Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A Assembleia Legislativa de Mato Grosso realiza nesta quinta-feira (29), em Cuiabá, a cerimônia de entrega do 1º Troféu Parlamento de Jornalismo, uma premiação inédita criada para reconhecer, valorizar e fortalecer o trabalho dos profissionais da imprensa que acompanham e traduzem a atuação do Legislativo estadual para a sociedade. Em entrevista ao MT Urgente, o secretário de Comunicação da ALMT, Coronel Henrique Santos, destacou que a iniciativa vai além de uma simples homenagem e representa um marco na relação entre o Parlamento e o jornalismo mato-grossense. “Esse é um grande evento dedicado à imprensa. A Assembleia reconhece a importância do jornalista que está no dia a dia acompanhando votações, debates e decisões que impactam diretamente a vida da população”, afirmou. Reconhecimento institucional ao jornalismo De acordo com o secretário, o Troféu Parlamento foi idealizado logo no início da atual gestão, por determinação do presidente da Casa, o deputado Max Russi, com o objetivo de valorizar a informação de qualidade e aproximar ainda mais o Legislativo da sociedade. “Valorizar o jornalismo é valorizar a democracia. A imprensa tem um papel fundamental no acompanhamento do poder público, na fiscalização e na informação responsável. Esse prêmio nasce com esse espírito”, ressaltou. A cerimônia será realizada no Teatro Zulmira Canavarros, a partir das 19h, reunindo profissionais da imprensa escrita, digital, rádio e televisão de todo o estado. Premiação expressiva e ampla participação O 1º Troféu Parlamento registrou 293 trabalhos inscritos, distribuídos em cinco categorias temáticas que abordam diferentes aspectos da atuação parlamentar e seu impacto na sociedade. A premiação total soma R$ 175 mil, distribuídos da seguinte forma em cada categoria: 1º lugar: R$ 20 mil 2º lugar: R$ 10 mil 3º lugar: R$ 5 mil Para o secretário, o volume de inscrições demonstra a credibilidade da iniciativa e o interesse da imprensa em participar. “A quantidade e a qualidade dos trabalhos inscritos mostram que a imprensa abraçou a ideia. Isso reforça que estamos no caminho certo ao reconhecer quem informa com responsabilidade”, destacou. Evento também promove reflexão e capacitação Além da entrega dos troféus, o evento contará com palestras voltadas à reflexão sobre os desafios atuais do jornalismo. Um dos convidados é o jornalista Fernando Mitre, que abordará a ética na cobertura eleitoral, e o especialista em comunicação Marcelo Vitorino, que falará sobre o uso da inteligência artificial como ferramenta no jornalismo e na comunicação pública. “Não é apenas uma noite de premiação. É um espaço de aprendizado, troca de experiências e valorização da profissão”, pontuou o secretário. O Troféu Parlamento surge como uma iniciativa inédita em Mato Grosso e reforça o compromisso da Assembleia Legislativa com a transparência, o diálogo institucional e o fortalecimento do jornalismo profissional como pilar essencial da democracia.
“Quando falta preparo, quem paga a conta é o povo”
Entrar para a política não pode ser uma decisão tomada no impulso. Muito menos um teste, uma experiência pessoal ou uma “fase de aprendizado”. Quando alguém se candidata a um cargo público, assume — desde o primeiro dia, se eleito — uma responsabilidade enorme: cuidar da vida das pessoas, do dinheiro público e do funcionamento do Estado. Por isso, tratar o mandato como um período para aprender é um erro grave. Mandato não é estágio. Política não é laboratório. Governar, legislar ou administrar exige preparo antes da eleição. É preciso entender como funciona a máquina pública, o orçamento, as leis, os processos administrativos, os limites do poder e as responsabilidades do cargo. Quem assume sem esse conhecimento acaba tomando decisões erradas, dependendo demais de assessores e, muitas vezes, frustrando quem confiou o voto. E o prejuízo não é individual. Quem paga a conta é a sociedade. Improviso custa caro Quando falta preparo, o resultado costuma ser o mesmo: desorganização, baixa eficiência, desperdício de recursos e políticas públicas que não funcionam como deveriam. O improviso no poder público gera atrasos, erros e decisões que impactam diretamente a vida das pessoas. Por isso, política não pode ser vista como palco para aventuras eleitorais. Ela precisa ser tratada como o que realmente é: um espaço de responsabilidade, formação e compromisso institucional. O aprendizado precisa acontecer antes da candidatura, não depois da posse. O papel dos partidos Os partidos políticos têm um papel fundamental nesse processo. Não basta lançar nomes populares ou competitivos nas eleições. É dever dos partidos formar lideranças, preparar seus quadros e investir em conhecimento político e administrativo. Existem fundações e institutos criados exatamente para isso: evitar que mandatos se tornem experiências amadoras. Infelizmente, muitos candidatos ignoram essa etapa, pulam a formação e apostam apenas na visibilidade ou no discurso fácil. Política moderna exige preparo A política de hoje exige muito mais do que carisma, seguidores em redes sociais ou engajamento digital. Exige conhecimento, responsabilidade e consciência institucional. Democracias fortes não são sustentadas por improviso, mas por pessoas preparadas para exercer o poder com equilíbrio, competência e compromisso com o interesse público. Preparar-se antes de disputar uma eleição não é luxo, nem elitismo.É respeito ao eleitor.É cuidado com o dinheiro público.É compromisso com o futuro coletivo. Formação não é opção, é obrigação Tenho buscado estudar, participar de cursos, eventos e debates para compreender, de forma profunda, o que significa exercer um mandato público de maneira responsável. E a cada aprendizado, fica mais claro: a política não pode ser um campo de testes. Quem deseja representar a sociedade precisa estar preparado antes de pedir o voto. Formação política não é escolha. É obrigação democrática para quem leva a política a sério.
Vídeo mostra momento em que trabalhador morre após explosão de pneu durante manutenção em fazenda de MT
Imagens de câmeras de monitoramento registraram o momento em que o trabalhador rural Alcir Joelson Wandscheer, de 42 anos, morreu após a explosão de um pneu de caminhão enquanto realizava manutenção em uma fazenda localizada na zona rural de Sorriso, a cerca de 420 quilômetros ao norte de Cuiabá. O acidente ocorreu na Comunidade Tropical e foi atendido pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, por meio do 5º Batalhão. O que mostram as imagens No vídeo, Alcir aparece realizando o serviço ao lado de um colega de trabalho quando, de forma repentina, o pneu explode. A força da explosão foi intensa e arremessou o trabalhador, que caiu desacordado logo após o impacto. Segundo as informações oficiais, Alcir sofreu traumatismo cranioencefálico grave, causado pela força da explosão do pneu, o que levou à morte imediata. Não há confirmação se o colega que estava próximo no momento do acidente sofreu ferimentos. Atendimento dos bombeiros De acordo com o Corpo de Bombeiros, a equipe foi acionada presencialmente no quartel, com a informação de que um homem havia sido atingido durante a manutenção de um pneu de caminhão e que havia a possibilidade de a vítima já estar sem vida. Os militares se deslocaram imediatamente até a propriedade rural. Ao chegarem ao local, encontraram Alcir de bruços, sem sinais vitais. Diante da gravidade dos ferimentos, não havia possibilidade de atendimento pré-hospitalar, sendo constatado o óbito no local. Alerta para riscos em manutenção pesada O caso chama atenção para os riscos envolvidos na manutenção de pneus de caminhões e máquinas pesadas, especialmente em áreas rurais, onde esse tipo de serviço é frequente. Pneus de grande porte operam sob alta pressão e podem causar acidentes fatais quando há falhas estruturais ou procedimentos inadequados. As circunstâncias do acidente devem ser apuradas para esclarecer se todas as normas de segurança estavam sendo seguidas no momento da manutenção. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Presidente da Câmara de Cuiabá reafirma postura firme, transparência e respeito às investigações
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), se manifestou nesta terça-feira por meio de nota oficial sobre as diligências realizadas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Civil, com autorização judicial. De forma clara e objetiva, a presidente destacou que a Câmara Municipal colaborou integralmente com as autoridades, cumprindo todas as determinações legais, como é dever de qualquer instituição pública comprometida com a legalidade e com o fortalecimento das instituições democráticas. Paula Calil também fez questão de esclarecer que a Câmara de Cuiabá não é alvo da investigação, limitando-se a atender diligências solicitadas pelos órgãos competentes. “A Câmara Municipal não é objeto de apuração. Atuamos com serenidade, responsabilidade e total respeito às decisões judiciais”, reforça a nota. Condução firme e institucional No comunicado, a presidente reafirma sua condução firme, responsável e institucional à frente do Legislativo cuiabano, garantindo que a Casa continuará colaborando com qualquer solicitação das autoridades, sempre pautada pela transparência, equilíbrio e respeito à lei. A postura adotada busca preservar o funcionamento regular do Poder Legislativo e reforçar o compromisso da atual gestão com a ética e a boa governança pública. Respeito ao sigilo das investigações Por se tratar de procedimento que tramita em segredo de justiça, a presidente esclarece que eventuais informações adicionais sobre o caso cabem exclusivamente aos órgãos responsáveis pela investigação, evitando especulações e garantindo o devido processo legal. O posicionamento da presidente da Câmara reforça a mensagem de que as instituições devem agir com responsabilidade, colaborar com a Justiça e manter a serenidade, mesmo em momentos de forte repercussão pública.
Ano começa com alta de mortes nas rodovias federais de MT: média é de uma vítima fatal a cada dois dias
O ano de 2026 começou com um cenário preocupante nas rodovias federais de Mato Grosso. Em apenas 25 dias, 12 pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito, o que representa uma média de uma morte a cada dois dias. No mesmo período, foram registrados 172 acidentes, quase sete ocorrências por dia, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal. Os números reforçam um alerta antigo: as rodovias do estado seguem entre as mais perigosas do país, especialmente em trechos de grande fluxo de cargas e passageiros. Acidentes graves e vítimas em estado crítico Do total de acidentes registrados entre 1º e 25 de janeiro, 43 foram classificados como graves, ou seja, com vítimas em estado crítico ou com risco de morte. Em nove ocorrências, houve registro de óbitos ainda no local ou após atendimento médico. Para a PRF, os dados indicam uma combinação de fatores recorrentes, como excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas, fadiga ao volante e imprudência, que continuam sendo as principais causas dos sinistros. BR-163 lidera ranking de acidentes A maior parte das ocorrências se concentrou em rodovias estratégicas para o escoamento da produção e deslocamento de passageiros. A BR-163 aparece no topo da lista, com 59 acidentes registrados no período. Na sequência estão: BR-364: 56 acidentes BR-070: 37 acidentes Juntas, essas três rodovias concentram o maior volume de tráfego no estado e respondem pela maioria dos acidentes fatais registrados neste início de ano. Fim de semana trágico em Rondonópolis Somente no último fim de semana, dois acidentes graves na BR-163, em trechos próximos a Rondonópolis, deixaram quatro pessoas mortas e ao menos sete feridas. No domingo (25), um casal morreu após o veículo em que estava capotar no km 56 da rodovia, no limite entre os municípios de Rondonópolis e Itiquira. As vítimas foram identificadas como Joana Guilhermina Ledesma Miranda, de 61 anos, que conduzia o carro, e o marido Ramão Nascimento da Silva Miranda, de 73 anos. Segundo a PRF, a motorista perdeu o controle da direção, fazendo com que o veículo capotasse, atravessasse o canteiro central e parasse na pista contrária. As causas do acidente ainda estão sob investigação. Pai e filha morrem em colisão envolvendo carretas Já no sábado (24), outro acidente de grandes proporções foi registrado no km 112 da BR-163, em Rondonópolis. A colisão envolveu uma motocicleta e três carretas. Pai e filha, identificados como Lacidío Passos Marques, de 43 anos, e Lankal Carvalho Marques, de 23 anos, que estavam na motocicleta, morreram no local. Mais uma morte no norte do estado Na sexta-feira (23), um homem de 37 anos morreu após a carreta carregada de adubo que ele conduzia tombar na Serra do Cachimbo, em Guarantã do Norte, a cerca de 715 km ao norte de Cuiabá. Alerta permanente A PRF reforça que os números do início do ano exigem atenção redobrada dos motoristas, especialmente em rodovias de pista simples e alto fluxo de veículos pesados. Enquanto isso, os dados escancaram uma realidade preocupante: as rodovias federais de Mato Grosso seguem sendo palco de tragédias frequentes, com impactos diretos sobre famílias, economia e o sistema de saúde. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Operação investiga desvio de emendas na Câmara de Cuiabá; vereador é afastado do mandato
A Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), a Operação Gorjeta, que investiga um esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares destinadas ao município de Cuiabá. A ação ocorre dentro da Câmara Municipal de Cuiabá e também envolve a Secretaria Municipal de Esporte de Cuiabá. Entre os alvos estão dois servidores públicos, um vereador — que foi afastado do mandato —, além de um instituto sem fins lucrativos, empresas e um empresário. O que a polícia está investigando De acordo com a Deccor, a investigação apura a prática de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Os investigadores apuraram que o grupo teria se organizado para direcionar emendas parlamentares a um instituto e a empresas específicas. Segundo os elementos reunidos no inquérito, parte do dinheiro público retornava de forma irregular ao vereador responsável pela indicação da emenda, caracterizando o desvio dos recursos. Em termos simples, o dinheiro que deveria ser usado para projetos públicos acabava sendo desviado parcialmente, em um esquema de “devolução” ilegal, popularmente conhecido como rachadinha de emendas. Mandados e medidas judiciais Durante a operação, a polícia cumpre: 12 mandados de busca e apreensão 12 ordens de acesso a dados armazenados em celulares e dispositivos eletrônicos A Justiça também determinou: Afastamento de um vereador do mandato Suspensão do exercício da função pública de dois servidores da Câmara Aplicação de medidas cautelares contra seis investigados, como: Proibição de contato entre os envolvidos e com testemunhas Proibição de acesso à Câmara Municipal e à Secretaria de Esportes Proibição de deixar a comarca Entrega obrigatória de passaportes Bloqueio de bens e valores Como parte da decisão judicial, foi determinado: Bloqueio de R$ 676.042,32 em contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas Sequestro de bens, incluindo: Sete veículos Uma motocicleta Uma embarcação Um reboque Quatro imóveis Além disso, o Poder Executivo e o Poder Legislativo de Cuiabá estão proibidos de contratar, nomear ou realizar qualquer pagamento a pessoas ou empresas investigadas. Instituto e empresas têm atividades suspensas A Justiça também determinou: Suspensão das atividades do instituto investigado Realização de auditorias pela Controladoria-Geral do Município em todos os termos de parceria firmados entre o instituto e a Prefeitura Proibição de novas contratações ou pagamentos às duas empresas investigadas Por que a operação é considerada grave O caso chama atenção porque envolve desvio de emendas parlamentares, recursos que deveriam ser usados diretamente em políticas públicas, como esporte e projetos sociais. Para os investigadores, o esquema não apenas desviou dinheiro público, mas também fraudou a finalidade das emendas, comprometendo serviços e ações que deveriam beneficiar a população. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar todos os envolvidos, o montante total desviado e a responsabilidade individual de cada investigado. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Câmara dos Deputados abre concurso com 80 vagas e salário de R$ 21 mil
Com 80 vagas e salário de mais de R$ 21 mil, a Câmara dos Deputados abriu novo concurso para contratação imediata e formação de cadastro reserva para o cargo de Técnico Legislativo, na especialidade de Policial Legislativo Federal. Policiais legislativos participam de homenagem no Plenário da Câmara dos Deputados. (Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados) Segundo o edital, para participar é preciso nível superior em qualquer área de formação, e CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Além disso, o cargo requer dedicação integral e exclusiva, sendo incompatível com o exercício de outra atividade pública ou privada. Os candidatos serão classificados através das seguintes etapas: Provas objetivas (conhecimentos gerais e específicos), Prova discursiva, Teste de aptidão física, Sindicância de vida pregressa e investigação social, Avaliação psicológica (em dois momentos), Avaliação de saúde física e mental e Programa de formação profissional. As provas objetivas e discursiva estão programadas para 26 de abril de 2026, em todas as capitais estaduais e no Distrito Federal. A contratação será pelo regime estatutário, em dedicação integral e exclusiva. Etapa obrigatória, o programa de formação profissional terá até 480 horas presenciais em tempo integral, podendo ser realizado em diferentes turnos, e durante essa fase o candidato fará jus a 50% do salário como auxílio financeiro. Os aprovados deverão cumprir jornada de 40 horas semanais de trabalho, em expediente ou plantão, com salário de R$ 21.328,08, incluído o adicional de periculosidade. O concurso terá validade de dois anos, contados a partir da homologação do resultado final, no entanto, pode ser prorrogado por igual período uma única vez. Interessados em participar devem realizar a inscrição de 29 de janeiro a 20 de fevereiro de 2026, das 10h do primeiro dia às 18h do último dia (horário oficial de Brasília/DF), pelo site: www.cebraspe.org.br/concursos/cd_26_pl. A taxa de inscrição é de R$ 150,00, com o pagamento podendo ser realizado até 12 de março de 2026. No entanto, haverá possibilidade de pedido de isenção conforme prevê a legislação. Para conferir o edital completo, com todos os detalhes, clique aqui e acesse.
Mato Grosso amplia abate de bovinos em 43% desde 2006
Mato Grosso aumentou em 42,9% o abate de bovinos entre 2006 e 2025, passando de 5,2 milhões para 7,4 milhões de cabeças abatidas. No mesmo período, os investimentos no setor impulsionaram o crescimento do abate de animais mais jovens, com até 24 meses, que representavam 2% do total em 2006 e chegaram a 43% em 2025. A mudança no sistema produtivo da pecuária em Mato Grosso é resultado da ampliação do uso de tecnologias, que permitiram o aumento da produtividade em uma mesma área e a redução do tempo necessário para o abate dos animais. Entre os investimentos que se difundiram nos últimos anos estão a suplementação nutricional, o confinamento e o semiconfinamento, o maior controle sanitário, a recuperação de pastagens degradadas e a integração entre as atividades agrícolas e pecuárias. “A pecuária brasileira passou por uma transformação profunda nas últimas duas décadas. Hoje, produzimos mais carne em menos tempo, com melhor uso da terra, maior eficiência produtiva e avanços consistentes em tecnologia, genética e manejo”, avalia o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade. Os reflexos desse processo também são observados no comércio exterior. Em 2025, Mato Grosso exportou carne bovina para 92 países, com volume de 978,4 mil toneladas embarcadas. A receita alcançou aproximadamente US$ 4 bilhões, com valor médio da tonelada em torno de US$ 5.460. “O que vemos hoje é uma pecuária mais moderna, mais produtiva e preparada para atender mercados exigentes, sem abrir mão da responsabilidade socioambiental. Estamos evoluindo com base em dados, ciência e gestão, o que coloca Mato Grosso em especial em posição estratégica no cenário global da proteína animal”, enfatiza o diretor de Projetos do Imac.
Botelho alerta: sem união, Jayme e Pivetta podem levar grupo governista à derrota em 2026
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News Em meio ao aquecimento do debate eleitoral em Mato Grosso, o deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) fez um alerta direto e público ao grupo governista: a falta de unidade pode custar a eleição de 2026. Para Botelho, caso o senador Jayme Campos (União Brasil) e o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) insistam em projetos individuais, o centro político corre o risco de perder espaço para a polarização já instalada no estado. “Se quiserem ganhar, Jayme e Pivetta precisarão se unir e deixar a vaidade de lado”, resumiu o parlamentar. Jayme no jogo, mas sem diálogo interno Botelho reconheceu a legitimidade de Jayme Campos em se colocar como pré-candidato ao governo, mas fez uma observação crítica sobre a forma como o movimento vem sendo conduzido. Segundo ele, Jayme optou por iniciar sua construção política de forma isolada, sem diálogo interno com o partido neste primeiro momento. “Eu conversei com o Jayme e perguntei se ele iria chamar o partido. Ele foi claro: ‘Não, Botelho. Vou consolidar meu nome com a base no interior. A partir de abril, reúno o partido e apresento viabilidade política’”, relatou. Pivetta também tem legitimidade Ao mesmo tempo, Botelho ressaltou que Otaviano Pivetta também possui legitimidade dentro do grupo, especialmente por ter exercido dois mandatos consecutivos como vice-governador. “Dentro desse grupo tem o vice-governador Otaviano Pivetta, que ficou todo esse tempo como vice. Eu tenho defendido que esse grupo não pode dividir”, afirmou. Para o deputado, a divisão interna seria um erro estratégico grave, especialmente diante do cenário que se desenha para 2026. Polarização já tem nomes definidos Na avaliação de Botelho, a eleição estadual caminha para uma forte polarização. Segundo ele, os extremos ideológicos já estão organizados e com nomes postos. “Vamos ter uma eleição dificílima. De um lado, a extrema-direita, que não está fraca, nem morta. Do outro, a esquerda. Os dois lados já têm candidatos: Wellington Fagundes, pela direita, e Natascha Slhessarenko, pela esquerda”, analisou. Nesse cenário, Botelho alerta que um centro fragmentado pode simplesmente desaparecer do jogo. “Se não tiver meio de campo e centroavante, a gente corre sério risco de perder a eleição”, disse. Experiência própria como alerta O deputado usou sua própria experiência eleitoral como exemplo dos riscos da falta de unidade. Ele lembrou que a divisão interna foi determinante para sua derrota na disputa pela Prefeitura de Cuiabá, em 2024. “A divisão levou à minha derrota. Quando tentamos colar quem apoiou outro candidato, não deu liga. Isso dificultou a vitória”, afirmou. Lideranças nacionais e risco de isolamento Botelho também chamou atenção para o peso das lideranças nacionais no processo eleitoral e o risco de o grupo governista ficar isolado. “Se racharmos, quando Flávio Bolsonaro declarar apoio ao Wellington, os extremistas vão todos com ele. Da mesma forma, se o Lula vier e declarar apoio à Natasha, todos vão com ela. E o nosso grupo? Marcha rachado?”, questionou. Decisão precisa ser técnica, não pessoal Por fim, Botelho ponderou que ainda não é possível apontar quem deveria abrir mão da disputa, mas defendeu que a escolha seja feita com base em viabilidade eleitoral, e não em projetos individuais. “Quem deve desistir eu não consigo visualizar agora. Mas é preciso conversar, analisar quem tem condições reais e deixar vaidades pessoais de lado, se o interesse for manter o projeto do grupo”, concluiu. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Alerta | População em situação de rua cresce em MT e Centro de Cuiabá escancara problema que não pode mais ser ignorado
O crescimento da população em situação de rua em Mato Grosso deixou de ser apenas um dado estatístico e passou a ser um alerta social, urbano e econômico. Em apenas um ano, o número de pessoas vivendo nas ruas aumentou 19%, segundo dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, com base no CadÚnico. Em 2024, pelo menos 3.603 pessoas estavam em situação de rua no estado. Metade desse contingente está concentrada nos principais municípios da baixada cuiabana, com destaque para Cuiabá, onde 1.561 pessoas vivem hoje sem moradia fixa. Os números são preocupantes, mas a realidade nas ruas é ainda mais dura. E o Centro de Cuiabá se tornou o principal termômetro dessa crise. Centro da Capital vira símbolo de um problema fora de controle Quem circula pelo Centro percebe que algo mudou — e não para melhor. Comerciantes, empresários e consumidores relatam queda no movimento, fechamento de lojas e um sentimento crescente de insegurança. O aumento de pessoas em situação de rua, aliado ao uso de drogas em espaços públicos, tem afastado clientes. Muitos preferem evitar o Centro e optam por shoppings ou centros comerciais fechados, considerados mais seguros. O resultado é um ciclo perigoso: Menos clientes Menos vendas Mais lojas fechadas Mais degradação urbana O Centro de Cuiabá, que sempre foi polo comercial e histórico da Capital, hoje serve de alerta do que pode se espalhar para outras regiões se nada for feito. Não é só assistência social. É cidade, economia e dignidade O perfil da população em situação de rua mostra uma exclusão profunda: 91% são homens 82% são pessoas negras 58% não têm escolaridade ou possuem apenas o ensino fundamental incompleto Para Rúbia Cristina de Jesus, coordenadora do Movimento Nacional da População em Situação de Rua em Mato Grosso, o problema é estrutural: “Viver na rua hoje não é viver, é sobreviver.” Ela reforça que sem moradia não existe política pública eficaz: “A moradia é a porta de entrada. Sem endereço, a pessoa não consegue emprego, não acessa saúde, não consegue sair dessa situação.” Saúde, segurança e denúncias preocupam Relatos apontam dificuldades de acesso a postos de saúde, além de doenças graves e negligenciadas que avançam sem tratamento adequado. Há também denúncias de abordagens violentas, constrangimentos e expulsões forçadas de áreas públicas, o que apenas desloca o problema — não resolve. Segurança pública é necessária, mas sozinha não dá conta. Sem políticas de moradia, saúde mental, tratamento para dependência química e reinserção social, a situação tende a crescer e se agravar. O alerta está dado O Centro de Cuiabá mostra, de forma clara, que não dá para continuar como está. Ignorar o problema significa aceitar: Mais exclusão social Mais insegurança Mais prejuízo ao comércio Mais degradação urbana Este não é um debate ideológico. É uma urgência humana, econômica e urbana. Se nada for feito agora, o custo — social e financeiro — será ainda maior no futuro. O alerta está dado. Algo precisa ser feito, e com urgência. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News