A mais recente pesquisa divulgada pelo instituto Percent Brasil trouxe os primeiros números da corrida por uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso entre eleitores da Baixada Cuiabana e já desenha um cenário competitivo, fragmentado e ainda longe de qualquer consolidação definitiva. De acordo com o levantamento, o deputado Lúdio Cabral aparece na liderança com 6,3% das intenções de voto. Em seguida, surgem Elizeu Nascimento (5,3%) e Eduardo Botelho (5,0%), compondo o bloco inicial de candidatos mais lembrados pelo eleitorado neste momento da pré-disputa. Na sequência, aparecem nomes tradicionais da política mato-grossense, como Júlio Campos (4,6%), Beto Dois a Um (4,0%), Wilson Santos (3,7%) e Max Russi (3,0%), além de Diego Guimarães (2,3%), Kalil Baracat (1,8%) e Léo Bortolin (1,6%). Outros nomes menores também figuram na pesquisa, mostrando um cenário pulverizado e altamente competitivo. Um dado que chama atenção é o volume de eleitores ainda indecisos. A pesquisa aponta que 40% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder em quem votariam, enquanto 7,1% afirmaram votar branco ou nulo. Esse número reforça que o cenário está completamente aberto e que o eleitorado ainda aguarda definições mais claras sobre os nomes que realmente estarão no jogo em 2026. A pesquisa ouviu 1.000 eleitores nos 13 municípios que compõem a Baixada Cuiabana, incluindo Cuiabá, Várzea Grande e cidades do entorno. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, o que reforça o caráter inicial e exploratório do levantamento. Cenário ainda em formação Apesar do ranking inicial, a disputa para 2026 está longe de ser definida. O próprio ambiente político mostra que muitos grupos ainda estão em fase de montagem de suas chapas, estruturação de bases eleitorais e articulação de alianças. Partidos ainda discutem federações, coligações e estratégias regionais, o que pode alterar de forma significativa o tabuleiro nos próximos meses. Nos bastidores, a avaliação é de que a eleição de 2026 deverá ser uma das mais difíceis da história recente de Mato Grosso. Isso porque, além da disputa tradicional pelas cadeiras da Assembleia, haverá reflexos diretos da corrida pelo governo do Estado, disputas para Câmara Federal e o ambiente nacional, que costuma interferir no humor do eleitor. Analistas políticos avaliam que nomes que hoje aparecem com desempenho mais modesto podem crescer rapidamente caso consigam montar estruturas de campanha mais consistentes, ampliar presença digital ou se beneficiar de apoio de lideranças regionais e prefeitos. Voto ainda em construção Outro fator relevante é o comportamento do eleitor da Baixada Cuiabana, que historicamente tende a definir seu voto mais próximo da eleição. O alto índice de indecisão revela uma população atenta, mas ainda em fase de avaliação dos nomes e das propostas que estão surgindo. O cenário mostrado pela pesquisa é, portanto, uma fotografia momentânea de uma disputa que ainda será profundamente transformada. Com candidatos ainda entrando em campo, partidos organizando suas chapas e lideranças construindo alianças, a corrida por uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso promete ser uma das mais acirradas e imprevisíveis dos últimos anos. Veja:
Mauro Mendes afirma que facções viraram “franquias” e alerta para expansão do crime organizado em Mato Grosso
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (27) que o crime organizado passou a operar no país como um modelo de “franquia”, ao comentar o avanço das facções criminosas no estado. A declaração foi feita durante a apresentação do balanço do programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento dessas organizações. Segundo Mendes, Mato Grosso vive uma realidade semelhante a outros estados brasileiros, onde o crime organizado tem ampliado sua atuação de forma estruturada. “O governo tem feito ações sistemáticas contra o crime organizado, respeitando os limites da legislação. Mas é muito difícil combater esse instrumento das facções criminosas, que virou franquia, que tem um modelo de negócio instituído e está espalhado pelo Brasil inteiro e por Mato Grosso”, afirmou. Presença das facções em municípios As declarações ocorrem em meio à divulgação de dados nacionais que apontam a expansão dessas organizações no território mato-grossense. De acordo com o estudo “Cartografias da Violência na Amazônia”, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ao menos 92 dos 142 municípios do estado (cerca de 65%) apresentam presença de facções criminosas. Diferenças no controle territorial, segundo o governador Na quarta-feira (26), Mendes gerou repercussão ao afirmar que “não é crime pertencer a facção”, o que provocou críticas. Já nesta quinta, ele explicou que pretendia diferenciar a realidade de Mato Grosso de outros estados onde facções passam a dominar fisicamente bairros inteiros. “Aqui não tem nenhum bairro que eles dominam como dominam em alguns estados. Eles estão presentes, e alguns deles atuam em atividades cinzas. Vender gás no bairro não é ilegal. Vender internet no bairro não é ilegal”, afirmou, ao citar estratégias usadas para inserção em comunidades. Leitura dos números e resultados do governo O governador também argumentou que a leitura de dados de segurança deve ser feita com cautela, evitando recortes isolados. “Quando a gente olha a estatística, temos que ter cuidado. Se eu olhar só o dado que me interessa, vou ver só coisa ruim; se olhar outro recorte, vou ver só coisa boa. O governo olha a média do Estado e, na média, mais de 90% dos indicadores melhoraram”, declarou. Influência da fronteira com a Bolívia Mendes destacou ainda que a proximidade de Mato Grosso com a Bolívia contribui para o fortalecimento de facções em municípios de fronteira, especialmente por conta do tráfico internacional de drogas. Além disso, o governador citou a limitação das leis atuais como um obstáculo ao combate mais efetivo dessas organizações. “Muitas vezes fazemos apreensões, os presos passam por audiência de custódia e, porque a lei permite, voltam para a rua no dia seguinte e continuam praticando crimes”, afirmou.
Abilio critica comemorações após prisão de Bolsonaro e rebate provocações de adversários políticos
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), criticou nesta quinta-feira (27) manifestações públicas de políticos que ironizaram a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, no início da semana. A reação ocorreu após declarações do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), que afirmou, de forma irônica, que “se ele não sabe usar tornozeleira, tem que ficar preso”. A fala gerou forte repercussão entre aliados do ex-presidente em Mato Grosso. Em resposta, Abilio afirmou que considerou o comentário desrespeitoso e direcionou críticas ao ministro: “Ele deve estar acostumado com tornozeleira. Talvez conviva com pessoas que já tiveram problemas com a Justiça”, disse. O prefeito também ressaltou que, na sua avaliação, o episódio demonstra um ambiente de polarização intensa entre lideranças políticas. Críticas a figuras políticas do Estado Além de Fávaro, Abilio reagiu a declarações do ex-governador Blairo Maggi, que afirmou que manifestações de solidariedade a Bolsonaro teriam motivação eleitoral. Sem citar diretamente nomes, o prefeito afirmou que há lideranças que comemoram a situação por questões políticas. “Quem já não tem mais espaço no cenário político ou que esteve envolvido em escândalos é quem vê isso como algo positivo”, afirmou. Abilio também comentou críticas feitas pelo prefeito de Sinop, Roberto Dorner (PL), que declarou que Bolsonaro “não é dono da direita” e que estaria fora do cenário eleitoral. Segundo Abilio, esse posicionamento estaria relacionado a frustrações políticas de lideranças que não tiveram apoio do ex-presidente em eleições anteriores. Posicionamento sobre contratações Durante a mesma entrevista, o prefeito voltou a abordar a polêmica sobre critérios ideológicos em contratações. Abilio afirmou que não defende oficialmente a demissão de funcionários por posicionamento político, mas declarou que, se estivesse à frente de uma empresa privada, contrataria apenas pessoas alinhadas ao seu pensamento. “Não estou orientando empresários a demitir ninguém, mas, se fosse minha empresa, eu escolheria pessoas que compartilham dos mesmos valores e visão que eu”, concluiu.
Balanço do principal programa de segurança do Governo de Mato Grosso foi apresentado nesta quinta-feira (27), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá
O Governo de Mato Grosso apresentou, nesta quinta-feira (27.11), o balanço do primeiro ano do programa Tolerância Zero que confirmaram a redução significativa de diversos indicadores criminais no Estado. Os números foram apresentados pelo governador Mauro Mendes e pelo secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), coronel PM César Roveri. Conforme o balanço, Mato Grosso apresentou redução de 25% nos crimes de homicídio, passando de 879 registros, entre novembro de 2023 e novembro de 2024, para 661 no mesmo período seguinte. “Essa redução representa 208 vidas salvas em relação ao ano anterior. Para além da redução numérica, a queda nesses 12 meses representa a preservação dessas vidas, uma média de 17 ao mês”, destacou o secretário César Roveri. Já as apreensões de drogas saltaram de 39,4 mil toneladas para 51,8 mil toneladas. Somente na região de fronteira, o Grupo Especial de Fronteira (Gefron), em ações integradas com outras forças estaduais e federais, apreendeu 19 mil toneladas. O secretário César Roveri explica que as apreensões de drogas contribuem com a descapitalização das facções e outros grupos criminosos. “Essas quase 52 mil toneladas representam cerca de R$ 1 bilhão de prejuízos causados a esses criminosos. Em 2015, apreendíamos 3 toneladas por ano. Então, são números expressivos e muito positivos, o que tem intensificado com o Tolerância Zero”, acrescentou. Outros indicadores criminais importantes também tiveram resultados positivos. É o caso dos crimes de lesão corporal seguida de morte, cujo índice despencou 40%, de cinco para três casos registrados em todo estado. Os crimes patrimoniais também apresentaram recuo expressivo. Os roubos diminuíram 23%, passando de 4.355 para 3.363 ocorrências, enquanto os furtos apresentaram redução de 5%, de 33.722 para 31.994 casos. Os registros de roubos de veículo caíram 32%, diminuindo de 782 para 533 registros, enquanto o furto de veículos recuou 15%, de 2.075 para 1.765 registros. O secretário César Roveri destacou que o Vigia Mais MT, programa de videomonitoramento do Governo, converge e reforça o Tolerância Zero. “De janeiro até o final do mês de agosto deste ano, já tinhamos recuperado a mesma quantidadeos veículos roubados ou furtados no ano passado. Os programas se complementam um com o outro. Hoje, 129 municípios fazem parte do Vigia Mais MT, com 18,9 mil câmeras instaladas”, destacou. Já o roubo de carga apresentou uma das maiores reduções percentuais, com queda de 45%, ao passar de 89 para 49 ocorrências. O furto de carga teve redução de 6%. O roubo a propriedades rurais caiu 29%, de 130 para 92 registros, e os furtos em áreas rurais tiveram redução de 2%, passando de 1.588 para 1.557. Ainda nos crimes contra o patrimônio, mesmo os envolvendo vidas, como é o roubo seguido de morte, a redução foi de 17%, de 18 caiu para 15 ocorrências. Em relação às invasões de terras, 61 tentativas foram frustradas, resultando em 100% de sucesso nas ações preventivas. “Podemos afirmar que, hoje, não temos elo fraco em Mato Grosso. Estamos presentes e combatendo a criminalidade com armamento moderno e viaturas apropriadas em todas as regiões, do maior município ao menor distrito. O Governo já investiu cerca de R$ 2 bilhões na segurança da população mato-grossense desde 2019. Compramos 15 mil pistoladas Glock, uma das armas mais modernas do mundo, armamento pesado, como fuzis e espingardas, e nossa frota de viaturas saltou de 604, em 2028, para 2.900. E, asseguramos, nenhuma viatura para por falta de combustível ou manutenção”, destacou o secretário. O secretário Roveri assegurou que as ações do Programa Tolerância Zero são permanentes e seguem em todos os municípios com reforço ao policiamento de rotina e operações especificas contra as facções.
Reajuste do IPTU gera preocupação e reacende debate sobre infraestrutura e retorno dos impostos em Cuiabá
A proposta de atualização dos valores do IPTU em Cuiabá, prevista para entrar em vigor em 2026, vem gerando debates entre moradores e empresários da capital. Amparada por resolução do Tribunal de Contas do Estado (TCE), a revisão busca corrigir uma defasagem de mais de 15 anos na planta genérica de valores dos imóveis, mas ocorre em um momento em que a cidade ainda enfrenta sérios desafios estruturais. Enquanto a Prefeitura sustenta que o objetivo é corrigir distorções e tornar o sistema mais justo, parte da população demonstra resistência diante da realidade enfrentada no dia a dia. Cidade enfrenta desafios visíveis Moradores e comerciantes têm relatado problemas frequentes em pontos estratégicos da cidade, especialmente em grandes corredores comerciais como a Avenida do CPA, Centro e regiões de intenso fluxo: Ruas e avenidas com buracos e desgaste do asfalto; Calçadas danificadas ou sem manutenção; Praças públicas com mato alto e equipamentos degradados; Trânsito mais lento e desorganizado; Aumento da sensação de insegurança em áreas centrais; Crescimento de usuários de drogas em regiões comerciais. Esses fatores impactam diretamente a mobilidade, o comércio e a percepção da cidade por parte da população. Empresário da Avenida do CPA critica momento do reajuste Comerciante há mais de 15 anos na Avenida do CPA, o empresário Marcelo Ferreira (nome preservado conforme padrão editorial) afirma que não considera o reajuste oportuna neste momento. “Hoje não vejo entrega que justifique um aumento de imposto. A cidade está mais feia, cheia de buracos, as calçadas quebradas, o movimento no centro caiu muito por causa da insegurança. O comércio já está sofrendo. Fica difícil entender por que pagar mais se a sensação é de abandono”, relatou. Segundo ele, a falta de manutenção urbana já tem reflexos diretos nas vendas e na circulação de clientes: “Quando a cidade perde beleza, limpeza e segurança, o cliente deixa de vir. Isso não afeta só a gente, afeta toda a economia local”, completou. Prefeitura defende correção técnica O secretário-adjunto de Receita de Cuiabá, Thiago Semensato, reforça que a proposta não é de aumento generalizado, mas de ajuste técnico para corrigir distorções acumuladas desde 2010. “Não se trata de majoração automática. Alguns imóveis podem, inclusive, ter redução de valor venal, dependendo da realidade do bairro e da valorização real do mercado”, explicou. A Prefeitura argumenta que a atualização é necessária para garantir mais equilíbrio tributário e ampliar a capacidade de investimento em áreas essenciais. A percepção do contribuinte O ponto central da discussão tem sido a relação entre o que é pago em imposto e o que é devolvido em forma de serviços públicos. Para muitos cuiabanos, o debate não é apenas sobre valores, mas sobre confiança na gestão e percepção de retorno concreto. A expectativa da população é que, caso o reajuste seja confirmado, haja transparência na aplicação dos recursos, cronograma de obras e melhorias visíveis no curto prazo. Um momento sensível para a cidade Cuiabá atravessa um período de cobranças crescentes por mais organização urbana, mobilidade eficiente, segurança e revitalização de espaços públicos. O reajuste do IPTU surge justamente neste cenário, ampliando a discussão sobre prioridades e planejamento. O desafio da gestão municipal será demonstrar, na prática, que qualquer atualização na arrecadação será acompanhada por entregas efetivas à população.
Mutirão da Semob mantém descontos de até 50% em multas de trânsito
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública mantém ativo o Mutirão Semob 2025, campanha que concede descontos de até 50% para pagamento à vista de multas de trânsito registradas até 31 de dezembro de 2024. A iniciativa integra o programa de Recuperação Fiscal (Refis) do município e tem registrado alta procura desde o lançamento. Diante da demanda, a secretaria ampliou as equipes e reforçou o atendimento presencial para dar mais agilidade às negociações. Os condutores podem regularizar os débitos de forma online ou presencial. O atendimento digital é feito pelo WhatsApp (65) 99245-6043, canal exclusivo criado para o mutirão. Também é possível comparecer diretamente à sede da Semob. Para iniciar a negociação, é necessário informar apenas a placa do veículo e o CPF do proprietário. Segundo a secretaria, o processo é rápido e visa reduzir a burocracia, mesmo com o volume elevado de atendimentos. A secretária municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, Francyanne Siqueira Chaves Lacerda, afirmou que o reforço no atendimento busca garantir agilidade e comodidade aos motoristas. “Estamos garantindo atendimento tanto digital quanto presencial. O cidadão consegue simular, negociar e quitar os débitos em poucos minutos. Nosso objetivo é facilitar e permitir que mais pessoas mantenham seus veículos regularizados”, declarou. A campanha segue sem data oficial de encerramento divulgada. A gestão municipal afirma que o mutirão também tem foco educativo, incentivando o cumprimento das normas de trânsito e a construção de uma cidade mais segura e organizada.
Cidinho vê direita indefinida e aponta Tarcísio como nome capaz de unificar o campo conservador em 2026
A direita brasileira segue sem um nome de consenso para a disputa presidencial de 2026. Com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já articulando sua reeleição e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fora do cenário eleitoral, o campo conservador vive um momento de indefinição estratégica, oscilando entre a construção de uma candidatura única ou a apresentação de múltiplos nomes no primeiro turno. Em meio a esse cenário, o ex-senador por Mato Grosso Cidinho Santos (PP) foi direto ao apontar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como o nome que hoje reúne as melhores condições de unificar a direita nacional. Cidinho concedeu entrevista durante o 3º Congresso Cerealista Brasileiro, realizado no Malai Manso Resort, em Chapada dos Guimarães, evento que reuniu lideranças importantes do país, incluindo oito governadores. Segundo ele, o principal entrave do grupo não é a falta de nomes, mas a dificuldade de construção de uma estratégia unificada. “O que existe é uma definição se a direita vai ter um candidato só ou se serão vários nomes no primeiro turno para se unir no segundo turno. Essa é hoje a grande dúvida do grupo. Se terá candidatura do Zema, do Caiado, do próprio Tarcísio, do Ratinho… E depois a união”, afirmou. Tarcísio surge como o nome com maior poder de articulação Para Cidinho Santos, caso Tarcísio de Freitas aceite disputar a Presidência, o caminho mais sólido seria a união imediata em torno do governador paulista. “Se a candidatura for do Tarcísio, seria o melhor cenário para todos. Ele é hoje o nome mais preparado para unificar, fortalecer e alinhar esse grupo. Isso daria muito mais força desde o início”, completou. A avaliação de Cidinho reforça um sentimento que vem crescendo nos bastidores: a necessidade de uma liderança com capacidade de diálogo interno e articulação nacional, algo que, segundo aliados da direita, Tarcísio tem demonstrado desde que deixou o Ministério da Infraestrutura e assumiu o Governo de São Paulo. Divergência de discurso expõe dificuldades internas Enquanto Cidinho defende a construção de uma candidatura unificada, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) adotou discurso diferente. Em coletiva, ele negou divisão no campo conservador, mas admitiu que a direita pode chegar às urnas com dois, três ou até quatro candidatos. Zema afirmou ter comunicado sua pré-candidatura a Jair Bolsonaro há cerca de quatro meses e disse ter recebido incentivo do ex-presidente: “Estive com o Bolsonaro e comuniquei minha pré-candidatura. Ele disse: ‘quanto mais candidatos, melhor’”, revelou. Apesar do discurso de unidade, na prática, a possibilidade de múltiplas candidaturas fragiliza a construção de um bloco forte já no primeiro turno — algo que pode favorecer o projeto de reeleição de Lula. Cidinho defende unidade como estratégia para enfrentar Lula Para Cidinho Santos, o momento exige mais estratégia e menos vaidade política. Ele avalia que a fragmentação favorece o atual governo e que a direita só terá chance real de vitória se construir uma candidatura sólida desde o início. O ex-senador mato-grossense reforçou que a direita precisa deixar claro para o eleitor quem representa, de fato, um projeto alternativo para o país — e que hoje, na sua visão, Tarcísio de Freitas reúne os atributos mais consistentes para esse papel.
Deputados estaduais destinam mais de R$ 300 milhões em emendas à saúde em 2025
No ano de 2025, os deputados estaduais de Mato Grosso destinaram R$ 319,8 milhões em emendas parlamentares à área da saúde, com o objetivo de ampliar a capacidade e a qualidade dos serviços oferecidos à população. O montante corresponde a 51,5% do valor das emendas dos 24 deputados, que totalizam R$ 618,9 milhões, e representa um crescimento de 5% em relação ao valor alocado em 2024. Do total direcionado ao setor neste ano, R$ 151,3 milhões já foram pagos pelo governo, restando R$ 141,8 milhões a serem repassados. Dos quase R$ 320 milhões destinados à área, R$ 145 milhões foram para custeio, R$ 20,7 milhões para compra de ambulâncias e R$ 8,2 milhões para aquisição de veículos para transporte de pacientes. A verba alocada para custeio é aplicada em despesas essenciais para manutenção e funcionamento dos serviços. Com isso, os municípios podem adquirir insumos e materiais, como medicamentos e itens de proteção, e também promover a manutenção de equipamentos e veículos, além de pequenas reformas e adequações necessárias ao atendimento, desde que não caracterizem obras estruturais. “A saúde é a nossa prioridade. Os recursos destinados pelos deputados representam um esforço coletivo para melhorar os serviços prestados à população mato-grossense. Esses investimentos garantem atendimento mais rápido, reduzem a espera por cirurgias e permitem que os cidadãos sejam atendidos com dignidade em todo o estado”, ressaltou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB). Além de reforçar o compromisso dos parlamentares com a melhoria dos serviços de saúde ofertados à população mato-grossense, o repasse de mais da metade dos recursos à área também atende à determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que regulamentou a aplicação das emendas de execução obrigatória, equivalentes a 2% da Receita Corrente Líquida (RCL) do exercício anterior. Em liminar proferida em dezembro de 2023, o ministro Dias Toffoli definiu que, desse total, ao menos 1% deve ser reservado ao setor. Em 2024, os deputados destinaram R$ 304,9 milhões à saúde, sendo R$ 174,2 milhões para custeio, R$ 10,7 milhões para aquisição de ambulâncias e R$ 5 milhões para compra de veículos utilizados para transporte de pacientes. Os recursos são suficientes para aquisição de cerca de 45 ambulâncias e veículos em todo o estado. O município de Tabaporã, a aproximadamente 630 quilômetros de Cuiabá, por exemplo, já recebeu três ambulâncias. Cotriguaçu, Gaúcha do Norte, Itaúba, Pontal do Araguaia, Querência, Ribeirãozinho e outros 23 municípios também foram beneficiados com novas unidades para transporte de pacientes. Além disso, do total destinado à saúde no ano passado, R$ 67,4 milhões foram para o Programa Fila Zero na Cirurgia, que tem o objetivo de acabar com a fila de espera para cirurgias eletivas na rede pública de saúde do estado. Orçamento 2026 – O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2026 está tramitando na Assembleia Legislativa e o prazo para apresentação de emendas ao texto teve início nesta semana e segue até 11 de dezembro. É nessa fase que os deputados definem quais áreas serão contempladas com os recursos que podem indicar no orçamento. Secretaria de Comunicação Social Telefone: (65) 3313-6283 E-mail: imprensa1al@gmail.com
Sema apreende maquinário e aplica R$ 130 mil em multas por desmate ilegal em Apiacás
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) deflagrou uma operação de fiscalização ambiental em uma área de floresta amazônica no município de Apiacás. Ao todo, foram apreendidos seis equipamentos e as penalidades aplicadas somaram cerca de R$ 130 mil em multas. Realizada na última semana, a operação foi coordenada pela Unidade Desconcentrada de Alta Floresta da Sema, com apoio de policiais militares da Força Tática do município. A ação integrou uma etapa da Operação Amazônia e atendeu a um alerta de desmatamento emitido pela plataforma PLANET/SCCON, um sistema de alta resolução e precisão que monitora o Estado em tempo real. No local, as equipes constataram destruição de vegetação nativa do bioma Amazônico e exploração seletiva de madeira sem as autorizações necessárias para a realização do desmate. A Sema identificou, posteriormente, que a área afetada pela extração ilegal somou 13,4 hectares no ano de 2025. Foram apreendidos no local e destinados à Prefeitura de Apiacás um trator, uma motosserra, uma pá carregadeira, um caminhão, dois reboques e aproximadamente 210 m³ de madeira de espécies florestais nativas, que estavam estocadas na propriedade. Operação Amazônia A Operação Amazônia, que integra órgãos estaduais e federais sob a coordenação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), utiliza como instrumentos o monitoramento em tempo real por satélite de todo o território de Mato Grosso, fiscalização contínua no local onde é identificado o crime ambiental, embargo de áreas, apreensão e remoção de máquinas flagradas em uso para o crime e a responsabilização de infratores. Denúncia Crimes ambientais devem ser denunciados à Ouvidoria Setorial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente pelo número 3613-7398 e 98153-0255 (por telefone ou WhatsApp), pelo email ouvidoria@sema.mt.gov.br, pelo aplicativo MT Cidadão, pelo Fale Cidadão da CGE ou em uma das regionais da Sema. Quem se deparar com um crime ambiental também pode denunciar à Polícia Militar, pelo 190. *Com supervisão de Renata Prata
Mauro Mendes rejeita assumir DAE de Várzea Grande e diz que problema é responsabilidade do município
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), descartou a possibilidade de o Governo do Estado assumir o controle do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande, mesmo após sugestão do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo. Em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (26), Mauro afirmou que ainda não teve acesso aos argumentos técnicos apresentados pelo TCE, mas deixou claro que o Estado não pode assumir problemas que são de responsabilidade das prefeituras. “Eu não conheço os detalhes do que foi apresentado. Mas o problema da água em Várzea Grande é antigo. O governador não pode sair assumindo todos os problemas de todos os municípios. Os prefeitos precisam assumir suas responsabilidades. Tem solução, mas não dá pra jogar tudo no colo do Estado”, afirmou. TCE sugeriu intervenção do Estado Na terça-feira (25), o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, defendeu que o Governo do Estado assuma o comando do DAE de Várzea Grande. A declaração ocorreu durante o julgamento das contas da autarquia referentes ao ano de 2023. Na sessão, ele criticou gestões anteriores do órgão e afirmou que a cidade não tem mais condições de enfrentar sozinha a crise no abastecimento de água. Prefeitura estuda concessão do DAE Mauro Mendes reforçou que existem alternativas para resolver o problema sem intervenção direta do Estado. Uma delas, segundo ele, é a concessão dos serviços para a iniciativa privada, modelo já adotado em Cuiabá. Essa medida, inclusive, faz parte das promessas de campanha da prefeita Flávia Moretti (PL), que já iniciou estudos técnicos em 2025 para viabilizar a concessão do DAE. “Talvez a saída seja o mesmo caminho adotado por Cuiabá, que foi a concessão. Essa é uma alternativa real”, concluiu o governador.