Motoristas relatam prejuízos, viagens canceladas e multas automáticas após nova regulamentação. “Ficou impossível rodar”, diz autônomo que procurou o MT Urgente News. 📍 Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político | MT Urgente News CUIABÁ (MT) – A recente mudança nas regras da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que passou a valer em outubro de 2025, tem gerado grande preocupação entre motoristas autônomos e transportadoras de pequeno porte.A nova regulamentação, que altera o modo como os fretes são fiscalizados e pagos, tem provocado atrasos, autuações automáticas e até paralisações de cargas, especialmente em rotas do Centro-Oeste e do Norte do país. De acordo com motoristas ouvidos pelo MT Urgente News, a mudança — que deveria aumentar a transparência no transporte rodoviário — acabou se tornando uma armadilha burocrática que atinge principalmente os profissionais que trabalham por conta própria. O que mudou na prática A Resolução 6.068/2025 da ANTT, publicada no início de outubro, trouxe duas mudanças principais: Fiscalização automática dos fretesAgora, todo o cruzamento entre o MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais) e a Tabela do Piso Mínimo de Frete é feito de forma digital e em tempo real.Isso significa que qualquer transporte realizado abaixo do valor mínimo fixado pela ANTT é automaticamente detectado pelo sistema e gera multa, sem necessidade de fiscalização presencial. Seguro obrigatório para autônomosAlém disso, a resolução tornou obrigatória a contratação de seguro de carga e responsabilidade civil também para motoristas autônomos — algo que antes era exigido apenas de transportadoras com CNPJ e frota registrada. Multas automáticas e mais custos Com a nova regra, qualquer divergência no valor do frete em relação à tabela mínima é considerada infração grave.As penalidades vão de R$ 550 a R$ 10 mil, dependendo do tipo de carga e da distância percorrida.Na prática, mesmo um frete negociado por necessidade ou retorno — quando o caminhoneiro aceita um valor menor para não voltar vazio — pode gerar multa. 📍 Exemplo prático:Antes, um motorista podia pegar um frete de R$ 3.800 de Sinop a Rondonópolis, mesmo que a tabela mínima fosse de R$ 4.200, só para garantir o retorno.Agora, o sistema detecta a diferença e aplica multa automática para o transportador, que ainda pode ser bloqueado no RNTRC (Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas). Além disso, o novo seguro obrigatório tem custo médio entre R$ 3.000 e R$ 5.000 por caminhão/ano, elevando o custo fixo de operação.Somando combustível, pedágio, manutenção, impostos e taxas, um caminhoneiro que antes gastava cerca de R$ 12 mil por mês, agora pode gastar até R$ 15 mil para manter o veículo rodando. Impactos no transporte e na economia As consequências já são sentidas em todo o país.Empresas e cooperativas relatam queda no número de viagens e atrasos nas entregas.O receio de multas fez com que muitos motoristas recusassem fretes de retorno, deixando rotas importantes — como as de grãos e fertilizantes — com menos caminhões disponíveis. No Mato Grosso, principal produtor de soja do Brasil, a situação é ainda mais preocupante.De acordo com representantes do setor, a nova regra pode aumentar o custo logístico da produção agrícola e reduzir a rentabilidade dos pequenos transportadores. Um levantamento informal da Federação dos Caminhoneiros Autônomos (Fecam-MT) aponta que, nas duas primeiras semanas após a mudança, cerca de 30% dos autônomos deixaram de rodar, aguardando uma posição mais clara da ANTT. Voz da estrada: “Estamos sendo punidos por tentar trabalhar” O MT Urgente News ouviu um motorista autônomo de Cuiabá que preferiu não se identificar.Ele contou que já teve um frete bloqueado após o novo cruzamento automático de dados: “Eu aceitei um frete abaixo da tabela porque precisava voltar pra casa. No outro dia, recebi uma notificação no sistema. Agora, se a gente pega um valor menor, leva multa. Se não pega, o caminhão fica parado. A gente trabalha pra sobreviver, não pra ser punido”, desabafou. ⚠️ Entidades pedem revisão e diálogo Associações e sindicatos do setor pressionam a ANTT para rever a forma como a regra está sendo aplicada.A principal reivindicação é a criação de exceções para fretes de retorno e para motoristas autônomos que não possuem frota ou estrutura empresarial. Para o presidente da Fecam-MT, Robson Martins, o novo sistema “foi feito para as grandes empresas, e não para o caminhoneiro que vive na boleia”. “A ideia de padronizar o frete é boa, mas precisa considerar a realidade do autônomo. Do jeito que está, quem sofre é quem move o país”, afirmou. Quando a mudança entrou em vigor A Resolução 6.068/2025 foi publicada no Diário Oficial da União no dia 30 de setembro de 2025 e entrou em vigor 15 dias depois, em 15 de outubro de 2025.Desde então, a fiscalização eletrônica está 100% ativa e integrada ao sistema nacional de transporte de cargas. Caminhos possíveis e incertezas Enquanto o governo defende que a medida traz mais transparência e segurança jurídica, os caminhoneiros afirmam que a regra foi implementada sem diálogo e sem transição.A expectativa é que a ANTT publique uma portaria complementar nos próximos dias para flexibilizar parte das exigências. Nos bastidores, há pressões políticas e parlamentares — especialmente de bancadas ligadas ao agronegócio — para que o tema seja revisto. 🚦 O peso da estrada e da burocracia O cenário mostra um contraste: de um lado, a busca por modernização e padronização; de outro, uma categoria que se sente cada vez mais sufocada pela burocracia e pelos custos.Motoristas autônomos afirmam que o transporte rodoviário, que já enfrentava altos custos com diesel e pedágios, agora vive um dos momentos mais difíceis dos últimos anos. Enquanto o governo fala em controle, os motoristas pedem respeito e sensatez. O MT Urgente News continuará acompanhando de perto o impacto dessa nova resolução e ouvindo quem mais entende do assunto:os caminhoneiros, que seguem na estrada enfrentando o asfalto, o cansaço e agora também a burocracia que ameaça parar o Brasil.
Max Russi articula bastidores, atrai grandes nomes e prepara o Podemos para ser uma das maiores forças políticas de Mato Grosso
Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político CUIABÁ (MT) – A movimentação política em Mato Grosso ganhou novo rumo com a articulação do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, que vem se tornando o grande protagonista das conversas políticas e partidárias rumo às eleições de 2026.Mesmo antes da abertura da janela partidária, Russi já trabalha nos bastidores para se filiar ao Podemos e consolidar uma das chapas mais fortes e competitivas do Estado. Conhecido pela organização, planejamento e pela capacidade de unir pessoas em torno de um mesmo propósito, Max tem conquistado cada vez mais espaço político e respeito em todas as regiões. Seu estilo conciliador, de quem ouve, decide com equilíbrio e cumpre o que fala, tem atraído lideranças que buscam um grupo coeso, estruturado e com visão estratégica. “A política se faz com diálogo, planejamento e grupo”, afirma Max Russi Com postura de liderança madura e visão de futuro, Max Russi tem ampliado o diálogo com prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias, fortalecendo as bases e construindo uma rede política sólida. “A política é feita com responsabilidade, com planejamento e com pessoas comprometidas. Quem quer vencer precisa estar em um bom grupo, e o nosso tem foco, estrutura e propósito. Estamos formando uma chapa representativa, com nomes que conhecem a realidade do estado e querem fazer a diferença”, afirmou Russi. Um líder que inspira confiança e mobiliza resultados A trajetória de Max Russi à frente da Assembleia Legislativa mostra o perfil de um gestor eficiente e líder confiável, capaz de mediar interesses, resolver conflitos e transformar compromissos em ações concretas.Essa combinação de organização, diálogo e credibilidade tem atraído políticos de diversas regiões e tendências partidárias, que enxergam nele a liderança ideal para construir um novo momento na política estadual. Nos bastidores, o nome de Max é citado como um dos grandes articuladores da próxima eleição, alguém que fala pouco, mas age com precisão e cumpre o que promete — um diferencial cada vez mais valorizado em tempos de descrédito político. Uma chapa forte e nomes que representam todo o Estado O movimento liderado por Max Russi já reflete na formação da futura chapa proporcional do Podemos, que deve reunir nomes conhecidos e novas apostas de todas as regiões de Mato Grosso. Entre os pré-candidatos à Assembleia Legislativa, destacam-se: Priscila Dourado, suplente de deputada (Alto Araguaia) Valdeníria Dutra, vereadora (Cáceres) Joize Marques, liderança (Várzea Grande) Marcelo Aquino, ex-prefeito (General Carneiro) Kan, empresário (Diamantino) Professor Valcimar, (Guarantã do Norte) Karen Rocha, advogada (Tangará da Serra) Janailza Taveira, ex-prefeita (São Félix do Araguaia) Adelcino Lopo, prefeito (Pontal do Araguaia) Gustavo Bang, filho do prefeito João Bang (Nova Xavantina) Ulysses Moraes, ex-deputado estadual Esses nomes reforçam a capilaridade e diversidade do projeto que está sendo articulado por Russi, unindo lideranças com trajetórias sólidas, forte presença regional e compromisso com o desenvolvimento de Mato Grosso. Além disso, outros grandes nomes da política estadual já estão em conversas avançadas com o grupo, interessados em fazer parte desse movimento que cresce a cada semana. Um novo ciclo político começa com liderança e planejamento Max Russi se consolida como um dos líderes mais respeitados e influentes de Mato Grosso, com uma marca cada vez mais evidente: planejar, unir e entregar resultados.Sua forma de fazer política — com diálogo, equilíbrio e visão estratégica — tem reposicionado o Podemos e fortalecido a ideia de um partido que preza por organização, seriedade e protagonismo. “A política precisa de líderes que falem pouco e façam mais. Max tem mostrado que é possível liderar com responsabilidade, cumprir compromissos e construir resultados coletivos”, destacou uma das lideranças regionais que acompanha de perto as articulações. 2026: o Podemos se prepara para ser o partido do equilíbrio e da vitória Com Max Russi à frente, o Podemos deixa de ser uma legenda de apoio e passa a ser um dos principais partidos em ascensão no Estado.A estrutura, o planejamento e a credibilidade do grupo indicam que o partido será uma das grandes forças políticas nas eleições de 2026. Uma coisa é certa: quem deseja disputar e vencer em 2026 sabe que precisa estar em um bom grupo — e o Podemos será um dos melhores caminhos para isso.
Forças de segurança intensificam ações contra adulteração de bebidas alcoólicas em Mato Grosso
As forças de segurança participaram, neste mês de outubro, de pelo menos oito ações de fiscalização e repressão à adulteração de bebidas alcoólicas em Mato Grosso. As operações ocorreram nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Nova Mutum, Barra do Garças, Água Boa, Nova Xavantina e Querência. Participaram das ações a Polícia Militar, Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), em conjunto com vigilâncias sanitárias, órgãos fiscalizadores e de saúde. O secretário adjunto de Integração Operacional da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), coronel Fernando Augustinho, destacou a orientação do Governo do Estado em reforçar a atuação preventiva e integrada das forças de segurança. “Essa atuação visa localizar, investigar e fechar fábricas clandestinas, além de intensificar o monitoramento em pontos de venda por meio de operações conjuntas, com cada instituição atuando dentro da sua expertise. O trabalho conjunto aumenta a eficiência e celeridade das ações. A Politec, por exemplo, realiza a análise de rótulos, tampas e do próprio produto adulterado, gerando provas para as investigações”, explicou o coronel. Fiscalização Em uma das ações realizadas uma distribuidora em Várzea Grande foi alvo de fiscalização após ser apontada como fornecedora de bebidas destiladas para supermercados do interior, onde foram encontradas garrafas com suspeita de adulteração. Mais de 7 mil garrafas de whisky foram retidas no local. A ação foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Vigilância Sanitária Estadual de Mato Grosso, da Vigilância Sanitária Municipal de Várzea Grande e da Politec. As investigações começaram após as Delegacias de Água Boa, Nova Xavantina e Barra do Garças apreenderem diversas garrafas de whisky com suspeita de adulteração ou falsificação em supermercados, entre os dias 22 e 23 de outubro. As ações foram deflagradas depois que a Vigilância Sanitária acionou a Polícia Civil com a denúncia de que várias pessoas passaram mal na região do Araguaia após consumirem bebidas alcoólicas entre os dias 11 e 14 de outubro. Uma das vítimas foi internada em Goiânia (GO), com suspeita de intoxicação por metanol. Durante as oitivas, representantes dos estabelecimentos fiscalizados informaram que o fornecedor das bebidas era uma grande distribuidora localizada em Várzea Grande, o que levou as equipes à operação que resultou na retenção das mais de 7 mil garrafas. “Ainda não há confirmação de que se trata de uma falsificação. No entanto, o material está sendo retido por ser da marca consumida em Água Boa e haver uma divergência entre o número de lote da caixa e o das garrafas. Mas a retenção, neste momento, é uma retirada de mercado, até que a investigação seja concluída”, explicou o delegado Rogério Ferreira, titular da Decon. Trabalho pericial As duas formas mais comuns de adulteração em bebidas alcoólicas são identificadas por meio de irregularidades nos rótulos e pela adição de substâncias perigosas e proibidas, como o metanol. No processo de verificação, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) segue um protocolo rigoroso, utilizado pelas polícias científicas e também pela Polícia Federal. A investigação passa por quatro etapas. O trabalho começa no local de crime, onde as amostras são cuidadosamente coletadas e preservadas. Em seguida, na etapa de documentoscopia, são verificados os rótulos, lacres e selos das embalagens, para identificar possíveis indícios de falsificação. Na sequência, a química forense realiza análises detalhadas das amostras, inclusive de bebidas lacradas, com o objetivo de detectar a presença de substâncias proibidas, como o metanol. Por fim, a toxicologia forense utiliza a cromatografia para identificar o nível exato de substâncias tóxicas e confirmar se houve ingestão por parte dos consumidores. Para o diretor-geral da Politec, Jaime Trevizan Teixeira, o trabalho da perícia em Toxicologia Forense da Politec de Mato Grosso foi peça-chave para transformar em evidência técnica o primeiro caso confirmado de intoxicação por metanol no Estado, abrindo caminho para ações de prevenção, responsabilização e proteção da saúde da população. “É por meio da atuação técnica dos peritos que se torna possível identificar, com precisão científica, a presença dessa substância tóxica em bebidas, sangue, ou materiais recolhidos em locais de apreensão. Além disso, a perícia oficial assegura a proteção da saúde pública, evitando novos casos por meio da identificação da origem do produto adulterado e da interrupção da cadeia de distribuição. Sem o trabalho pericial, não há como comprovar tecnicamente o crime, nem assegurar justiça e segurança à população”.
Após ser deixado de lado pelo PL, Wellington Fagundes se aproxima de Jayme Campos e acende alerta no grupo de Mauro Mendes
Cacique do União Brasil ganha aliados, fortalece base e prepara terreno para uma das disputas mais acirradas da história política de Mato Grosso Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político CUIABÁ (MT) – Depois de o PL virar as costas ao senador Wellington Fagundes, um novo caminho começa a se desenhar no cenário político de Mato Grosso.Nos bastidores, a movimentação mais comentada dos últimos dias é a aproximação entre Wellington e o senador Jayme Campos (União Brasil) — uma aliança que promete mexer com o tabuleiro político e transformar a disputa de 2026 em uma verdadeira batalha de gigantes. De um lado, o grupo de Mauro Mendes, que aposta no vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para dar continuidade ao atual projeto de governo.Do outro, um time de peso liderado por Jayme Campos, agora fortalecido com o apoio de Wellington, e que reúne nomes influentes e insatisfeitos com o atual cenário político. Jayme Campos: o cacique que se levanta Veterano e estrategista, Jayme Campos tem mostrado que ainda é um dos políticos mais influentes de Mato Grosso.Nos últimos meses, o senador intensificou viagens, conversas e reuniões, ampliando sua base política e reconectando antigas alianças.Ao lado do irmão, ex-governador Júlio Campos, ele vem consolidando apoios de prefeitos, deputados e lideranças regionais que não se sentem representados pelas decisões centralizadas do grupo de Mauro Mendes. Jayme tem repetido a interlocutores que a escolha do candidato ao governo não pode ser pessoal, mas sim do grupo político.Com calma e experiência, o senador costura apoios e atrai nomes que até pouco tempo orbitavam ao redor do Palácio Paiaguás.Agora, com Wellington Fagundes a seu lado, o jogo mudou de patamar. 🩵 Wellington e Jayme: a aliança que muda o rumo da disputa Após ser preterido dentro do PL, o senador Wellington Fagundes decidiu reagir.Sem espaço junto ao grupo bolsonarista e com a sigla cada vez mais alinhada a Mauro Mendes, Wellington viu em Jayme Campos um aliado natural — um político com história, base consolidada e discurso independente. Essa união começa a preocupar o núcleo político do governo, que apostava em Pivetta como um nome praticamente imbatível.Mas com Jayme e Wellington no mesmo lado do tabuleiro, o cenário ficou mais equilibrado — e o clima dentro do União Brasil passou de confiança para tensão. “Jayme não aceita ser coadjuvante. Ele joga para liderar, e com Wellington ao seu lado, o equilíbrio de forças mudou completamente”, avaliou um político veterano próximo da base governista. Racha no União Brasil e o dilema de Mauro Mendes O fortalecimento de Jayme acendeu um sinal de alerta dentro do União Brasil.A legenda vive um impasse: quem vai ficar e quem vai sair? Nos bastidores, já se comenta será que Mauro Mendes pode deixar o partido para disputar o Senado em 2026, levando consigo parte de sua base e mantendo aliança com Pivetta (Republicanos).A tendência é que o governador busque abrigo em siglas aliadas como o PL ou até o PRD, comandado por Mauro Carvalho, um de seus mais próximos aliados. Enquanto isso, Jayme Campos segue firme dentro do União, construindo sua própria rota — e testando até onde vai a fidelidade das lideranças estaduais.O embate entre os dois caciques parece inevitável.A disputa pelo controle político da legenda pode ser o primeiro grande capítulo da corrida ao Palácio Paiaguás. Um novo grupo se forma — e cresce rápido Com a força de sua história e o peso de sua articulação, Jayme Campos já começa a reunir um exército de lideranças ao seu redor.Entre os nomes que despontam nesse novo grupo estão:Janaína Riva (MDB), Emanuelzinho (MDB), Carlos Fávaro (PSD) Ministro da Agricultura, Eduardo Botelho (União Brasil) — que ainda carrega mágoa da eleição municipal em Cuiabá e do episódio em que Mauro Mendes o chamou de mentiroso — além de Wilson Santos (PSD), Thiago Silva (MDB), Juarez Costa (MDB), Dr. João (MDB) e Juca do Guaraná (MDB). Essa frente ampla ultrapassa barreiras partidárias e mostra que Jayme vai além do União Brasil — ele lidera um movimento político pela reconstrução e autonomia do estado, com discurso de equilíbrio, diálogo e fortalecimento das bases municipais. “O cacique Jayme não fala em revanche, fala em reconstrução. Ele quer recolocar Mato Grosso no eixo político do diálogo e da união”, disse um aliado próximo. Pedro Taques também entra no tabuleiro Enquanto os grupos se movimentam, o ex-governador e ex-senador Pedro Taques também volta à cena política.Com discurso firme e análises contundentes, ele tem usado entrevistas e vídeos para criticar pontos da atual gestão de Mauro Mendes e alertar sobre a importância de posicionamento político e estratégia de comunicação. Segundo Taques, ninguém vence uma eleição apenas com estrutura — é preciso conquistar o eleitor do adversário mais forte, no caso, o próprio governador, que lidera as intenções para o Senado.Suas declarações reforçam o clima de disputa e mostram que a eleição de 2026 está apenas começando. O jogo começou — e a batalha promete ser histórica O que se desenha é um duelo entre dois grandes projetos:de um lado, o modelo de continuidade representado por Mauro Mendes e Otaviano Pivetta;do outro, o movimento de retomada política liderado por Jayme Campos e Wellington Fagundes, agora aliados em torno de um novo caminho para Mato Grosso. As alianças se multiplicam, os bastidores fervem e, mesmo sem campanha oficial, o clima eleitoral já domina o estado. A pergunta que fica é:👉 Quem vai controlar o União Brasil?👉 Será Jayme Campos o novo desafiante do poder no Palácio Paiaguás?👉 Ou Mauro Mendes deixará o partido para trilhar sua própria rota rumo ao Senado? O certo é que o cenário político de Mato Grosso nunca esteve tão acirrado — e tudo indica que a eleição de 2026 será uma das mais imprevisíveis e intensas da história recente do estado. Por Alex RabeloJornalista e Analista Político Veja o Vídeo:
FEDAF-MT e APROFIR representam Mato Grosso em encontro nacional do cacau e reforçam o papel da agricultura familiar
Evento realizado na Bahia reuniu especialistas e produtores para debater inovação, sustentabilidade e oportunidades para o campo A agricultura familiar de Mato Grosso mais uma vez mostrou sua força e representatividade em nível nacional.As equipes da FEDAF-MT (Federação de Desenvolvimento da Agricultura Familiar de Mato Grosso) e da APROFIR (Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes de Mato Grosso) participaram do 3º Encontro Nacional do Cacau de Alta Produtividade, realizado em Itabuna, na Bahia, no Shopping Jequitibá, entre os dias 23 e 25 de outubro. O evento é considerado um dos mais importantes da cadeia do cacau no país, reunindo especialistas, produtores, pesquisadores e empresários para discutir tecnologias, boas práticas agrícolas e sustentabilidade no cultivo do cacau — uma cultura que vem ganhando destaque também entre os pequenos e médios produtores de Mato Grosso. 🍫 Agricultura familiar em destaque Durante o encontro, as equipes da FEDAF-MT e da APROFIR apresentaram os avanços conquistados em projetos que estão transformando a realidade da agricultura familiar no estado.A participação foi marcada por trocas de experiências, novas parcerias e aprendizados que poderão ser aplicados em várias regiões de Mato Grosso. O técnico Marquinhos, que representou a APROFIR, destacou o valor das informações adquiridas no evento. “Foi uma oportunidade incrível de aprendizado. Levamos a realidade de Mato Grosso e voltamos com novas ideias que vão fortalecer o pequeno produtor e ampliar a produção sustentável. Esse tipo de troca é fundamental para o avanço da agricultura irrigada e familiar no estado”, afirmou. Um dos temas que despertou grande interesse foi o projeto da Calculadora Agrícola, desenvolvido especialmente para Mato Grosso.A ferramenta vai ajudar produtores e técnicos a planejar e otimizar a produção, contribuindo para reduzir custos e aumentar a eficiência das lavouras. Novos viveiros e expansão dos projetos A FEDAF-MT também apresentou ações concretas que fortalecem o desenvolvimento do campo.O diretor de projetos, Mário Benevides, anunciou a implantação de dois novos viveiros de mudas — um em Santo Antônio do Leverger e outro em Nobres — e informou que um terceiro já está sendo planejado para o município de Campo Verde. “Esses viveiros vão garantir mudas de qualidade, ajudando os produtores a iniciarem o cultivo com segurança e produtividade. É um passo importante para fortalecer a agricultura familiar e gerar mais renda no campo”, explicou Benevides. Os viveiros serão integrados ao trabalho da APROFIR, presidida por Hugo Garcia, que tem sido um dos grandes incentivadores da união entre associações, produtores e entidades públicas.Essa parceria tem resultado em projetos modernos e sustentáveis, voltados ao fortalecimento da agricultura familiar e irrigada em todo o estado. “A força do pequeno produtor move Mato Grosso” O presidente da FEDAF-MT, Coronel Paulo Selva, representou o estado no dispositivo de honra do evento e reforçou o papel da agricultura familiar como base do desenvolvimento rural sustentável.Segundo ele, o cultivo do cacau é um exemplo de como é possível gerar renda, preservar o meio ambiente e fortalecer comunidades rurais ao mesmo tempo. “Estamos mostrando que a agricultura familiar pode ser protagonista no desenvolvimento de Mato Grosso. A força do pequeno produtor é o motor que move a nossa economia e alimenta o futuro”, destacou o presidente. Paulo Selva também ressaltou que o trabalho conjunto entre a FEDAF-MT e a APROFIR, liderada por Hugo Garcia, vem construindo uma nova realidade no campo, baseada em inovação, capacitação e apoio técnico permanente. 🚜 União que gera resultados Com ações concretas, projetos modernos e parcerias estratégicas, a FEDAF-MT e a APROFIR seguem lado a lado no fortalecimento da agricultura familiar, ajudando Mato Grosso a se destacar como referência nacional em produção sustentável, irrigada e de alta produtividade. O trabalho das duas instituições prova que quando o produtor é valorizado e tem apoio técnico, o campo cresce — e o estado cresce junto. 📽️ Veja o vídeo da participação da equipe no evento:(aqui entra o link ou vídeo incorporado) Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político https://www.instagram.com/reel/DQMVRdzDhVY/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==
Max Russi consolida liderança e deve transformar o Podemos em uma das maiores forças políticas de Mato Grosso
Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político CUIABÁ (MT) – Com habilidade política e articulação reconhecida em todos os grupos partidários, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, se prepara para uma das movimentações mais estratégicas do cenário político estadual: sua filiação ao Podemos, partido que deve ganhar musculatura e projeção inédita sob seu comando. Considerado um dos principais nomes da política mato-grossense atual, Max combina experiência de gestão, prestígio entre prefeitos e influência sobre o Legislativo, que em 2026 terá um duodécimo superior a R$ 1 bilhão. Essa estrutura o coloca em posição privilegiada para reorganizar alianças e atrair lideranças municipais — movimento que deve reposicionar o Podemos entre os três maiores partidos de Mato Grosso, ao lado do União Brasil e do PL. Liderança que atrai prefeitos e constrói grupo Fontes próximas ao gabinete do presidente afirmam que 35 prefeitos já sinalizaram apoio à migração para o Podemos junto com Max, movimento que vem sendo tratado como uma verdadeira reconfiguração do mapa político estadual. A expectativa é que, com essa base consolidada, o partido consiga eleger ao menos seis deputados estaduais nas próximas eleições, ampliando seu peso na Assembleia e garantindo forte presença regional. “Max une gestão eficiente com sensibilidade política. É respeitado até pelos adversários e tem o que poucos têm hoje: credibilidade e resultado”, avalia um interlocutor próximo. Do PSB ao Podemos: uma virada estratégica A saída de Max Russi do PSB — partido que o projetou — marca também um reposicionamento nacional. A sigla comandada por Renata Abreu vem crescendo em todo o país e busca nomes com densidade eleitoral para fortalecer o projeto de 2026. Com Max à frente, o Podemos passa a ter liderança com capilaridade, estrutura e poder de articulação, condições que o colocam no centro das negociações políticas que vão definir o futuro do Estado. Gestão, resultado e visão de futuro Além do papel político, Max tem se destacado como gestor e líder institucional. À frente da Assembleia, conduziu pautas estruturantes, fortaleceu o diálogo com os municípios e ampliou a autonomia administrativa do Legislativo, consolidando uma imagem de eficiência e equilíbrio. “Ele é o tipo de líder que não atua apenas pensando em eleição, mas em legado. E isso o torna um dos nomes mais fortes de Mato Grosso para o futuro”, resume outro aliado. 💬 Leia mais no site: mturgentenews.com.br 📲 Siga o MT Urgente News no Instagram para mais análises e bastidores da política mato-grossense.
Quem chega mais longe em 2026: o gestor, o cacique ou o bolsonarista?
Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político CUIABÁ (MT) – A sucessão do governador Mauro Mendes (União Brasil) ainda está distante no calendário, mas a corrida eleitoral de 2026 já está em movimento.Nos bastidores, líderes costuram apoios, testam nomes e medem forças para uma disputa que promete ser uma das mais estratégicas e calculadas da história política de Mato Grosso. Três forças se desenham no tabuleiro: o projeto de continuidade do grupo de Otaviano Pivetta (Republicanos); a resistência bolsonarista liderada por Wellington Fagundes (PL); e o xadrez silencioso, porém poderoso, de Jayme Campos (União Brasil). Mais do que nomes, o que se vê é um jogo de planejamento, grupo e poder, onde cada movimento é pensado com antecedência — e os próximos dois anos serão decisivos para definir quem realmente vai herdar o comando político do estado. Pivetta: o sucessor da máquina e o herdeiro político de Mauro Mendes Com o apoio direto e declarado de Mauro Mendes, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) surge como o candidato natural à sucessão.Impedido de concorrer novamente, Mauro aposta que o legado administrativo e a imagem de gestor eficiente sejam suficientes para manter o grupo no poder. O discurso de ambos é claro: pegaram um estado em crise e o transformaram em referência nacional em gestão pública, com equilíbrio fiscal, recorde de obras e estabilidade econômica.Agora, Pivetta percorre o estado, entrega obras, firma alianças e cumpre uma agenda que já tem traços de pré-campanha organizada — tudo com o aval direto do governador. Fontes próximas ao Palácio Paiaguás afirmam que o movimento serve como teste de aceitação popular.Mauro quer medir a força de Pivetta antes de consolidar a sucessão.Nos bastidores, ele também traça seu próprio futuro político: disputar o Senado Federal em 2026, tendo Cidinho Santos como primeiro suplente, e — caso o grupo mantenha coesão — retornar em 2030 como candidato ao governo. “Mauro não erra movimento. Está preparando o terreno com antecedência, e Pivetta simboliza a continuidade e a estabilidade que o eleitor aprendeu a reconhecer”, analisa uma fonte política. Com a máquina na mão, estrutura consolidada e o respaldo do governador, Pivetta entra no jogo com vantagem estratégica, mas carrega um desafio: herdar o legado de Mauro sem se tornar refém dele. Wellington Fagundes: o nome da direita e o racha dentro do PL No campo da direita, o senador Wellington Fagundes (PL) tenta consolidar-se como o principal representante do bolsonarismo em Mato Grosso.Com longa carreira e trânsito livre em Brasília, ele busca manter o apoio de Jair Bolsonaro e do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Mas o terreno não é sólido.O PL de Mato Grosso vive um racha interno — e dos grandes.O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), rompeu a linha partidária ao declarar apoio a Otaviano Pivetta, movimento que surpreendeu aliados de Bolsonaro e do próprio Wellington. Nos bastidores, comenta-se que Abílio tenta emplacar sua esposa como vice na chapa de Pivetta, traçando o próprio caminho para 2028 e 2030, quando pretende disputar o governo estadual.Essa jogada política o aproxima do grupo de Mauro Mendes e o afasta do bolsonarismo raiz. Ao lado de Abílio, os prefeitos Flávia Moretti (Várzea Grande) e Cláudio Ferreira (Rondonópolis) também se alinharam a Pivetta e participaram de uma reunião em Brasília com Valdemar Costa Neto, reforçando que o PL não caminhará com o MDB em 2026 — partido comandado em Mato Grosso pela deputada Janaína Riva, filha do ex-deputado José Riva, um dos políticos mais influentes da história recente do estado. “Nosso principal adversário da direita em Mato Grosso não é o PT, é o MDB”, afirmou Cláudio Ferreira, escancarando a divisão no partido. A ironia é que Wellington Fagundes é sogro de Janaína Riva.Enquanto o senador defende uma aliança com o MDB para ampliar o palanque, a base bolsonarista rejeita qualquer aproximação com o grupo de Bezerra e Riva, considerado símbolo da velha política mato-grossense. Além disso, pesa uma pendência política entre Wellington e Bolsonaro.O ex-presidente, que já o apoiou no passado, agora prioriza o nome do governador Mauro Mendes para o Senado, numa forma de retribuir o apoio que recebeu em 2018 e 2022.O PL nacional também definiu que o apoio oficial ao Senado será para José Medeiros, um dos aliados mais leais de Bolsonaro. Com isso, Wellington fica isolado dentro do próprio partido.Fontes de Brasília já avaliam que, diante desse cenário, ele pode recuar e se alinhar a Jayme Campos, buscando preservar espaço e influência política em Mato Grosso. Jayme Campos: o cacique que observa, costura e pode virar o jogo Discreto, mas altamente estratégico, o senador Jayme Campos (União Brasil) tem se tornado o grande nome de bastidor dessa disputa.Com o irmão e ex-governador Júlio Campos ao lado, Jayme roda o interior, reúne prefeitos, vereadores e empresários, e reforça laços políticos com quem sempre esteve em sua base. Ele já deixou claro a interlocutores que não se sente representado pela escolha pessoal de Mauro Mendes por Pivetta, e que a decisão sobre a candidatura do grupo deve ser partidária e não individual. Jayme aguarda o desfecho da ação que pede a cassação da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL).Se o mandato dela cair, o cenário político muda completamente, abrindo espaço para uma reorganização liderada pelos Campos. Nos bastidores, cresce a expectativa de uma reunião do União Brasil com prefeitos, deputados e dirigentes nacionais.A pergunta que Jayme pretende colocar na mesa é direta: “O partido terá candidatura majoritária em 2026?” Se a resposta for afirmativa, Jayme Campos deve oficializar ali mesmo sua pré-candidatura ao governo. E há mais: Jayme também foi convidado pelo PSD, comandado nacionalmente por Gilberto Kassab e representado em Mato Grosso pelo ministro Carlos Fávaro, para ser o candidato ao governo pela sigla.O convite demonstra que Jayme segue sendo um dos políticos mais respeitados e temidos do estado, com poder de articulação que ultrapassa fronteiras partidárias. “Jayme não joga para perder. Quando entra, é pra disputar — e vencer”, resume um aliado próximo. 🧩 2026: uma eleição de planejamento, grupo e
Morre em Cuiabá a advogada Paula Castela, prima da cantora Ana Castela
Advogada estava grávida e precisou de doações de sangue; artista chegou a mobilizar fãs nas redes sociais CUIABÁ (MT) – A advogada Paula Proença Castela Ribeiro, de 36 anos, prima da cantora sertaneja Ana Castela, faleceu na manhã desta quinta-feira (23), em Cuiabá. Grávida do segundo filho, Paula enfrentava complicações de saúde relacionadas à gestação e estava internada em uma unidade hospitalar da capital. Nos últimos dias, familiares e amigos iniciaram uma campanha nas redes sociais pedindo doações de sangue, mobilização que ganhou força após a própria Ana Castela divulgar o pedido a seus milhões de seguidores. A cantora, que está em Portugal para uma série de shows, agradeceu publicamente pelo apoio recebido. “Obrigada do fundo do meu coração a todas as pessoas que estão compartilhando, falando que querem ir doar, pessoas com o mesmo tipo sanguíneo que moram até em São Paulo e outros lugares. Vocês não têm noção do quanto isso vai ajudar minha prima e deixar minha família feliz”, escreveu Ana em suas redes sociais na quarta-feira (22). Apesar dos esforços, Paula não resistiu às complicações e veio a óbito nesta quinta. Ela era casada, mãe de uma menina pequena e esperava o segundo bebê. Luto e homenagens A notícia da morte causou grande comoção entre familiares, amigos e colegas de profissão. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) divulgou nota de pesar, lamentando a perda da advogada. “Neste momento de despedida, a OAB-MT expressa profundo pesar e solidariedade à família e aos amigos. Que possam atravessar este momento de dor com força e serenidade”, diz o comunicado oficial. A Igreja Assembleia de Deus Nova Aliança, onde Paula congregava, também publicou homenagem nas redes sociais: “Uma verdadeira adoradora do Senhor, exemplo de fé, dedicação e amor à obra de Deus. Neste momento de dor, nos unimos em oração, pedindo que o Espírito Santo console o coração de seus familiares e amigos, fortalecendo a todos com a esperança em Cristo Jesus de que um dia estaremos juntos novamente na eternidade.” Velório O velório de Paula Proença Castela Ribeiro será realizado a partir das 19h, na Igreja Assembleia de Deus Nova Aliança, localizada na Rua Padre Cassimiro, nº 336, em Cuiabá. A família e os amigos pedem orações e respeito neste momento de profunda dor.
Câmara de Cuiabá aprova “Prêmio Saúde” em sessão marcada por debates e críticas ao regime de urgência
Projeto foi apresentado pelo prefeito Abílio Brunini (PL) e busca reduzir perdas salariais após regulamentação da insalubridade; vereadores alertam para possíveis distorções e falta de debate CUIABÁ (MT) – Em uma sessão marcada por discussões acaloradas, a Câmara Municipal de Cuiabá aprovou, nesta quinta-feira (23), por 16 votos favoráveis, o projeto de lei que cria o “Prêmio Saúde Cuiabá”, de autoria do Poder Executivo. A proposta, apresentada pelo prefeito Abílio Brunini (PL), tramitou em regime de urgência e tem como objetivo minimizar as perdas salariais de servidores da Saúde após a recente regulamentação do adicional de insalubridade. A votação ocorreu após intensas negociações. O prefeito Abílio Brunini chegou a permanecer no Legislativo até as 22h de quarta-feira (22), em reunião com vereadores e representantes sindicais, para tentar viabilizar o consenso em torno do texto. Preocupação com possíveis perdas salariais Durante a sessão, o vereador Adevair Cabral (Solidariedade) manifestou preocupação com o impacto do novo formato sobre determinadas categorias. Ele alertou que o Prêmio Saúde pode substituir gratificações já existentes e, em alguns casos, gerar redução de valores pagos a profissionais. “Vou votar favorável, mas é importante dizer que algumas categorias vão perder. Quem trabalha em uma PFS, como dentista, médico ou enfermeira, vai deixar de receber o incentivo de PFS e passará a ter o Prêmio Saúde. Por exemplo, médico da PFS vai ganhar R$ 10,5 mil, enquanto outro pode receber apenas R$ 500. Isso porque um incentivo está sendo trocado pelo outro”, destacou. Eduardo Magalhães critica ausência sindical O vereador Eduardo Magalhães (Republicanos) chamou atenção para a ausência dos líderes sindicais durante a votação e afirmou que o diálogo com as categorias deveria ter sido mais amplo. “Nós não podemos agradar a todos, mas a falta dos representantes sindicais aqui é muito simbólica. Dá a entender que está tudo certo. Se algo der errado depois, procurem seus representantes — eles deveriam estar aqui e não estão”, afirmou. Maysa Leão questiona votação em regime de urgência A vice-presidente da Câmara, Maysa Leão (Republicanos), foi uma das que mais criticou o ritmo acelerado da tramitação, apontando prejuízo ao debate técnico. “Temos votado, recorrentemente, projetos importantes em regime de urgência, e isso prejudica o bom debate. O Ministério Público havia concedido dilação de prazo, então poderíamos ter analisado com mais calma”, declarou. Michelly Alencar defende o diálogo com os servidores Em defesa do Executivo, a vereadora Michelly Alencar (União), presidente da Comissão de Saúde da Câmara, afirmou que o texto foi construído após conversas com representantes das categorias e que o projeto é fruto de um esforço para evitar prejuízos maiores aos servidores. “O prefeito ouviu as classes, dialogou e buscou alternativas. A grande perda seria se nada tivesse sido feito. O diálogo construiu uma solução possível para minimizar os impactos”, ressaltou Michelly. Como funcionará o Prêmio Saúde Cuiabá O Prêmio Saúde Cuiabá passa a vincular o pagamento à produtividade, qualidade do atendimento e assiduidade dos servidores.De acordo com o texto aprovado: Médicos receberão R$ 10.854,19; Cirurgiões-dentistas, R$ 10.444,19. Esses valores substituem a antiga Gratificação PSF, que era paga de forma fixa, sem critérios de desempenho. O prefeito Abílio Brunini explicou que, antes, o benefício de R$ 9.600 era concedido a profissionais com carga de 20 horas semanais, embora muitos cumprissem 40 horas sem controle de produtividade. Com o novo modelo, o pagamento será proporcional aos dias efetivamente trabalhados, e faltas ou licenças médicas impactarão no valor final. As metas de produtividade e qualidade serão definidas entre novembro e dezembro de 2025, com implantação total em janeiro de 2026. Incentivo para agentes de saúde e combate às endemias O projeto também prevê reajuste para Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), que passarão a receber um incentivo mensal de R$ 500. Segundo o Executivo, a medida busca valorizar os profissionais da linha de frente e garantir sustentabilidade orçamentária na folha da Saúde municipal. Debate acalorado e clima político A aprovação do Prêmio Saúde Cuiabá ocorre após semanas de tensão entre o Executivo e o Legislativo, que vem discutindo pautas salariais e estruturais da área da saúde.Enquanto o governo municipal defende que o novo modelo corrige distorções e premia o mérito profissional, parte dos vereadores alerta para riscos de desigualdade e falta de diálogo com os servidores. O projeto agora segue para sanção do prefeito Abílio Brunini, que deve oficializar a criação do programa ainda nas próximas semanas.
Cuiabá e VG têm 730 mil veículos; Frota de MT cresce o dobro da média nacional em 5 anos
A frota de veículos em Cuiabá e Várzea Grande chegou a 730 mil unidades. Ou seja, considerando os habitantes das duas cidades isso equivaleria a dizer que 76,7% da população possui um carro ou uma moto, conforme dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT). Nas ruas da capital é possível verificar o aumento na quantidade de veículos no trânsito, gerando congestionamento, inclusive, em locais que não têm obras acontecendo. Conforme os dados do Detran, a frota de veículos no Estado cresceu o dobro do registrado no restante do país entre os anos de 2019 e 2024. A frota brasileira cresceu 25,5% entre 2019 e 2024, enquanto a de Mato Grosso cresceu 50,3% no mesmo período. Ao final de 2024, a frota total de Mato Grosso atingiu 2,7 milhões de veículos. No Brasil, são 123,9 milhões de veículos. E o número de veículos deve aumentar. Segundo os dados da B3, a Bolsa de Valores, os financiamentos para veículos chegaram a 5,3 milhões de unidades no país em setembro de 2025, entre novos e usados. Esse é o maior volume de crédito liberado para as pessoas desde 2011. O crescimento da frota e a busca por crédito prova que o mato-grossense ainda tem como sonho ter um veículo na garagem. Essa alta demanda reflete não só a força da atividade econômica, o poder de compra do cidadão e seu desejo de liberdade de mobilidade, mas também revela uma outra face da moeda: o impacto no trânsito, pesando na mobilidade urbana nas cidades.