A crise no setor leiteiro de São José dos Quatro Marcos (MT) atingiu um novo e tenso capítulo nesta quarta-feira. Exaustos após meses de atrasos e sem resposta do Laticínio Vencedor, dezenas de produtores se reuniram em frente à empresa, fecharam a entrada do local e decidiram permanecer ali até que uma solução concreta seja apresentada. O protesto acontece após a empresa, que está em recuperação judicial, acumular atrasos de três, quatro e até cinco meses no pagamento pelo leite entregue diariamente pelos produtores — uma atividade que não tem pausa, exige trabalho de domingo a domingo e sustenta centenas de famílias na região. Produtores ocupam a frente da empresa e bloqueiam acesso Desde as primeiras horas da manhã, produtores estacionaram caminhonetes, tratores e motocicletas na entrada do laticínio, impedindo a movimentação de funcionários e veículos. O clima é de indignação e desespero. “Nós viemos trabalhar, não viemos brincar. Estamos aqui porque não temos mais como manter nossas propriedades. Se eles não pagam, como vamos continuar?”, disse um produtor que participa do protesto. A categoria afirma que só vai liberar a entrada da empresa quando houver: Um compromisso formal de pagamento Um cronograma claro e público para quitação das dívidas Transparência sobre o andamento da recuperação judicial Trabalho diário, contas acumuladas e nenhuma previsão de pagamento A rotina no campo não permite descanso. Todos os dias, cedo da manhã e no fim da tarde, a ordenha acontece. É ração, energia, mão de obra, medicamentos e manutenção constante do rebanho. Mesmo assim, muitos produtores estão há 120 a 150 dias sem ver um centavo do leite entregue. Algumas propriedades já acumulam dívidas superiores a R$ 150 mil, e há produtores que ameaçam abandonar a atividade caso a situação continue. “A vaca não entende o que é recuperação judicial. O leite não espera. Mas o pagamento está sempre sendo empurrado para depois”, desabafou outro manifestante. Manifestação pacífica, mas firme: “Não vamos sair até pagar” A mobilização é pacífica, mas decidida. Com cartazes, faixas e a presença de famílias inteiras, os produtores afirmam que não há mais espaço para diálogos vazios. “Chega de promessa. Se o laticínio não paga, o produtor quebra. E quem quebra não volta”, disse uma produtora, emocionada. Os manifestantes destacam ainda que a recuperação judicial tem servido como justificativa para atrasos, mas na prática está penalizando justamente quem mantém a cadeia produtiva viva. Região inteira pode se unir ao movimento Após o bloqueio da entrada da empresa, produtores de municípios vizinhos já sinalizaram que devem reforçar a mobilização. O protesto pode ganhar força regional nos próximos dias, reunindo dezenas de fornecedores que enfrentam o mesmo problema com o Laticínio Vencedor. A intenção é pressionar por: Pagamento imediato Demonstração financeira da empresa Garantias mínimas para quem continuar fornecendo Empresa segue em silêncio Até o momento, o laticínio não emitiu nota, não se pronunciou sobre o protesto e não apresentou nenhum cronograma para quitar as dívidas. Enquanto isso, famílias que trabalham sem descanso — de sol a sol, de domingo a domingo — seguem sem previsão de quando vão receber pelo produto que entregaram há meses. Crise ameaça o coração da economia rural de Quatro Marcos O setor leiteiro é uma das bases econômicas da cidade, e a continuidade dos atrasos pode gerar: Abandono da atividade por pequenos produtores Redução de rebanhos Falência de propriedades Queda econômica no comércio local Desemprego na zona rural O risco é de um colapso estrutural, caso nenhuma medida urgente seja tomada. veja o vídeo: 91b763de-d28e-41c8-a568-92343527e0bd
50 anos de Geologia na UFMT: uma história de luta, ciência e desenvolvimento
Em 2025, o curso de Geologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) completa cinco décadas de existência. Fundado em 1975, o curso se consolidou como um dos pilares da formação científica e técnica no estado, contribuindo diretamente para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso e para a valorização da pesquisa geológica na região Centro-Oeste. Durante as décadas de 1980 e 1990, o curso enfrentou grandes desafios estruturais e pedagógicos. A precariedade das instalações, a escassez de equipamentos e a falta de professores especializados colocavam em risco a qualidade da formação dos alunos. Foi nesse contexto que emergiu uma forte mobilização estudantil, marcada por assembleias, ocupações e articulações com sindicatos e movimentos sociais. Os estudantes de Geologia da UFMT tornaram-se protagonistas de uma luta política por melhores condições de ensino. Organizaram campanhas por laboratórios adequados, pressionaram por concursos públicos para docentes e exigiram a ampliação do acervo bibliográfico. Essa atuação foi decisiva para que o curso conquistasse avanços significativos, como a modernização de suas instalações e o fortalecimento da pesquisa acadêmica. A movimentação estudantil não se limitou às reivindicações internas. Muitos alunos participaram ativamente de debates sobre a função social da universidade e da ciência, defendendo uma geologia voltada para os interesses da população mato-grossense. Surgiram projetos de extensão voltados à divulgação da geologia nas escolas e outros que aproximara o curso da comunidade. Essa postura crítica e engajada moldou gerações de geólogos comprometidos com a transformação social e com o uso responsável dos recursos naturais. O impacto do curso de Geologia da UFMT na economia de Mato Grosso é inegável. Profissionais formados na universidade atuam em áreas estratégicas como mineração, petróleo e gás, hidrogeologia, geotecnia e planejamento territorial. Eles são peças-chave na identificação de jazidas minerais, na gestão de recursos hídricos e na avaliação de impactos ambientais. Com um território rico em biodiversidade e em recursos naturais, Mato Grosso depende de uma atuação geológica qualificada para garantir o uso sustentável de suas riquezas. O curso da UFMT tem sido essencial nesse processo, formando especialistas que aliam conhecimento técnico à responsabilidade socioambiental. Celebrar os 50 anos do curso de Geologia da UFMT é reconhecer uma trajetória marcada por resistência, inovação e compromisso com o desenvolvimento regional. É também reafirmar a importância da universidade pública como espaço de formação crítica, científica e cidadã. Que os próximos 50 anos sejam de ainda mais conquistas, com a geologia mato-grossense ocupando seu lugar de destaque na construção de um futuro sustentável e justo. Sheila Klener é geóloga, servidora pública e deputada suplente estadual.
Os “ursos” da política: acordam tarde, mas com pressa de escolher partido e garantir sobrevivência eleitoral
De olho em 2026, políticos que estavam em “hibernação” por quase todo o mandato começam a despertar — movidos não pelo povo, mas pelo instinto da reeleição Assim como os ursos, que passam meses em hibernação e despertam apenas quando o clima muda e o instinto de sobrevivência fala mais alto, muitos políticos de Mato Grosso parecem ter seguido o mesmo ciclo natural.Depois de longos períodos em silêncio, afastados das bases e alheios aos problemas do dia a dia da população, vários agora começam a sair da toca, reabrindo agendas, gravando vídeos, visitando bairros e, principalmente, buscando abrigo em novos partidos. O calendário eleitoral de 2026 ainda nem começou oficialmente, mas o movimento dos “ursos políticos” já é visível: saem do isolamento, se espreguiçam diante das câmeras e voltam a rugir discursos ensaiados sobre “trabalho”, “projetos” e “escuta das demandas”.Na prática, o que se vê é uma corrida não por resultados, mas por sobrevivência. Hibernaram durante o mandato — e agora despertam com o faro político aguçado Durante quase quatro anos, muitos desses nomes permaneceram invisíveis, trancados em gabinetes, distantes da população e com aparições pontuais em momentos de conveniência.Mas bastou a temperatura política subir, que o instinto eleitoral voltou a funcionar. Agora, as perguntas que se repetem em corredores e bastidores são outras: “Pra qual partido eu vou?”“Quem vai montar a melhor chapa?”“Onde terei mais chances de me reeleger?” Enquanto o povo aguarda ações concretas nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e segurança, muitos parlamentares estão mais preocupados em garantir o ninho partidário certo para sobreviver ao próximo inverno eleitoral. Do conforto da toca ao jogo das conveniências Oficialmente, dizem que estavam “trabalhando muito”, “ouvindo a população” e “planejando projetos”.Mas o eleitor já aprendeu a diferenciar trabalho real de discurso reciclado.Esses reaparecimentos súbitos acontecem sempre quando o tabuleiro político começa a se reorganizar, e o “quem vai com quem” se torna mais importante do que o “quem fez o quê”. É o ciclo da hibernação política: dormem quando deveriam agir, acordam quando sentem o cheiro das urnas.Enquanto isso, o cidadão comum — que não pode se dar ao luxo de hibernar — segue enfrentando os mesmos problemas, sem a presença efetiva de quem prometeu representá-lo. A metamorfose dos aliados: quando o urso troca de pele Outro comportamento recorrente nessa fase pré-eleitoral é o dos políticos que mudam de lado conforme a estação.Aqueles que até ontem estavam na base governista, defendendo gestões e cargos, agora rompem, apontam falhas e se autoproclamam oposição.Aparentemente, não por convicção, mas por cálculo. Essas críticas seletivas nunca aparecem quando o povo mais precisa.Elas surgem quando as pesquisas começam a ser encomendadas, os partidos a se articular e as fichas de filiação a circular discretamente. O foco não é o povo — é o abrigo certo Nos bastidores, a conversa é sempre a mesma: “Qual partido vai ter uma chapa forte?”“Com quem é melhor ficar pra garantir espaço?” Em vez de compromisso com a cidade, o estado ou o eleitor, o que se observa é um movimento de autopreservação política.A prioridade deixou de ser o mandato — e passou a ser o abrigo partidário.A pergunta não é “o que fiz pelo povo?”, mas “onde estarei mais protegido na próxima eleição?”. Mas o eleitor não está dormindo O cidadão, diferente dos políticos que despertam só de tempos em tempos, está acordado o ano inteiro.Com as redes sociais, os portais de notícias e a vigilância constante, o eleitor sabe exatamente quem trabalhou, quem sumiu e quem tenta agora correr atrás do prejuízo. Em 2026, quando as urnas voltarem a rugir, muitos desses ursos políticos podem descobrir que o inverno foi longo demais — e que o povo, cansado de aparições sazonais, já aprendeu a reconhecer quem serve o povo e quem apenas serve a si mesmo. 📰 Por Alex RabeloMT Urgente News
Manifestantes tentam invadir área da ONU na COP30 e confronto deixa segurança ferido
A entrada da chamada “Zona Azul” foi temporariamente fechada após tumulto em Belém (PA) Pelo menos um segurança ficou ferido após um grupo de manifestantes tentar invadir a área da Organização das Nações Unidas (ONU) durante a COP30, realizada em Belém (PA). O incidente ocorreu no início da noite de terça-feira (11) e levou ao fechamento temporário dos acessos à chamada Zona Azul, espaço que abriga as principais negociações do evento climático. De acordo com vídeos e relatos publicados nas redes sociais, os manifestantes forçaram a passagem pelos detectores de metal e chegaram até a entrada do pavilhão principal. Nesse momento, seguranças privados formaram um cordão humano para conter o avanço, o que resultou em confronto físico. Durante a confusão, um segurança ficou ferido. O grupo carregava bandeiras de coletivos estudantis e faixas com mensagens contra a exploração de petróleo, o conflito na Palestina e em defesa dos povos indígenas. A ação provocou o fechamento imediato dos acessos e a mobilização da Polícia Militar, que reforçou o patrulhamento nas imediações. Até o momento, não há registro de prisões. Território internacional e evacuação preventiva A Zona Azul da COP30 é considerada território internacional, sob responsabilidade direta da ONU. Por isso, a segurança no local não é de competência das forças policiais locais.Após o tumulto, os participantes credenciados foram orientados a deixar o pavilhão, enquanto os manifestantes foram retirados da área. Organizadores se distanciam dos atos Em nota, os organizadores da Marcha pela Saúde e Clima, que havia ocorrido horas antes do tumulto, repudiaram o episódio e negaram qualquer ligação com os manifestantes. “As ações posteriores não fazem parte da organização do evento. A marcha foi uma manifestação legítima, pacífica e construída com diálogo, responsabilidade e compromisso coletivo”, informou o grupo. Os organizadores também reafirmaram “respeito às instituições que organizam a COP30” e o compromisso com “uma Amazônia viva, saudável e sustentável para todos”. 📰 Por Alex Rabelo📍 MT Urgente News
Força Tática prende suspeito por tentativa de feminicídio em Nova Mutum
Policiais militares da Força Tática do 26º Batalhão de Nova Mutum prenderam, nesta terça-feira (11.11), um homem suspeito por tentativa de feminicídio contra sua esposa, no Assentamento Pontal do Marapé. O caso teria ocorrido no domingo (9), quando o suspeito agrediu a vítima com golpes de uma peça de ferro na região do rosto. De acordo com informações recebidas pela equipe policial, o suspeito estaria escondido em um sítio pertencente a familiares, na zona rural do município. Diante das informações, os militares se deslocaram até o sítio em busca do suspeito. Durante uma busca inicial na residência, os policiais visualizaram sobre uma cama, uma espingarda. Também foram localizados quatro munições de calibre .32, sendo uma deflagrada, além de dois estojos de calibre .38 e uma munição intacta de calibre .38. Durante as buscas, o irmão do suspeito compareceu ao local e ao ser questionado sobre a arma localizada, assumiu a propriedade da espingarda, e das munições encontradas. O mesmo informou que não possuía a documentação legal de posse do material, sendo preso por porte ilegal de arma de fogo. Sobre o paradeiro do irmão, o homem não soube informar. No entanto, após contato com o advogado e familiares do então autor da tentativa de feminicídio, o mesmo foi localizado e preso. Diante dos fatos, os dois homens foram detidos e conduzidos à delegacia municipal de Nova Mutum. Ambos foram entregues sem lesões corporais para que fossem tomadas as providências cabíveis. Disque-denúncia A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
MDB enfrenta crise em Mato Grosso e vê saída de nomes importantes da sigla
Faiad afirma que cabe a Janaina Riva conter a debandada, que já atinge deputados federais e estaduais O MDB de Mato Grosso vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. Com saídas em série e disputas internas, o partido enfrenta uma crise de liderança que ameaça sua estrutura para as eleições de 2026.O advogado Francisco Faiad, líder da sigla em Cuiabá, reconheceu publicamente que o partido corre o risco de perder dois deputados federais e um estadual, e afirmou que a responsabilidade de conter a debandada está nas mãos da deputada estadual Janaina Riva, atual presidente estadual do MDB. “É um trabalho que a presidente do diretório regional, junto com seu diretório, precisa fazer. Ela deve lutar por uma chapa forte para federal e estadual. Está nas mãos da deputada Janaina Riva”, declarou Faiad nesta segunda-feira (10). Saída de Emanuelzinho e risco de novas baixas A crise se intensificou após o deputado federal Emanuelzinho (MDB) anunciar que deixará o partido, alegando divergência ideológica com a nova linha adotada pela legenda em Mato Grosso, que estaria se aproximando da direita e do grupo bolsonarista. “Ele já me confidenciou esse fato. Disse que realmente não está se sentindo à vontade com os caminhos que o MDB pretende tomar nas eleições do ano que vem. Ele é vice-líder do governo Lula no Congresso e nós entendemos perfeitamente essa situação”, afirmou Faiad. O líder municipal lembrou que Emanuelzinho segue o mesmo caminho do pai, o ex-prefeito Emanuel Pinheiro, que já se filiou ao PSD e vem atuando na organização da legenda em várias cidades da Baixada Cuiabana. Segundo Faiad, o destino natural do parlamentar é acompanhar o grupo familiar e migrar para o mesmo partido. Além de Emanuelzinho, outro nome que deve deixar o MDB é o deputado federal Juarez Costa, que estaria insatisfeito com a falta de competitividade da sigla e avalia que não teria condições de buscar reeleição em uma chapa enfraquecida. Juca do Guaraná também deve deixar o partido A crise não atinge apenas o plano federal. O deputado estadual Juca do Guaraná (MDB) também estaria de saída para o PSD, o que aumentaria ainda mais o desgaste interno da legenda.Nos bastidores, lideranças afirmam que o MDB vem perdendo espaço político e identidade, sobretudo após as movimentações de Janaina Riva em direção a alianças com a direita. Divisão ideológica e impacto nas eleições A postura da presidente estadual Janaina Riva em adotar um alinhamento mais à direita vem sendo criticada por parte do diretório, especialmente por figuras históricas da legenda em Cuiabá.Desde 2022, Janaina tem defendido publicamente a aproximação com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), justificando a posição pela força do agronegócio em Mato Grosso e pela dificuldade de apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado. Faiad, por outro lado, declarou que o MDB de Cuiabá, sob sua presidência, não seguirá esse caminho. “O MDB de Cuiabá, sob a minha presidência, não caminhará com a direita”, afirmou. Cenário de incertezas Com a possibilidade de perder três parlamentares de expressão, o MDB enfrenta o desafio de se reorganizar e reconstruir sua base política no estado.Nos bastidores, aliados avaliam que a debandada pode comprometer os planos de Janaina Riva, que é apontada como pré-candidata ao Senado em 2026.Sem uma bancada sólida e com o diretório dividido entre centro e direita, o partido corre o risco de encolher ainda mais no cenário político estadual. O futuro do MDB em Mato Grosso agora depende da habilidade política de sua presidente para recompor alianças e reconquistar lideranças que ameaçam deixar a sigla — um desafio que pode definir o peso do partido nas próximas eleições. 📰 Por Alex RabeloMT Urgente News
Polícia Civil desarticula esquema milionário de sites falsos e lavagem de dinheiro em Cuiabá
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (11.11), a Operação Domínio Fantasma, para cumprimento de 33 ordens judiciais com foco na desarticulação de um esquema criminoso milionário envolvido fraudes eletrônicas e a criação de empresas de fachadas para lavagem do dinheiro adquirido com o crime. Entre as ordens judiciais cumpridas estão um mandado de prisão preventiva contra o mentor do esquema, sete de busca e apreensão, duas medidas cautelares diversas de prisão, sequestro de valores no valor de R$ 5 milhões, dois mandados de sequestro de imóveis e cinco mandados de sequestro de veículos de luxo. Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Sorriso. Também são cumpridos, sete mandados de quebras de dados telemáticos, dois mandados de suspensão de perfil em redes sociais, três mandados de suspensão de site e três mandados de suspensão de atividades econômicas As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá. O principal alvo da operação é um contador, que usava seu conhecimento técnico para fabricar centenas de CNPJs e viabilizar golpes de e-commerce em todo o país. Ele responde pelos crimes de associação criminosa, fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro e crime contra a relação de consumo. As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), levantaram indícios robustos de que o grupo investigado se associou de forma estável para cometer os crimes, utilizando as empresas de fachada para lavar milhões de reais obtidos com as fraudes eletrônicas. Criação de empresas O trabalho investigativo teve início após a equipe da DRCI receber um alerta da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), sobre a criação massiva de empresas por um único contador, as quais estavam cadastradas, em sua maioria, em um único endereço em Cuiabá. Durante a apuração dos fatos, foram identificadas 310 empresas abertas pelo investigado entre os anos de 2020 e 2024, das quais 182 já estavam baixadas ou suspensas, chamando atenção para o fato que quase todas estavam registradas no mesmo endereço. No endereço, foi verificado que funcionava uma sala comercial sem qualquer identificação, embora servisse de sede para empresas ativas no papel. Funcionamento do esquema O principal alvo se apresentava no Instagram como contador digital especializado em dropshipping (modelo de comércio eletrônico no qual o vendedor não mantém estoque próprio. Em vez disso, ele atua como intermediário entre o fornecedor e o consumidor final) e iGaming (segmento de jogos de azar pela internet). Para praticar os golpes, ele criava CNPJs em nome de “laranjas”, geralmente jovens de baixa renda, residentes fora de Mato Grosso, para servirem de fachada. Os CNPJs eram usados para registrar sites de e-commerce falsos, de diferentes segmentos como brinquedos, roupas e roupas masculinas, entre outros. Os sites eram impulsionados com anúncios patrocinados nas plataformas digitais. Em um dos casos, os criminosos clonaram o site da loja de uma marca famosa no ramo de cosméticos para enganar clientes. Vítimas de diversos lugares do país, identificadas no inquérito, compravam os produtos, pagavam via Pix ou cartão, mas nunca recebiam as mercadorias. Os sites acumulavam diversas reclamações no “Reclame Aqui”. Apoios operacionais Participam da operação policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) em parceria com as equipes da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), Delegacia de Polícia de Sorriso e Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core). O cumprimento dos mandados contaram com apoio da Politec e Sefaz, sob a organização operacionalizada da Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor) da Polícia Civil de Mato Grosso.
Coronel Roveri desponta como um dos grandes nomes da próxima eleição e já tira o sono do deputado federal Coronel Assis
Secretário de Segurança Pública é um dos principais nomes de confiança do governador Mauro Mendes e se consolida como destaque da nova geração política de Mato Grosso Os bastidores da política mato-grossense estão cada vez mais movimentados, e um nome vem se destacando com força e consistência: o do coronel César Roveri, atual secretário de Segurança Pública de Mato Grosso.Com uma gestão técnica, resultados expressivos e o apoio direto do governador Mauro Mendes (União Brasil), Roveri se consolida como um dos grandes nomes da próxima eleição, ganhando espaço, respeito e projeção em todo o estado — e já tirando o sono de adversários, entre eles o deputado federal Coronel Jonildo de Assis (PL). Gestão moderna, firme e de resultados Desde que assumiu a Sesp, o coronel Roveri vem conduzindo uma gestão reconhecida pela eficiência, seriedade e inovação.Com foco em tecnologia, inteligência e integração entre as forças de segurança, o secretário fortaleceu a estrutura operacional do estado, ampliou o policiamento em áreas estratégicas e promoveu uma atuação conjunta entre Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Politec. Os resultados já são visíveis. Mato Grosso apresenta queda nos índices de criminalidade, avanços em investimentos estruturais e valorização dos profissionais da segurança pública.Esses fatores fizeram de Roveri uma figura de destaque dentro do governo, vista como referência em comprometimento, planejamento e entrega de resultados concretos. Homem de confiança do governador Mauro Mendes O crescimento político de César Roveri é fortalecido por um elemento-chave: a confiança do governador Mauro Mendes.Fontes próximas ao Palácio Paiaguás afirmam que Roveri é hoje um dos integrantes mais leais e respeitados da base do governador, sendo frequentemente citado como exemplo de eficiência administrativa e equilíbrio político. “O coronel Roveri é um gestor leal, técnico e comprometido com resultados. É o tipo de profissional que traduz na prática o padrão de gestão que o governador Mauro Mendes exige de sua equipe”, destacou um interlocutor do governo. Essa proximidade e confiança tornaram Roveri um dos nomes mais influentes da atual gestão, com destaque não apenas dentro da estrutura administrativa, mas também nos bastidores políticos. Respeito dentro da tropa e prestígio político Além do respaldo do governador, o coronel Roveri conquistou respeito e admiração entre os oficiais de alta patente e as bases da segurança pública.Sua postura firme, aliada ao diálogo constante com as corporações, fez dele um líder natural, que representa a voz da tropa e o equilíbrio entre comando e empatia. Esse reconhecimento interno, somado ao apoio político que cresce a cada dia, o coloca entre os nomes mais fortes e competitivos de Mato Grosso para 2026.Analistas políticos apontam que, caso confirme sua candidatura, Roveri deve figurar entre os mais votados do estado, reunindo apoio da estrutura governista e de boa parte dos profissionais da segurança pública. Assis tenta manter espaço, mas o cenário mudou Enquanto isso, o deputado federal Coronel Jonildo de Assis, eleito em 2022 com 47.479 votos, tenta manter sua influência política e o apoio da tropa.Contudo, há uma percepção crescente de que Roveri vem ocupando naturalmente o espaço que antes pertencia a Assis, com maior visibilidade, resultados e articulação política. Enquanto Assis atua de Brasília, Roveri está em campo, entregando ações e políticas que impactam diretamente a vida da população e dos profissionais da segurança.Nos bastidores, o comentário é de que o secretário vem crescendo de forma consistente, com base sólida e apoio direto de Mauro Mendes, o que o coloca em vantagem em um possível confronto político futuro. Um novo protagonista na política mato-grossense César Roveri representa uma nova geração de líderes públicos, com perfil técnico, disciplina militar e sensibilidade política.Sua atuação à frente da Sesp mostra que é possível unir gestão, eficiência e resultados, sem perder o foco humano e institucional. Com o apoio do governador, o respeito da tropa e o reconhecimento público, Roveri surge como um dos protagonistas da política de Mato Grosso, um nome preparado, confiável e com potencial real para se tornar um dos mais votados nas eleições de 2026. ✍️ Alex RabeloJornalista e Analista Político
Mauro Mendes rebate Eduardo Bolsonaro e diz que deputado “divide a direita” enquanto vive nos Estados Unidos
Governador de Mato Grosso criticou as declarações de Eduardo e afirmou que ele está enfraquecendo o campo político ao atacar até o próprio pai O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), respondeu nesta segunda-feira (10) às declarações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que o havia chamado de “frouxo” e “covarde” durante o fim de semana. Em entrevista concedida à Jovem Pan, direto de Belém (PA), onde participa da COP30, Mendes fez duras críticas ao parlamentar e o acusou de dividir a direita brasileira enquanto vive fora do país. “Ele tem que parar de ficar nos Estados Unidos falando merda, dividindo a direita. Quando ele faz tudo isso, criticando até o próprio pai, ele está enfraquecendo o nosso campo político”, afirmou o governador. A resposta de Mendes veio após uma sequência de publicações de Eduardo Bolsonaro nas redes sociais, nas quais o deputado chamou o governador de “frouxo” por, supostamente, não defender com mais veemência o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no debate sobre a anistia dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. “Como pode um filho chamar o pai de ingrato?”, questiona Mendes Durante a entrevista, Mauro Mendes citou ainda um áudio que circulou na imprensa, no qual Eduardo Bolsonaro teria chamado o pai de “ingrato”. O governador classificou o episódio como lamentável e reforçou que a postura do deputado enfraquece o movimento político que o próprio Bolsonaro ajudou a construir. “Meu Deus, como pode um filho chamar o pai de ingrato? Se os nossos pais nos dão a vida e cuidam de nós desde pequenos, se ele é alguma coisa hoje, deve isso a Jair Messias Bolsonaro. Não dá pra admitir um negócio desse”, disse Mendes, demonstrando indignação. Governador desafia Eduardo a voltar ao Brasil Mauro Mendes também rebateu o ‘desafio’ feito por Eduardo Bolsonaro nas redes sociais e disse estar disposto a atuar em defesa da anistia dos condenados pelos atos de 8 de janeiro — desde que o parlamentar retorne ao Brasil e participe ativamente da articulação política. “Eduardo, o que eu fiz, estou fazendo e farei pelo seu pai é pelo bem dele e pelo bem do Brasil. Se você quer me ajudar, venha pro Brasil. Vamos andar dez dias no Congresso Nacional pedindo voto pela anistia, para resolver esse problema dele e de todos aqueles brasileiros que foram injustamente condenados. Agora, dos Estados Unidos, meu amigo, não dá”, declarou. Tensão dentro do campo bolsonarista As trocas de farpas entre Mauro Mendes e Eduardo Bolsonaro refletem as divisões internas que vêm se intensificando dentro da direita brasileira. Embora o governador mato-grossense seja um dos poucos líderes regionais que mantém diálogo com diferentes alas políticas, ele tem sido criticado por apoiadores mais radicais de Bolsonaro, que o acusam de “moderar” o discurso. Por outro lado, aliados de Mendes afirmam que o governador busca preservar a governabilidade e a imagem institucional de Mato Grosso, evitando confrontos desnecessários e priorizando o desenvolvimento econômico do estado. A fala do governador, feita durante a COP30, também chama atenção pelo cenário simbólico: um líder de direita, presente em um evento global sobre meio ambiente, respondendo a ataques internos de seu próprio campo político — o que reforça a fragmentação da direita brasileira em um momento pré-eleitoral. Entenda o contexto A polêmica teve início após Eduardo Bolsonaro cobrar publicamente que governadores e parlamentares aliados do ex-presidente defendessem a anistia dos presos pelos atos de 8 de janeiro, que resultaram em depredações nas sedes dos Três Poderes, em Brasília.Mauro Mendes, que já se manifestou em defesa de uma solução jurídica equilibrada, evitou adotar um tom de confronto, o que irritou parte do bolsonarismo mais radical. As declarações cruzadas reacendem o debate sobre os rumos da direita no Brasil, a relação entre os novos e antigos aliados do ex-presidente e o papel das lideranças regionais nas eleições que se aproximam. 📰 Por Alex RabeloMT Urgente News
“Política 5.0: o voto, o WhatsApp e a inteligência artificial na era dos lobos digitais”
Por Alex Rabelo — Jornalista e Analista Político Há pouco mais de uma década, a política brasileira era dominada por grupos. Campanhas milionárias, alianças costuradas nos bastidores e coligações partidárias decidiam quem teria espaço e quem ficaria de fora. Para chegar a cargos como deputado, senador, governador ou presidente, era preciso pertencer a um grupo político forte, com base consolidada e recursos para viajar, montar comitês e financiar estruturas em dezenas de municípios. A velha política se mantinha firme com o peso das coligações — alianças entre partidos que somavam tempo de TV, força eleitoral e controle estratégico sobre as candidaturas. Isso dificultava a chegada dos novos nomes e limitava o acesso de quem não fazia parte do sistema. A regra era clara: sem grupo, não havia vitória. Mas, de repente, um novo fenômeno começou a surgir, e com ele, a política começou a mudar de lado — do palanque para o celular. O nascimento da era digital e dos “lobos solitários” Com o avanço da internet e das redes sociais, a política passou a caber na palma da mão. Surgiram os chamados “lobos solitários”, candidatos independentes que falavam diretamente com o povo — sem precisar pedir espaço aos grandes líderes ou depender de cabos eleitorais. Esses políticos começaram a usar as redes sociais para construir autoridade, mostrar suas ideias e dialogar com uma população cansada da velha política. As pessoas, antes acostumadas a ver política só durante as eleições, começaram a acompanhar o dia a dia dos mandatos, as opiniões e até os bastidores. A internet abriu as portas para o discurso espontâneo, sem intermediários, e o eleitor passou a enxergar o político mais próximo, humano e real. O voto de protesto e o início da virada O primeiro grande símbolo dessa mudança foi o humorista Tiririca, eleito em 2010 deputado federal mais votado do Brasil, com 1.348.295 votos.Com o bordão “Pior do que tá, não fica”, ele deu voz à insatisfação popular e mostrou que o eleitor buscava algo diferente — autenticidade, simplicidade e coragem de falar o que muitos pensavam. Ali nascia o voto de protesto, o prenúncio de uma nova geração de políticos e de eleitores — mais críticos, conectados e dispostos a romper com o modelo tradicional. A revolução Bolsonaro: o poder do celular e da conexão direta Mas o verdadeiro divisor de águas veio com Jair Bolsonaro. O então deputado federal, até então um político de discurso firme e presença discreta, entendeu antes de todos o poder das redes. Com um celular, um tripé e uma internet simples, Bolsonaro falava diretamente com milhões de brasileiros. Suas lives, vídeos curtos e discursos diretos atravessaram o país, sem precisar de marqueteiros tradicionais, tempo de TV ou grandes grupos partidários. Ele quebrou paradigmas e mostrou que era possível vencer a maior eleição do país apenas com comunicação digital.Sua campanha de 2018 foi um marco na história: a primeira eleição presidencial do Brasil vencida pela força das redes sociais. E o resultado foi avassalador — Bolsonaro criou um novo modelo político, inspirando dezenas de novos líderes que hoje seguem a mesma fórmula: falar com o povo, pelo povo e para o povo, através do celular. A força do WhatsApp: o “boca a boca digital” que move a política Se o Facebook e o Instagram deram voz aos políticos, o WhatsApp deu poder à população.Hoje, o aplicativo é a principal ferramenta de disseminação de informações políticas no Brasil. Em segundos, mensagens, vídeos, prints e áudios percorrem o país inteiro, chegando aos grupos de família, trabalho e comunidade. É o novo “boca a boca” da era digital — capaz de impulsionar um candidato ou destruir uma reputação em poucas horas.A força do WhatsApp é tão grande que mudou completamente a dinâmica das campanhas: o eleitor não espera mais ser convencido; ele é impactado o tempo todo, de forma rápida, emocional e direta. Essa velocidade da informação trouxe poder e risco: ajuda candidatos a se conectarem, mas também amplia o alcance das fake news, exigindo responsabilidade e estratégia.O WhatsApp se tornou o campo de batalha invisível da política moderna, onde o conteúdo certo, no momento certo, pode decidir uma eleição. A nova era: estratégia, IA e a política dos algoritmos Hoje, nenhuma campanha vence sem presença digital.O político precisa entender que comunicação é poder, e o marqueteiro político se transformou em o novo general de campanha — o estrategista capaz de alinhar discurso, imagem e emoção. A chegada da inteligência artificial promete mudar ainda mais esse cenário. Com ela, imagens, vozes e vídeos podem ser criados com realismo assustador, o que abre espaço para um novo desafio: a manipulação de informações.O que antes era ficção, agora é realidade — e pode tanto fortalecer quanto comprometer uma campanha. O futuro da política exigirá estratégia, ética e autenticidade. A tecnologia será apenas a ferramenta; o diferencial continuará sendo quem entende o povo e fala a sua língua. Política, a arte da estratégia A política é, e sempre será, a arte da estratégia.Antes eram os palanques e os grupos; hoje são as câmeras e os algoritmos.O que não mudou é a essência: vencer exige leitura de cenário, narrativa e conexão humana. Aqueles que entenderem isso — que política é feita de presença, verdade e inteligência — continuarão escrevendo a história.Os demais ficarão presos no passado, enquanto o eleitor segue, rápido, para o futuro digital. Alex RabeloJornalista e Analista Político