Foi publicado o Decreto nº 1.794 que regulamenta e detalha as condições para a concessão de incentivo fiscal às operações com soja beneficiada no Estado, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic). A nova regra permite a extensão do benefício fiscal às operações com soja a granel, desde que sejam atendidos critérios específicos voltados à industrialização, à ampliação da capacidade de armazenagem e ao controle fiscal das operações. O objetivo é estimular a agregação de valor à produção agrícola e assegurar que o incentivo não gere desequilíbrios no mercado interno nem prejuízos à arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviço (ICMS). Para ter acesso ao benefício, a soja deverá ser produzida em Mato Grosso e submetida a processo de beneficiamento em estabelecimento próprio do contribuinte. Além disso, a empresa deverá comprovar que o beneficiamento ocorre em unidade armazenadora localizada no Estado, sendo admitida a utilização de armazéns em regime de condomínio, desde que devidamente regularizados. O decreto ainda estabelece que a concessão do incentivo estará condicionada a credenciamento específico e à realização de vistoria técnica in loco pela Secretaria de Estado de Fazenda. Caberá à Sefaz definir o limite global de fruição do benefício por período, enquanto o Conselho de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Condeprodemat) fixará o limite individual para cada empresa beneficiária. A norma também veda a concessão do incentivo caso a extensão do benefício provoque desabastecimento de soja destinada à indústria instalada no Estado, preservando o equilíbrio da cadeia produtiva e a competitividade do setor industrial mato-grossense. Segundo o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, o decreto reforça o papel do incentivo fiscal como instrumento de desenvolvimento, com regras claras e acompanhamento permanente. “Esse ajuste no Prodeic tem um foco muito claro: estimular a industrialização e a armazenagem dentro do Estado, mas com controle rigoroso do ICMS. O benefício só será concedido mediante vistoria, limites bem definidos e acompanhamento técnico, garantindo segurança jurídica, equilíbrio fiscal e retorno econômico para Mato Grosso”, afirmou. Já o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destaca que a regulamentação fortalece a política industrial do Estado ao alinhar incentivo fiscal, produção e investimento em infraestrutura. “Essa regulamentação dá previsibilidade ao setor produtivo e reforça a estratégia do Governo de Mato Grosso de incentivar a industrialização no próprio Estado. Estamos criando um ambiente seguro para que as empresas invistam em beneficiamento, armazenagem e geração de valor, garantindo competitividade à indústria local e desenvolvimento econômico sustentável”, ressaltou. fonte: SECOM-MT
Carne bovina de Mato Grosso chega a mais de 90 países em 2025
EXPORTAÇÃO EM ALTA A carne bovina de Mato Grosso chegou a mais de 90 países em 2025. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), foram exportadas 978,4 mil toneladas da proteína, com uma receita de US$ 4,1 bilhões, consolidando o estado como um dos principais players globais do setor. Em um ano histórico, no qual Mato Grosso bateu seu próprio recorde de exportação de carne bovina, foram abatidas 7,4 milhões de cabeças de gado. Com um produto cada vez mais competitivo no mercado internacional, o estado tem se beneficiado tanto da abertura de novos mercados — como o Marrocos, em 2024 — quanto do crescimento da demanda de mercados já consolidados, especialmente na Ásia. Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, os números refletem um trabalho consistente de toda a cadeia produtiva. “Mato Grosso vem colhendo os resultados de anos de investimentos em sanidade, qualidade e profissionalização da pecuária. Estamos preparados para atender mercados cada vez mais exigentes, com volume, eficiência e responsabilidade”. A China segue como o maior comprador da carne bovina mato-grossense e importou, em 2025, 536,9 mil toneladas da proteína, o que corresponde a 54,8% do total exportado. Em segundo lugar aparece a Rússia, com 58,8 mil toneladas, representando 6% das vendas externas do estado. A lista dos dez países que mais importaram carne bovina de Mato Grosso em 2025 inclui ainda Chile, Estados Unidos, Filipinas, Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Itália e Holanda, demonstrando a diversificação dos destinos e a presença da proteína mato-grossense em mercados estratégicos da Europa, Oriente Médio, América e Ásia. De acordo com o diretor do Imac, a tendência é de manutenção desse ritmo de crescimento. “A diversificação de mercados é fundamental para dar segurança ao setor. Quanto mais destinos abertos, menor a dependência e maior a estabilidade para o produtor, para a indústria e para a economia do estado”. Para 2026, as perspectivas seguem positivas, impulsionadas especialmente pela abertura de novos mercados, como o da Guatemala, em dezembro. Com cerca de 18 milhões de habitantes, o país da América Central vem ampliando sua demanda por proteína bovina, o que reforça o potencial de expansão das exportações mato-grossenses nos próximos anos e consolida Mato Grosso como referência mundial na produção de carne bovina. Fonte: Instituto Mato-grossense da Carne
Imposto sobe para 35% e deve frear avanço dos carros elétricos no Brasil a partir de julho
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O mercado de veículos elétricos e híbridos no Brasil, que vinha registrando crescimento acelerado nos últimos anos, deve enfrentar um novo freio a partir do segundo semestre de 2026. A partir de julho, o imposto de importação sobre esses modelos chegará à alíquota máxima de 35%, encerrando o cronograma de elevação gradual iniciado pelo governo federal em 2024. Na prática, a medida deve encarecer os veículos eletrificados, impactar diretamente o volume de vendas e mudar o comportamento do consumidor, especialmente em um momento em que o setor ainda busca se consolidar no país. Como era e como vai ficar Até junho de 2026, ainda vigoram as alíquotas intermediárias: 30% para veículos híbridos; 28% para híbridos plug-in; 25% para carros totalmente elétricos. Com a nova etapa do cronograma, todos os modelos passam a ser taxados em 35%, o teto permitido. Isso significa que veículos importados, especialmente os de entrada e médio porte, devem sofrer reajustes significativos no preço final. Impacto direto no bolso do consumidor Na prática, especialistas apontam que o aumento do imposto pode representar reajustes que variam de R$ 15 mil a mais de R$ 40 mil, dependendo do modelo, da origem e da margem de cada montadora. Esse aumento tende a afastar parte do público que vinha migrando para os elétricos motivado principalmente por preço competitivo, economia no uso diário e benefícios ambientais. Com valores mais altos, o consumidor pode voltar a optar por modelos a combustão ou adiar a troca do veículo. Mercado aquecido pode esfriar O setor vinha registrando uma das maiores expansões da última década, impulsionado principalmente pela entrada de marcas chinesas, como BYD e GWM, que chegaram ao Brasil com preços agressivos e ampla oferta de modelos. Com a nova carga tributária, o cenário muda. Analistas avaliam que o crescimento acelerado das vendas pode dar lugar a um período de acomodação ou retração, especialmente nos modelos que continuarão sendo importados integralmente. Estratégia do governo: proteger a indústria nacional A elevação do imposto faz parte da estratégia do governo federal para estimular a produção local e reduzir a dependência de veículos importados. O argumento é que o encarecimento dos importados deve incentivar montadoras a instalar ou ampliar fábricas no Brasil, gerando empregos e fortalecendo a cadeia produtiva nacional. Esse movimento já começou a se materializar. A chinesa BYD iniciou a montagem nacional de modelos como Dolphin Mini, King e Song Pro, além de anunciar a produção do Song Plus na fábrica de Camaçari (BA). A GWM já produz o SUV Haval H6 em Iracemápolis (SP), enquanto a Chevrolet confirmou a fabricação do Spark no Ceará. Produção local ajuda, mas não elimina aumentos Apesar da nacionalização de parte da produção, especialistas alertam que isso não significa estabilidade de preços. Mesmo os modelos montados no Brasil ainda dependem de componentes importados, que também sofrem influência do câmbio e da carga tributária. Além disso, veículos de categorias superiores ou com menor escala de produção devem continuar chegando ao país via importação, sendo diretamente afetados pela nova alíquota. Novo cenário para o segundo semestre Com o imposto em 35%, o mercado de eletrificados entra em uma nova fase. O consumidor tende a ser mais seletivo, as montadoras devem ajustar portfólios e a produção nacional passa a ter papel ainda mais estratégico. O que antes era um mercado em franca expansão pode se tornar mais restrito, competitivo e dependente de incentivos locais para manter ritmo de crescimento.
Entre promessas e abandono, antiga Escola Nilo Póvoas segue tomada pelo mato após seis anos fechada
Seis anos depois de ter suas portas fechadas, a antiga Escola Estadual Nilo Póvoas, uma das mais tradicionais de Cuiabá, continua em completo estado de abandono. Localizada em uma área privilegiada do bairro Bandeirantes, a unidade — que já formou gerações de cuiabanos — hoje está cercada por tapumes, coberta pelo mato alto e sem qualquer sinal concreto de revitalização. Cinco meses após visitas oficiais, gravação de vídeos e anúncios públicos da Prefeitura de Cuiabá prometendo transformar o espaço em um centro de referência para atendimento a pessoas com neurodiversidades, a realidade no local segue exatamente a mesma: portões fechados, estrutura deteriorada e silêncio. À época, o projeto foi apresentado como a futura Casa do Autista, um centro voltado ao acolhimento e atendimento especializado de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias, integrando serviços de saúde, educação e assistência social. No papel, a proposta despertou esperança. Na prática, nada saiu do lugar. Estrutura pronta, tempo perdido O prédio da antiga escola é considerado ideal para o projeto. São dois andares, mais de 40 salas, anfiteatro, quadra esportiva e amplo espaço externo, capazes de concentrar diversos atendimentos em um único local. Ainda assim, o imóvel permanece fechado, se deteriorando a cada mês. Recentemente, a Prefeitura anunciou uma parceria com o Governo do Estado e informou que as intervenções devem começar “na próxima semana”. O anúncio, porém, soa repetido para quem acompanha o caso há anos. Tristeza e frustração da comunidade Para moradores do bairro e famílias que aguardam atendimento especializado, o sentimento é de tristeza e descrédito. A cada novo anúncio sem execução, cresce a sensação de abandono. “É muito triste ver uma escola que fez parte da história da cidade nesse estado. Aqui estudaram nossos pais, nossos avós. Hoje, o que a gente vê é mato, abandono e promessa atrás de promessa”, relata Eduardo Lima, morador da região. A frustração é ainda maior entre famílias de pessoas com autismo, que convivem diariamente com a escassez de atendimento especializado na rede pública. “Quando falaram da Casa do Autista, gravaram vídeos, fizeram visita, a gente acreditou. Mas nada mudou. O prédio continua abandonado. É desesperador para quem precisa de atendimento e vê um espaço desses sendo desperdiçado”, afirma Maria Cecília, mãe de uma criança autista de cinco anos. Uma escola histórica esquecida Mais do que um prédio abandonado, a Nilo Póvoas simboliza hoje o contraste entre discurso e realidade. Uma escola histórica, bem localizada, com estrutura ampla e potencial social enorme, que segue entregue ao tempo, ao mato e à degradação. Enquanto anúncios se repetem e prazos são empurrados, a comunidade segue esperando — e a sensação que fica é a de que o abandono pesa mais do que a urgência. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Michelle Bolsonaro procura Gilmar Mendes e pede prisão domiciliar para o ex-presidente
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro procurou, nesta semana, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para pedir a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O apelo, segundo relatos de bastidores, tem como principal argumento o estado de saúde do ex-chefe do Executivo. Aliados do ex-presidente afirmam que Bolsonaro não teria condições clínicas de continuar preso e que a situação exige uma reavaliação humanitária por parte do Judiciário. Atualmente, ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão na superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, após condenação por tentativa de golpe de Estado. Tentativa de sensibilização no STF Nos bastidores do Supremo, interlocutores relatam que Michelle tem buscado diálogo com ministros da Corte na tentativa de abrir espaço para uma revisão da decisão do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, que já negou pedidos anteriores da defesa para a conversão da pena em prisão domiciliar. A estratégia, segundo fontes próximas ao ex-presidente, seria sensibilizar outros ministros para que conversem com Moraes sobre a situação de Bolsonaro, especialmente diante do histórico recente de internações e procedimentos médicos. Procurado, Gilmar Mendes confirmou o encontro, mas não comentou o teor da conversa nem se houve qualquer encaminhamento institucional após a audiência. Histórico recente de problemas de saúde No fim de dezembro, Bolsonaro deixou temporariamente a sede da PF para realizar uma cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral, além de procedimentos médicos relacionados às crises recorrentes de soluço. No entanto, no dia 1º de janeiro, Alexandre de Moraes negou novo pedido de prisão domiciliar, mesmo diante das intervenções médicas. Na semana passada, o ex-presidente voltou a passar mal dentro da unidade prisional e sofreu uma queda na sala onde cumpre pena. A defesa solicitou atendimento hospitalar, e Bolsonaro foi levado para exames, retornando à PF na sequência. Prisão preventiva e início do cumprimento da pena Bolsonaro havia permanecido em prisão domiciliar até novembro, sob monitoramento eletrônico, mas acabou tendo a medida revogada após violar determinações judiciais. Em 22 de novembro, foi preso preventivamente por ordem de Moraes, após tentativa de danificar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. Três dias depois, o STF concluiu o processo relacionado à tentativa de golpe e determinou o início do cumprimento da pena em regime fechado. Caso ainda gera movimentação política e jurídica Apesar das decisões já tomadas, o caso segue mobilizando aliados políticos, familiares e advogados do ex-presidente, que insistem na tese de que a condição de saúde de Bolsonaro justificaria a concessão de prisão domiciliar. Até o momento, no entanto, o Supremo mantém a execução da pena nos moldes definidos pelo relator. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Fiscalização no Centro faz ambulantes correrem contra o tempo para salvar mercadorias em Cuiabá
Trabalhadores ambulantes que utilizam o espaço entre as calçadas e o meio-fio como fonte de renda voltaram a enfrentar momentos de tensão no Centro de Cuiabá. Na manhã desta quarta-feira, o cenário foi marcado pelo barulho metálico de barracas sendo desmontadas às pressas, sacolas penduradas nos ombros e olhares atentos a cada esquina, na tentativa de evitar a apreensão das mercadorias. Vídeos registrados pela equipe do MT Urgente mostram a correria, o silêncio e o desespero de quem depende do comércio informal para garantir o sustento da família e não sabe para onde ir diante das ações de fiscalização. Ação no Calçadão e ruas centrais A movimentação ocorreu durante uma fiscalização da Secretaria Municipal de Ordem Pública (SORP), voltada ao combate à ocupação irregular das calçadas na região central da Capital. No Calçadão e em vias adjacentes, a cena se repetiu: ambulantes recolhendo rapidamente seus produtos enquanto fiscais percorriam o local, impedindo a permanência dos vendedores. As imagens mostram um grande número de trabalhadores descendo a Rua 13 de Junho carregando mercadorias, em uma tentativa de escapar da fiscalização e evitar prejuízos ainda maiores. Determinação legal e notificações prévias Segundo a Prefeitura de Cuiabá, a ação cumpre uma determinação legal que vem sendo adotada desde maio de 2025. À época, após notificações públicas aos ambulantes e seguindo recomendação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o município emitiu ordem para desocupação das calçadas e espaços públicos ocupados de forma irregular. Como alternativa, a gestão municipal iniciou, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico, o cadastramento de comerciantes interessados em se realocar para o Shopping da Orla. No entanto, o local passou a ser alvo de críticas por parte dos próprios ambulantes, que alegam baixo fluxo de pessoas e queda significativa nas vendas. Espaço liberado e resistência dos trabalhadores Em contrapartida, a Prefeitura liberou a Travessa Desembargador Lobo, lateral do Calçadão, como área destinada ao comércio livre dos ambulantes. Ainda assim, muitos trabalhadores afirmam que o espaço não comporta todos os vendedores e não garante visibilidade suficiente para manter o faturamento. Entre a lei e a sobrevivência A administração municipal sustenta que a ocupação das calçadas compromete a mobilidade urbana, dificulta a circulação de pedestres e fere o direito de ir e vir da população. Já os ambulantes alegam que a fiscalização, embora respaldada pela lei, coloca em risco a única fonte de renda de dezenas de famílias. Entre a norma e a necessidade, os trabalhadores informais seguem vivendo em constante estado de alerta, tentando equilibrar o cumprimento das regras com a urgência de garantir o sustento diário. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News Fonte: Gazenta Digital
“Até tem boa vontade, mas chegou cedo demais”: Wilson Santos critica falta de experiência de Abílio na Prefeitura de Cuiabá
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O deputado estadual Wilson Santos (PSD), que governou Cuiabá por dois mandatos, fez uma avaliação direta e crítica sobre a gestão do prefeito Abílio Brunini (PL). Em sua análise, Wilson reconhece a disposição do atual prefeito, mas afirma que Abílio chegou de forma precoce ao comando da Capital, sem a experiência necessária para exercer um cargo de tamanha complexidade. “Ele até tem boa vontade, ninguém questiona isso. Mas chegou muito cedo à Prefeitura. Nunca teve experiência executiva, nem na vida privada, nem na vida pública”, afirmou o parlamentar. Sem histórico de gestão executiva Segundo Wilson Santos, a principal fragilidade da atual gestão está na ausência de bagagem administrativa do prefeito antes de assumir o Palácio Alencastro. “Abílio nunca foi secretário municipal, nunca foi secretário de Estado, nunca presidiu uma autarquia ou órgão público. Isso faz muita diferença quando se assume uma prefeitura do tamanho de Cuiabá”, avaliou. Para o deputado, governar exige mais do que discurso e posicionamento político. Exige conhecimento técnico, vivência administrativa e capacidade de organização da máquina pública. Trajetória política marcada por turbulências Wilson também relembrou o histórico político de Abílio antes de chegar à Prefeitura, destacando que seus mandatos anteriores foram marcados por instabilidade. “Como vereador em Cuiabá, teve um mandato totalmente tumultuado. Chegou a ser cassado, ficou um período fora e depois retornou. Em seguida, foi para Brasília e fez um mandato de deputado federal igualmente conturbado”, afirmou. Na avaliação do parlamentar, essa trajetória não permitiu ao prefeito amadurecer um projeto administrativo consistente nem formar, ao longo do tempo, uma equipe técnica sólida. Reflexos na gestão: secretariado instável O deputado estadual também apontou que a falta de experiência executiva se reflete diretamente na condução da Prefeitura, especialmente na instabilidade do primeiro escalão. “A gestão já trocou mais de dez secretários. A SEMOB teve três, a Saúde dois, e só não chegou ao terceiro na Educação porque o deputado Daniel Monteiro recusou o convite. Isso mostra dificuldade em montar e manter equipe”, criticou. Para Wilson, essa rotatividade compromete a continuidade das políticas públicas e demonstra fragilidade na organização administrativa. “Governar é saber montar equipe” Ao encerrar, Wilson Santos relembrou um conselho que recebeu do ex-governador Dante de Oliveira após vencer as eleições municipais de 2004 — lição que, segundo ele, continua atual. “O Dante me disse algo que nunca esqueci: ‘Wilson, governar é saber montar equipe’. E é exatamente isso que está faltando hoje na Prefeitura de Cuiabá”, concluiu. A análise do deputado reforça uma leitura que ganha espaço nos bastidores políticos: boa vontade ajuda, mas não substitui experiência, preparo e capacidade de gestão — especialmente em uma capital que enfrenta desafios estruturais, financeiros e administrativos complexos. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News Veja o Vídeo:
Fim de incentivo do ISS amplia custo do comércio, pressiona empregos e deve chegar ao bolso do consumidor em 2026
O comércio e o setor de serviços de Cuiabá devem enfrentar um novo e significativo aumento de custos a partir de 2026. A decisão da Prefeitura de encerrar a política de isenção e incentivos fiscais do ISS (Imposto Sobre Serviços) para empresas instaladas no Distrito Industrial e em outros segmentos econômicos altera diretamente a estrutura de preços, amplia a carga tributária e tende a impactar empregos, investimentos e o consumo. Na prática, empresas que antes pagavam 2% de ISS passam a recolher 5%, o que representa um aumento real de até 67% na carga tributária para o setor de serviços — um dos que mais crescem e empregam na Capital. Como era antes Até o fim de 2025, empresas instaladas no Distrito Industrial contavam com incentivos fiscais como forma de estimular a atividade econômica, gerar empregos e manter competitividade. O modelo permitia: Redução da carga tributária; Estímulo à formalização; Expansão de serviços; Contratação de trabalhadores; Maior circulação de renda. O que muda agora Com a nova legislação homologada pelo prefeito Abilio Brunini no fim de 2025, o incentivo foi encerrado. Além do Distrito Industrial, outros setores também perderam benefícios, entre eles: Corretores de imóveis Loterias Cartórios Empresas de serviços diversos O impacto não fica restrito às empresas. A tendência é que o aumento seja repassado ao consumidor final, pressionando preços em um momento em que o mercado já enfrenta retração, queda no consumo e margens cada vez mais apertadas. Comércio já está no limite, avalia setor Em conversa com o MT Urgente, o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, foi direto ao avaliar o cenário. “Não sabemos exatamente qual será o impacto final para o consumidor, mas os preços devem subir. O empresário não vai conseguir absorver um aumento de 67% no ISS. Isso afeta diretamente a prestação de serviços e pode gerar outras consequências, como contenção de gastos e até demissões”, afirmou. Segundo ele, o comércio já atravessa um dos momentos mais difíceis dos últimos anos, pressionado por juros altos, crédito restrito, queda no poder de compra da população e aumento generalizado de custos operacionais. Impacto vai além dos preços Além do repasse ao consumidor, o fim dos incentivos pode gerar efeitos em cadeia: Redução de contratações; Demissões no setor de serviços; Menor capacidade de investimento; Recuo na abertura de novos negócios; Perda de competitividade frente a outras cidades. Macagnam alerta que políticas de incentivo não devem ser vistas como renúncia fiscal, mas como estratégia de desenvolvimento. “Quanto menor o peso tributário para o empresário, maior o impulso econômico. Isso gera mais empregos, amplia serviços, movimenta a economia e, no final, aumenta a arrecadação”, explicou. Isenção realocada, mas impacto permanece A Prefeitura informou que a isenção do ISS será direcionada ao Centro Histórico de Cuiabá, com validade até 2032, como forma de estimular a revitalização da região. No entanto, o setor produtivo avalia que a medida não compensa o impacto causado no restante da cidade, especialmente no Distrito Industrial e no setor de serviços. Um presente amargo para 2026 Com a economia fragilizada, o comércio em alerta e o consumidor sentindo os reflexos no bolso, o fim da isenção do ISS surge como mais um desafio em um cenário já delicado. Empresários defendem diálogo, revisão gradual e políticas que preservem empregos e a atividade econômica. Enquanto isso, o mercado tenta se adaptar — e o consumidor, mais uma vez, deve pagar a conta. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Lula lidera, mas o recado das urnas é claro: crise, desgaste e um Brasil em alerta para 2026
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A primeira pesquisa Genial/Quaest de 2026 não deve ser lida apenas como um levantamento de intenção de voto. Ela funciona como um termômetro do humor social e ajuda a compreender como o eleitor está enxergando o país neste momento — em meio à crise econômica, à polarização política e à busca por alternativas de poder. A fotografia atual mostra o presidente Lula na liderança, mas também revela um governo pressionado, uma oposição em reorganização e um eleitor cada vez mais crítico, menos fiel e mais influenciado pelo que sente no dia a dia. Um governo que lidera, mas é avaliado com cautela A avaliação do governo segue travada em empate técnico: 47% aprovam e 49% desaprovam. O dado isolado já indica equilíbrio, mas o recorte mais importante está nos eleitores independentes, grupo decisivo em qualquer eleição presidencial. Entre esses eleitores, a desaprovação chega a 53%, enquanto a aprovação recua para 38%. Esse movimento ajuda a explicar um fenômeno central do momento político: Lula lidera a corrida eleitoral, mas não empolga a maioria da população. A leitura que se faz é que parte do eleitorado separa o “voto possível” do “governo ideal”. O presidente aparece como nome conhecido, testado e com capital político, mas enfrenta desgaste acumulado. Economia real molda a percepção popular O pano de fundo desse desgaste está na economia do cotidiano. Mesmo com discursos técnicos e indicadores macroeconômicos, o eleitor reage ao que sente no bolso: preços elevados, crédito caro, consumo travado e incerteza. Outro fator que influencia diretamente esse sentimento é a frustração de categorias estratégicas, como o funcionalismo público. O reajuste linear de 9% concedido pelo governo federal foi visto por muitos servidores como insuficiente para recompor perdas inflacionárias acumuladas. Professores, em especial, manifestaram sensação de desprestígio, o que ajuda a explicar a perda de apoio em segmentos historicamente próximos ao PT. Esse contexto se reflete em um dado simbólico da pesquisa: 56% afirmam que Lula não merece um novo mandato, mesmo com o presidente liderando todos os cenários de intenção de voto. Lula vence hoje, mas as margens mostram alerta Nas simulações de primeiro turno, Lula aparece com 35% a 40% das intenções de voto, liderando com relativa folga. Já no segundo turno, vence todos os adversários testados, porém com diferenças que começam a diminuir. O cenário mais apertado é contra Tarcísio de Freitas, com apenas cinco pontos de vantagem. Em relação a Flávio Bolsonaro, a diferença é maior, mas também caiu em comparação a levantamentos anteriores. Isso indica que, embora Lula seja favorito hoje, o cenário está longe de estar definido. A oposição começa a se organizar — mas ainda busca um caminho claro A pesquisa mostra que Flávio Bolsonaro se consolidou como o principal nome da oposição no primeiro turno. Ele aparece de forma consistente em segundo lugar e começa a avançar inclusive entre eleitores da direita não bolsonarista. Ao mesmo tempo, Flávio ainda enfrenta alta rejeição, o que limita sua competitividade em um segundo turno mais amplo. Já Tarcísio surge como o nome que melhor dialoga com eleitores fora do campo ideológico mais duro. Seu crescimento entre independentes e na direita não bolsonarista indica que parte do eleitorado busca uma alternativa menos polarizadora, capaz de disputar o centro político. O fator Bolsonaro e o peso da polarização Um dado importante da pesquisa ajuda a entender o tabuleiro: a maioria dos eleitores acredita que Lula venceria com mais facilidade se o adversário for alguém da família Bolsonaro. A rejeição ao bolsonarismo ainda funciona como um freio para parte do eleitorado. Por outro lado, quando a oposição é representada por um nome fora do núcleo familiar Bolsonaro, a disputa passa a ser vista como mais equilibrada. Isso explica por que governadores como Tarcísio ganham relevância estratégica nos bastidores. O cenário hoje — e o que pode acontecer O que se desenha neste início de ano eleitoral é um país: cansado da polarização, mas ainda preso a ela; crítico em relação ao governo, mas sem uma alternativa amplamente consensual; atento à economia real e menos tolerante a promessas. Lula lidera, mas governa sob cobrança constante.A oposição cresce, mas ainda não decidiu quem será seu rosto definitivo. A eleição de 2026, portanto, está aberta. E mais do que definir o próximo presidente, ela pode reposicionar forças políticas e projetar o cenário até 2030. Hoje, este é o retrato do momento. Amanhã, com mudanças econômicas, alianças e narrativas, o cenário pode se transformar rapidamente — porque, em política, a percepção do povo muda antes dos números.
Henri Castelli deixa o BBB 26 após crise convulsiva; entenda o que aconteceu
O ator Henri Castelli deixou o BBB 26 após sofrer duas crises convulsivas dentro do reality show. A saída foi confirmada pela produção do programa, que informou que a decisão ocorreu por orientação médica, visando a segurança do participante. O que aconteceu dentro do BBB Henri participava da prova do líder quando sofreu a primeira convulsão. Ele foi atendido imediatamente pela equipe médica do programa e encaminhado a um hospital, onde passou por exames. Após avaliação inicial, o ator chegou a ser liberado para retornar ao confinamento, mas, pouco tempo depois, apresentou uma segunda convulsão. Diante da reincidência do quadro, os médicos optaram pela internação e recomendaram sua saída definitiva do reality. O que é uma convulsão? Segundo o Ministério da Saúde, a convulsão ocorre quando há uma atividade elétrica anormal no cérebro, funcionando como uma espécie de “curto-circuito” temporário no sistema nervoso. Esse distúrbio pode provocar: contrações musculares involuntárias; movimentos desordenados; perda de consciência; quedas e risco de ferimentos. O que dizem os especialistas A neurologista Taíssa Ferrari Marinho, especialista em epilepsia e neurofisiologia clínica, explica que a convulsão é uma das formas mais conhecidas de crise epiléptica justamente por ser muito visível. “O paciente perde a consciência, não responde, pode cair no chão e apresenta movimentos rítmicos nos braços e pernas. A crise geralmente dura entre 1 e 2 minutos. Durante esse período, a pessoa não consegue se proteger, o que pode causar quedas e machucados”, explica a médica. Já a neurologista Camila Hobi, do Hospital do Servidor Público Estadual, detalha que nem toda crise convulsiva acontece da mesma forma. “A convulsão é uma alteração da atividade elétrica do cérebro. Dependendo da área afetada, o paciente pode permanecer consciente ou não. A crise tônico-clônica generalizada, mais associada ao termo convulsão, causa perda de consciência, abalos nos membros e, após o episódio, sonolência ou confusão”, afirma. Por que a saída foi necessária? Especialistas destacam que duas crises em curto intervalo de tempo aumentam o risco de novos episódios, o que exige acompanhamento médico contínuo, uso de medicação e repouso — condições incompatíveis com a rotina intensa do BBB. Por isso, a produção do programa seguiu a recomendação médica e optou pela retirada do ator, priorizando sua saúde e segurança.