A prorrogação da concessão dos serviços de distribuição de energia elétrica pela Energisa S.A. em Mato Grosso está gerando uma onda de discussões acaloradas no estado. O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi, tem se posicionado de forma firme contra a renovação automática do contrato por mais 30 anos, conforme prevê o decreto federal. De acordo com o parlamentar, é necessário adotar regras mais rígidas e um processo de avaliação constante para garantir que a Energisa cumpra as exigências de qualidade do serviço prestado aos consumidores mato-grossenses. Russi defende a criação de um modelo que permita avaliações periódicas, com a implementação de metas anuais, e a possibilidade de intervenção da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) caso a empresa não cumpra os requisitos estabelecidos. Para ele, a renovação automática sem uma nova licitação não seria uma solução adequada para os problemas que o estado enfrenta, principalmente em relação à qualidade da energia fornecida. “O que estamos vendo é uma situação em que os consumidores pagam pela energia elétrica, mas não recebem um serviço de qualidade. Não podemos aceitar que a concessão seja renovada por mais 30 anos sem a devida fiscalização e sem que a Energisa seja responsabilizada pelos seus erros”, afirmou Max Russi, destacando as constantes reclamações da população sobre a instabilidade no fornecimento de energia elétrica, que tem causado danos aos eletrodomésticos e afetado a produtividade do agronegócio, principal motor da economia do estado. O histórico e os desafios enfrentados pela Energisa em Mato Grosso O setor de energia elétrica em Mato Grosso tem um histórico de dificuldades, principalmente após a privatização da CEMAT (Centrais Elétricas Mato-grossenses) em 1997 e a subsequente intervenção da ANEEL em 2012. Em 2014, a Energisa assumiu a operação da CEMAT, mas, apesar de diversos esforços para modernizar a infraestrutura, ainda existem grandes desafios, especialmente na zona rural, onde as redes elétricas são majoritariamente obsoletas e não atendem às necessidades do agronegócio moderno. Luiz Carlos Moreira, Assessor para Assuntos Institucionais da Energisa, justificou os investimentos da empresa, afirmando que, embora a Energisa tenha realizado esforços para modernizar a rede elétrica, o estado apresenta desafios significativos devido à sua grande extensão territorial e à necessidade de adaptação das redes elétricas, muitas das quais são monofásicas, quando o ideal seria que fossem trifásicas para atender à demanda crescente do agronegócio. “Temos 300 mil quilômetros de redes de transmissão em Mato Grosso, e 80% delas são monofásicas. A Energisa tem trabalhado para modernizar a infraestrutura, mas o estado é grande e a rede precisa de um investimento considerável para atender à demanda de todos os setores, especialmente o agronegócio”, explicou Moreira. Max Russi propõe a criação de instrumentos de fiscalização e punição para a Energisa Max Russi, no entanto, não se contenta com os argumentos apresentados pela Energisa. Para ele, a renovação da concessão por 30 anos sem uma nova licitação representa uma grande oportunidade perdida de garantir que o fornecimento de energia elétrica melhore de forma substancial. O presidente da ALMT propõe a criação de mecanismos de fiscalização contínuos, com metas anuais de desempenho, e a intervenção da ANEEL caso as metas não sejam cumpridas. “Precisamos de mais do que promessas de melhoria. O que queremos são ações concretas e eficazes que assegurem que a Energisa entregue um serviço de qualidade. A renovação da concessão não pode ser apenas um processo automático, mas sim algo que tenha a participação da sociedade e da Assembleia Legislativa, garantindo que os investimentos realmente aconteçam”, afirmou Max Russi, destacando a necessidade de um processo mais transparente e com controle efetivo sobre os investimentos feitos pela empresa. O impacto no desenvolvimento econômico e a necessidade de segurança jurídica Outro ponto importante levantado por Max Russi foi o impacto da energia elétrica instável sobre o desenvolvimento econômico de Mato Grosso. O presidente da ALMT destacou que o estado, sendo o maior produtor de commodities do país, tem uma dependência extrema da energia elétrica para sua produção. O agronegócio de Mato Grosso precisa de uma rede elétrica eficiente para garantir sua competitividade no mercado nacional e internacional, e a falta de infraestrutura energética está dificultando o crescimento de indústrias e grandes investimentos no estado. “Se queremos agregar valor ao que produzimos, precisamos de uma rede elétrica robusta. Não podemos depender da geração de energia privada, que tem se mostrado insuficiente para atender às necessidades do setor produtivo. O estado precisa de uma rede elétrica de qualidade, que seja capaz de garantir a competitividade do agronegócio e atrair mais indústrias para Mato Grosso”, afirmou Russi. Além disso, Max Russi destacou a importância da segurança jurídica no processo de renovação da concessão, lembrando que a grande extensão territorial de Mato Grosso aumenta os custos dos investimentos e torna ainda mais difícil atrair empresas para o estado. Ele defendeu que a renovação da concessão ou uma nova licitação sejam feitas com uma visão estratégica, levando em consideração as particularidades do estado. O apelo por um debate mais amplo e uma decisão justa Max Russi concluiu seu discurso destacando que, como representantes do povo, o Parlamento Estadual tem a responsabilidade de ampliar o debate sobre a renovação da concessão de energia elétrica e garantir que todos os setores da sociedade sejam ouvidos. Ele defendeu que a melhor decisão seja tomada com base em um processo transparente, que leve em conta a realidade do estado e a necessidade urgente de melhorar a qualidade da energia elétrica fornecida. “Vamos defender uma maior discussão sobre a prorrogação da concessão e ampliar o debate para garantir que a decisão final seja a melhor para Mato Grosso e para o futuro do nosso desenvolvimento. A população e os setores produtivos merecem um fornecimento de energia elétrica de qualidade, e isso só será possível com regras mais rígidas e uma fiscalização mais eficaz”, concluiu Max Russi, reafirmando seu compromisso com os interesses de Mato Grosso e a melhoria do serviço de energia elétrica no estado. A necessidade de uma solução eficaz e justa para Mato Grosso Com
Policial Penal: Doze visitantes são flagradas com entorpecentes e pacotes de fumo em unidades prisionais de Mato Grosso
Em um fim de semana de intensas ações de fiscalização, a Polícia Penal de Mato Grosso conseguiu frustrar a tentativa de doze visitantes de ingressarem com materiais ilícitos em unidades do Sistema Penitenciário do Estado. As ocorrências ocorreram nas cidades de Colniza, Tangará da Serra e Pontes e Lacerda, destacando o trabalho eficiente dos policiais penais na prevenção e combate ao tráfico de entorpecentes e à entrada de itens proibidos nas unidades prisionais. No Centro de Detenção de Tangará da Serra, três mulheres foram flagradas pela Polícia Penal no domingo (8) tentando levar porções de maconha para seus companheiros detidos. Durante a revista, as visitantes confessaram que esconderam as drogas nas partes íntimas do corpo, o que levou à autuação delas por financiamento ao tráfico de entorpecentes, conforme o artigo 36 da Lei 11.343/2006. Além disso, elas tiveram suas carteiras de visitação apreendidas, com o direito de visita sendo suspenso por um ano para as envolvidas com entorpecentes. Em Colniza, na região noroeste de Mato Grosso, outra visitante foi flagrada tentando entrar com pacotes de fumo, material de uso proibido dentro das unidades prisionais. O trabalho de fiscalização da Polícia Penal foi crucial para evitar que o produto chegasse aos detentos, e a visitante teve o direito de visita suspenso por 90 dias, com a carteira de visitação sendo igualmente apreendida. No Centro de Detenção de Pontes e Lacerda, a atuação do policial penal foi decisiva na identificação de oito visitantes, que foram surpreendidas durante uma revista eletrônica. O escâner corporal detectou que as mulheres estavam carregando diversos pacotes de fumo escondidos no corpo. As visitantes, que eram companheiras, irmã e mãe de detentos, também tiveram suas carteiras de visitação apreendidas, com a suspensão do direito de visitação por 90 dias. Essas ações demonstram a eficácia do trabalho da Polícia Penal em Mato Grosso, que atua de forma rigorosa e constante para garantir a segurança e a ordem nas unidades prisionais do estado. A vigilância e os métodos de fiscalização, como o uso de escâneres corporais e outras tecnologias, têm se mostrado fundamentais para impedir o ingresso de materiais ilícitos, contribuindo para a redução do tráfico dentro do sistema penitenciário e para a manutenção da disciplina nas unidades prisionais.
Max Russi se despede da presidência do PSB-MT e passa o comando para Ilde Taques: “Renovação é natural e necessária”
O deputado estadual Max Russi anunciou sua saída da presidência do Partido Socialista Brasileiro (PSB) em Mato Grosso (PSB-MT), dando início a um processo de renovação que já era esperado dentro da sigla. Em entrevista recente, o político destacou que a transição de liderança, prevista desde o início, visa fortalecer ainda mais o partido e garantir sua continuidade no cenário político estadual. “Minha saída da presidência do PSB-MT já estava prevista. A renovação da direção era algo natural dentro do partido, e está sendo feita de forma tranquila”, afirmou Max Russi, que também ocupa o cargo de presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Ele destacou os resultados obtidos pelo PSB durante sua gestão, como a eleição de 200 vereadores e 15 prefeitos nas últimas eleições, além da aprovação das contas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), um feito que poucos partidos no estado conseguiram alcançar. “Eu estou deixando o partido de cabeça erguida, com o sentimento de dever cumprido. O PSB teve uma gestão bem-sucedida, e a troca de liderança será tranquila. O Ilde Taques já está preparado para dar continuidade ao bom trabalho que realizamos”, completou Russi, ressaltando que o partido se mantém forte e bem estruturado em Mato Grosso. Ilde Taques, vereador de Cuiabá, foi escolhido para assumir a presidência estadual do PSB-MT. Sua candidatura ao cargo surgiu durante o congresso nacional do PSB, realizado em Brasília, onde Taques decidiu colocar seu nome à disposição. Max Russi, que não tinha interesse em disputar a liderança do partido, expressou total confiança na escolha de Ilde, considerando-o a melhor opção para dar sequência ao trabalho iniciado. “Quando o Ilde colocou seu nome à disposição, vimos que ele estava pronto para assumir a responsabilidade de comandar o partido em Mato Grosso. A mudança nacional também traz uma renovação significativa com a chegada de João Campos à presidência nacional do PSB, aos 31 anos, um marco para a história da sigla. A renovação no partido é fundamental e não poderia ser diferente em Mato Grosso”, explicou Max Russi. A transição de liderança no PSB-MT, com a saída de Max Russi e a chegada de Ilde Taques, é vista como um passo importante para o fortalecimento contínuo da sigla no estado. O PSB-MT se prepara para as próximas eleições, com a expectativa de ampliar sua presença nas chapas estadual e federal, consolidando ainda mais sua representatividade política em Mato Grosso. Max Russi deixa a presidência do PSB-MT confiante de que o partido está em boas mãos. A renovação na liderança do PSB-MT é um reflexo do trabalho bem-sucedido realizado por Russi, que agora passará o bastão para Ilde Taques, que deverá continuar a trajetória de crescimento e fortalecimento do partido no estado.
Oitava edição da Rotam Extreme reúne mais de 4 mil corredores em estreia no Parque Novo Mato Grosso
A tradicional Rotam Extreme, promovida pela Polícia Militar, realizou sua oitava edição neste domingo (08), reunindo 4.502 corredores no Parque Novo Mato Grosso, o maior espaço Multieventos da América Latina. Pela primeira vez no local, a corrida foi marcada por mais de 25 desafios naturais e artificiais que testaram a força, equilíbrio e coordenação motora dos participantes, com trajetos de cinco e sete quilômetros repletos de obstáculos até a linha de chegada. O comandante do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), tenente-coronel Costa Gomes, celebrou a nova edição, destacando que o evento atraiu não apenas os corredores, mas também seus familiares e amigos, com a expectativa de que até 10 mil pessoas estivessem presentes para apoiar os atletas. Este evento não só celebra a superação dos limites físicos, mas também promove momentos de confraternização entre os participantes. A segurança e o bem-estar dos competidores foram priorizados durante a corrida, com a presença de uma equipe de profissionais especializados, incluindo direção de prova, fiscais de obstáculos, e apoio pós-prova. Além disso, pontos de hidratação foram espalhados ao longo dos trajetos, garantindo a integridade dos corredores em todo o percurso. Esta edição da Rotam Extreme reafirma seu papel como um dos maiores eventos esportivos de Mato Grosso, desafiando os limites dos participantes e proporcionando uma experiência única de superação e camaradagem.
De promessas a decepções: A realidade das promessas de campanha de Abilio em Cuiabá
Em Cuiabá, as últimas decisões do prefeito Abilio Brunini (PL) têm gerado um crescente mal-estar e desconfiança entre grupos que se sentiram abandonados por promessas de campanha não cumpridas. A questão não é mais sobre o que foi prometido, mas sobre o que foi deixado de lado sem qualquer explicação clara ou diálogo com aqueles que depositaram confiança nas palavras do prefeito. A situação envolvendo a causa animal é emblemática. Durante a campanha, Abilio prometeu a construção de um hospital veterinário público, uma unidade de pronto atendimento veterinário, programas de castração, vacinação, apoio aos cuidadores e ONGs, e até a criação de espaços como os parkpets. No entanto, um simples comunicado de sua parte recentemente deixou esses compromissos no passado. Ao ser confrontado por manifestantes em um protesto em Cuiabá, Abilio não só anunciou que não cumpriria a promessa do hospital público veterinário, como também informou que o serviço seria terceirizado. E o pior: sem nenhum espaço para diálogo. “Não vamos fazer o hospital público veterinário. Vamos terceirizar os serviços”, foi o que declarou o prefeito, como se a decisão já estivesse tomada de forma unilateral, sem qualquer debate. Quando questionado sobre o porquê de não cumprir a promessa, a resposta foi direta: “Não farei porque não é funcional”. A insatisfação ficou clara. E a impressão que ficou para os manifestantes é de que, mais uma vez, o voto foi conquistado com uma promessa que agora é ignorada com a justificativa de “eficiência” e sem a mínima tentativa de ouvir os envolvidos. Esse episódio levanta uma questão importante: será que as promessas feitas durante a campanha não eram, na verdade, apenas uma estratégia para conquistar votos e garantir a confiança de grupos específicos? Prometer algo para conquistar a aprovação de um segmento e, depois de eleito, simplesmente ignorá-lo parece um caminho perigoso, que alimenta a desconfiança e a sensação de que o que foi dito antes da eleição não passa de um jogo político para atrair eleitores. Será que os eleitores da causa animal podem agora se perguntar se suas vozes realmente importaram ou se foram apenas parte de um discurso para ganhar apoio? A mesma sensação de desconfiança surgiu com os comerciantes do Mercado do Porto. Durante a campanha, Abilio prometeu trabalhar em harmonia com a associação que administrava o espaço, sem alterar a gestão que já atuava ali. No entanto, o que veio depois foi uma reviravolta abrupta: o prefeito oficializou a mudança de gestão, agora sob controle direto da Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico, rompendo com a promessa de manter a administração anterior. A falta de diálogo e a maneira como a mudança foi imposta geraram insatisfação e revolta. Esses dois episódios apontam para um caminho perigoso, em que promessas feitas para conquistar votos acabam sendo deixadas para trás sem justificativas claras ou qualquer esforço de construir um entendimento coletivo. O que fica no ar é a sensação de que as promessas de campanha não passam de palavras vazias, que servem apenas para atrair apoio, mas não têm a mínima intenção de serem cumpridas. Para muitos, fica a pergunta: qual será a próxima promessa de campanha a ser deixada de lado? O que foi dito antes da eleição parece estar cada vez mais distante da prática e, pior, sem a devida explicação para quem realmente confiou nas palavras do prefeito. Cuiabá e seus cidadãos merecem mais do que promessas vazias e decisões sem diálogo. O que está em jogo é a confiança que foi depositada nas urnas e o compromisso real com o bem-estar da população. Continuar nesse caminho pode ser um tiro no pé para qualquer administração que deseje ser vista como transparente e comprometida com as necessidades reais de seus cidadãos.
Neymar é afastado do Santos e pode desfalcar o time contra o Fortaleza
O Santos FC anunciou neste sábado (7) que Neymar Jr., seu maior ídolo, testou positivo para a COVID-19 e está afastado das atividades do clube. O craque, que vinha se preparando para os próximos desafios, foi diagnosticado após apresentar sintomas virais. Com isso, sua participação no duelo contra o Fortaleza, marcado para quinta-feira (12), está incerta. De acordo com o comunicado oficial do Santos, Neymar começou a sentir os primeiros sintomas na última quinta-feira (5). Por precaução, ele foi afastado imediatamente do elenco. Após a realização de exames laboratoriais, foi confirmada a infecção pelo coronavírus, e o atacante foi orientado a permanecer em repouso em sua casa, com tratamento para os sintomas. O Santos, em situação delicada na tabela, ocupa atualmente a 18ª posição, enquanto o Fortaleza está logo à frente, na 17ª colocação, na zona de rebaixamento. A distância entre as duas equipes é de apenas 2 pontos, o que torna o confronto ainda mais decisivo. Sem Neymar, o Peixe precisará de uma performance coletiva mais consistente fora de casa para conquistar os três pontos e tentar sair da zona de rebaixamento. O jogo contra o Fortaleza é crucial para o Santos, que busca a recuperação no Campeonato Brasileiro. O time precisará se ajustar à ausência de seu principal jogador e, sem Neymar, terá que mostrar um desempenho mais eficaz para enfrentar o Leão do Pici, que também luta para escapar do rebaixamento.
Vazio sanitário da soja começa hoje (8) em Mato Grosso: Entenda a medida e sua importância
A partir de hoje, 8 de junho, entra em vigor em Mato Grosso o vazio sanitário da soja, um período de 90 dias em que os sojicultores ficam proibidos de plantar ou manter plantas de soja vivas em qualquer fase de desenvolvimento. A medida, que se estende até o dia 6 de setembro, é uma ação preventiva essencial para a proteção da lavoura contra doenças, especialmente a ferrugem asiática, que pode prejudicar seriamente a produção de soja. O que é o vazio sanitário da soja?O vazio sanitário é uma estratégia sanitária adotada anualmente para controlar e evitar a proliferação do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática. Essa doença compromete as plantas, causando o amarelecimento das folhas, o bronzeamento e a queda prematura das folhas, o que prejudica a formação dos grãos e, consequentemente, a produtividade das lavouras. Durante o período do vazio sanitário, todos os sojicultores devem interromper o cultivo da soja e remover plantas da soja que possam estar presentes nas propriedades. Essa prática visa impedir que o fungo se multiplique e se espalhe para as lavouras, minimizando os danos à safra. A fiscalização e o papel do IndeaEm Mato Grosso, a fiscalização do vazio sanitário da soja é responsabilidade do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea). O órgão realiza monitoramento contínuo das propriedades rurais para garantir que a medida seja cumprida. No ano passado, durante o vazio sanitário da soja, os fiscais do Indea realizaram 5.825 fiscalizações nas propriedades para garantir que os produtores estivessem obedecendo à normativa. O que acontece se o vazio sanitário não for cumprido?O não cumprimento do vazio sanitário pode resultar em multas para o produtor. A medida é rigorosa, pois tem como objetivo proteger toda a produção de soja do estado, evitando prejuízos maiores com a disseminação de doenças que podem afetar a qualidade e o volume da safra. Como os produtores podem se informar?Os sojicultores que tiverem dúvidas sobre a medida ou sobre como cumprir o vazio sanitário devem procurar a unidade do Indea mais próxima ou acessar os canais oficiais de comunicação do órgão para esclarecer qualquer questão.
Campanha estadual de atualização de rebanhos termina na terça (10)
Falta menos de uma semana para o fim da campanha de atualização de estoque de rebanhos, realizada pelo Governo do Estado, através do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea). Os produtores rurais de bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, equídeos, suínos, aves peixes e abelhas, têm até terça-feira (10.6) para informar no site do Indea os dados detalhados dos rebanhos e das propriedades rurais. Neste ano não haverá extensão de prazo da campanha de atualização de estoque. A ação, realizada duas vezes no ano (maio/junho e novembro/dezembro), é obrigatória e pode ser feita pela internet, através do módulo do produtor, ou presencialmente em qualquer uma das 140 unidades ou postos avançados que o Indea possui em Mato Grosso. O produtor rural que ainda não tem acesso ao módulo do produtor, pode requerer o cadastro em alguma unidade do Indea, e assinar o Termo de Compromisso de Utilização do Sistema Informatizado. No site do Indea, em Sanidade Animal, Atendimento não Presencial, é possível acessar o referido termo. A não comunicação de estoque destes rebanhos resulta em multa única de 27 Unidades de Padrão Fiscal (UPFs), cujo valor é de R$ 6.705,72. Campanha de 2024 Na última campanha realizada pelo Indea, em novembro de 2024, houve o envolvimento de 109.900 estabelecimentos rurais, sendo 109.651 estabelecimentos com bovinos, 315 com aves comerciais e 105 contendo suínos tecnificados. A última campanha também apontou a existência de 32,8 milhões de bovinos, 37,2 milhões de galinhas comerciais e 1,7 milhão de suínos tecnificados.
Saiba como serão os interrogatórios de Bolsonaro e outros 7 no STF
O STF (Supremo Tribunal Federal) marcou para a próxima segunda-feira (9) o início do interrogatório do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado. Todos devem ficar no local do começo ao fim dos questionamentos. As audiências serão feitas presencialmente na corte. Apenas o interrogatório do general Walter Braga Netto será por videoconferência, pois o militar está preso. Mauro Cid será o primeiro a depor por ter firmado um acordo de delação premiada. Inicialmente, Cid e Bolsonaro ficariam lado a lado, mas na sexta o STF decidiu mudar os dois de lugar.O interrogatório vai acontecer na sala da Primeira Turma do STF. O ministro Alexandre de Moraes se sentará no meio da mesa de ministros e conduzirá a audiência. Poderão acompanhar o representante da PGR (Procuradoria-Geral da República) e os demais ministros da Primeira Turma (Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin). Nesta fase processual, o primeiro a interrogar é o juiz instrutor, que no caso é Moraes. Depois, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, seguido pelas defesas dos outros corréus (sempre em ordem alfabética do réu). Na frente de Moraes, haverá uma mesa com dois lugares. Nela se sentarão um réu e um advogado para apresentar a versão. Atrás, haverá oito mesas separadas por um palmo para ficarem outros réus e advogados. Nessas mesas, da direita para a esquerda, se sentarão os réus na seguinte ordem: Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens da Presidência; Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência); Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; Jair Bolsonaro, ex-presidente da República; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil. Nas cadeiras anteriores, poderão ficar mais bancas de advogados. Em cima, nos lados direito e esquerdo ficarão profissionais da imprensa. Calendário dos interrogatóriosNo dia 9, os interrogatórios ocorrerão das 14h às 20h. Caso haja necessidade, o ministro Alexandre de Moraes designou as seguintes datas para continuidade das audiências: 10 de junho, das 9h às 20h; 11 de junho, das 8h às 10; 12 de junho, das 9h às 13h; e 13 de junho, das 9h as 20h.O ministro deixou claro que os réus têm o livre direito de falar ou ficar em silêncio, nos termos da Constituição. Na quinta-feira (5), o ministro Alexandre de Moraes negou um pedido feito pela defesa do general Walter Souza Braga Netto para suspender os interrogatórios. A defesa do ex-ministro da Defesa pediu a suspensão alegando que não teve tempo hábil para analisar as mídias, áudios e vídeos apreendidos durante as investigações da Polícia Federal e que o interrogatório só deveria ocorrer depois das testemunhas dos outros núcleos investigados serem ouvidas. O que acontece depoisApós as manifestações dos réus, Moraes elaborará o relatório (resumo do caso) e apresentará seu voto para o julgamento. A conclusão dessa análise não tem prazo definido. Assim que estiver finalizada, a ação penal será liberada para inclusão na pauta de julgamento. A expectativa no STF é de que o caso do “núcleo 1″ vá a julgamento entre setembro e outubro deste ano.
Corrida de combate ao trabalho escravo acontece neste domingo no Parque Tia Nair
Mais de 1.500 pessoas se inscreveram para participar da 4ª edição da Corrida Estadual de Combate ao Trabalho Escravo, que será realizada neste domingo (08.6) em um novo horário, às 6h, no Parque Tia Nair, em Cuiabá. O evento é promovido pela Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae), ligada à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). A corrida, que terá um percurso de 5 quilômetros, se consolida como uma das maiores mobilizações sociais da capital em defesa dos direitos humanos. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para a realidade do trabalho escravo contemporâneo, ainda presente em diferentes regiões do país. Os kits continuam sendo entregues no segundo piso do Pantanal Shopping, na loja Vértyce Fitness. O atendimento nesse sábado será das 12h às 21h. Muito além da atividade física, o evento representa um ato de conscientização e resistência, reunindo corredores amadores, profissionais e a população em geral. Atletas da categoria PCD (Pessoas com Deficiência) também participarão da corrida. Com direito à inscrição gratuita, os atletas dessa categoria devem retirar seus kits no local da prova, apresentando documentos pessoais e comprovante da deficiência. Nos dias que antecedem a corrida, a organização também reforça ações de mobilização e comunicação junto aos moradores do entorno do parque para garantir um evento seguro e acolhedor. *Sob supervisão de Fabiana Mendes