato Grosso foi, por décadas, palco de lideranças históricas, verdadeiros construtores da política regional. Porém, muitos desses nomes enfrentam hoje não apenas o desgaste político, mas também o desafio de lidar com um eleitorado mais jovem e menos fiel às tradições partidárias. Carlos Bezerra (MDB), ex-governador e ex-senador, influente por mais de 40 anos, não conseguiu emplacar um herdeiro político direto. O MDB, antes um dos pilares da política estadual, hoje busca uma nova identidade. Julio e Jaime Campos, nomes históricos de Várzea Grande, construíram uma base sólida ao longo dos anos. Jaime, atualmente senador, já foi governador e prefeito. Mas a ausência de uma nova liderança familiar consolidada lança dúvidas sobre a continuidade do clã nas próximas eleições. Pedro Taques, ex-senador e ex-governador, tem tentado se reposicionar após derrotas duras nas urnas. Conhecido por seu discurso combativo, hoje encontra dificuldade para se reconectar com as bases populares. Wilson Santos, que já foi vereador, prefeito de Cuiabá, deputado estadual e federal, também enfrenta o peso da longa trajetória. O capital político, antes seu maior trunfo, agora precisa ser convertido em algo novo para continuar relevante. Jonas Pinheiro, falecido em 2008, e outros ícones como Dante de Oliveira e Silval Barbosa, não conseguiram estabelecer sucessores políticos dentro de suas famílias, encerrando seus ciclos históricos sem continuidade geracional. A exceção é José Riva, ex-presidente da Assembleia Legislativa, que conseguiu consolidar sua filha, Janaina Riva, como uma das maiores forças da nova geração. Com forte atuação parlamentar, presença em debates sociais e habilidade de comunicação digital, ela é cotada para o Senado ou até o Governo de Mato Grosso em 2026. Redes sociais, engajamento e linguagem direta: a nova política chegou O eleitor de hoje não quer só promessas: ele quer proximidade, prestação de contas e presença. As redes sociais se tornaram um palanque permanente. Sai o comício e entra o reels. Sai o discurso longo e entra o vídeo de 30 segundos com mensagem certeira. Candidatos que dominam a linguagem digital e têm posicionamento firme em causas relevantes ganham espaço com velocidade. Os influenciadores políticos locais, os vídeos virais, os podcasts e até os memes se tornaram armas eleitorais tão poderosas quanto uma coligação tradicional. Quem representa essa nova geração de líderes? Max Russi Presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi tem perfil agregador, transita com desenvoltura entre lideranças de diferentes espectros ideológicos e é visto como nome de consenso para 2026. Sua habilidade de articulação política, postura institucional e projetos voltados ao desenvolvimento regional o colocam como possível sucessor do governador Mauro Mendes. Fábio Garcia Deputado federal eleito em 2022 e atual secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia é peça-chave na engrenagem do governo estadual. Jovem, articulado e com experiência na área econômica, ele representa o perfil técnico-político que agrada ao eleitor urbano, empresarial e moderado. Léo Bortolin Ex-prefeito de Primavera do Leste, atual presidente da AMM (Associação Mato-grossense dos Municípios), Léo se destaca por sua gestão inovadora, boa comunicação e proximidade com os prefeitos. Com forte inserção municipalista, deve disputar uma vaga na ALMT em 2026 com boas chances de vitória. Gilberto Cattani Deputado estadual em ascensão, Gilberto Cattani tem ganhado espaço com um discurso direto, linguagem popular e defesa de valores conservadores. É um dos principais nomes da direita em Mato Grosso e defensor declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Cattani tem se posicionado fortemente a favor do agronegócio, da agricultura familiar, da valorização da educação infantil e da liberdade econômica. Além disso, ele tem apoiado eventos como a FEMODA-MT e a EXPOMULTI-MT, que fomentam o varejo e impulsionam a geração de empregos e tributos no estado. Seu estilo combativo e próximo do eleitorado o torna um nome promissor para 2026. Emanuel Pinheiro e Emanuelzinho: a força do legado familiar Mesmo diante de críticas e desgastes, Emanuel Pinheiro mostrou fôlego ao eleger seu filho, Emanuelzinho, como deputado federal. O feito demonstra que, quando há estrutura local e capital político bem cultivado, ainda é possível resistir às ondas de renovação. Agora, a dúvida é: Emanuel Pinheiro será candidato em 2026 ou liderará estrategicamente a campanha do filho rumo a um novo cargo? De qualquer forma, o sobrenome Pinheiro segue em evidência na capital. As urnas de 2024 deram o recado As eleições municipais de 2024 foram um divisor de águas. Em Várzea Grande, reduto tradicional, os candidatos da velha guarda foram surpreendidos por nomes mais jovens, com discurso renovado. O mesmo ocorreu em Rondonópolis, onde a “vitória certa” dos caciques foi revertida nas urnas por campanhas ágeis e conectadas com a população. Esses resultados mostram que o eleitor quer mais do que passado: ele quer futuro. Quer propostas claras, linguagem acessível, resultados mensuráveis e um representante que fale sua língua — especialmente nas redes sociais. Será o fim — ou o recomeço dos que sabem se reinventar? Os caciques ainda têm trunfos valiosos: grupo político consolidado, influência institucional e décadas de história. Mas isso já não basta. Por outro lado, os novos nomes surgem com estratégia, agilidade, comunicação digital e domínio de pautas atuais. E o mais importante: falam diretamente com um eleitor mais informado e menos influenciável por cabos eleitorais e alianças partidárias antigas.
Prefeitura percorre 15 bairros com operação Cata-treco esta semana
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), está executando, entre os dias 23 e 28 de junho, uma força-tarefa da operação Cata-treco. A ação de limpeza urbana vai beneficiar 15 comunidades da capital com a coleta gratuita de objetos inservíveis, promovendo o descarte correto e contribuindo para a eliminação de focos de sujeira e proliferação de vetores. O cronograma semanal da iniciativa prevê a passagem das equipes por diferentes regiões todos os dias. Nesta segunda-feira (23), os trabalhos tiveram início pelos bairros Jardim dos Ipês, Jardim Califórnia e Condomínio Coxipónes. Ao longo da semana, os serviços chegarão ainda aos bairros Itapajé, Pedra 90, Jardim Cuiabá, Santa Amália, Alvorada, Novo Colorado, entre outros. A coleta é realizada por uma equipe de aproximadamente 20 profissionais da Limpurb, sempre a partir das 7h da manhã. Os moradores devem deixar os itens a serem recolhidos em frente às residências, de forma organizada e com fácil identificação. São aceitos móveis como sofás, camas, armários, colchões, mesas, cadeiras e eletrodomésticos fora de uso, como geladeiras e fogões. Itens como restos de poda, vidros, pilhas, baterias, pneus, entulhos e latas de tinta não são recolhidos pela operação e devem ser encaminhados aos ecopontos da cidade. Além do mutirão semanal, a população também pode solicitar o serviço em datas específicas, por agendamento. Os pedidos podem ser feitos pelos números (65) 3645-5518 ou WhatsApp (65) 99243-6502. Confira o roteiro completo de atendimento da semana: – Segunda-feira (23): Jardim dos Ipês, Jardim Califórnia, Condomínio Coxipónes – Terça-feira (24): Itapajé, Jardim dos Pinheiros, Jardim Cuiabá – Quarta-feira (25): Santa Amália, Pedra 90, Sonho Meu – Quinta-feira (26): Alvorada, Novo Colorado – Sexta-feira (27): Distrito do Coxipó do Ouro, Distrito de Piquizeiro – Sábado (28): Jardim Aquarius, Dr. Fábio I e II A operação Cata-treco é parte das ações contínuas da Prefeitura para manter a cidade limpa, promover saúde pública e oferecer melhores condições de bem-estar à população cuiabana.
De rivais a aliados? Fávaro e Taques articulam possível reaproximação para 2026 em palanque de centro-esquerda
Antigos desafetos podem dividir o mesmo grupo político nas eleições do ano que vem; aliança seria estratégica para garantir base a Lula e viabilidade ao PSD e PSB em Mato Grosso O cenário político de Mato Grosso para as eleições de 2026 começa a se redesenhar com movimentos surpreendentes. Um deles é a possível reaproximação entre o ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD) e o ex-governador Pedro Taques (sem partido) — rivais declarados desde 2018, mas que agora podem dividir o mesmo palanque em uma composição de centro-esquerda com apoio nacional do PSD, PSB e até do PT. Fávaro, atualmente licenciado do Senado para ocupar cargo no governo Lula, trabalha nos bastidores pela manutenção de seu mandato em 2026. Já Taques, que está em rota de retorno à cena política, mantém diálogo avançado com o PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, com quem tem proximidade. Ambos têm algo em comum neste momento: o interesse em disputar posições estratégicas no cenário estadual e a necessidade de construir alianças viáveis. De rompimento público à costura nos bastidores O distanciamento entre Fávaro e Taques foi selado publicamente em abril de 2018, quando Fávaro renunciou ao cargo de vice-governador, temendo ser impedido de disputar o Senado por uma eventual “manobra” de Taques. À época, havia o temor de que o governador se ausentasse temporariamente do país, forçando a posse de Fávaro como governador e, assim, inviabilizando sua candidatura, conforme as regras eleitorais. O rompimento foi profundo: Fávaro entregou todos os cargos do PSD no governo e os filiados que permaneceram foram expulsos da sigla. Em contrapartida, Taques o classificou publicamente como traidor. Agora, passados seis anos, as divergências parecem dar lugar à conveniência eleitoral. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e o presidente do PSB, Carlos Siqueira, atuam como interlocutores diretos para alinhar os dois líderes regionais em um mesmo projeto político. O foco principal seria construir um palanque forte para Lula em Mato Grosso, já visando a disputa presidencial. Centro-esquerda em formação Com o governador Mauro Mendes (União Brasil) caminhando para o fim de seu segundo mandato e sem candidato natural à sucessão, o espaço está aberto para a formação de uma frente de centro-esquerda que possa disputar o Governo do Estado em 2026. Para isso, o grupo precisa de um nome competitivo, com experiência e articulação. O nome de Fávaro é tratado com prioridade nesse contexto. Além de ser ministro e ex-senador, tem trânsito tanto no agronegócio quanto nos bastidores de Brasília. Já Taques, embora sem mandato, tem força eleitoral e visibilidade acumulada, e vem se apresentando como voz crítica à atual gestão estadual — o que reforça sua intenção de voltar ao jogo eleitoral. Um palanque improvável, mas possível A eventual união entre Fávaro, Taques, PSB e PT seria impensável há alguns anos. Durante seus mandatos como senador e governador, Taques foi duramente criticado pelo PT e manteve relação conflituosa com lideranças de esquerda. No entanto, os ventos políticos mudaram — e os interesses convergem. Fávaro pode oferecer a Taques a viabilidade partidária, enquanto Taques reforça o projeto com capital político regional e acesso a alas mais independentes do eleitorado. Além disso, o PT tende a priorizar a manutenção de cadeiras no Congresso e apoio nos estados-chave, e Mato Grosso se encaixa nessa estratégia. Relembrando o histórico A aliança entre os dois teve início em 2014, quando Taques se lançou ao governo e Fávaro, então presidente da Aprosoja, foi indicado como vice após a desistência de Eraí Maggi. Eleitos, entraram em rota de colisão após desentendimentos internos, divergências em colégios eleitorais e tensões ampliadas por denúncias e operações policiais que marcaram a gestão. O ponto de ruptura foi a investigação da “grampolândia pantaneira”, que expôs escutas ilegais dentro do governo e levou Fávaro a se afastar definitivamente, com receio de estar entre os alvos da arapongagem. O que está por vir Com o xadrez político sendo montado, a definição de candidaturas deve ocorrer até o fim de 2025, e até lá o grupo de Fávaro, Taques, PSB, PSD e setores do PT deverá intensificar reuniões, articulações e sondagens. Até lá, o eleitor mato-grossense acompanha com atenção os movimentos que podem colocar dois ex-rivais lado a lado, em nome de um novo projeto político — ou de velhas ambições atualizadas.
Governo de MT lança licitação para asfaltar e urbanizar distrito de Bom Jardim
O Governo de Mato Grosso lançou uma licitação para realizar uma série de obras de infraestrutura urbana no Distrito de Bom Jardim, localizado no município de Nobres. As intervenções fazem parte de um conjunto de ações voltadas à valorização turística e à melhoria da qualidade de vida da população local. A licitação está dividida em dois lotes. O primeiro contempla 14,05 km de asfaltamento, com valor estimado de R$ 10,8 milhões, enquanto o lote 2 é destinado à urbanização, incluindo calçamento e paisagismo, com investimento estimado em R$ 7,8 milhões. No total, o valor previsto da licitação é de R$ 18.764.370,89. A sessão pública para recebimento das propostas será realizada nesta segunda-feira (23.6), por meio do Sistema de Aquisições Governamentais (SAG) da Sinfra. As obras vão transformar o cenário urbano de Bom Jardim, que é um dos destinos turísticos mais procurados do Estado. Conhecido por suas águas cristalinas e grutas, o distrito atrai visitantes de todas as partes do Brasil. A pavimentação das ruas e as melhorias urbanas vão oferecer melhores condições para o turismo na região. Além da nova licitação, o Governo de Mato Grosso já realiza outros investimentos significativos em Bom Jardim. Entre eles, destaca-se a requalificação da Praça Central do Distrito, que está em fase final de execução e recebeu R$ 7,8 milhões em investimentos. A nova praça terá uma estrutura mais moderna e atrativa. Também foi firmado um convênio com a Prefeitura de Nobres para a construção de redes de água, esgoto e drenagem urbana no distrito, com investimento de R$ 15,7 milhões.
Concurso público da Secretaria de Educação ocorre neste domingo (22)
O concurso público da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) ocorre neste domingo (22.6), das 13h30 às 18h30. O portão nos locais de prova abrirá às 12h e fechará às 13h, no horário de Cuiabá. O edital oferece 1.500 vagas imediatas para o cargo de professor, além de cadastro reserva. Na primeira fase, os candidatos serão avaliados por provas objetiva e discursiva. Os 25.295 inscritos podem acessar os locais de prova no site da banca FGV. Acesse aqui! Com um salário inicial de R$ 7.343,44 para uma jornada de 40 horas semanais, os profissionais que forem aprovados e que terão contratação imediata podem alcançar até R$ 17.903,29 após progressão de carreira. Para aqueles que optaram pela carga de 20 horas semanais, a remuneração inicial é de R$ 3.671,84, podendo chegar a R$ 8.951,86. Das 13 áreas ofertadas, cinco delas foram as que registraram o maior percentual de inscrições: História (2.189%), Biologia (1.963%), Geografia (1.823%), Ciências (1.818%) e Educação Física (1.371%). Todas as demais áreas ofertadas ultrapassaram os 100%: Artes, Filosofia, Física, Língua Portuguesa, Língua Inglesa, matemática, Química e Sociologia. Dentro das vagas disponíveis, a Seduc reserva 20% para candidatos que se autodeclararam negros (pretos ou pardos) e 10% para pessoas com deficiência, promovendo a inclusão e diversidade no ambiente educacional. Entre os critérios de aprovação, a nota mínima deve somar 50 pontos no total, além de não zerar nenhum módulo. A prova discursiva consistirá na resolução de duas situações-problema, com base em temas escolares. Cada resposta deve ter de 10 a 20 linhas, e o conjunto vale 100 pontos.
Treze motoristas são presos em duas edições da Operação Lei Seca em Cuiabá
Treze motoristas foram presos em duas edições da Operação Lei Seca realizadas em Cuiabá, na madrugada deste domingo (22.06). As abordagens ocorreram simultaneamente nas Avenidas Beira Rio e Tenente Coronel Duarte (Prainha), nos bairros Grande Terceiro e Dom Aquino. Dos 13 presos, apenas um não estava embriagado, porém entregou a direção do seu carro para pessoa não habilitarda, o que é crime, conforme o artigo 310 do Código de Trânsito (CTB). Já quatro dos presos associaram o consumo de álcool com outros delitos, também de trânsito, que são a direção perigosa e a falta de habilitação (CNH). As duas operações resultaram na remoção de 36 veículos removidos, sendo 29 carros e sete motocicletas, além da aplicação de 55 multas. No bairro Grande Terceiro, 36 veículos foram fiscalizados e 42 testes de alcoolemia realizados. Já no bairro Dom Aquino, a ação chegou ao final com 40 testes de alcoolemia e o mesmo número de veículos, carros e motocicletas, fiscalizados. A Operação Lei Seca é realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), sob a coordenação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI). Nesta edição, participaram equipes do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran) da Polícia Civil, do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (CBMMT), da Polícia Penal, do Sistema Socioeducativo e da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob). Implicações Além da autuação criminal com exigência do pagamento de fiança para responder pelo crime em liberdade, a multa inicial para quem dirigir embriagado é R$ 2,9 mil e pode chegar a R$ 5,8 mil em caso de reincidência. Outras penalidades, como falta da CNH, documentação irregular também elevam os valores, conforme previsão no Código Brasileiro de Trânsito (CBT – lei n°9503/1997).