Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News Depois de mais de uma década marcada por interdição judicial, paralisações e incertezas, o Complexo Turístico da Salgadeira, localizado na MT-251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães, caminha para um novo capítulo. A concessão oficial do espaço ao Sistema Comércio de Mato Grosso, por meio do Sesc-MT, foi formalizada, mas a data oficial de inauguração completa ainda não foi definida. O complexo, que é um dos principais cartões-postais naturais da região e ponto estratégico para o turismo estadual, ainda passa pelos ajustes finais para atender ao padrão de qualidade exigido pelo Sesc. Entre as novidades previstas estão a abertura de restaurante, loja de artesanato e ampliação dos serviços oferecidos aos visitantes. Apesar do avanço, o espaço ainda não apresenta todas as mudanças esperadas pela população e pelo setor turístico, que aguardam a entrega definitiva da nova estrutura. A expectativa é que a inauguração oficial ocorra ainda neste trimestre. Atualmente, o funcionamento segue de forma parcial. O complexo permanece aberto de terça-feira a domingo, das 9h às 16h, com estacionamento gratuito e acesso liberado às áreas naturais, como o riacho e a cachoeira. Os visitantes podem levar alimentos e bebidas, desde que não estejam em recipientes de vidro. Espaço estratégico para o turismo não pode permanecer fechado O Complexo Turístico da Salgadeira é considerado um dos pontos mais importantes para o turismo de Chapada dos Guimarães e de todo o Estado de Mato Grosso. Sua localização privilegiada e sua beleza natural fazem do espaço uma parada obrigatória para turistas de diversas regiões do Brasil. Por isso, a retomada plena das atividades é vista como fundamental para fortalecer o turismo local, movimentar a economia e valorizar Chapada dos Guimarães como destino turístico nacional. Um espaço dessa relevância não pode permanecer fechado ou funcionando de forma limitada por longos períodos, pois impacta diretamente o fluxo de visitantes, o comércio local e a geração de oportunidades para o município e toda a região. Crescimento no número de visitantes reforça importância do complexo Mesmo operando de forma parcial, o complexo já demonstra sua força turística. Segundo dados do Sesc-MT, desde o início da gestão compartilhada, o número de visitantes aumentou significativamente. Em 2024, o local recebeu 105.371 visitantes. Já em 2025, esse número saltou para 147 mil turistas, um crescimento de 39,5%, consolidando o espaço como um dos principais atrativos turísticos de Mato Grosso. Os números mostram o potencial do complexo e reforçam a importância da inauguração completa da estrutura, que deve ampliar ainda mais o número de visitantes e fortalecer o turismo regional. Expectativa é transformar o local em referência nacional A concessão de 30 anos ao Sistema Comércio representa um novo momento para o complexo, que enfrentou anos de indefinição, interdição judicial e dificuldades administrativas desde 2010. Agora, com a gestão do Sesc-MT, a expectativa é que o espaço seja totalmente estruturado e passe a operar com padrão elevado de qualidade, consolidando-se como referência turística. Para o presidente do Sistema Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, o compromisso é transformar o local em um dos principais destinos turísticos do estado. “Nosso compromisso é transformar o Sesc Salgadeira no principal ponto turístico da Baixada Cuiabana, com padrão de atendimento e qualidade reconhecido nacionalmente. Queremos que esse espaço seja motivo de orgulho para Mato Grosso”, afirmou. Novo momento para Chapada dos Guimarães A reestruturação completa do Complexo da Salgadeira representa um passo importante para o fortalecimento do turismo em Chapada dos Guimarães e em toda a região. Com estrutura adequada, novos serviços e gestão profissional, o espaço tem potencial para atrair ainda mais turistas, movimentar a economia local e consolidar Mato Grosso como um dos grandes destinos turísticos do país. A expectativa agora é pela inauguração oficial completa do complexo, que marcará definitivamente a retomada de um dos espaços mais importantes do turismo estadual.
Após 13 anos, Unemat terá concurso para 80 professores efetivos
O governador Mauro Mendes anunciou a autorização para a realização de concurso público destinado ao provimento de 80 cargos efetivos de professor na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (19) e marca a retomada de seleções para docentes na instituição após 13 anos. De acordo com o chefe do Executivo estadual, a medida busca recompor o quadro permanente da universidade e assegurar a continuidade das atividades acadêmicas com qualidade. Ele destacou que a intenção é atrair profissionais qualificados para fortalecer o ensino superior ofertado em diversas regiões do Estado. A previsão é de que o edital seja publicado ainda no primeiro semestre, com aplicação das provas nos meses seguintes. A reitora da Unemat, Vera Maquêa, classificou a autorização como um marco para a comunidade acadêmica. Segundo ela, a universidade passou por expansão significativa nos últimos anos, ampliando cursos de graduação e avançando na oferta de programas de mestrado e doutorado, além do fortalecimento das áreas de pesquisa e extensão, sem que houvesse atualização proporcional do quadro efetivo de docentes. Conforme a reitora, a presença de professores concursados é fundamental para estruturar projetos de pesquisa, captar recursos e consolidar a pós-graduação. Ela também ressaltou que o plano de carreira da instituição é considerado competitivo no cenário nacional. As vagas deverão contemplar diferentes áreas do conhecimento, como saúde, engenharias, meio ambiente e ciências jurídicas. O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, afirmou que o concurso reforça o papel estratégico da universidade no desenvolvimento regional, destacando a presença da Unemat no interior do Estado. A instituição conta com 13 campi distribuídos em Mato Grosso. Também acompanharam o anúncio o secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, e o pró-reitor de Administração da universidade, Gustavo Banzer.
Operação R2 mira facção criminosa e cumpre 21 ordens judiciais em três cidades de MT
A Polícia Civil de Mato Grosso realizou, na manhã desta sexta-feira (19), a Operação R2 – Refúgio Rastreado, com a finalidade de desarticular a atuação de uma facção criminosa com base em Cáceres e ramificações em outros municípios do Estado. Ao todo, foram cumpridas 21 ordens judiciais expedidas pela Justiça após investigação conduzida pela delegacia local. Entre as medidas estão cinco mandados de prisão cautelar e oito de busca e apreensão, além de determinações para afastamento de sigilo. As diligências ocorreram simultaneamente em Cáceres, São José do Rio Claro e Cuiabá. Um dos investigados, de 32 anos, foi identificado após a circulação de um vídeo nas redes sociais em que aparecia fazendo apologia à facção. A partir do aprofundamento das investigações, a polícia conseguiu mapear imóveis utilizados como bases de apoio logístico do grupo criminoso. Segundo apurado, os locais serviam para armazenar drogas e armas e também como abrigo temporário para integrantes da organização. A ofensiva contou com apoio de equipes da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), 1ª Delegacia de Polícia, Delegacia de São José do Rio Claro e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, Mauro Apoitia, a ação integra uma estratégia contínua de enfrentamento às facções criminosas, especialmente diante do registro de crimes violentos na região. Ele ressaltou que parte das investigações tem início a partir de denúncias anônimas feitas pela população, destacando a importância da colaboração social. A denominação “Refúgio Rastreado” faz alusão às casas de apoio identificadas e monitoradas durante a apuração. A operação também faz parte do planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, dentro da Operação Pharus – Farol da Justiça, vinculada ao programa Tolerância Zero, que concentra esforços no combate ao crime organizado em Mato Grosso. A instituição reforçou que as ações integradas devem continuar com o objetivo de enfraquecer a estrutura operacional dos grupos criminosos e ampliar a segurança na região.
ALMT adia votação de projeto sobre mandato classista após pedido de sindicatos e amplia diálogo
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso retirou da pauta de votação o Projeto de Lei Complementar (PLC) 01/2026, que trata das regras para licença destinada ao exercício de mandato classista no serviço público estadual. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (19) pelo presidente da Casa, Max Russi (PSB), após reunião com lideranças sindicais antes do início da sessão ordinária. O adiamento ocorreu em atendimento a representantes de entidades de classe, entre eles a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP-MT), Carmen Machado, que esteve acompanhada de dirigentes sindicais. Segundo Max Russi, a nova data para apreciação da matéria será definida e informada previamente pela Presidência da Assembleia, permitindo mais tempo para debates e eventuais ajustes no texto. De autoria do Governo do Estado, por meio da Mensagem 6/2026, o PLC propõe alterações na Lei Complementar nº 4/1990, especialmente quanto às normas para afastamento de servidores eleitos para mandatos sindicais. Embora o projeto tenha sido encaminhado com assinaturas de representantes de outros Poderes, como Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas e Ministério Público, o presidente da ALMT ressaltou que não há urgência na votação e que o tema exige ampla discussão. Max Russi destacou ainda que a limitação de mandatos é uma prática existente em diversos cargos públicos, mas frisou que o debate precisa ocorrer de forma transparente e sem qualquer tipo de perseguição a lideranças sindicais. “É um projeto que pode receber alterações. Não há necessidade de votação apressada, sem ouvir os diretamente envolvidos”, afirmou. Durante a sessão, o deputado Valdir Barranco (PT) avaliou que o PLC 01/2026 apresenta questionamentos constitucionais e alertou para o risco de judicialização caso seja aprovado sem consenso. Para ele, o diálogo é o caminho mais seguro para evitar insegurança jurídica e possíveis prejuízos aos servidores. Carmen Machado agradeceu a retirada do projeto da pauta e reforçou que a proposta pode gerar impactos não apenas para dirigentes sindicais, mas para todo o funcionalismo público, inclusive nos municípios. Segundo ela, há receio de um “efeito cascata” em um cenário já marcado por dificuldades financeiras. A dirigente sindical defendeu que o texto seja construído coletivamente e que, quando retornar à pauta, a votação ocorra de forma aberta. Além do PLC, os parlamentares também discutiram a formação da Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde. A indicação dos membros pelos blocos deve ocorrer na próxima sessão, marcada para o dia 25. Conforme Valdir Barranco, o Bloco Experiência e Trabalho indicou o deputado Wilson Santos (PSD) como titular e Lúdio Cabral (PT) como suplente. Barranco reforçou a legitimidade da CPI da Saúde, destacando que o requerimento atende aos critérios constitucionais e regimentais. Segundo ele, a investigação é necessária para assegurar a correta aplicação dos recursos públicos, especialmente diante de denúncias relacionadas ao período da pandemia.
ALMT concede moção a policial que impediu novas mortes após feminicídio em Cuiabá
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) concedeu moção de aplausos ao cabo R. Silva, integrante da Força Tática do 1º Comando Regional da Polícia Militar, em reconhecimento à atuação que impediu novas mortes após o feminicídio da professora Luciene Naves Correia, de 51 anos, em Cuiabá. O crime ocorreu na última segunda-feira (16), no bairro Osmar Cabral, e mobilizou forças de segurança na capital. A homenagem foi oficializada pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB), que destacou a importância de reconhecer atitudes que preservam vidas e reforçam a confiança da sociedade nas instituições públicas. Segundo o parlamentar, mesmo estando fora do horário de serviço, o policial agiu com rapidez e responsabilidade ao localizar o suspeito e evitar que a violência se estendesse a outros familiares da vítima. De acordo com informações do 1º Comando Regional, o autor do crime foi o ex-marido da professora, que não aceitava o término do relacionamento. Após atirar contra Luciene em frente à residência, ele ainda tentou invadir um dos quartos da casa com a intenção de atingir uma das filhas do casal, que está grávida. A jovem conseguiu se trancar e não foi ferida. Sem conseguir acessar o cômodo, o homem deixou o local afirmando que procuraria a outra filha. Durante o deslocamento, foi localizado pelo cabo R. Silva. Ao receber ordem de prisão, reagiu e apontou a arma contra o policial, que efetuou disparos para conter a ameaça. O suspeito foi atingido e morreu. Para o comandante do 1º Comando Regional, coronel Lima Júnior, a moção simboliza o reconhecimento ao comprometimento dos policiais militares, que permanecem atentos à defesa da sociedade mesmo quando não estão oficialmente em serviço. Luciene Naves Correia atuava na rede municipal de ensino desde 2009 e, atualmente, exercia a função de cuidadora de aluno com deficiência na Escola Municipal Constança Palma Bem-Bem. Colegas e familiares destacam sua dedicação à educação e o vínculo construído com a comunidade escolar. Com a homenagem, o Parlamento estadual reafirma o apoio às forças de segurança e reforça a necessidade de ações integradas entre os poderes no enfrentamento à violência contra a mulher, um problema que segue desafiando o poder público e a sociedade.
Instituto INCA abre seleção para instrutores do Pontão de Cultura com bolsas de R$ 3 mil
O Instituto INCA – Inclusão, Cidadania e Ação está com edital aberto para a contratação de cinco instrutores(as) que irão atuar no projeto “Pontão de Cultura”, oferecendo cursos de formação cultural na modalidade on-line. A remuneração é de R$ 3 mil por curso, com carga horária de 20 horas, e as inscrições seguem até o dia 26 de fevereiro. A iniciativa marca uma nova etapa de atuação da instituição como Pontão de Cultura e tem como foco fortalecer a qualificação técnica de agentes culturais da região do Vale do Rio Cuiabá. Ao todo, 20 associações, grupos e coletivos culturais poderão ser contemplados, abrangendo os municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Acorizal, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio do Leverger, Barão de Melgaço e Poconé. Além da seleção dos instrutores, o projeto também está mapeando organizações culturais dessas cidades, que podem se inscrever para participar gratuitamente das formações. A proposta é ampliar o acesso a conhecimentos estratégicos voltados à gestão cultural, sustentabilidade de projetos e articulação em rede. Durante oito meses, o Pontão prevê a realização de encontros de intercâmbio, festival cultural itinerante, fórum de debates sobre políticas públicas para o setor e a criação de uma biblioteca digital colaborativa. A meta é contribuir para a construção de um calendário cultural integrado na região. Sobre as vagas A seleção é destinada a profissionais que atuem como Pessoa Jurídica (com CNPJ ativo) ou que tenham disponibilidade para formalização. O pagamento será realizado mediante emissão de nota fiscal. É exigido nível superior completo em qualquer área, experiência comprovada na temática do curso pretendido, disponibilidade para aulas no período noturno e afinidade com educação on-line e formação de adultos. Das 20 horas previstas, 14 serão destinadas às aulas virtuais, com interação ao vivo entre instrutor e participantes, e seis horas para a elaboração de material didático. Entre os conteúdos esperados estão planos de gestão cultural, elaboração de projetos para editais, modelos de negócio criativos, estratégias de articulação em rede e propostas de acessibilidade para eventos culturais. Processo seletivo Os interessados devem enviar currículo atualizado, plano de ensino ou plano de trabalho do curso pretendido, além de nome completo e telefone para contato, para o e-mail incaprojetos@gmail.com. No campo assunto, é obrigatório inserir a expressão “FORMAÇÃO PONTÃO DE CULTURA”. A análise será feita com base na formação acadêmica, experiência profissional, qualidade da proposta pedagógica e alinhamento com os objetivos do projeto. A avaliação ficará a cargo da diretora-presidente do Instituto, Cybele Bussiki, e da coordenadora do Pontão de Cultura, Poliana Queiroz, podendo haver solicitação de entrevistas ou documentos complementares. Mais informações podem ser obtidas nos canais oficiais do Instituto INCA.
Max Russi é direto: decisão sobre CPI da Saúde deve acabar na Justiça e embate pode se intensificar após votação
Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, foi claro e objetivo ao avaliar o cenário envolvendo a possível instalação da CPI da Saúde. Segundo ele, independentemente do resultado da votação dentro da Assembleia, o caso deve acabar sendo levado ao Judiciário por uma das partes envolvidas. A declaração reforça o nível de tensão e divisão política dentro da Casa de Leis e sinaliza que o embate não deve se encerrar com a decisão do plenário. Judicialização é vista como caminho inevitável Max Russi afirmou que o tema é polêmico, controverso e com forte divergência entre os parlamentares, o que naturalmente abre espaço para questionamentos judiciais. “A decisão que for tomada vai ter judicialização, tanto de um lado como do outro. Independentemente da decisão, a judicialização provavelmente será o caminho para quem entender que não foi atendido ou se sentir prejudicado”, afirmou o presidente. A fala demonstra que, neste momento, o conflito já ultrapassa o campo político e passa a ter também um caráter jurídico. Presidente reconhece que judicialização não é o ideal, mas é um direito Apesar de reconhecer que o Judiciário deve ser acionado, Max Russi destacou que esse não é o cenário desejado, principalmente quando se trata de decisões do próprio Legislativo. “Ninguém gosta de ter uma demanda sendo resolvida na Justiça. Quanto mais a gente evitar, melhor para a sociedade e para o Legislativo. Mas quando alguém se sente prejudicado por uma decisão, tem o direito de buscar a Justiça”, explicou. Segundo ele, esse tipo de movimento é comum em situações onde há forte divergência e interesses distintos dentro do Parlamento. Questionamentos sobre o processo aumentaram a tensão na Assembleia A discussão sobre a CPI da Saúde ganhou novos contornos após surgirem questionamentos sobre a legalidade do requerimento apresentado para sua criação. Entre os principais pontos levantados estão: assinaturas coletadas ainda em 2023 e reapresentadas posteriormente, dúvidas sobre a validade formal do documento, e questionamentos sobre o cumprimento dos critérios exigidos pelo regimento interno. Esses fatores contribuíram para aumentar a divisão entre os parlamentares e fortalecer o entendimento de que o caso poderá ser analisado pelo Judiciário. Decisão pode marcar novo capítulo político e jurídico A avaliação de Max Russi deixa claro que a votação da CPI não será o ponto final do processo, mas possivelmente o início de uma nova fase, agora no campo judicial. Com o cenário dividido e a possibilidade de contestação formal, o caso pode sair do plenário da Assembleia e ganhar desdobramentos fora da Casa de Leis. O posicionamento do presidente reforça a complexidade do momento e indica que a disputa em torno da CPI da Saúde deve continuar mesmo após a decisão dos deputados.
Justiça manda suspender publicações com promoção pessoal de prefeito no Estado
A Justiça concedeu liminar determinando a suspensão imediata de conteúdos com promoção pessoal do prefeito de Peixoto de Azevedo, Nilmar Nunes de Miranda, conhecido como “Paulistinha”, divulgados nos canais oficiais do Município. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (18) pela 2ª Vara da comarca, atendendo pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível local. A medida atende a uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso, que apontou a existência de publicações institucionais com enaltecimento pessoal e menções nominais consideradas desnecessárias ao gestor municipal. Conforme a ação, ao menos 12 conteúdos divulgados ao longo de 2025 e início de 2026 apresentavam características de personalização da comunicação oficial. O Judiciário entendeu que houve afronta ao princípio constitucional da impessoalidade, que deve nortear a publicidade dos atos administrativos. Além das postagens, também foi questionado o uso do slogan “Gestão 2025-2028 – Governando para Todos” nas mídias oficiais, por vincular a comunicação pública a uma gestão específica, o que pode configurar promoção pessoal. Segundo o Ministério Público, duas recomendações foram encaminhadas ainda em 2025 orientando a adequação das publicações aos parâmetros legais. No entanto, não houve resposta formal por parte da Prefeitura nem adoção de providências para corrigir as irregularidades apontadas. Com a decisão liminar, o Município deverá interromper imediatamente a divulgação de conteúdos que contrariem o princípio da impessoalidade, sob pena de outras medidas judiciais. O mérito da ação ainda será analisado ao longo do processo.
Incêndio destrói cavalo mecânico de carreta com soja na BR-364 em MT
Um incêndio de grandes proporções atingiu uma carreta carregada com soja na noite de quarta-feira (18), no km 16 da BR-364, em Alto Araguaia, a cerca de 418 quilômetros de Cuiabá. A ocorrência foi atendida pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, que conseguiu controlar as chamas e evitar prejuízos ainda maiores. A equipe do 1º Núcleo de Bombeiro Militar foi acionada por volta das 19h20 e deslocou uma viatura até o local. Quando os militares chegaram, o fogo já havia consumido completamente o cavalo mecânico do veículo e avançava sobre os tanques de combustível, além de atingir parte da carga transportada no primeiro semirreboque. Diante da gravidade da situação e do risco de explosão, os bombeiros iniciaram imediatamente o combate às chamas. Foram montadas duas linhas de ataque, estratégia que possibilitou conter o incêndio em curto espaço de tempo. Aproximadamente cinco mil litros de água foram utilizados na operação. Apesar dos danos significativos na parte frontal do veículo, parte da carga de soja foi preservada, registrando-se apenas queima parcial no primeiro compartimento de transporte. Após a extinção do fogo, a equipe realizou o reabastecimento da viatura e retornou ao trecho para o trabalho de rescaldo, garantindo que não restassem focos que pudessem provocar reignição. Ninguém ficou ferido. O atendimento foi concluído por volta das 21h30, após cerca de duas horas de atuação. As causas do incêndio ainda deverão ser apuradas.
Prefeita de Várzea Grande não comparece à Comissão que investiga uso de slogan da gestão em uniformes escolares
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), não compareceu pessoalmente à oitiva da Comissão Processante (CP) da Câmara Municipal, realizada na manhã desta quinta-feira (19), que apura possível irregularidade no uso da logomarca e do slogan da atual gestão nos uniformes escolares da rede municipal. No lugar da prefeita, quem esteve presente foi seu advogado, Leonardo Benevides, responsável por apresentar a defesa. Entenda o que está sendo investigado A Comissão Processante foi criada em novembro de 2025, após aprovação de 17 vereadores, com o objetivo de investigar uma denúncia feita por um morador do município. A denúncia questiona o uso da frase “Transparência, Trabalho e Progresso”, que é o slogan da atual gestão, nos uniformes entregues a alunos da rede municipal. Segundo o denunciante, o uso dessa frase poderia caracterizar promoção pessoal da prefeita, utilizando a estrutura pública para divulgar a imagem da gestão, principalmente entre crianças e adolescentes, considerados um público mais vulnerável. O que diz a lei sobre isso A legislação municipal determina que a Prefeitura pode definir e distribuir uniformes escolares aos alunos. Porém, a mesma lei proíbe o uso de logomarcas, símbolos ou elementos que possam identificar diretamente a gestão municipal ou qualquer partido político, justamente para evitar promoção pessoal com recursos públicos. É com base nesse ponto que a Comissão Processante foi criada. Defesa da prefeita pede anulação do processo Durante a oitiva, o advogado da prefeita apresentou um pedido para anular a investigação. Segundo ele, houve erro na forma como o processo foi criado. Isso porque, inicialmente, o pedido era para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), mas acabou sendo transformado em uma Comissão Processante. De acordo com a defesa, esses dois tipos de comissão são diferentes e possuem regras distintas, o que, segundo o advogado, pode ter prejudicado o direito de defesa. Defesa também nega qualquer irregularidade O advogado afirmou ainda que não houve qualquer infração por parte da prefeita. Segundo ele, a frase utilizada nos uniformes é genérica e não faz referência direta à prefeita, ao partido ou a qualquer pessoa específica. De acordo com a defesa, não houve promoção pessoal nem uso indevido da máquina pública. O que acontece agora A Comissão Processante tem prazo de até 90 dias para concluir a investigação e apresentar um relatório final. A comissão é formada por três vereadores: Cleyton Sardinha (MDB) – presidente Carlinhos Figueiredo (Republicanos) – relator Enfermeiro Emerson (PP) – membro Ao final do processo, a comissão poderá recomendar o arquivamento do caso ou outras medidas, dependendo das conclusões. O que está em jogo A investigação busca esclarecer se houve ou não uso indevido de símbolo da gestão em material público. O caso agora segue em análise pela Câmara Municipal, que deverá decidir, com base nas provas e na defesa apresentada, se houve irregularidade ou não. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News