Uma declaração feita neste sábado (3) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou forte repercussão internacional e acendeu um alerta máximo na América Latina. Em publicação em rede social, Trump afirmou que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e que o presidente venezuelano Nicolás Maduro teria sido capturado e retirado do país por via aérea, juntamente com sua esposa. Segundo o presidente norte-americano, a operação teria sido conduzida em conjunto com forças de segurança dos Estados Unidos. No entanto, Trump não informou para onde Maduro e sua esposa teriam sido levados, nem apresentou detalhes operacionais, como local exato da captura ou se houve participação de aliados internacionais. Até o momento, o governo dos Estados Unidos não divulgou comunicado oficial adicional, limitando-se à declaração do presidente. Governo venezuelano reage e pede “prova de vida” A reação do governo da Venezuela foi imediata. A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que não sabe onde está Nicolás Maduro e exigiu formalmente que o governo americano apresente uma prova de vida do presidente. A declaração reforça o clima de incerteza e tensão política no país, além de levantar dúvidas sobre a veracidade e o alcance real da afirmação feita por Trump. Explosões e clima de tensão em Caracas Enquanto as declarações ganhavam repercussão internacional, a capital venezuelana, Caracas, viveu uma madrugada de forte tensão. De acordo com a Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em diferentes pontos da cidade, em um intervalo aproximado de 30 minutos. Moradores de vários bairros relataram: Tremores após as explosões Barulho intenso de aeronaves, incluindo voos em baixa altitude Correria nas ruas e fechamento de comércios Além disso, parte de Caracas ficou sem energia elétrica, especialmente nas imediações da base aérea de La Carlota, localizada no sul da capital. Vídeos mostram fumaça e movimentação militar Imagens que circulam nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves sobrevoando Caracas durante a madrugada. Embora os vídeos ainda estejam sendo verificados por agências independentes, eles reforçam o cenário de instabilidade descrito por moradores e pela imprensa internacional. Até o momento, não há confirmação oficial sobre vítimas, danos estruturais ou controle total da situação pelas autoridades locais. Comunidade internacional acompanha com cautela O suposto ataque e a alegada captura de um chefe de Estado em exercício representam um fato de extrema gravidade no cenário geopolítico, com potencial de gerar consequências diplomáticas, econômicas e militares. Especialistas alertam que: Uma ação direta dos EUA na Venezuela pode escalar tensões regionais O episódio pode provocar instabilidade nos mercados internacionais, especialmente no setor de energia A falta de informações oficiais aumenta o risco de desinformação e pânico Organismos internacionais ainda não se pronunciaram formalmente, e a situação segue em rápida evolução. O que ainda precisa ser esclarecido Apesar das declarações e dos relatos de explosões, diversas perguntas seguem sem resposta: Nicolás Maduro foi de fato capturado? Onde ele está? Houve autorização internacional ou respaldo legal para a operação? Qual é a situação real do controle político e militar na Venezuela neste momento? As próximas horas devem ser decisivas para confirmar os fatos e dimensionar o impacto do que pode ser um dos episódios mais graves da política internacional recente. A matéria segue em atualização, conforme novas informações forem confirmadas por fontes oficiais e agências internacionais. veja o vídeo:
Contribuintes podem trocar pontos do Nota MT por desconto no IPVA 2026
Os contribuintes que solicitaram a inclusão do CPF nas notas fiscais ao longo de 2025, estão cadastrados no Nota MT e possuem veículo licenciado em Mato Grosso podem utilizar os pontos acumulados no programa para obter desconto no IPVA de 2026. O desconto pode ser de R$ 100 ou de 10% sobre o valor do IPVA, limitado a R$ 700, sendo aplicado automaticamente pelo sistema na opção mais vantajosa para o cidadão. O benefício ainda é cumulativo com os descontos previstos no calendário do IPVA para pagamento à vista. “O desconto no IPVA é uma forma de reconhecer o cidadão que pede a nota fiscal e participa do Nota MT. Ao exigir o CPF na nota, o contribuinte fortalece a cidadania fiscal e ainda transforma esse hábito em economia direta no IPVA”, destacou o secretário adjunto Projetos Estratégicos, Vinícius Simioni. O resgate dos pontos deve ser feito pelo site ou aplicativo do Nota MT e precisa ser realizado até dois dias antes do vencimento do IPVA. Após a solicitação, o desconto é processado em poucos minutos. Além do desconto no IPVA, quem participa do Nota MT tem acesso a outros benefícios, como a participação em sorteios mensais com prêmios de até R$ 100 mil e o uso da ferramenta Menor Preço, que auxilia o cidadão a comparar valores e encontrar o menor preço de produtos no comércio local. O programa também possui um importante lado social ao permitir que o usuário cadastrado indique uma entidade beneficente. Ao ser sorteado, a instituição indicada também recebe 20% do valor do prêmio. IPVA 2026 De acordo com o calendário divulgado pela Secretaria de Fazenda de Mato Grosso, o vencimento do IPVA 2026 está distribuído entre os meses de março e maio, conforme o final da placa do veículo. O imposto pode ser quitado à vista, com descontos de 5% ou 3%, ou parcelado em até oito vezes.
2026: o ano em que o Brasil escolhe caminhos — e paga a conta das escolhas
Alex RabeloJornalista e analista político O início de um novo ano sempre carrega expectativas. Mas 2026 não é um ano comum. É um período em que decisões políticas, sinais econômicos e comportamento do mercado se cruzam de forma intensa, afetando diretamente empresas, investidores, trabalhadores e consumidores. Mais do que fazer previsões otimistas ou alarmistas, o momento exige análise, leitura de cenário e reflexão. Estamos diante de um ano que tende a ser determinante para o futuro do país — e também para quem vive do comércio, do setor imobiliário e da economia real. Um ano eleitoral que vai além dos nomes Em 2026, o eleitor brasileiro não escolherá apenas um presidente. Estarão em jogo os governos estaduais, a renovação do Congresso Nacional, com deputados estaduais, deputados federais e dois terços do Senado. Isso significa que o resultado das urnas terá impacto direto sobre orçamento, leis, investimentos, políticas públicas e estabilidade institucional. Governadores definem prioridades regionais, infraestrutura, segurança e ambiente para novos negócios. Deputados federais e senadores influenciam reformas, regras fiscais, teto de gastos, impostos e o próprio equilíbrio entre os Poderes. Ou seja: o voto de 2026 não é simbólico, é estrutural. A grande reflexão é se o eleitor fará escolhas baseadas apenas em discursos e emoções ou se olhará para projetos, histórico e capacidade de entrega. Em anos eleitorais, a narrativa costuma ser barulhenta, mas as consequências são silenciosas — e duradouras. Economia: cautela ainda é a palavra-chave Do ponto de vista econômico, 2026 começa sob o impacto de juros elevados, que continuam sendo o principal freio do crescimento. A taxa Selic encerrou 2025 em patamar alto, e embora o mercado projete cortes ao longo de 2026, esse movimento tende a ser gradual. Isso significa que: O crédito continua caro; O consumo cresce com dificuldade; Investimentos exigem mais planejamento e menos impulso. Há projeções moderadas de crescimento do PIB, algo próximo de 2%, o que indica avanço, mas longe de um cenário de euforia. Em ano eleitoral, existe pressão por medidas que aqueçam a economia, ao mesmo tempo em que o Banco Central e o mercado seguem atentos à inflação e ao risco fiscal. Esse equilíbrio será decisivo para definir se 2026 será apenas um ano de transição ou o início de uma retomada mais consistente. O varejo em 2026: sobreviver bem é tão importante quanto crescer Para o varejo e os lojistas, 2026 não deve ser um ano fácil — mas pode ser um ano estratégico. Com juros altos, o consumidor fica mais seletivo, pensa mais antes de comprar e compara mais preços. Nesse cenário, o crescimento não virá apenas do volume de vendas, mas da qualidade da gestão. Controle de estoque, negociação com fornecedores, campanhas bem planejadas e comunicação eficiente passam a ser diferenciais reais. Outro ponto relevante é o fator emocional do consumo. Em anos eleitorais, o noticiário político influencia o humor do consumidor. Oscilações no mercado, discursos mais duros e incertezas podem travar decisões de compra. O lojista que entender esse comportamento e trabalhar relacionamento, confiança e posicionamento de marca tende a sair na frente. Mercado imobiliário: comprar, vender ou esperar? O setor imobiliário segue diretamente ligado ao comportamento dos juros. Financiamento caro limita o acesso ao crédito e reduz o número de compradores. Ainda assim, 2026 pode apresentar janelas de oportunidade. Para quem compra, especialmente com entrada maior ou visão de longo prazo, momentos de mercado mais frio costumam gerar melhores negociações. Para quem vende, o desafio será precificar corretamente e entender que o comprador estará mais exigente. Já para quem pensa em construir, o cenário exige atenção redobrada. O custo do capital elevado pressiona projetos e margens. A tendência é que o setor continue ativo, mas mais seletivo, priorizando imóveis com maior liquidez, planejamento rigoroso e público bem definido. Se os juros começarem a cair de forma consistente ao longo do ano, o segundo semestre pode trazer sinais mais positivos. Caso contrário, o mercado segue andando, porém com passos curtos e cautelosos. O que 2026 nos pede como sociedade Olhando o cenário político, econômico e setorial, 2026 se apresenta como um ano que exige prudência, consciência e responsabilidade. Não será um período de soluções mágicas, mas de escolhas que moldam o médio e longo prazo. Empresários precisarão planejar mais e arriscar menos. Consumidores tendem a gastar com mais critério. E o eleitor terá nas mãos decisões que vão muito além de um mandato: elas influenciam o ambiente econômico, o crédito, os impostos e a estabilidade do país. A pergunta que fica é simples, mas profunda:estamos escolhendo caminhos ou apenas reagindo ao momento? 2026 será, acima de tudo, um teste de maturidade — política, econômica e social.
Jair Bolsonaro: o líder que resgatou o patriotismo e mudou definitivamente o eixo da política brasileira
Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político Poucos nomes da história recente do Brasil provocaram tamanha transformação no comportamento político da população quanto Jair Messias Bolsonaro. Mais do que presidente, Bolsonaro se tornou um marco geracional, um divisor de águas entre um Brasil apático politicamente e um país que voltou a discutir poder, Estado, liberdade, valores e identidade nacional. Das Forças Armadas à política Jair Bolsonaro nasceu em 21 de março de 1955, em Glicério, interior de São Paulo. Ingressou na carreira militar, formou-se na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e chegou ao posto de capitão do Exército Brasileiro. Ainda na vida militar, já demonstrava perfil crítico, direto e avesso a hierarquias políticas tradicionais. Sua entrada na política ocorreu no final dos anos 1980, em um Brasil recém-saído da ditadura e mergulhado em instabilidade institucional. Vereador e deputado federal por quase três décadas Em 1988, Bolsonaro foi eleito vereador do Rio de Janeiro, exercendo mandato entre 1989 e 1990. No ano seguinte, deu início a uma longa trajetória no Congresso Nacional. De 1991 a 2018, Jair Bolsonaro foi deputado federal por sete mandatos consecutivos, representando o estado do Rio de Janeiro. Durante quase 30 anos, construiu uma imagem de parlamentar combativo, defensor das Forças Armadas, da segurança pública, da liberdade individual e crítico do sistema político tradicional. Por muitos anos foi tratado como figura marginal no Congresso. Mas o que parecia isolamento político revelou-se, com o tempo, conexão direta com uma parcela silenciosa da sociedade brasileira. A eleição de 2018 e a facada que mudou o país O ano de 2018 entrou para a história. Durante a campanha presidencial, Bolsonaro crescia nas pesquisas com um discurso duro contra corrupção, sistema político, aparelhamento do Estado e criminalidade. Em 6 de setembro de 2018, em Juiz de Fora (MG), Jair Bolsonaro foi vítima de um atentado a faca, em um episódio que chocou o Brasil e o mundo. A tentativa de assassinato quase lhe custou a vida. Foram múltiplas cirurgias, internações prolongadas e sequelas que ele carrega até hoje. A facada não interrompeu sua candidatura — impulsionou um movimento popular. Milhões de brasileiros passaram a ver em Bolsonaro não apenas um candidato, mas alguém que simbolizava resistência contra um sistema que eles rejeitavam. Em outubro de 2018, Jair Bolsonaro foi eleito Presidente da República, com mais de 57 milhões de votos. Presidente do Brasil (2019–2022) Bolsonaro assumiu a Presidência em 1º de janeiro de 2019, liderando um governo marcado por rupturas com práticas tradicionais. Seu mandato foi caracterizado por: Defesa aberta de pautas conservadoras Valorização da liberdade econômica Autonomia do Banco Central Avanços em infraestrutura e logística Reformas estruturais, como a Reforma da Previdência Redução do tamanho do Estado em diversos setores Reforço ao discurso de soberania nacional Foi também um governo de enfrentamentos intensos: com a imprensa tradicional, com o Judiciário, com setores da política e durante a pandemia da Covid-19 — um período que acentuou ainda mais a polarização nacional. O slogan que virou identidade nacional Poucos líderes conseguiram transformar um slogan em símbolo cultural. “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” A frase ultrapassou campanhas eleitorais. Virou grito de torcida, refrão de músicas, palavra de ordem em manifestações, presença constante em shows, estádios, carreatas, eventos religiosos e atos cívicos. O verde e amarelo, antes restrito à Copa do Mundo, voltou às ruas. A bandeira nacional passou a ser exibida com orgulho em fachadas de lojas, sacadas de prédios, residências, carros e espaços públicos. Bolsonaro resgatou o patriotismo, algo que havia sido esvaziado ao longo de décadas. Ele devolveu ao brasileiro comum o sentimento de pertencimento à nação. A eleição de 2022 e a consolidação de um legado Em 2022, Jair Bolsonaro disputou a reeleição e foi derrotado por margem apertada. Ainda assim, saiu do processo como o líder político com a maior base popular organizada da direita brasileira. Mesmo fora da Presidência, Bolsonaro permaneceu como principal referência política de milhões de brasileiros. Seu nome segue presente no debate público, em manifestações, nas redes sociais e no imaginário popular. Saúde fragilizada, resistência intacta Desde a facada de 2018, Bolsonaro enfrentou uma sequência de problemas de saúde, incluindo obstruções intestinais, cirurgias complexas e internações recorrentes. Ainda assim, manteve agenda pública, viagens, atos políticos e participação direta no debate nacional. Um líder que transcende cargos Jair Bolsonaro pode ser analisado sob muitas óticas, mas há um ponto incontestável:ele mudou a relação do povo com a política. Fez o brasileiro entender que política define rumos. Que votar importa. Que escolher representantes é decisivo. Que símbolos nacionais têm valor. Que amar o país não é vergonha. Esse legado não se encerra em mandatos, decisões judiciais ou eleições.Ele transcende gerações. A direita brasileira, antes fragmentada e silenciosa, ganhou voz, identidade e organização. E isso, goste-se ou não, é um fato histórico. O Brasil pós-Bolsonaro é um país politicamente desperto.E esse despertar não tem volta.
Buscas entram no 4º dia por piloto e turista desaparecidos após naufrágio no Lago do Manso
As equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso retomaram, na manhã desta quarta-feira (31), as buscas pelo piloto Vando Celso de Almeida, de 64 anos, e pelo turista Lucas Yerdliska, desaparecidos após o naufrágio de uma lancha no Lago do Manso, ocorrido na noite de domingo (28). A operação chega ao quarto dia consecutivo sem localização das vítimas. Os trabalhos haviam sido interrompidos ao anoitecer de terça-feira (30), devido às condições de visibilidade, e foram retomados nas primeiras horas da manhã. De acordo com o major Sabóia, do Corpo de Bombeiros, a área de busca está concentrada em um raio de aproximadamente um quilômetro a partir da margem, onde ocorreu o acidente. A força-tarefa mobiliza helicópteros, embarcações, mergulhadores especializados e equipamentos de sonar, utilizados para varredura subaquática. Durante a tarde de terça-feira, um ponto identificado pelo sonar chegou a levantar a hipótese de ser a embarcação naufragada, mas a possibilidade foi descartada após mergulhos no local. “Pela imagem do sonar, dava a entender que poderia ser uma embarcação, mas após a verificação subaquática isso não se confirmou”, explicou o major. Dificuldades nas buscas O Lago do Manso possui profundidade média de cerca de 20 metros, mas em alguns trechos o fundo é ainda mais profundo, com grande concentração de sedimentos. Segundo os bombeiros, quanto maior a profundidade, pior é a visibilidade, devido à baixa incidência de luz solar e à suspensão de lama e resíduos no fundo, o que dificulta o trabalho dos mergulhadores. Com aproximadamente 470 km² de área, o lago é formado pela Usina Hidrelétrica de Manso, nos rios Manso e da Casca. Apesar de ser um importante ponto turístico entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães, o local não possui unidade fixa do Corpo de Bombeiros, o que exige deslocamento de equipes especializadas para operações desse porte. O acidente O naufrágio ocorreu por volta das 19h30 de domingo, quando a lancha foi atingida por um vendaval repentino, que provocou ondas fortes e instabilidade na embarcação. Além do piloto e do turista desaparecidos, estavam na lancha um casal e dois filhos pequenos. A mãe, Camila Mazzaron, e um bebê de menos de dois anos foram resgatados ainda na noite do acidente. Já o filho mais velho, que utilizava colete salva-vidas, conseguiu nadar até a margem e pedir ajuda a moradores da região. Moradora de Arapongas (PR), Camila relatou que as condições climáticas mudaram de forma abrupta. “O céu estava limpo e a água calma quando saímos. De repente, veio muito vento, muita onda, e o barco virou. Foi tudo muito rápido”, contou. As buscas seguem sem previsão de encerramento, e o Corpo de Bombeiros reforça que os trabalhos continuarão enquanto houver condições técnicas e operacionais.
“Aposentados” da política voltam ao jogo em 2026: quem retorna forte e quem pode surpreender em Mato Grosso?
Por Alex RabeloJornalista e Analista Político A eleição de 2026 em Mato Grosso começa a ganhar contornos bem antes do calendário oficial. Nos bastidores, nomes que dominaram o cenário político em um passado recente voltaram a se movimentar, articulando candidaturas, buscando alianças e reacendendo um debate inevitável: os caciques da política estadual vão retomar espaço ou o eleitor abrirá caminho para novas lideranças? Reuniões no interior, articulações partidárias, conversas com lideranças regionais e presença cada vez mais ativa nas redes sociais indicam que o tabuleiro eleitoral já está em movimento. Ao menos cinco nomes de peso, que estiveram fora do jogo após derrotas nas urnas ou afastamento político, trabalham abertamente projetos eleitorais mirando cargos legislativos — Assembleia Legislativa, Câmara Federal e Senado. Pedro Taques tenta novo retorno ao Senado Entre os principais nomes está o ex-governador Pedro Taques, agora filiado ao PSB. Com aval da cúpula nacional do partido, Taques se coloca como pré-candidato ao Senado, cargo que já ocupou antes de assumir o governo do Estado. Após deixar o Palácio Paiaguás, tentou retornar à política, mas acabou barrado pelas urnas. Agora, aposta em um novo discurso, em alianças estratégicas e no argumento da experiência para tentar recuperar protagonismo em um cenário político bem diferente daquele que o elegeu no passado. Nilson Leitão busca retomada na Câmara Federal Outro veterano que tenta voltar ao Congresso Nacional é o ex-deputado federal Nilson Leitão. Histórico nome do PSDB em Mato Grosso, foi prefeito de Sinop por dois mandatos e teve atuação de destaque em Brasília. Leitão está afastado da política desde 2020, quando foi derrotado na eleição suplementar ao Senado, repetindo o revés de 2018, quando integrou a mesma chapa de Pedro Taques. Recentemente, assumiu a presidência estadual do PP e deve disputar uma das oito vagas da Câmara Federal, apostando na reorganização partidária e no capital político construído ao longo dos anos. Neri Geller muda de partido e volta à disputa O ex-deputado federal Neri Geller também se movimenta para retornar ao Legislativo federal. Após disputar o Senado em 2022 sem sucesso, deixou o PP e se filiou ao Republicanos. Em 2026, Geller buscará novamente uma cadeira na Câmara Federal, apoiado principalmente por bases ligadas ao agronegócio e ao setor produtivo, onde sempre manteve forte interlocução. Mauro Savi e Wagner Ramos querem retomar espaço na ALMT Na esfera estadual, dois nomes conhecidos reaparecem no cenário político: Mauro Savi e Wagner Ramos, ex-deputados estaduais que deixaram a vida pública após o impacto das delações do ex-governador Silval Barbosa, episódio que provocou um verdadeiro “tsunami” na Assembleia Legislativa. Após regularizarem suas pendências com a Justiça, ambos agora tentam reconstruir suas trajetórias políticas e disputar uma das 24 vagas da Assembleia Legislativa de Mato Grosso em 2026. Experiência x renovação: o discurso que vem aí O retorno desses nomes tradicionais reacende um dilema que deve marcar a próxima eleição: experiência ou renovação?Tudo indica que o eleitor será novamente colocado diante de discursos simplificados, como: “Velha política x nova política” “Caciques x renovação” “Direita x esquerda” Essas narrativas tendem a dominar o debate, principalmente nas redes sociais, mas também carregam o risco de empobrecer a discussão sobre propostas concretas para áreas como saúde, segurança, infraestrutura, desenvolvimento econômico e qualidade de vida. A pergunta que pode definir a eleição Diante desse cenário, cresce a importância de uma reflexão mais profunda por parte do eleitor: Antes de escolher entre o “novo” ou o “experiente”, não seria mais relevante analisar a trajetória, as propostas e a capacidade real de entrega de cada candidato? Mais do que rótulos ideológicos ou discursos prontos, a eleição de 2026 pode ser definida por quem conseguir demonstrar preparo, compromisso e condições reais de fazer algo pelo povo mato-grossense. O fato é que o jogo começou. E Mato Grosso caminha para uma das disputas mais simbólicas dos últimos anos, onde o passado tenta se reinventar, o presente se reorganiza e o futuro ainda está em aberto.
Motociclista morre após perder controle da moto na Avenida das Torres, em Cuiabá
O motociclista Wellington Ferraz da Silva Costa, de 37 anos, morreu na madrugada desta terça-feira (30) após sofrer um acidente na Avenida das Torres, em Cuiabá. Ele conduzia uma motocicleta Yamaha Fazer quando perdeu o controle do veículo e caiu na pista. De acordo com informações da Polícia Civil, o acidente ocorreu por volta da 1h, no sentido centro–bairro da avenida. A vítima teria passado sobre um tachão de sinalização, conhecido como “tartaruga”, momento em que perdeu o equilíbrio e caiu no asfalto. A Polícia Militar foi a primeira a atender a ocorrência e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constatou o óbito ainda no local. O trecho foi imediatamente isolado para os trabalhos da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Segundo relatos de testemunhas, Wellington havia participado momentos antes de uma confraternização de final de ano da empresa de segurança em que trabalhava. Ainda conforme essas informações, ele teria consumido bebida alcoólica durante o evento, dado que será apurado pelas autoridades no curso da investigação. A equipe da Politec realizou os procedimentos periciais necessários para esclarecer a dinâmica do acidente. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia. As circunstâncias do acidente seguem sob investigação.
Enfermeiro de 29 anos é encontrado morto em casa em Várzea Grande; Polícia Civil investiga o caso
O enfermeiro Michael Felicio da Silva, 29 anos, servidor da rede municipal de Saúde de Cuiabá, foi encontrado morto dentro de sua residência, em Várzea Grande, na noite de domingo (28). As circunstâncias da morte ainda não foram divulgadas, e o caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso. De acordo com as primeiras informações, equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) estiveram no local para realizar os exames necessários e coletar evidências que possam ajudar a esclarecer o que ocorreu. Após os trabalhos periciais, o corpo foi liberado para os procedimentos fúnebres. Profissional dedicado e reconhecido pela humanização Michael era natural de Várzea Grande e atuava na enfermagem desde 2021. Atualmente, exercia suas funções na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Colegas de profissão destacam que o enfermeiro era conhecido pelo atendimento humanizado, pela dedicação aos pacientes e pela competência técnica. Sua atuação na saúde pública deixou marcas positivas em pacientes e equipes. Prefeitura de Cuiabá emite nota de pesar O prefeito Abilio Brunini (PL) manifestou pesar pela morte do servidor. A nota também foi assinada pela primeira-dama, Samantha Iris, pela secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, e pelo diretor-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), Israel Paniago. “Neste momento de dor, manifestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho, desejando conforto e força para enfrentar a perda.” A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar a causa da morte e entender as circunstâncias em que o enfermeiro foi encontrado. A matéria será atualizada assim que novas informações forem confirmadas pelas autoridades.
IPVA 2026 poderá ser pago com desconto à vista ou parcelado em até oito vezes
Os proprietários de veículos licenciados em Mato Grosso já podem se programar para o pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2026, que poderá ser quitado à vista, com desconto de 5% ou 3%, ou parcelado em até 8 vezes. Conforme calendário divulgado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz), as datas vencimento serão nos meses de março, abril e maio, de acordo com o final da placa do veículo Para veículos com placas terminadas em 1, 2, 3 e 4, o vencimento será no mês de março de 2026. Pagamentos realizados até dia 10 terão desconto de 5%, e até dia 20, redução de 3%. O pagamento sem desconto ou da primeira parcela deverá ser efetuado até 31 de março. Os veículos com placas de finais 5, 6 e 7 terão vencimento em abril, com desconto de 5% para pagamentos feitos até 10 e de 3% até o dia 20. O prazo para pagamento sem desconto ou da primeira parcela será até 30 de abril. Para placas terminadas em 8, 9 e 0, o prazo com desconto de 5% será até 11 de maio, e o desconto de 3% valerá até 20 de maio. O pagamento sem desconto ou a primeira parcela poderá ser efetuado até 29 de maio. Nos casos de parcelamento, o contribuinte deve se atentar ao valor mínimo da parcela que deve ser de 25% da UPF-MT vigente no mês da formalização. Além disso, as parcelas são mensais e consecutivas, com vencimento sempre no final de cada mês. Além das opções de pagamento previstas no calendário, os contribuintes cadastrados no Nota MT podem obter abatimento adicional de até 10% no valor do IPVA, limitado a R$ 700. O benefício é válido independentemente da forma de pagamento escolhida e pode ser acumulado com os demais descontos. Como pagar As guias para pagamento estarão disponíveis a partir de 1º de janeiro de 2026 no site da Sefaz. Os proprietários poderão emitir o documento utilizando o número do Renavam ou o chassi do veículo. Ao acessar o site para emissão dos boletos, é importante que o cidadão verifique se o endereço é o oficial da Sefaz (www.sefaz.mt.gov.br), a fim de evitar golpes, comuns neste período de pagamento do tributo. A orientação é digitar diretamente o endereço do site no navegador, evitando o uso de buscadores para acessar o serviço. Em caso de dúvidas, os contribuintes podem buscar orientação junto aos canais de atendimento da Sefaz, disponíveis na opção Fale Conosco do portal da secretaria.
Com Hospital Central em funcionamento, Júlio Campos alerta: “Santa Casa não pode cair no esquecimento; o governo tem dinheiro e deve agir”
Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) voltou a acender o debate sobre o futuro do Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá, após duas tentativas de leilão fracassarem sem receber sequer um lance. Com a recente inauguração do Hospital Central, pelo Governo do Estado, o parlamentar teme que a Santa Casa — uma instituição quase tricentenária e historicamente fundamental para a saúde pública — seja abandonada e perca sua função social, especialmente na área de oncologia, um dos atendimentos mais sensíveis para a população de baixa renda. Segundo Júlio, não há justificativa para que o governo protele uma solução. Ele afirma que Mato Grosso vive um período de robustez fiscal, com arrecadação recorde, o que permitiria ao Estado assumir o hospital sem comprometer o orçamento. “O governo tem dinheiro; não podemos abandonar um patrimônio histórico” Em entrevista à imprensa, Júlio foi direto: “Não é porque inaugurou o Hospital Central, uma obra belíssima que merece aplausos, que vamos esquecer a bandeira do não fechamento da Santa Casa.Queremos a continuidade da Santa Casa. Não pode um patrimônio histórico ser abandonado num Estado rico. Pessoas humildes precisam da oncologia, não pode fechar cinco ou seis centros cirúrgicos.” A fala do deputado reflete um sentimento compartilhado por profissionais da saúde, pacientes e lideranças comunitárias que temem perder uma unidade tradicional, responsável por milhares de atendimentos ao longo de décadas. Parcerias para salvar a Santa Casa Júlio Campos também defendeu que a solução pode vir por meio de parcerias entre município, Estado, União e até planos de saúde, garantindo sustentabilidade financeira e preservando a função social da instituição. “O que está lá pode ser continuado, seja parceria municipal, estadual ou federal. Não podem demolir. É uma área tombada como patrimônio. Falta diálogo e bom senso. O Mauro é turrão, mas no final ele acerta. Por que não acertar com planos de saúde?” Leilões fracassados e impasse jurídico Desde setembro, duas tentativas de leilão foram realizadas: Primeira avaliação: R$ 78,2 milhões Segunda avaliação: R$ 39,1 milhões Nenhum interessado apresentou proposta, mesmo com prioridade de compra garantida à União, ao Governo de Mato Grosso e à Prefeitura de Cuiabá. O prédio permanece sob responsabilidade do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), por conta de dívidas trabalhistas da antiga administração. Por ser patrimônio tombado, não pode ter sua fachada modificada ou ser demolido, o que reforça a necessidade de preservação e reutilização adequada. Importância social e risco de apagamento histórico A Santa Casa é mais que um prédio: representa 300 anos de história, formação de profissionais, atendimento beneficente e contribuição direta à saúde da população mais vulnerável. Em um momento em que o Estado registra alta demanda por serviços oncológicos, emergenciais e cirúrgicos, perder uma estrutura consolidada seria, segundo especialistas, um retrocesso irreparável. A fala de Júlio e sua importância para toda a sociedade O posicionamento firme de Júlio Campos ganha peso pela sua experiência e pela defesa constante da Santa Casa ao longo de décadas. Sua cobrança não é apenas política — é um alerta público: sobre responsabilidade histórica, sobre preservação da memória da saúde mato-grossense, e sobre o dever do Estado em garantir atendimento a quem mais precisa. A discussão não trata apenas de patrimônio, mas de vidas. A Santa Casa não pode virar ruína ou depósito de histórias esquecidas — como ressalta Júlio, “o governo tem dinheiro; falta decisão.”