A família de Priscila da Cunha Correia Alves vive momentos de angústia e desespero desde o desaparecimento da jovem na tarde de sexta-feira (13), por volta das 16h, em Cuiabá. Desde então, não houve nenhum contato ou informação concreta sobre seu paradeiro. Priscila conduzia um JEEP Renegade 2024, cor cinza escuro, placa SPJ1G10, que também não foi localizado até o momento. O sumiço repentino da jovem tem mobilizado familiares, amigos e a comunidade nas redes sociais em busca de pistas que possam levar ao seu reencontro. A família faz um apelo: qualquer informação, por menor que pareça, pode ser essencial para encontrá-la. 📞 DISQUE DENÚNCIA – 197 (Polícia Civil)📞 Ou 190 (Polícia Militar) As informações podem ser repassadas anonimamente. Ajude a compartilhar. Vamos encontrar a Priscila.
“A Câmara também é da comunidade LGBT”, afirma vereadora Maysa Leão durante Parada da Diversidade em Cuiabá
Durante a concentração da 22ª Parada da Diversidade de Cuiabá, realizada neste sábado (14), na Praça Ipiranga, a vice-presidente da Câmara Municipal, vereadora Maysa Leão (Republicanos), defendeu a ocupação de espaços institucionais pela população LGBTQIAPN+ e cobrou mais diálogo no Parlamento sobre pautas que impactam diretamente essa comunidade. “Obviamente eu sozinha não vou conseguir, mas estou lá para abrir todas as portas. A Câmara é da sociedade cuiabana, é da população LGBT, e a gente precisa ocupar esse espaço”, declarou a parlamentar. Maysa reconheceu que o ambiente político local ainda é marcado por posturas conservadoras, o que dificulta o avanço de políticas públicas voltadas à diversidade. No atual mandato, por exemplo, o vereador Rafael Ranalli (PL), policial federal, já apresentou ao menos três projetos considerados por entidades de direitos humanos como ofensivos aos direitos da comunidade LGBTQIA+, incluindo uma proposta que visa restringir a participação de crianças e adolescentes na Parada da Diversidade — mesmo com autorização dos pais ou responsáveis. Apesar dos desafios, Maysa reforçou o convite para que mais representantes da comunidade participem ativamente das sessões e da Tribuna Livre na Casa de Leis: “Precisamos que a comunidade ocupe a Câmara, que vá à Tribuna, que faça defesas. Só assim a gente vai conseguir avançar nas pautas e garantir direitos reais para essas pessoas”. Neste ano, a Parada teve como lema “Vidas Trans Importam”, em meio a uma dura realidade: Mato Grosso figura entre os estados com os maiores índices de violência contra pessoas trans no Brasil. A vereadora reforçou que a luta pela igualdade precisa ir além da visibilidade e se tornar efetiva em políticas públicas. “O Estado é campeão em matar pessoas trans. Hoje estamos aqui defendendo espaços de cultura, empregabilidade e, acima de tudo, o direito à vida e à existência dessas pessoas”, finalizou.
Até quando a saúde pública vai resistir? Superfaturamento, abandono e a urgência de reconstruir um sistema que sangra
A saúde pública em Mato Grosso – e em especial na capital, Cuiabá – vive um colapso silencioso, que se repete em ciclos. Cada escândalo, cada decisão administrativa ou política, escancara uma verdade que a população sente na pele há anos: algo precisa mudar. E com urgência. Nesta sexta-feira (13), o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), anunciou que o município está rompendo com o Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Rio Cuiabá (Cirvasc), após identificar indícios de má gestão e compras com valores muito acima do mercado. Entre os exemplos citados, um chamou atenção: a aquisição de cadeiras de rodas por R$ 4.200, sendo que no mercado o mesmo modelo pode ser encontrado por cerca de R$ 1.000. E, segundo o prefeito, ainda foram entregues cadeiras diferentes das contratadas. O sobrepreço ultrapassaria 200%. “Não vimos mais viabilidade técnica e econômica para seguir com esse contrato. A cadeira entregue era diferente da que foi comprada”, declarou Abílio. Saúde fragilizada: de quem é a culpa? A denúncia levanta questionamentos maiores. Afinal, quantos contratos como esse já passaram despercebidos? Quantas vezes o dinheiro da saúde foi mal aplicado – ou pior, desperdiçado – enquanto faltava atendimento, estrutura, insumos e respeito nos hospitais públicos? O prefeito também revelou que Cuiabá deixará outro consórcio regional, e sugeriu que consórcios no futuro só teriam validade com fiscalização direta do Ministério Público ou do Tribunal de Contas, para garantir transparência e controle social. “Se for com controle externo, com o TCE ou Ministério Público acompanhando de perto, passa a ser interessante. Do jeito que está, não temos interesse em continuar.” E a população? Essa segue pagando a conta Enquanto os bastidores da saúde são tomados por irregularidades, quem precisa de atendimento segue esperando: faltam médicos, faltam exames, faltam medicamentos e, principalmente, falta confiança. Nos corredores de UPAs e hospitais, a fila não é só por atendimento, é pela dignidade. O escândalo das cadeiras de rodas não é um caso isolado — é mais uma peça de um sistema doente. E a pergunta que fica é inevitável: Até quando a saúde vai aguentar? O rompimento com o consórcio pode ser um passo para mudar a lógica, mas não resolve sozinho um problema estrutural que se arrasta há décadas. E neste momento, mais do que encontrar culpados, o que o povo mato-grossense espera é ação concreta, ética e urgente. Veja o Vídeo:
Prefeitura faz 2ª rodada de vacinação contra gripe em shoppings de Cuiabá neste sábado
A Prefeitura de Cuiabá, por meio do Núcleo da Primeira-Dama Samantha Iris em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), está levando a campanha de vacinação contra a Influenza para os três shoppings da capital: Shopping Estação, Pantanal Shopping e Três Américas. A ação teve início na semana passada e será repetida nos próximos sábados do mês de junho, dias 14, 21 e 28, sempre das 10h às 19h, nos mesmos locais. A iniciativa visa ampliar o acesso à imunização, levando os serviços de saúde para espaços de grande circulação, tradicionalmente utilizados pelas famílias cuiabanas como pontos de lazer, compras e convivência. De acordo com a primeira-dama Samantha Iris, levar a vacina até os centros comerciais é uma estratégia pensada para facilitar o acesso e conscientizar a população sobre a importância da imunização. “Queremos incentivar as pessoas a se protegerem, tornando a vacina mais acessível em locais de grande movimento. Vacinar é a única maneira eficaz de combater o vírus da Influenza em nossa cidade”, destacou. A vacinação é gratuita e voltada aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Podem se vacinar: Crianças de 6 meses a menores de 6 anos Idosos (60 anos ou mais) Gestantes e puérperas Povos indígenas e quilombolas Pessoas em situação de rua Trabalhadores da saúde Professores Profissionais das forças de segurança, salvamento e Forças Armadas Pessoas com deficiência permanente Caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo e portuários Trabalhadores dos Correios Funcionários do sistema prisional Pessoas com doenças crônicas ou condições clínicas especiais Para receber a vacina, basta apresentar um documento oficial com foto. A secretária municipal de Saúde, Lucia Helena Barboza Sampaio, reforça a importância da campanha e faz um apelo à população cuiabana. “A cobertura vacinal contra a Influenza em Cuiabá ainda está muito abaixo do ideal, com pouco mais de 21% do público-alvo imunizado. Precisamos aumentar esse índice com urgência. A vacina é segura, gratuita e está disponível não só nos shoppings, mas também em todas as Unidades Básicas de Saúde durante a semana”, orientou. A ação nos shoppings é mais uma entre as diversas estratégias adotadas pela gestão para proteger a população e evitar surtos da doença, principalmente neste período de maior circulação do vírus. A SMS reforça que a vacina salva vidas e é fundamental para a prevenção de complicações graves, internações e mortes por gripe.
Feirão de Emprego no Pedra 90 conquista oportunidade de trabalho para 80 mulheres
Em três dias do 3º Feirão de Empregos no CRAS Pedra 90, a Secretaria Municipal da Mulher, sob liderança da secretária da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, encaminhou 80 mulheres para processos seletivos de empresas parceiras. A ação, que integra o “Projeto Secretaria da Mulher em Ação”, continua neste sábado (14), das 8h às 12h30, na Escola Estadual Malik Didier Namer Zahafi, com a oferta do balcão de empregos, cursos gratuitos e distribuição de roupas pelo Armário Solidário. Realizado nos dias 09, 11 e 13 de junho, o 3º Feirão de Empregos atendeu mulheres dos bairros Pedra 90, Jardim Industriário e Nova Esperança, com apoio de diversas empresas, inclusive da região, ofertando mais de 600 vagas de trabalho. A coordenadora da Secretaria da Mulher, Caroline Fernandes, destacou que o evento levou oportunidades diretamente aos bairros mais afastados, fortalecendo a autonomia feminina. “O objetivo da Secretaria da Mulher, representada pelas secretárias Hadassah e Stefanya Paiva (secretária-adjunta), é ampliar o acesso ao emprego e contribuir para que as mulheres superem situações de vulnerabilidade, principalmente a violência patrimonial”, afirmou. Eliane Cristina de Souza, moradora do Pedra 90, compareceu ao feirão após indicação de uma amiga. “Fui muito bem atendida. Estou há seis meses sem trabalho, e aqui tive a chance de deixar meu currículo. Saio esperançosa”, relatou. Já Maria Madalena, também moradora do bairro, buscava uma vaga como técnica de enfermagem. “Me formei no ano passado e quero muito atuar na área da saúde. Agora é torcer para ser chamada”, contou. O atendimento no feirão de empregos foi feito de forma personalizada. As candidatas preencheram fichas com preferências e horários disponíveis. Em seguida, foram triadas para as vagas compatíveis e tiveram os currículos encaminhados às empresas. No local, o Sine Municipal também disponibilizou mais de 300 vagas de emprego, abrangendo diversas áreas e destinadas a homens e mulheres. A ação no CRAS Pedra 90 conta com a parceria da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá), da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), da Secretaria de Agricultura e Trabalho, do Sine Municipal, do Shopping Estação, do Grupo Pereira, do Grupo Solar Coca-Cola, da ACCuiabá (Associação Comercial de Cuiabá), da Infinity Assessoria Empresarial, do Grupo Moveup, do Shopping Pantanal, Moda Verão, Lojas Gazin Pedra 90, Instituto Visão Solidária, Tonon, Grande RH e Fleck Assessoria/RH.
Fechar a Santa Casa é fechar portas para a vida? O drama da saúde pública em Mato Grosso exposto pela possível desativação de um hospital centenário
O sistema de saúde pública em Mato Grosso vive um momento de grande alerta. Com a inauguração prevista do novo Hospital Central, em setembro de 2025, surge um movimento silencioso – mas devastador – que pode culminar no fechamento da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, hospital que há quase dois séculos salva vidas e ampara famílias inteiras em momentos de desespero. A possível desativação da unidade lança uma sombra sobre o presente e o futuro do atendimento oncológico no Estado. Atualmente, a Santa Casa acompanha 500 adultos em tratamento contra o câncer, além de 100 crianças em quimioterapia. Na radioterapia, são 74 pacientes ativos e outros 70 aguardando avaliação. “Minha mãe foi cuidada aqui com dignidade. Como pensar em fechar isso?” O desabafo de Luciana, filha de Dona Marlene, que recentemente passou por tratamento na Santa Casa, sintetiza o sentimento de centenas de famílias mato-grossenses: “Minha mãe foi tratada com dignidade e humanidade. Saber que este hospital pode fechar é como reviver a dor do diagnóstico. A Santa Casa nos deu esperança, acolhimento. Fechar esse hospital é negar isso a outras famílias.” Uma estrutura insubstituível A médica radioterapeuta Maria Elisabeth Meurer Alves afirma que não existe estrutura pronta para substituir o serviço da Santa Casa. O hospital possui um aparelho de radioterapia avaliado em R$ 1,5 milhão, instalado com aprovação da Comissão Nacional de Energia Nuclear. “Cada aparelho tem capacidade limitada. Se a Santa Casa fechar, simplesmente não haverá como atender a todos. Estamos no limite. A conta não fecha. E o prejuízo é direto na vida das pessoas.” A fila já chega a 60 dias. E se fechar? O presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), Diogo Leite Sampaio, destaca que existe uma lei federal que determina que o tratamento de câncer inicie em até 60 dias após o diagnóstico. Mas a realidade é que a fila para iniciar a radioterapia já chega a esse tempo. “Fechar a Santa Casa é tirar o pouco que já temos. O novo Hospital Central pode ser importante, mas não substitui toda a estrutura da Santa Casa. Oncologia clínica, radioterapia, retaguarda de leitos… tudo isso está lá. E tudo isso está em risco.” Uma história que não pode ser interrompida A Santa Casa de Cuiabá tem quase 200 anos de serviços prestados. É mais do que um hospital: é um símbolo da saúde pública mato-grossense. Desativá-la sem um plano estruturado, sem uma rede absorvente, é um atentado contra o presente e o futuro da vida de milhares de pessoas. A pergunta que fica: se não é possível oferecer mais, por que cogitam tirar o que já existe? “Talvez os políticos que pensam em fechar este hospital não conheçam a sua história. Talvez nunca tenham passado horas ao lado de alguém fazendo quimioterapia. Talvez não entendam o que é uma mãe ouvir de um médico: ‘vamos tentar mais uma sessão’. Porque se soubessem, **jamais cogitariam apagar essa esperança”, desabafa Luciana.
Sérgio Ricardo revela que mais de 62 mil servidores de MT têm empréstimo consignado e cobra transparência das financeiras
O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, fez um alerta público e direto sobre a realidade dos empréstimos consignados contratados por servidores estaduais. Segundo levantamento do órgão, mais de 62 mil servidores públicos – entre ativos, aposentados e pensionistas – possuem empréstimos ativos com empresas consignatárias. Durante Mesa Técnica realizada nesta quinta-feira (13), Sérgio Ricardo apresentou números preocupantes: Mais de 20 mil servidores comprometem mais de 35% de sua renda com dívidas; Cerca de 7.800 ultrapassam o limite de 70% da renda comprometida. “São 62 mil servidores com empréstimo consignado. É um número muito alto. Muitos estão comprometendo grande parte da renda, o que gera um impacto social grave”, destacou o presidente. Plataforma digital vai reunir todos os contratos Durante a reunião, o presidente explicou que o TCE-MT ainda não tem o valor total das dívidas contratadas, pois os contratos estão espalhados entre diversas empresas. Para mudar isso, o tribunal está criando uma plataforma digital, onde as instituições financeiras deverão registrar todos os contratos ativos. “Vamos criar uma plataforma. As empresas pediram prazo para enviar os dados de forma digital. Terão até o dia 30 de junho para entregar tudo. Só assim teremos clareza total da situação”, disse Sérgio Ricardo. Empresas ausentes serão notificadas Outro ponto destacado pelo presidente foi a falta de compromisso da maioria das empresas que operam com consignado no Estado. Das mais de 20 empresas credenciadas, apenas 6 compareceram à reunião, entre elas: Capital Consig Banco Daycoval S.A. Eagle Sociedade de Crédito Direto S.A. Cartus Sociedade de Crédito Direto S.A. Taormina Soluções Financeiras S.A. Pix Card Serviços Tecnológicos e Financeiros LTDA. As demais empresas, segundo Sérgio Ricardo, serão questionadas quanto à sua regularidade e podem ser excluídas do sistema de consignações se não apresentarem os contratos até o fim do mês. “Essas empresas foram convidadas, notificadas e simplesmente não vieram. Nós nem sabemos se todas existem de fato. Se não comparecem para prestar contas, não devem continuar recebendo dinheiro do servidor público. Vamos recomendar ao governador a suspensão dos repasses para essas empresas até que regularizem a situação”, afirmou. TCE-MT amplia seu papel em defesa do servidor A atuação do presidente Sérgio Ricardo reforça o compromisso do TCE-MT em proteger o servidor público de abusos financeiros e garantir transparência nos contratos que impactam diretamente a renda de milhares de famílias. O trabalho da Corte está sendo realizado em parceria com a Assembleia Legislativa, sindicatos e empresas. “O servidor tem o direito de saber para onde vai seu dinheiro, e o Estado tem o dever de zelar pela legalidade desses contratos”, finalizou Sérgio Ricardo.
Prefeito de Pontal do Araguaia relata fuga de Israel em meio a ataques: “Fomos os últimos a sair”
Em meio ao crescente conflito entre Israel e Irã, o prefeito de Pontal do Araguaia, Adelcino Lopo (MDB), viveu momentos de tensão ao deixar o território israelense com sua esposa, a empresária Adriana Lima, durante uma viagem à Terra Santa. O casal estava em peregrinação religiosa e celebração pelos 32 anos de casamento, quando os bombardeios se intensificaram na região. Nesta sexta-feira (13), o prefeito publicou um vídeo em suas redes sociais relatando o episódio. Segundo ele, conseguiram embarcar no último voo antes do fechamento do espaço aéreo de Israel. “Amigos, o negócio está tenso aqui em Israel. Saímos de Tel Aviv ontem, no último voo. Fecharam o espaço aéreo. Estamos agora nos Emirados Árabes, vamos pegar um avião com destino a São Paulo. Fomos os últimos a sair”, contou. O gestor informou ainda que ele e Adriana estão em segurança, já em conexão nos Emirados Árabes Unidos, de onde partiriam em um voo de retorno ao Brasil. Viagem marcada por fé e emoção Antes da crise se agravar, o casal viveu momentos marcantes na Terra Santa. Adriana, em suas redes sociais, compartilhou a renovação dos votos de casamento no Santuário das Bodas de Caná da Galileia, local bíblico que simboliza a celebração do amor e da fé. “Amor que resiste ao tempo, às diferenças e se fortalece com fé, risadas e companheirismo”, escreveu Adriana. Ela também aproveitou a estadia para renovar seu batismo no Rio Jordão, descrevendo a experiência como única: “Coração cheio de paz, alma leve e muita gratidão!” Tensão internacional: Israel e Irã em confronto direto A viagem, no entanto, coincidiu com a escalada da tensão no Oriente Médio. Após uma série de ataques israelenses contra alvos militares e nucleares iranianos, o Irã retaliou com o lançamento de centenas de mísseis contra o território de Israel, atingindo inclusive Tel-Aviv e Jerusalém, cidades por onde o casal brasileiro passou. Segundo as autoridades israelenses, mais de 200 alvos foram atingidos em território iraniano nos últimos dias. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra sete pontos em Tel-Aviv e anunciou que “atingiu alvos com força e precisão”, incluindo instalações militares e de defesa. Sirene de ataque aéreo soaram em Jerusalém e uma explosão foi ouvida à distância durante uma coletiva de imprensa. As forças israelenses pediram à população que buscasse abrigo imediatamente. O conflito se intensificou após o ataque à instalação nuclear de Natanz, além do bombardeio de Isfahan, centro do programa nuclear iraniano. O governo iraniano confirmou a morte de cientistas e militares seniores nos ataques israelenses. Retorno ao Brasil e alívio O prefeito e sua esposa devem desembarcar em São Paulo ainda neste final de semana. O retorno à cidade de Pontal do Araguaia marca o fim de uma viagem que começou como celebração e terminou como fuga. Apesar do susto, o prefeito reforçou que está bem e grato por ter conseguido deixar o país a tempo. “Logo mais estaremos nas terras do Pontal do Araguaia”, disse, aliviado.
Corpo de Bombeiros realiza Congresso Internacional de Gestão de Incêndios Florestais a partir de segunda-feira (16)
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realiza no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, o ForestFire 2025 – Congresso Internacional de Gestão de Incêndios Florestais, evento inédito no Brasil e que reunirá especialistas de 10 países, pesquisadores e comandantes dos 27 Corpos de Bombeiros Militares do país, entre os dias 16 e 18 de junho. A programação conta com palestras técnicas, minicursos e uma feira de expositores com entrada gratuita e aberta ao público. Estarão presentes representantes e palestrantes de países como Portugal, Estados Unidos, Canadá, México, Nova Zelândia, Espanha, Chile, Irlanda, França e Brasil. Durante os três dias de evento, os participantes terão acesso a palestras com autoridades internacionais, workshops práticos, painéis de discussão e exposição de tecnologias inovadoras voltadas à prevenção, monitoramento e combate a incêndios florestais. Além de comandantes e especialistas estrangeiros, o congresso reúne também bombeiros, gestores ambientais e profissionais envolvidos no manejo e combate a incêndios florestais de diversas partes do mundo, promovendo a troca de experiências e o fortalecimento da cooperação internacional na gestão de incêndios. Sugestão de Pauta Evento: ForestFire 2025 – Congresso Internacional de Gestão de Incêndios Florestais Data e horário: 16 a 18 de junho de 2025; 08h às 18h. Local: Centro de Eventos do Pantanal – Cuiabá/MT.
Flagrante, dinheiro, santinhos e… absolvição: a Justiça considerou insuficientes as provas de compra de votos em Jauru
Uma candidata presa em flagrante com dinheiro e material de campanha. Santinhos apreendidos. Relatos de eleitores que receberam quantias em espécie. Cheques em branco assinados. Uma investigação robusta e repleta de elementos. Mesmo diante de todos esses fatos, a Justiça Eleitoral da 41ª Zona de Araputanga decidiu julgar improcedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida contra a chapa eleita em Jauru, composta por Valdeci José de Souza (“Passarinho”) e Enércia Monteiro dos Santos, prefeitos eleitos em 2024. A sentença, assinada em 13 de junho de 2025 pelo juiz Dimitri Teixeira Moreira dos Santos, reconhece que houve provas, mas entende que não foram suficientemente robustas para justificar a cassação dos mandatos. E aí fica a pergunta: Houve ou não houve compra de votos? E se houve, por que não houve condenação? O que foi apresentado na ação? A coligação “Por um Jauru Melhor” acusou a chapa adversária de ter praticado abuso de poder econômico e compra de votos. Os principais pontos da acusação incluíram: A prisão em flagrante da vice-prefeita eleita Enércia Monteiro, dias antes da eleição, com R$ 500,00 em espécie e santinhos de campanha; A apreensão de cheques em branco assinados por Enércia; O depoimento da eleitora Valdirene, que afirmou ter recebido o dinheiro diretamente das mãos da candidata, prometendo apoio e voto em troca; A operação policial que apreendeu valores e materiais na casa de Enércia, onde outras pessoas também estavam com dinheiro vivo. O que decidiu a Justiça? Na sentença, o juiz reconhece que houve fatos relevantes, mas entendeu que a acusação não conseguiu comprovar o “nexo direto” entre o dinheiro entregue e a intenção de comprar votos. Segundo a decisão: O valor entregue à eleitora poderia estar relacionado a trabalho de campanha — o que, embora irregular, não caracteriza necessariamente compra de votos; A quebra de sigilo bancário de Enércia não demonstrou movimentações incompatíveis com sua renda ou que indicassem abuso de poder econômico; O uso de dinheiro vivo na região rural de Jauru é culturalmente comum, segundo testemunhas. A Justiça, então, se baseou no princípio do “pro sufrágio” — que orienta a manutenção dos mandatos eletivos quando há dúvida quanto à gravidade ou à prova das acusações. O que diz a Lei Eleitoral? Para cassar um mandato por compra de votos (art. 41-A da Lei nº 9.504/97), é necessário: Que o candidato tenha oferecido, prometido ou entregue algum bem ou vantagem pessoal; Que haja intenção clara de obter o voto (dolo); Que a conduta tenha ocorrido durante o período eleitoral; E que seja possível comprovar a ligação entre o benefício e o eleitorado. No caso de Jauru, o juiz entendeu que não havia elementos suficientes para preencher todos esses requisitos. Assim, optou por manter o resultado das urnas. Mas… e a prisão da candidata? E os cheques em branco? E o dinheiro? A sentença reconhece os fatos. O que se questiona é se eles, individualmente, seriam suficientes para provar o crime eleitoral com a “robustez exigida pela jurisprudência do TSE”. O juiz admite que a situação é grave, mas sustenta que não basta a suspeita — é preciso certeza jurídica. E isso, segundo ele, não ficou configurado nos autos. Fica então a pergunta: houve ou não houve? A candidata foi presa. Havia dinheiro, material de campanha e testemunhas. Mas a Justiça não viu provas suficientes. A denúncia existiu. O flagrante aconteceu. Mas a decisão foi pela absolvição. Em que ponto a linha entre o ético e o ilegal se torna invisível?Quando a dúvida protege o voto — ou protege o abuso? E agora? Com a improcedência da ação, os mandatos de Passarinho e Enércia estão mantidos. A coligação denunciante ainda pode recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso. Até lá, a pergunta continua ecoando entre os eleitores de Jauru: Se não houve, por que ela foi presa? E se houve, por que não foi punida?