Bolão de Primavera do Leste e apostas de Rondonópolis e Sinop estão entre os premiados no concurso 2.938 Quatro apostas feitas em Mato Grosso acertaram cinco das seis dezenas sorteadas no concurso 2.938 da Mega-Sena, realizado na noite de sábado (8), em São Paulo. Juntas, elas vão dividir mais de R$ 220 mil em prêmios. Em Primavera do Leste (231 km de Cuiabá), um bolão com 12 participantes apostou sete números e faturou R$ 88.094,16. Já em Rondonópolis (212 km da capital), duas apostas simples acertaram cinco dezenas e renderam R$ 44.047,10 cada. A quarta aposta premiada saiu para Sinop (500 km de Cuiabá), também com R$ 44.047,10. Além dos ganhadores de Mato Grosso, outras 65 apostas de diferentes estados também acertaram cinco números e receberão o mesmo valor individual. As dezenas sorteadas foram: 10 – 14 – 15 – 35 – 44 – 56. Como ninguém acertou os seis números, o prêmio principal acumulou e deve chegar a R$ 67 milhões no próximo sorteio, que será realizado na terça-feira (11). Como jogar na Mega-Sena A Mega-Sena paga prêmios milionários para quem acerta os seis números sorteados. Também há premiações para quem acerta quatro ou cinco dezenas. A aposta mínima, com seis números, custa R$ 6,00. Quanto mais dezenas forem marcadas, maiores são as chances de ganhar, mas também aumenta o valor da aposta. As apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio, em qualquer casa lotérica do país ou pelos canais digitais das Loterias Caixa — pelo site oficial ou pelo aplicativo disponível para smartphones, tablets e computadores.
Campanha de Multivacinação aplica mais de 146 mil doses em crianças e adolescentes de MT
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) aponta que os 142 municípios de Mato Grosso aplicaram 146.764 doses de vacina em crianças e adolescentes de até 15 anos, de 6 a 31 de outubro. Esse foi o período da Campanha Nacional de Multivacinação, iniciativa do Ministério da Saúde, em parceria com Estados e prefeituras. No Dia D de mobilização, que ocorreu em 18 de outubro, as unidades de saúde ficaram abertas no sábado e foram aplicadas 18.333 doses de vacina neste mesmo público em todo o estado. Já no Brasil, conforme o Ministério da Saúde, foram aplicadas mais de 7 milhões de doses na campanha de multivacinação, sendo cerca de um milhão no Dia D. “Os pais que não participaram da Campanha Nacional de Multivacinação ainda podem levar seus filhos na Unidade Básica de Saúde mais próxima, pois a Secretaria entregou doses suficientes aos municípios para que a população continue se vacinando. Assim, conseguiremos manter a população livre de doenças imunopreveníveis”, afirmou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo. Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, foram disponibilizadas na campanha doses contra BCG, rotavírus, pneumocócica-10 valente, meningocócica C, meningocócica ACWY, pentavalente, poliomielite, febre amarela, tríplice viral, varicela, hepatite A, hepatite B, dupla adulto, HPV e dTpa. “A SES distribuiu 500 mil doses de vacina às Secretarias Municipais de Saúde para serem aplicadas nesta campanha. Além da imunização infantil, a mobilização também contemplou a vacinação contra o sarampo para pessoas de até 59 anos”, explicou. Após o fim da campanha, o Calendário Nacional de Vacinação segue regularmente e os pais ou responsáveis devem procurar os postos para manter a caderneta de vacinação dos menores de idade atualizada.
Auxílios milionários da PGE de Mato Grosso somam R$ 65 milhões e são questionados no STF
📰 Deu no Estadão de SP 📅 08/11/2025 ✍️ Pela Redação | Categoria: Judiciário Em dez anos, procuradores do Estado de Mato Grosso receberam cerca de R$ 65 milhões em benefícios conhecidos como auxílio-livro e auxílio-curso. Os pagamentos foram criados com a justificativa de custear a compra de livros e a participação em cursos de capacitação, mas são realizados sem exigência de comprovação de despesas, o que levanta dúvidas sobre sua real natureza e legalidade. Esses benefícios estão previstos na Lei Complementar nº 111/2002, alterada pela LC nº 483/2012, que concede vantagens financeiras aos procuradores estaduais. Parte das regras dessa legislação é alvo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) desde 2019, sob o argumento de que os auxílios criam formas paralelas de remuneração, ultrapassando o teto constitucional de R$ 44 mil. ⚖️ Julgamento no Supremo O julgamento da ação foi retomado em agosto, no Supremo Tribunal Federal (STF). O relator, ministro Nunes Marques, votou pela inconstitucionalidade dos auxílios-livro e curso, mantendo apenas o auxílio-transporte (equivalente a 20% do salário base). Segundo o ministro, somente verbas com caráter comprovadamente indenizatório podem ser pagas fora do teto constitucional. O voto foi acompanhado pelo ministro Cristiano Zanin, enquanto Flávio Dino divergiu parcialmente — seguido por Cármen Lúcia e Edson Fachin. O julgamento foi suspenso após pedido de vista de Alexandre de Moraes, que ainda não apresentou novo voto. 💰 Como funcionam os pagamentos Atualmente, o auxílio-livro representa 10% do salário, pago duas vezes ao ano. Já o auxílio-curso equivale a um subsídio mensal de procurador de classe especial, também pago a cada semestre. O auxílio-transporte é repassado mensalmente. Em nota enviada ao Estadão, a Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso (PGE-MT) informou que os pagamentos seguem a legislação estadual e respeitam os limites orçamentários, afirmando que os auxílios “incentivam a qualificação técnica e o aperfeiçoamento dos procuradores”. 🧾 Debate sobre moralidade e limites salariais Enquanto o STF não conclui o julgamento, o caso reacende o debate sobre os limites da remuneração no serviço público e o uso de recursos sob o argumento de capacitação profissional. Especialistas apontam que, na prática, os auxílios podem funcionar como acréscimos salariais indiretos, aumentando a remuneração de forma disfarçada e sem transparência. O desfecho do julgamento poderá definir novos parâmetros sobre o que é ou não indenizatório dentro das carreiras jurídicas do serviço público — e impactar diretamente os cofres estaduais de todo o país.
Polícia Penal intercepta pacotes e impede entrada de 14 celulares levados por drones
A Polícia Penal impediu que 14 celulares levados por drones chegassem às mãos de presos detidos na Penitenciária Major PM Eldo de Sá Correia – “Mata Grande”, em Rondonópolis, nesta quarta-feira (5.11). A primeira apreensão ocorreu na manhã de quarta, quando os policiais localizaram um pacote com três celulares e acessórios deixados por um drone que transportava os materiais ilícitos. Na ação, a equipe antidrone da penitenciária foi mobilizada e conseguiu interceptar o pacote com os materiais, que foi deixado pelo aparelho móvel próximo ao Raio 2 da unidade. Os policiais penais apreenderam três celulares, além de uma fonte de carregador, cabos e outros acessórios. Já na noite de quarta-feira, os policiais das torres de vigilância informaram sobre a aproximação de outro dispositivo no espaço aéreo da unidade prisional. O drone estava sobrevoando o Raio 2. Novamente, a equipe antidrone entrou em ação e conseguiu interceptar a carga lançada pelo aparelho apreendendo 11 celulares, três carregadores portáteis, quatro carregadores e um cabo. A direção da penitenciária realiza operação contínua de monitoramento nos perímetros interno e externo para coibir a aproximação de drones e lançamento de materiais ilícitos. Entre janeiro e a primeira semana deste mês, as equipes da unidade prisional de Rondonópolis abateram mais de 20 drones que foram interceptados ao sobrevoar a penitenciária tentando levar materiais proibidos, a maioria deles, aparelhos celulares. A direção destaca o compromisso com as normas de segurança do local, atuando com equipes especializadas de Policiais Penais que trabalham para monitorar, interceptar e abater drones não autorizados na região. *Sob supervisão da jornalista Raquel Teixeira
Decreto altera prazo, unifica ritos e propõe descontos em pagamentos de autos de infrações aplicados pelo Indea
Produtores rurais agora contam com 30% de desconto no pagamento de multas aplicadas em autos de infração aplicadas pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT), caso não recorram da penalidade aplicadas. Essa novidade consta no Decreto Governamental nº 1.711/2025, publicada no Diário Oficial, e que trata sobre alterações nos processos administrativos e sanções adotas pelo Indea. A medida benéfica abrange todo tipo de autos de infrações, como transporte de animais sem Guia de Trânsito Animal (GTA), venda ambulante de plantas, transporte, armazenamento, comércio ou descarte de embalagem de agrotóxicos e a não vacinação obrigatória de gado, que figuram hoje como as penalidades mais comuns aplicadas pelo órgão estadual. “Vale ressaltar que esse desconto no pagamento de sanção punitiva monetária só é válido para aquele produtor que não recorrer ao auto de infração e realizar o pagamento dentro 30 dias após o recebimento da multa”, explica o coordenador de Fiscalização e Julgamentos de Processos do Indea, Thiago Augusto Tunes. Outra novidade que o Decreto Governamental nº 1.711/2025 traz está a unificação de ritos de processos administrativos. Antes da medida, cada processo de auto de infração, dependendo do setor, contava com um rito de etapa a seguir diferente. “A aplicação de penalidade era da área animal, como falta de GTA, era um rito, e a de defesa vegetal, que abrange agrotóxicos, comércio de sementes ou não cumprimento do vazio sanitário da soja, por exemplo, era outro. Então agora todos os processo seguem mesmo rito processual”, explica o servidor do Indea. Essa medida, ele esclarece, ajuda a padroniza os procedimentos e garante transparência e melhoramento na analise técnica dos processos administrativos. O prazo para apresentação de defesa por parte do produtor rural contra o auto de infração aplicada pelo Indea também teve mudança. A partir de agora o prazo para a defesa passa a ser de 30 dias corridos. Anteriormente o prazo era definido a depender de qual segmento o produtor atuava. “Uma vez que recebeu a penalidade, o produtor terá 30 dias para apresentar recurso. A única exceção será em período que houver recesso administrativo, entre 20 de dezembro a 20 de janeiro”, acrescenta o coordenador do Indea. O decreto também define que o produtor que for autuado mais de uma vez em um período de cinco anos, em qualquer tipo de atividade fiscalizada pelo Indea, será considerado reincidente. Nesses casos, a multa poderá ter o valor aumentado, conforme previsto nas legislações do órgão. Os avanços concedidos pelo decreto também beneficia aos servidores do Indea, que agora passam acompanhar o processo administrativo de forma digital, via Sistema Estadual de Produção e Gestão de Documentos (SIGADOC). “Além disso os nossos servidores passam a contar com preenchimento de dados no auto de infração de forma padronizada. O que antes não existia”, explica Thiago Tunes. Nos autos de infração aplicados pelo Indea deverá conter identificação completa do autuado, descrição precisa da irregularidade, localização exata da ocorrência (inclusive com coordenadas geográficas, quando necessário), base legal infringida e valor da multa, expressa em Unidade Padrão Fiscal (UPF/MT).
Governo de MT entrega reforma e ampliação da Escola Estadual Raimundo Pinheiro da Silva nesta sexta-feira (7)
O Governo de Mato Grosso entrega, nesta sexta-feira (7.11), às 8h, a reforma e ampliação da Escola Estadual Raimundo Pinheiro da Silva, localizada na Avenida Fernando Corrêa da Costa, nº 3610, bairro Shangri-lá, em Cuiabá. Com investimento de R$ 8,8 milhões, a unidade recebeu reforma completa dos dois blocos educacionais, totalizando 11 salas de aula com capacidade para atender 660 estudantes em três turnos. O projeto da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) também contemplou a revitalização do palco, ampliação do refeitório, quadra poliesportiva coberta, vestiário, abrigo para lixo e GLP, garantindo mais conforto e segurança à comunidade escolar. A entrega faz parte do plano do Governo de Mato Grosso de modernização da infraestrutura escolar, que vem transformando unidades de ensino em todo o Estado, ampliando a oferta de vagas e fortalecendo a rede pública estadual. Serviço | Entrega da reforma e ampliação da Escola Estadual Raimundo Pinheiro da Silva Data: Sexta-feira, 7 de novembro, às 8h Local: Av. Fernando Corrêa da Costa, nº 3610 – Bairro Shangri-lá – Cuiabá/MT
Câmara aprova projeto que dificulta aborto legal em crianças vítimas de estupro; quatro deputados de MT votaram a favor
A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira (5), por 317 votos a favor e 111 contra, o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 3/2023, que revoga uma norma do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e restringe o acesso ao aborto legal em casos de estupro envolvendo crianças e adolescentes. O texto, de autoria da deputada Chris Tonietto (PL-RJ), agora segue para o Senado Federal. Nas redes sociais, a proposta passou a ser chamada de “PL da Pedofilia”, em razão das críticas de movimentos sociais e organizações de defesa dos direitos das mulheres e da infância. Como votaram os deputados de Mato Grosso Dos oito deputados federais de Mato Grosso, cinco participaram da votação.Quatro deles — todos homens — votaram a favor do projeto, enquanto apenas uma parlamentar, Gisela Simona (União Brasil), votou contra. Confira como cada um votou: Juarez Costa (MDB) – ✅ Sim José Medeiros (PL) – ✅ Sim Rodrigo da Zaeli (PL) – ✅ Sim Coronel Assis (União Brasil) – ✅ Sim Gisela Simona (União Brasil) – ❌ Não O que o projeto muda A proposta anula três pontos centrais da Resolução nº 258/2024 do Conanda, que estabelecia normas para garantir o direito ao aborto em casos já previstos por lei.Com o PDL aprovado, o texto suspende: A dispensa de boletim de ocorrência ou decisão judicial para o acesso ao aborto em casos de estupro, inclusive quando a violência ocorre dentro da família; A possibilidade de Defensoria Pública ou Ministério Público intervir quando houver conflito entre a vontade da vítima e a de seus responsáveis; A proibição de médicos recusarem o atendimento alegando “dúvidas sobre a palavra da vítima”. Para os defensores do projeto, o Conanda teria extrapolado suas competências, interferindo em matérias de natureza penal e familiar, que devem ser reguladas por lei federal. Na prática, se o texto também for aprovado no Senado, crianças e adolescentes vítimas de estupro precisarão registrar boletim de ocorrência e obter autorização dos pais ou responsáveis para interromper a gestação — mesmo quando a lei já permite o aborto nesses casos. O projeto ainda restabelece o direito de médicos se recusarem a realizar o procedimento, sob o argumento de objeção de consciência. O que diz a legislação atual No Brasil, o aborto é legal apenas em três situações:1️⃣ Quando há risco de morte para a gestante;2️⃣ Quando o feto é anencéfalo;3️⃣ Quando a gravidez resulta de estupro. A resolução do Conanda, agora sustada, reforçava a necessidade de garantir atendimento humanizado, sigiloso e sem constrangimento às vítimas de violência sexual, assegurando o direito à informação e à decisão segura. Mato Grosso lidera índices de estupro no país Os efeitos da decisão preocupam especialmente Mato Grosso, um dos estados com maiores índices de violência sexual do Brasil.De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o município de Sorriso, no norte do estado, figura entre as três cidades com maiores taxas de estupro do país. Em 2024, foram 131,9 casos para cada 100 mil habitantes, número que mantém o município no topo do ranking nacional.Em 2023, Sorriso já havia liderado as estatísticas como a cidade com mais casos de estupro proporcionalmente à população. 📰 MT Urgente News – Informação com responsabilidade e credibilidade.✍️ Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político
Câmara de Cuiabá arquiva projeto que previa multa por uso de drogas em locais públicos
A Câmara Municipal de Cuiabá decidiu, nesta quinta-feira (6), arquivar o projeto de lei que previa multa de R$ 1.412 (equivalente a um salário mínimo) para quem fosse flagrado portando ou consumindo drogas ilícitas em locais públicos da capital. Por 12 votos a 5, os vereadores mantiveram o parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que considerou a proposta inconstitucional. O autor do projeto, vereador Rafael Ranalli (PL), defendia a medida como uma forma de reforçar o combate ao uso de drogas em espaços públicos como praças, terminais e imediações de escolas. O membro da CCJ, vereador Daniel Monteiro (Republicanos), afirmou que, embora o tema seja relevante, a competência para legislar sobre penalidades desse tipo é federal e não municipal. “O problema das drogas é milenar. Não vamos resolver com medidas isoladas e sem uma discussão nacional. Elogiei o vereador pela iniciativa, mas o parecer técnico precisa ser respeitado”, explicou. O que previa o projeto A proposta previa que pessoas flagradas consumindo substâncias ilícitas em praças, parques, terminais de transporte e áreas próximas a escolas e hospitais fossem multadas em R$ 1.412, valor que dobraria em caso de reincidência em até 12 meses.Os recursos arrecadados seriam destinados a fundos municipais de segurança, saúde e políticas antidrogas. “Os infratores seriam responsabilizados como pessoa física, com multa administrativa a ser regulamentada pelo Executivo Municipal”, destacou o texto original do projeto. Reações no plenário Durante a votação, o vereador Dilemário Alencar (União Brasil) defendeu a importância do debate e reforçou o aumento do consumo de drogas em áreas centrais da capital. “Cada dia cresce o número de pessoas usando entorpecentes em frente à Praça da Prefeitura. Se não tomarmos atitude, Cuiabá pode enfrentar uma situação semelhante à Praça da Sé, em São Paulo”, alertou. Já a vereadora Baixinha Giraldeli (Solidariedade) questionou a efetividade e aplicabilidade da proposta. “Quem vai pagar essa multa? O usuário? O traficante que a polícia não prende? Se está acontecendo, algo está errado na base da fiscalização”, criticou. O vereador Ilde Taques (PSB) lamentou o arquivamento e destacou que outras cidades brasileiras já aplicam multas semelhantes com bons resultados. “É uma pena o projeto não ter avançado. Precisamos enfrentar o problema das drogas com coragem. O índice de uso em Cuiabá só cresce, e a omissão fortalece o tráfico”, afirmou. Decisão final Com a maioria dos votos, o plenário seguiu o parecer técnico da CCJ e o projeto foi arquivado definitivamente.A decisão encerra o debate, mas reacende a discussão sobre a necessidade de políticas públicas municipais mais efetivas de prevenção e combate ao uso de drogas em espaços urbanos. 📰 MT Urgente News – Informação com agilidade e credibilidade.✍️ Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político
Polícia Civil deflagra operação para combater venda de frios e laticínios clandestinos em Cuiabá
A Polícia Civil, a Vigilância Sanitária e o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) realizaram, nesta quinta-feira (6.11), uma operação de fiscalização para apurar um esquema de manipulação, distribuição e comercialização de produtos alimentícios clandestinos em Cuiabá. Quatro depósitos em bairros de Cuiabá foram vistoriados, sendo que em um deles, no Bairro Jardim Presidente, foram localizados e apreendidos diversos alimentos do setor de embutidos e laticínios fora da validade e armazenados de forma irregular. Uma pessoa foi presa neste local. Nos outros três foram aplicadas apenas infrações administrativas. A investigação, realizada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), teve início após o recebimento de uma denúncia anônima que apontou a existência de estabelecimentos operando fora das normas sanitárias vigentes. De acordo com a denúncia, produtos como queijo, salame, presunto e afins estavam sendo vendidos sem origem lícita, expondo a saúde pública dos consumidores a grave risco. As investigações apontam para a existência de manipuladores ilegais, estabelecimentos que, supostamente, fatiam e embalam produtos “embutidos” e laticínios sem qualquer controle de higiene, utilizando matéria-prima sem procedência confirmada. “Eles recebiam essas mercadorias e faziam o fatiamento, inclusive, localizamos em flagrante, em um dos locais, mercadorias fora da validade sendo abertas e reembaladas para o consumidor final”, contou o delegado Marcelo Menezes, responsável pela investigação do caso. O delegado orientou que os consumidores precisam ficar atentos a ausência do Selo de Inspeção Sanitária, pois os produtos de origem animal devem, obrigatoriamente, conter selos do SIF (Federal), SIE (Estadual) ou SIM (Municipal). Além disso, é importante se atentar à falta de identificação de origem, é necessário que nos rótulos sejam informados o fabricante, CNPJ e endereço. O consumidor precisa reparar também em informações essenciais para o rastreio do produto, como o lote e validade do produto, e se os rótulos estão regulares, com tabelas nutricionais ou informações em acordo com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “A operação visa coibir a prática ilegal, apurar crimes contra as relações de consumo, garantir a segurança alimentar da população e responsabilizar administrativa e criminalmente os envolvidos”, afirmou o delegado Marcelo Menezes. Fonte: PJC-MT
DIREITO DE RESPOSTA DO SINDNAPI
Após a quebra do sigilo fiscal do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos) no âmbito da CPMI do INSS, foram vazadas na imprensa informações de transações bancárias o Sindicato e seus dirigentes, obtidas a partir de Relatório de Inteligência Financeira expedido pelo COAF. A esse respeito, o Sindicato, apesar de ter seu sigilo bancário exposto, direito conferido constitucionalmente a todos os cidadãos e organizações da sociedade civil, não vê qualquer problema, dado que, desde o início da deflagração da Operação Sem Desconto, vem se colocando à disposição das autoridades. Contudo, os dados vêm sendo distorcidos e divulgados de forma irresponsável e mal intencionada, procurando atingir a imagem e respeitabilidade do Sindicato e seus dirigentes, o que merece reparo, além de nosso repúdio. As cifras, frequentemente mencionadas na casa dos bilhões de reais, consistem na soma de entradas e saídas ao longo de diversos anos, o que artificializa o real fluxo de caixa da entidade. Isso faz com que a população seja exposta à percepção, falsa, de que o Sindicato movimenta uma verba que não é compatível com a sua atividade e os serviços prestados no melhor interesse de seus associados e de toda a sociedade, dada a incansável luta da entidade em defesa da proteção social dos aposentados do Brasil. Vejamos, no período de janeiro de 2021 a abril de 2025, o Sindnapi teve receitas de pouco mais de R$ 387 milhões oriundas dos descontos associativos e mais R$ 41 milhões de recebimentos de empréstimos e outras entradas, resultando num total geral de pouco mais de R$ 428 milhões. Considerando o mesmo período, o Sindnapi teve despesas de aproximadamente R$ 458.131.000,00, plenamente justificadas, contabilizadas e auditadas sendo que os principais itens correspondem ao programa Viver Melhor (60,30%), folha de pagamento (11,39%), honorários advocatícios (7,43%), impostos (4,44%) e repasses para as 56 subsedes espalhadas pelo país (3,63%). A diferença de cerca de R$ 30 milhões entre receitas e despesas foi suportada pela poupança e investimentos que giraram na ordem de R$ 70 milhões. Planilhas contábeis, balancetes, auditorias e contas bancárias estão à disposição da Suprema Corte do país, o que ratifica o interesse do Sindnapi em esclarecer os fatos para que se separe entidades idôneas das verdadeiras organizações criminosas. Por fim, manifestamos também repúdio à estratégia que foi mobilizada de vazar na imprensa informações que nem o Sindnapi e tampouco os seus advogados do Sindicato tiveram prévio acesso. Trata-se de expediente dedicado única e exclusivamente a confundir e depreciar o Sindnapi, e que em nada se coaduna com o exercício das liberdades comunicativas, essenciais para o Estado Democrático de Direito.