A proposta de transferir a localização do terminal da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo foi oficialmente descartada durante reunião do Fórum Pró-Ferrovia, realizada nesta segunda-feira (2), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O debate ganhou força após mudanças na legislação estadual redefinirem os limites territoriais, fazendo com que a área inicialmente prevista para o terminal deixasse de pertencer a Cuiabá e passasse a integrar o município de Santo Antônio de Leverger. A possibilidade de instalação da estrutura em Santo Antônio chegou a ser defendida pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD). O parlamentar argumentou que a medida poderia representar uma forma de compensação ao município, que, segundo ele, vem perdendo áreas para cidades vizinhas nos últimos anos e enfrenta indicadores socioeconômicos inferiores aos da Capital. Após diálogo com o presidente do Fórum Pró-Ferrovia e secretário de Desenvolvimento Econômico de Cuiabá, Francisco Vuolo, e com o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), a alternativa foi retirada de pauta. Wilson ponderou, entretanto, que a área em questão está atualmente sob jurisdição de Santo Antônio de Leverger e que qualquer redefinição dependeria de alteração na legislação que trata dos limites municipais. De acordo com Francisco Vuolo, a escolha da área para implantação do terminal obedece a critérios técnicos e estratégicos, pensados para fortalecer toda a Baixada Cuiabana, incluindo municípios como Santo Antônio de Leverger e Várzea Grande. Estudos técnicos indicam que a chegada da ferrovia deve reduzir custos logísticos, atrair novos investimentos e impulsionar a geração de empregos, consolidando a região como um polo intermodal competitivo. O projeto encontra-se na fase de consolidação de licenciamentos e trâmites técnicos, com expectativa de novos avanços ainda em 2026. No mesmo dia da reunião, a concessionária Rumo Logística protocolou documentação complementar necessária para dar sequência à primeira etapa da ferrovia até Cuiabá. Já a inauguração do terminal em Dom Aquino está prevista para o segundo semestre de 2026. O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá, José Afonso Botura Portocarrero, destacou que a ferrovia é uma pauta histórica para a Capital, idealizada ainda pelo senador Vicente Vuolo, e avaliou que o momento é de consolidar o projeto, não de rediscutir sua localização. Representantes da Rumo, da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) também defenderam a manutenção do traçado original, com o terminal na região do Distrito Industrial de Cuiabá. Segundo as entidades, a área já conta com infraestrutura adequada, como fornecimento de gás natural, fator considerado estratégico para estimular a industrialização. Integrante do Fórum Pró-Ferrovia, o engenheiro civil e ferroviário Silvio Tupinambá reforçou que os estudos técnicos realizados ao longo dos anos não indicam viabilidade logística para a mudança do terminal. A reunião contou ainda com a participação de representantes de entidades empresariais, conselhos profissionais e associações comunitárias que compõem o Fórum.
Prefeitura de Cuiabá inaugura nova escola no bairro Novo Horizonte
O prefeito Abilio Brunini fará na quinta-feira (5), às 7h30, a inauguração da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Jescelino José Reiners, localizada na Avenida Goiás, nº 441, bairro Jardim Novo Horizonte. Estão matriculados 560 alunos na nova unidade de ensino, divididos em dois turnos (matutino e vespertino). O início das aulas ocorre de forma imediata. Serão 18 salas de aula. Destas, duas serão exclusivas de atividades pedagógicas multifuncionais, aquelas dedicadas aos alunos diagnosticados com neuro-divergência, como por exemplo, o autismo. Haverá também banheiro para PCDs (Pessoas com Deficiência). A escola Jescelino Reiners foi construída numa área de 2.729,10 metros quadrados. No local ainda há uma quadra com vestiários, banheiros e acabamento de qualidade. Por isso, está apta, desde o primeiro dia, a receber práticas esportivas como futsal, vôlei e handebol. O prefeito Abilio Brunini considera a entrega da escola um momento histórico de sua gestão. “É uma honra contribuir para a expansão da educação pública, permitindo que alunos tenham um ambiente propício à aprendizagem. Uma boa estrutura aliada a um plano de ensino eficiente que faça as crianças alcançarem bons resultados em notas e uma aprendam a ter uma convivência de harmonia dentro e fora da sala de aula”, disse. O secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes, explica que houve muito empenho da atual gestão para tirar a obra do papel. “Há uma preocupação melhorar a infraestrutura da rede municipal. Estamos equipando as escolas com cadeiras, carteiras, ar-condicionado, filtros e geladeiras. São resultados significativos que estamos entregando”.
O improvável que virou realidade: Max Russi entra de vez no radar para voos maiores
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News Aquilo que parecia improvável há alguns anos começa a ganhar forma nos bastidores da política mato-grossense. O menino que nasceu em Salto do Lontra, no Paraná, chegou a Mato Grosso ainda jovem, passou por Jaciara, começou a trabalhar cedo e construiu sua trajetória com base em esforço, articulação e planejamento. Hoje, no terceiro mandato como deputado estadual e ocupando a Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi se consolida como um dos principais estrategistas políticos do Estado. O que antes era um projeto distante — pensado para 2030 — pode começar a ser antecipado. Um nome que cresce naturalmente Nos bastidores, o cenário mudou. Com dificuldades apontadas na consolidação da candidatura de Otaviano Pivetta, atual vice-governador, setores importantes do agro, lideranças empresariais e figuras influentes da política estadual passaram a ventilar o nome de Max Russi como alternativa viável para 2026. Russi nunca afirmou que é candidato ao Governo. Pelo contrário. Sempre que questionado, reforça que seu foco está na Reeleição a Deputado estadual e na organização partidária. Mas a pergunta começa a circular com mais frequência: Se o grupo entender que ele é o melhor nome para dar continuidade à gestão Mauro Mendes, ele aceitaria? Uma coisa é certa: Max é conhecido por respeitar planejamento de grupo. Hoje, o nome natural dentro da base é Pivetta. Porém, política é construção — e construção depende de viabilidade. Um cenário aberto para 2026 O tabuleiro eleitoral já começa a se desenhar. Hoje, temos: Wellington Fagundes, que lidera pesquisas e está consolidado, mas não pertence ao grupo do atual governador. Jayme Campos, do União Brasil, que ainda não viabilizou sua pré-candidatura e pode, no final, compor com Wellington. Natasha Slhessarenko, representando a esquerda e fazendo oposição ao governo Mauro Mendes. E, no campo governista, o nome de Max Russi, que carrega um diferencial raro: baixa rejeição e boa aceitação entre diferentes setores. Nos bastidores, muitos avaliam que ele seria o nome mais equilibrado para manter estabilidade política e diálogo institucional. A força partidária como demonstração de liderança No próximo sábado, Max Russi dará mais um passo estratégico: assume oficialmente e lidera a reestruturação do Podemos em Mato Grosso. O evento promete ser um dos maiores atos de filiação já realizados no Estado, reunindo: Prefeitos Vereadores Lideranças regionais Empresários Representantes do setor produtivo A meta é ousada: formar uma das maiores bancadas estaduais e federais. Se conseguir eleger seis deputados estaduais e dois federais, Max não apenas fortalece o partido — consolida seu nome como articulador de peso no cenário estadual. Um político de centro, mas de estratégia Desde 2022, Max vem ampliando sua presença no grupo do governador Mauro Mendes. Em 2024, foi considerado um dos grandes vencedores do pleito municipal, ajudando a eleger prefeitos e vereadores em diversas regiões. Sua migração estratégica de partido também demonstra leitura política: deixou o PSB, que permanece alinhado ao governo federal, e se posiciona agora em um espaço mais alinhado à centro-direita estadual. Russi costuma se definir como político de centro. E essa posição, hoje, pode ser justamente o que o cenário exige. Governo ou maior bancada da história? Há dois caminhos possíveis: Construir a maior bancada proporcional do Estado e ampliar sua influência. Se as circunstâncias mudarem, voar mais alto. Max Russi admite que seu nome vem sendo ventilado ao Governo. “Ser lembrado sempre é bom. Mas, neste momento, nosso foco é fortalecer o partido e fazer uma boa presidência da Assembleia”, declarou recentemente. Mas política é dinâmica. E quando lideranças do agro, prefeitos e empresários começam a sondar um nome, isso não acontece por acaso. Planejamento, grupo e oportunidade Max sempre foi conhecido por respeitar grupo e planejamento. Hoje, o grupo governista tem um nome posto. Porém, se o cenário mudar e a viabilidade eleitoral apontar outro caminho, a história pode ganhar novo capítulo. O que parecia distante começa a se tornar possível. E, na política, quando o desejo encontra oportunidade e viabilidade, o improvável deixa de ser sonho — e passa a ser estratégia.
Mato Grosso lidera ranking nacional de solvência fiscal e reforça equilíbrio das contas públicas
Mato Grosso conquistou a primeira colocação no indicador de solvência fiscal do Ranking de Competitividade dos Estados 2024, divulgado em 2025 pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O resultado coloca o Estado no topo nacional quando o assunto é equilíbrio entre dívida consolidada e arrecadação recorrente. A solvência fiscal avalia, de forma objetiva, o quanto o Estado deve em comparação ao que arrecada regularmente, desconsiderando receitas atípicas. Quanto menor a proporção entre dívida e arrecadação estrutural, maior a capacidade de manter as contas equilibradas e cumprir compromissos financeiros sem comprometer o orçamento. O indicador faz parte da dimensão de sustentabilidade fiscal do ranking e aponta que Mato Grosso apresenta baixo comprometimento da receita com o pagamento de dívidas. Na prática, isso significa maior estabilidade financeira, previsibilidade orçamentária e segurança para o planejamento e execução de políticas públicas. Segundo o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, o desempenho é resultado de uma política contínua de responsabilidade fiscal. Ele destaca que o controle do endividamento, aliado ao planejamento e à gestão eficiente dos gastos públicos, tem garantido ao Estado uma posição sólida no cenário nacional. O bom desempenho também se reflete em outros parâmetros de avaliação. Em 2024, Mato Grosso recebeu nota A+ na Capacidade de Pagamento (Capag), classificação atribuída pela Secretaria do Tesouro Nacional. O indicador considera critérios como nível de endividamento, poupança corrente e liquidez, demonstrando a aptidão do Estado para honrar seus compromissos com recursos próprios. Com os resultados, Mato Grosso consolida sua posição entre os estados com maior sustentabilidade fiscal do país, reforçando a confiança na gestão das finanças públicas e ampliando as condições para investimentos e desenvolvimento econômico.
Do Xingu para o mundo: arte indígena transforma tradição em negócio criativo sustentável em MT
Em meio às paisagens do Parque Nacional do Xingu, no Alto Xingu, uma iniciativa tem fortalecido a cultura indígena ao mesmo tempo em que impulsiona a economia criativa em Mato Grosso. Liderado pelo artista Takula Diago Mehinako, da aldeia Mehinako, próxima ao município de Gaúcha do Norte, o projeto Mehi Arte aposta na união entre tradição ancestral, inovação e sustentabilidade para consolidar o design indígena contemporâneo no cenário nacional e internacional. A proposta foi contemplada no edital MT Criativo, dentro da Política Nacional Aldir Blanc – Ciclo I, executada no Estado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel), na categoria Crescimento Negócio Criativo e/ou Sociocultural, subitem Crescimento Sustentável. Na fase de consultoria, Takula iniciou a produção de peças a partir da “pakula”, árvore tradicional da região. O trabalho já mobiliza pelo menos 20 indígenas da comunidade, que conta com cerca de 340 moradores, além de outras sete pessoas em Cuiabá, ampliando o impacto social do projeto. A iniciativa busca transformar a arte do povo Mehinako em referência no design indígena contemporâneo, integrando técnicas tradicionais do Xingu à criação de peças exclusivas de decoração, acessórios e objetos utilitários produzidos com fibras naturais e pigmentos vegetais. Entre as metas estão o desenvolvimento de dez novas criações autorais e a implantação de uma plataforma digital com loja online, estratégia que deve expandir a comercialização para todo o Brasil e o exterior. O plano inclui ações de marketing digital, campanhas segmentadas e parcerias com influenciadores e galerias de arte. Já reconhecido nacionalmente por exposições em diferentes regiões do país, Takula também pretende firmar novas conexões para internacionalizar a venda das obras. Além da produção artística, o projeto investe na formação de cinco jovens indígenas nas áreas de gestão, design, produção e empreendedorismo cultural. A capacitação é vista como etapa fundamental para estruturar uma cadeia produtiva autossustentável dentro da própria comunidade, promovendo geração de renda, qualificação profissional e fortalecimento social, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Com forte compromisso ambiental, a proposta adota práticas responsáveis de produção e consumo, priorizando materiais ecológicos e processos alinhados à preservação da natureza — princípio que já marca a trajetória artística de Takula. A “Pakula” se consolida, assim, como um modelo inovador de empreendedorismo cultural indígena, mostrando que tradição e inovação caminham juntas e que o futuro também pode ser ancestral. No edital MT Criativo, 55 projetos foram selecionados na categoria Negócio Criativo e/ou Sociocultural, com investimentos que variam entre R$ 35 mil e R$ 150 mil. Já na categoria Laboratório de Economia Criativa, sete iniciativas receberam R$ 300 mil cada. Somadas, as duas frentes ultrapassam R$ 5,7 milhões em investimentos, além de uma complementação de R$ 1,2 milhão para inclusão de mais nove projetos culturais em Mato Grosso.
IPVA em MT pode ser emitido e validado pelo WhatsApp; Sefaz lança novos serviços digitais
A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) passou a oferecer, a partir desta segunda-feira (2), dois novos serviços digitais voltados ao pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). As novidades permitem a emissão do boleto diretamente pelo WhatsApp oficial do órgão e a validação de boletos ou códigos PIX antes da quitação, reforçando a segurança dos contribuintes. Com a nova funcionalidade, o cidadão pode solicitar a guia de pagamento enviando mensagem para o número (65) 4042-9298, canal que conta com a assistente virtual Iara. Pelo atendimento automatizado, é possível gerar o documento de forma rápida, sem necessidade de acessar o site institucional ou o sistema específico do IPVA. Outra ferramenta disponibilizada é a validação do boleto ou do código PIX emitido pelo sistema. Antes de efetuar o pagamento, o contribuinte pode confirmar se o documento foi realmente gerado pela Sefaz, medida que ajuda a prevenir fraudes e golpes envolvendo a cobrança do imposto. De acordo com o secretário adjunto de Receita Pública, Fábio Pimenta, a ampliação das funcionalidades digitais busca aliar praticidade e proteção ao cidadão. A iniciativa integra o processo de modernização dos serviços fazendários, com foco na digitalização, agilidade e segurança nas operações. A Sefaz orienta que os contribuintes utilizem exclusivamente os canais oficiais para emissão e conferência de documentos, como o WhatsApp institucional, o chatbot e o Portal de Atendimento ao Contribuinte (e-PAC), disponíveis no site da secretaria.
Caminhão com 10 toras gigantes de madeira ilegal é apreendido após fuga de suspeitos em MT
Um caminhão carregado com 10 toras de madeira de origem ilegal foi apreendido pela Polícia Civil em Juína, durante fiscalização realizada na sexta-feira (27) pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema). A abordagem ocorreu na MT-170 e faz parte de uma série de ações voltadas ao combate à extração clandestina de madeira na região. De acordo com a investigação, o veículo transportava aproximadamente 40 metros cúbicos de madeira, supostamente retirada de forma irregular de uma reserva florestal localizada no município de Brasnorte. A prática, segundo a polícia, vinha sendo realizada de maneira reiterada. Os policiais monitoravam veículos com características semelhantes às apontadas nas denúncias quando identificaram o caminhão trafegando pela rodovia. Ao notar a aproximação da viatura, o motorista desviou bruscamente para a Rua das Cabeçudas e parou de forma repentina. Em seguida, o condutor e o passageiro abandonaram o caminhão e fugiram a pé em direção a uma área de mata. Buscas foram realizadas nas imediações, mas até o momento os suspeitos não foram localizados. O caminhão, um modelo da marca Mercedes-Benz, juntamente com os semirreboques carregados de toras, foi apreendido e encaminhado ao pátio da Prefeitura Municipal, ficando sob responsabilidade da Secretaria de Obras. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar os envolvidos e apurar a possível prática de crime ambiental relacionado à exploração e transporte ilegal de produto florestal.
Após disputa entre deputados, Max Russi assegura legalidade na formação da CCJR
“Procedimento seguiu rigorosamente o regimento interno”, afirma presidente da ALMT Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News Após o impasse político envolvendo os deputados Eduardo Botelho e Dilmar Dal Bosco, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso se manifestou nesta segunda-feira (2) sobre o processo de definição dos membros e da presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). Segundo ele, todo o procedimento adotado na composição da comissão seguiu exatamente o mesmo rito aplicado no ano anterior, conforme determina o regimento interno da Casa de Leis. De acordo com o presidente, a indicação dos integrantes e da presidência da CCJR foi formalizada por meio de documento contendo as assinaturas dos parlamentares indicados pelos respectivos blocos partidários. Ele reforçou que a condução inicial do processo não partiu da Presidência da Assembleia, mas do líder do governo. “Esse documento não foi a Presidência que conduziu, não fui eu. Coube ao líder Dilmar fazer esse encaminhamento, exatamente como ocorreu no ano passado. Nós apenas realizamos a publicação”, declarou. O presidente ainda destacou que, antes da oficialização, houve conferência formal das assinaturas apresentadas. “Solicitei ao secretário que verificasse se constavam todas as assinaturas dos membros indicados pelos blocos, e ele confirmou.” Sobre eventuais questionamentos, o chefe do Legislativo estadual afirmou que a Casa está aberta para esclarecimentos. “Se houver qualquer divergência, vamos chamar os parlamentares para verificar como essas assinaturas foram feitas e tomar a decisão necessária.” Ele também pontuou que as assinaturas não foram realizadas de forma secreta, mas registradas formalmente pelos deputados responsáveis pela indicação da presidência e vice-presidência da comissão. Por fim, o presidente relembrou que o mesmo modelo foi utilizado anteriormente, inclusive na ocasião em que o deputado Botelho foi escolhido para função dentro da CCJR, reforçando que o rito adotado segue prática já consolidada no Parlamento estadual. A declaração ocorre em meio a movimentações internas e articulações políticas na Assembleia, evidenciando que a disputa pela composição das comissões segue sendo um dos principais termômetros do equilíbrio de forças dentro da Casa. Veja o vídeo:
Prefeita de Santo Antônio de Leverger troca PSB pelo Podemos em ato com multidão em Cuiabá
A prefeita de Santo Antônio de Leverger, Francielli Magalhães, oficializa neste sábado (7) sua saída do PSB para integrar o Podemos, durante evento marcado para as 7h30, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá. O ato político deve reunir mais de 1,5 mil pessoas e consolidar a chegada de novas lideranças à legenda em Mato Grosso. A mudança partidária ocorre na chamada janela partidária e acompanha o movimento do deputado estadual Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que também deixa o PSB para se filiar ao Podemos no mesmo encontro. A articulação reforça a aproximação política entre a gestora municipal e o parlamentar, parceria que, segundo Francielli, tem garantido avanços importantes para Santo Antônio de Leverger. A prefeita destaca que a decisão simboliza alinhamento político e fortalecimento institucional. Ela afirma que caminhar ao lado de Max Russi representa compromisso, diálogo e apoio direto às demandas do município, ampliando as condições de articulação junto ao Legislativo estadual. Para Max Russi, a chegada de Francielli fortalece especialmente a presença feminina dentro do partido. O deputado defende maior representatividade das mulheres na política e avalia que o Podemos passa a estruturar uma das chapas femininas mais competitivas do Estado para as próximas disputas eleitorais. Além deles, os deputados estaduais Fabio Tardin e Beto Dois a Um também devem oficializar filiação ao Podemos durante o evento, que contará ainda com a presença da deputada federal Renata Abreu, presidente nacional da sigla. O encontro marca um novo momento de reorganização partidária em Mato Grosso e sinaliza a construção de uma base política ampliada com foco nas eleições futuras.
Motoboys conquistam reconhecimento oficial com nova lei que garante pontos de apoio em Cuiabá
A sanção da Lei nº 11.773/2026 foi recebida como uma vitória histórica pelos motoboys de Cuiabá. A nova norma, de autoria da presidente da Câmara Municipal, vereadora Paula Calil, regulamenta a legislação municipal que instituiu o programa “Adote um Ponto” e passa a incluir oficialmente a categoria entre os beneficiados. Com a medida, empresas e pessoas físicas poderão adotar, implantar, revitalizar e manter pontos de parada utilizados pelos profissionais, por meio de parcerias autorizadas pelo poder público. A iniciativa abre caminho para melhorias estruturais em locais já utilizados como apoio, garantindo mais organização, segurança e melhores condições de trabalho. O presidente do Instituto dos Motoboys de Mato Grosso, João Gabriel Muniz, conhecido como “Barbudo”, destacou que a regulamentação representa um avanço aguardado há anos pela categoria. Segundo ele, a lei assegura direitos básicos e oferece mais dignidade aos trabalhadores, especialmente às mulheres que atuam no setor e enfrentam desafios diários, sobretudo no período noturno. Atualmente, pontos estratégicos como a Praça 8 de Abril, a região da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Avenida Historiador Rubens de Mendonça (CPA) já concentram motoboys. Com a nova regulamentação, esses espaços poderão receber intervenções estruturais, desde que atendam aos critérios técnicos definidos pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob). A legislação permite que os adotantes explorem publicidade nos equipamentos urbanos, mediante autorização prévia da Semob, respeitando normas técnicas, regras de acessibilidade e restrições quanto ao tipo de propaganda. O termo de cooperação terá validade inicial de 24 meses, podendo ser prorrogado por até 48 meses. A fiscalização ficará sob responsabilidade do Executivo municipal. Empreendedora no ramo farmacêutico, Paula Calil afirmou que acompanha a rotina dos motoboys desde o início dos anos 2000 e reforçou que, durante a pandemia, ficou ainda mais evidente o papel essencial desses profissionais para o funcionamento da cidade. Para a parlamentar, a aprovação e sanção da lei consolidam um compromisso firmado com a categoria e fortalecem a parceria entre poder público e iniciativa privada. Com a regulamentação, o programa passa a contemplar oficialmente, além de ônibus, táxis, mototáxis e passarelas de pedestres, também os motoboys, ampliando o alcance da política pública e garantindo mais estrutura e reconhecimento aos trabalhadores que movimentam diariamente a capital mato-grossense.