Por Alex Rabelo – MT Urgente News Mais de um ano depois do fechamento total para reforma, o Terminal do CPA 3, um dos principais pontos de embarque e desembarque de Cuiabá, segue fechado, inacabado e sem previsão de conclusão.O local, que deveria ser entregue em 210 dias, está com obras paralisadas e estrutura degradada, transformando-se em um símbolo do abandono da gestão pública na capital. Fechado oficialmente em junho de 2024, o terminal deveria ter sido modernizado para atender melhor cerca de 40 mil passageiros por dia.A promessa incluía banheiros novos, climatização e acessibilidade, mas o que se vê hoje é o oposto: tapumes, entulho, improviso e frustração. Em janeiro de 2025, a obra chegou a 80% de conclusão, segundo a prefeitura. Desde então, nenhum avanço foi registrado.A equipe do MT Urgente News esteve no local e confirmou o cenário: dentro do terminal, o silêncio das máquinas e a poeira acumulada substituíram o barulho dos ônibus e o vai e vem da população. “A gente também é impactado, porque o povo fica revoltado — e com toda razão”, disse um motorista do transporte coletivo, que pediu para não ser identificado. Reforma simples, problema crônico O projeto inicial, orçado em R$ 1,5 milhão, foi apresentado ainda em 2022, com promessa de modernização rápida.Três anos e um novo contrato depois, o custo saltou para R$ 2,5 milhões — e a entrega nunca aconteceu. O terminal está cercado por tapumes, com apenas uma pequena “portinha” aberta para motoristas acessarem o banheiro.De fora, moradores veem a estrutura se deteriorar, sem explicações claras sobre prazos ou responsáveis. “Isso aqui é o menor dos problemas da cidade, mas mesmo assim não conseguem resolver”, afirma Moisaniel Batista, 60 anos, morador do CPA.“Pra prefeitura é uma obra pequena, mas pra gente significa conforto e dignidade.” Paradas improvisadas e insegurança Com o terminal interditado, os passageiros foram espalhados em oito pontos de parada improvisados ao redor da obra.Os abrigos são simples e não protegem contra o sol nem a chuva.Durante o dia, o calor é insuportável; à noite, a falta de iluminação cria um ambiente de medo e insegurança. “O sol bate de frente, o povo disputa um pedacinho de sombra”, reclama Euriene Lourdes, 29 anos, usuária do transporte coletivo.“À noite é ainda pior, porque fica escuro e perigoso.” A falta de acessibilidade também é constante:os pontos improvisados não têm rampas e dificultam o embarque de idosos e pessoas com deficiência.Uma comerciante próxima afirma já ter visto idosos quase caindo ao tentar subir no ônibus. Sem banheiro, sem água, sem estrutura Com o fechamento, a população perdeu serviços básicos que existiam dentro do terminal — como banheiros, bebedouros e lanchonetes.Ambulantes que trabalhavam no local também foram prejudicados, sem espaço regularizado para vender. “Prometeram que a gente voltaria logo, mas já faz mais de um ano.A verdade é que ninguém dá satisfação e a gente continua nesse improviso”, desabafa uma vendedora ambulante. A iluminação precária à noite agrava o sentimento de abandono.“Nos sentimos enganados, porque prometeram modernização e o que temos é descaso”, completou. Falta gestão, sobram promessas O caso do Terminal do CPA 3 é mais do que uma obra parada: é o retrato da falta de planejamento e continuidade administrativa em Cuiabá.Enquanto o tempo passa, milhares de usuários enfrentam calor, poeira, insegurança e improviso todos os dias. Uma reforma que deveria representar avanço e respeito com o cidadão, acabou virando símbolo da lentidão e da falta de prioridade da gestão municipal. “O problema não é só a demora. É a sensação de que ninguém se importa com quem depende do transporte público”, disse um morador. E enquanto a prefeitura não define uma data para entrega, o terminal segue fechado —um monumento ao esquecimento no coração da capital mato-grossense.
Polícia Civil deflagra operação contra cooperativas envolvidas com extração ilegal de minérios em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta segunda-feira (20.10), a Operação Rastro de Érebo, para cumprimento de mandados judiciais em cooperativas que realizavam a extração ilegal de minérios em áreas de preservação permanente nos municípios de Peixoto de Azevedo e Matupá. A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), busca apurar e coibir crimes de danos ambientais em áreas estaduais, provocados por balseiros que realizavam a extração ilegal de minérios nos rios Peixoto e Peixotinho, entre as duas cidades. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão nas cooperativas, localizadas em Peixoto de Azevedo, que exploravam a atividade minerária sem licença ambiental emitida pelo órgão estadual competente, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). A decisão da Justiça da Comarca de Peixoto de Azevedo também determinou a eventual inutilização das balsas quando não for possível a remoção, estabeleceu o bloqueio das atividades das cooperativas, a interdição dos empreendimentos até que regularizem a situação junto aos órgãos ambientais competentes e a proibição de emitir notas fiscais e movimentar a exploração minerária ilegal causadora de dano ambiental, sob pena de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento. O trabalho operacional, realizado pelas vias fluvial, aérea e terrestre, contou com a atuação integrada das forças de segurança pública e órgãos fiscalizadores ambientais, com o objetivo de conter o avanço dos danos contra o meio ambiente causados pela extração ilegal. Participaram da operação equipes da Dema, Coordenadoria de Recursos e Operações Especiais (Core), Delegacia Regional de Sinop, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Batalhão de Operações Especiais (Bope), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ao todo, 41 profissionais foram empregados na Operação Rastro de Érebo, entre policiais civis, militares, agentes de fiscalização estadual e federal e peritos oficiais, com apoio de 13 viaturas, um helicóptero e cinco embarcações. Investigação A Dema iniciou a investigação em junho deste ano, após receber denúncias acerca de um cenário preocupante de degradação ambiental provocado por atividades de mineração ilegal nas proximidades dos rios Peixoto e Peixotinho. Conforme apurado pela Polícia Civil, a extração clandestina vem causando uma série de impactos ambientais que comprometem não apenas o equilíbrio ecológico local, mas também a qualidade da água que abastece a população de Peixoto de Azevedo e Matupá. As investigações apontaram que as áreas de preservação permanente foram invadidas e degradadas por maquinários utilizados em garimpo, resultando em processos erosivos e no assoreamento dos cursos d’água. Os suspeitos são investigados pelos crimes de poluição, causar danos a florestas de preservação permanente e impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas, previstos na Lei Ambiental nº 9.605/98. Dano Contra a Natureza O delegado Guilherme Pompeo, responsável pela investigação, explica que a principal consequência desse tipo de crime é a crescente poluição dos rios, cujas águas têm apresentado níveis elevados de sedimentos, produtos químicos e metais pesados. Essa contaminação coloca em risco o sistema de captação e tratamento de água municipal, podendo gerar sérios prejuízos à saúde pública, além de destruir e comprometer a fauna e a flora aquáticas. Além da poluição das águas, a extração ilegal também devastou extensas áreas de vegetação nativa, comprometendo habitats de espécies aquáticas e terrestres. “O uso de maquinário pesado agravou a erosão das margens, alterou o curso natural dos rios e intensificou o assoreamento. O resultado é um ambiente em desequilíbrio, no qual a fauna e a flora lutam para sobreviver diante da pressão crescente das atividades criminosas”, disse o delegado. De acordo com a delegada titular da Dema, Liliane Murata, essa investigação exige alto grau de especialização das equipes envolvidas, bem como demanda integração entre inteligência e ação operacional, desde o início das diligências até a sua execução final, pois envolve risco elevado e grande complexidade. “O principal objetivo é reduzir os danos ambientais, restabelecer a sensação de segurança e proteger a saúde da população e do meio ambiente, que, quando utilizado de forma sustentável, gera conforto e benefícios econômicos à sociedade. No entanto, quando explorado ilegalmente, causa prejuízos sociais, ambientais e econômicos a todos”, destacou a delegada Liliane Murata. Nome da Operação Érebo, na mitologia grega, é a personificação das trevas e da escuridão profunda, sendo um dos deuses que nasceu do Caos, associado às regiões escuras e ocultas da Terra, onde há ausência total de luz — simbolizando mistério, perigo e ocultação. O nome “Rastro de Érebo” significa uma investigação profunda em um ambiente hostil, misterioso e prejudicial, pois evoca a ideia de um rastro deixado pela escuridão e pelas sombras que permeiam o subsolo e lugares ocultos onde ocorre a lavra ilegal de forma clandestina.
Sinfra informa novas intervenções nas Avenidas do CPA e Prainha para recuperação de asfalto e obras de drenagem
As obras de implantação do Sistema BRT seguem avançando em Cuiabá com o início de novos serviços nas Avenidas Historiador Rubens de Mendonça (CPA) e Tenente-coronel Duarte (Prainha) a partir desta segunda-feira (20.10). A medida poderá provocar interdições parciais no trânsito, de forma pontual. Nesta semana, o Consórcio Integra BRT avança com serviços de terraplenagem e regularização do solo entre o Ganha Tempo da Praça Ipiranga e a Avenida Dom Bosco. Nesse trecho, haverá bloqueios parciais da pista para a movimentação de máquinas. Já o trecho entre a Avenida Dom Bosco e o ginásio do Colégio Salesiano São Gonçalo passará por serviços de implantação de drenagem e lançamento de pedras. Para esse serviço, será necessária a interdição parcial de uma faixa da pista. Na Avenida do CPA, as equipes iniciam a recuperação do asfalto entre o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA), na Avenida do CPA, e a Avenida Mato Grosso, com interdição parcial da pista. Já entre o Supermercado Comper e a loja Havan, será feita a travessia de tubulação de drenagem, com uma interdição na Rua B. Os serviços serão realizados pela concessionária Águas Cuiabá de forma intercalada, com interdição de apenas uma pista por vez. Para acompanhar os serviços em andamento para implantação das obras do BRT, clique aqui.
Operação Lei Seca prende oito condutores na avenida da FEB em Várzea Grande
Oito condutores foram presos em flagrante durante a Operação Lei Seca, realizada entre a noite de sexta-feira (17.10) e a madrugada deste sábado (18.10), na Avenida da FEB, no bairro Manga, em Várzea Grande. Do total de presos, sete estavam embriagados, um deles com agravante por desacatar os agentes de segurança pública e por estar em posse de droga. O oitavo detido entregou o próprio veículo a uma pessoa não habilitada. De acordo com o relatório da operação, 130 veículos foram abordados e 133 condutores fizeram o teste de alcoolemia. Também foram lavrados 88 autos de infração de trânsito, sendo 24 por conduzir veículo sem registro ou não licenciado, 18 por conduzir sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), 15 por conduzir sob efeito de álcool, oito por recusa ao teste de alcoolemia e 23 por infrações diversas. A operação terminou com 39 veículos removidos, sendo 28 carros e 11 motocicletas. A Operação Lei Seca é realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), sob a coordenadoria do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), em conjunto com o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Corpo de Bombeiros (CBM), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo. A Guarda Municipal de Várzea Grande e Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá integram as equipes da Sesp quando as ações ocorrem em seus municípios.
“Mato Grosso entre o passado e o futuro: quem tem preparo e resultado para liderar o próximo ciclo?”
Por Alex Rabelo – MT Urgente News As eleições de 2026 ainda não estão no calendário das urnas, mas já fazem parte das conversas nos bastidores e corredores do poder.Em Mato Grosso, o clima é de pré-campanha disfarçada de gestão. Reuniões, viagens e declarações públicas revelam um xadrez político que começou muito antes do previsto. De um lado, Mauro Mendes (União Brasil) mantém o discurso de resultados e boa gestão.Do outro, Jayme Campos (União Brasil) segue ativo, mostrando que experiência e influência política ainda contam muito no jogo.E, como peça estratégica do tabuleiro, Otaviano Pivetta (Republicanos) desponta como nome técnico da base governista, articulado, mas ainda medindo forças com o cenário. Nos bastidores, porém, cresce o nome do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB) — que, com um perfil de gestor equilibrado, vem conquistando a confiança de lideranças regionais e o respeito popular.Sua marca é o planejamento, o diálogo e a entrega de resultados, pontos que o colocam, cada vez mais, no radar das discussões sobre o futuro político de Mato Grosso. Mauro e Jayme: o duelo de gigantes A disputa entre Mauro Mendes e Jayme Campos não é oficial, mas todos sabem que a relação política entre os dois tem sido marcada por disputas silenciosas.Mauro defende o legado administrativo e quer manter o grupo no poder; Jayme, experiente e articulado, conhece o jogo e sabe o valor de quem constrói alianças duradouras. Ambos são fortes, mas representam estilos diferentes de governar:um é técnico e centralizador; o outro, político e agregador.Nos bastidores, o que se comenta é que essa diferença de perfis pode definir o rumo das alianças e dos apoios até as convenções de 2026. Pivetta: o técnico entre os políticos O vice-governador Otaviano Pivetta é visto como o nome natural da continuidade.Tem perfil técnico, experiência de gestão e trânsito entre setores produtivos e empresariais.Mas enfrenta o desafio de se conectar emocionalmente com o eleitorado, especialmente os mais conservadores, que ainda não o veem como uma figura política de massas. Pivetta é respeitado, mas precisa ser reconhecido — e, em política, isso faz toda a diferença. Max Russi: o nome que cresce com equilíbrio e resultado Enquanto os holofotes estão voltados para o Palácio Paiaguás e Brasília, Max Russi trabalha — e entrega.Na presidência da Assembleia Legislativa, consolidou uma gestão marcada por diálogo, respeito institucional e foco em resultados concretos para os municípios. Seu nome ganha força de forma orgânica, sem imposição nem barulho, apoiado por prefeitos, vereadores e lideranças que o veem como um político acessível, equilibrado e comprometido. “Max tem uma qualidade que anda rara na política: ele escuta antes de falar”, comenta um aliado. Entre os bastidores, há quem diga queMax Russi representa um novo perfil de liderança — o gestor que pensa o Estado de forma prática, sem brigas partidárias ou discursos vazios.Um nome que constrói pontes, enquanto outros ainda brigam por protagonismo. Wellington Fagundes: o desafio da direita O senador Wellington Fagundes (PL) é o nome declarado do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar o governo de Mato Grosso.Mesmo com o apoio simbólico do bolsonarismo, Fagundes ainda enfrenta dificuldades para ampliar sua base e consolidar apoios estratégicos. Prefeitos e lideranças do próprio PL têm se mostrado divididos, e muitos deles já demonstraram afinidade com o grupo de Otaviano Pivetta, liderado por Abílio.A falta de uma estrutura coesa e de uma narrativa clara tem dificultado o avanço do senador, que busca se reposicionar em um cenário onde a direita também disputa protagonismo interno. Cuiabá: o espelho da política A capital vive um momento de desgaste político e administrativo.O prefeito Abílio Brunini (PL) enfrenta críticas de todos os lados: servidores insatisfeitos, vereadores em conflito e uma população que começa a cobrar as promessas de campanha. A frase dita em 2020 — “Cuiabá não falta dinheiro, falta gestão” — voltou a ecoar nas redes e nas conversas de esquina, mas agora em tom de ironia.A cidade arrecada mais, mas a sensação é de que a administração parou no discurso. E essa realidade tem servido de exemplo para o restante do Estado: o eleitor mato-grossense está mais atento ao resultado do que ao discurso, e isso deve pesar nas urnas. O eleitor em silêncio, mas atento Se há algo que 2024 e 2025 ensinaram à política de Mato Grosso, é que o eleitor cansou de espetáculo.Cansou de quem fala demais e faz de menos.Cansou de quem acredita que governar é gravar vídeos diários ou posar como influenciador. “Achou que era fácil.”“Achou que dava pra fazer tudo sozinho.”“Fala demais e entrega de menos.”“Virou um show de promessas e pouca gestão.” Essas são frases que têm se repetido nas conversas de barbearia, nas rodas de amigos e nos bastidores políticos.O povo observa — em silêncio —, mas com julgamento cada vez mais criterioso.A era da “fama digital” sem entrega real está chegando ao fim. A corrida por 2026 não é apenas sobre quem tem mais seguidores, alianças ou recursos.É sobre quem entrega, quem une e quem entende o que o povo realmente espera.Enquanto alguns gastam energia com disputas e discursos, outros trabalham — e é aí que o eleitor começa a enxergar a diferença. Porque, no fim, a política não é feita de likes, mas de resultados.E o eleitor mato-grossense, mais do que nunca, aprendeu a distinguir quem trabalha de quem só aparece. Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político | MT Urgente News
Câmara aprova projeto que garante adicional de insalubridade a servidores da Saúde após articulação de Paula Calil
Presidente da Câmara liderou negociações e evitou agravamento da crise na saúde pública de Cuiabá, marcada por tensão, insegurança e ameaça de greve A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), teve papel decisivo na aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 40929/2025, que regulamenta o pagamento do adicional de insalubridade aos profissionais da Saúde. A votação ocorreu na última quinta-feira (16), após semanas de tensão, impasse e até ameaças de paralisação da categoria. O projeto, de autoria do Executivo, é resultado de uma ampla articulação política liderada por Paula, que assumiu a linha de frente nas conversas entre servidores, vereadores, o prefeito Abílio Brunini (PL) e o Ministério Público do Estado (MP-MT), buscando destravar o diálogo e garantir uma solução viável. “Nosso compromisso sempre foi com o diálogo e com o respeito aos profissionais da Saúde. Reunimos todos os lados para chegar a um consenso e garantir segurança jurídica, estabilidade e sensibilidade com quem está na linha de frente”, afirmou a presidente. Crise e mediação política A discussão sobre o pagamento da insalubridade gerou grande preocupação entre os profissionais, que chegaram a cogitar paralisações diante da falta de clareza sobre os cálculos e valores. O impasse começou após a homologação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) pelo MP-MT, em 2023, que exigia a revisão dos critérios de pagamento do adicional. Com o diálogo travado entre o Executivo e os sindicatos, Paula Calil assumiu o protagonismo das negociações, promovendo reuniões com as categorias, o Ministério Público e a Prefeitura. A principal reunião ocorreu em 10 de outubro, quando a presidente articulou uma carta conjunta pedindo a prorrogação do prazo para cumprimento do TAC. Dias depois, o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca, e o prefeito Abílio Brunini firmaram o acordo para estender o prazo até dezembro de 2025, sem possibilidade de novas prorrogações. O que muda com o novo projeto Com a nova regulamentação, os repasses passam a ser realizados com base no salário-base dos servidores, levando em conta o tempo de serviço e o grau de exposição de cada função. A proposta também garante correções e compensações para evitar perdas salariais durante o período de adequação. Além de cumprir as recomendações do Ministério Público, a medida traz previsibilidade e tranquilidade financeira para centenas de profissionais que aguardavam uma definição há meses. Próximos passos: LTCAT e ajustes finais Outra frente de atuação da presidente é a condução das discussões sobre o Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho (LTCAT), documento que mede o grau de exposição dos servidores a agentes nocivos. Durante reunião no MP-MT, também na quinta-feira (16), ficou definido um novo prazo até janeiro de 2026 para conclusão e entrega do laudo. O objetivo é consolidar as informações técnicas necessárias para encerrar de forma definitiva o TAC firmado entre o órgão e o município. “A Câmara cumpriu seu papel de intermediar, ouvir e construir soluções. A insalubridade é um direito que precisa ser garantido com responsabilidade e diálogo. Seguiremos acompanhando cada etapa desse processo”, destacou Paula Calil. Entenda o caso 2023 – MP-MT homologa TAC que exige revisão no pagamento da insalubridade. Outubro de 2025 – Categoria ameaça greve; Paula assume a mediação. 10/10/2025 – Reunião no Legislativo resulta em pedido formal de prorrogação do TAC. 16/10/2025 – Câmara aprova o PLC 40929/2025 e o MP-MT estende o prazo até o fim do ano. Janeiro de 2026 – Prazo final para conclusão do LTCAT e revisão completa do benefício. A atuação firme e equilibrada da presidente Paula Calil foi fundamental para conter a crise e restabelecer o diálogo entre os poderes e os servidores. O avanço representa não apenas uma vitória administrativa, mas também um exemplo de liderança feminina, capacidade de negociação e compromisso com o serviço público.
Vídeo: Mauro Mendes rebate críticas e diz que deputados “choram de barriga cheia” sobre emendas parlamentares
Governador afirma que Mato Grosso é um dos poucos estados que paga emendas regularmente e critica parlamentares por priorizarem festas em vez de áreas essenciais Por Alex Rabelo — Redação17 de outubro de 2025 O governador Mauro Mendes (União Brasil) reagiu às críticas de deputados estaduais sobre supostos atrasos no pagamento das emendas parlamentares e afirmou que os parlamentares estão “reclamando de barriga cheia”. Segundo o governador, Mato Grosso é um dos poucos estados do país que mantém um cronograma regular de repasses, mesmo em meio a ajustes fiscais e altos investimentos públicos. “Tem estado em que o deputado tem R$ 3 milhões ou R$ 4 milhões em emendas por ano.Mato Grosso está chegando a R$ 25 milhões, e estamos pagando todos os anos regularmente”, afirmou Mendes. Planejamento e prioridades O governador explicou que a liberação das emendas segue um planejamento rigoroso, dentro do cronograma definido pela Secretaria de Fazenda, e rebateu as alegações de que o governo estaria atrasando os pagamentos por razões políticas. Mendes ainda criticou a priorização de emendas feita por alguns deputados, ressaltando que parte dos recursos foi destinada a eventos festivos, enquanto áreas essenciais como saúde ficaram em segundo plano. “Até aquelas emendas da saúde, que geraram discussão, não foram pagas antes porque eles priorizaram festas.A grande parte das emendas que eles escolheram já foi liberada, e até o fim do ano todas serão pagas”, reforçou o governador. Emendas em dia e recorde histórico De acordo com Mauro Mendes, todas as emendas parlamentares previstas para 2025 serão quitadas até o final do ano, seguindo o mesmo padrão de pontualidade dos últimos exercícios.Ele destacou que o volume de recursos repassados atualmente é o maior da história de Mato Grosso, e que o governo vem cumprindo os pagamentos com responsabilidade e transparência. “A gestão é técnica e responsável. Temos feito repasses recordes, dentro da legalidade e da nossa capacidade financeira.As críticas não se justificam diante do volume de recursos que o Estado está destinando ao Legislativo”, concluiu o governador. As emendas parlamentares são recursos do orçamento estadual indicados pelos deputados para financiar obras, ações sociais e projetos nos municípios.Nos últimos anos, o valor desses repasses aumentou consideravelmente em Mato Grosso, tornando-se um dos principais instrumentos de atuação política dos parlamentares junto às suas bases eleitorais. Com a aproximação do período eleitoral, o debate sobre critérios de liberação e prioridades de aplicação tem intensificado as divergências entre o Executivo e o Legislativo. Video:
Morre Mara Lucia, esposa do secretário de Cultura de Curvelândia que faleceu em acidente na MT-250
A cidade de Curvelândia está de luto pela morte de Mara Lucia Fernandes Devetak, de 41 anos, que faleceu nas primeiras horas desta sexta-feira (17), no Hospital Regional de Cáceres.Ela não resistiu aos ferimentos sofridos em um grave acidente ocorrido na noite de quinta-feira (16), na rodovia MT-250, em Mirassol D’Oeste (300 km a oeste de Cuiabá). No mesmo acidente, morreu seu marido, Fernando da Silva Lisboa, de 45 anos, secretário de Turismo, Cultura, Esporte, Lazer e Meio Ambiente de Curvelândia. O acidente De acordo com informações apuradas, o casal trafegava pela rodovia quando o veículo em que estavam capotou e caiu de uma ponte.Os dois ficaram presos às ferragens. Fernando morreu ainda no local, antes da chegada do socorro. Mara Lucia foi resgatada inconsciente, com fraturas expostas nas pernas, e levada em estado gravíssimo ao Hospital Regional de Cáceres, mas não resistiu aos ferimentos e morreu nas primeiras horas desta sexta-feira (17). Quem era Fernando da Silva Lisboa Fernando Lisboa era um nome bastante conhecido na região.Formado em Ciências Contábeis, ele se destacou pela atuação como gestor público e também por sua paixão pelo esporte.Era atleta, corredor e ciclista, sendo tricampeão mato-grossense de Ciclismo nos anos de 2022, 2023 e 2024. Desde o início de 2025, estava à frente da Secretaria de Turismo, Cultura, Esporte, Lazer e Meio Ambiente de Curvelândia, onde desempenhava um trabalho reconhecido pela comunidade local. Nota de pesar A Prefeitura Municipal de Curvelândia divulgou uma nota oficial lamentando profundamente a morte do secretário: “A Prefeitura Municipal de Curvelândia comunica o falecimento do Secretário de Turismo, Cultura, Esporte, Lazer e Meio Ambiente do nosso município, o Sr. Fernando da Silva Lisboa. Neste momento de dor, prestamos nossas sinceras condolências à família, amigos e a todos que conviviam com Fernando da Silva Lisboa, rogando a Deus conforto e paz aos corações enlutados. O legado deixado por Fernando da Silva Lisboa, marcado por dedicação e compromisso com nossa comunidade, será lembrado com respeito e gratidão.”
Sebrae/MT promove festival para valorizar a produção de queijos em Mato Grosso
O Sebrae/MT apresenta o 1º Festival do Queijo e Produtos Lácteos de Mato Grosso, uma iniciativa criada para desenvolver a economia e gerar valor aos pequenos negócios, promovendo mais força competitiva no mercado local, regional e nacional, além do apoio à agroindustrialização e à profissionalização do setor no estado. O evento acontecerá nos dias 24 e 25 de outubro, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, com entrada gratuita. Uma grande oportunidade para viver experiências gastronômicas e culturais que valorizam as tradições mato-grossenses. Esta é a maior celebração da cultura queijeira de Mato Grosso, oferecendo praça de alimentação com restaurantes e food trucks, feiras com produtores locais, apresentações culturais e muito mais. Junto ao evento, também acontecerá o 2º Concurso de Queijos e Produtos Lácteos de Mato Grosso, que reconhece a produção artesanal do estado em diferentes categorias. A cerimônia está marcada para o dia 25 de outubro, às 20h. O 1º Festival do Queijo e Produtos Lácteos de Mato Grosso é uma idealização do Sebrae/MT com apoio do Governo do Estado por meio de EMPAER, INDEA, SEAF e SES, do CRMV/MT, FIEMT, SENAI e Sindilat.
Cuiabá recebe antídoto contra metanol e se prepara para possíveis casos de intoxicação
Cuiabá recebeu 28 ampolas do antídoto Fomepizol, medicamento utilizado no tratamento de intoxicações por metanol, substância tóxica frequentemente encontrada em bebidas alcoólicas adulteradas. As doses foram encaminhadas ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), unidade de referência no atendimento de casos de intoxicação e envenenamento em Mato Grosso. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o hospital concentrará o estoque e poderá redistribuir o medicamento para outros municípios do interior, caso sejam registradas ocorrências. Atualmente, não há casos confirmados ou suspeitos de intoxicação por metanol em Mato Grosso, e o estoque recebido é considerado suficiente diante do cenário atual. O Ministério da Saúde informou que o número de ampolas enviadas ao estado foi calculado com base na população local, segundo os dados mais recentes do IBGE. Novas remessas poderão ser solicitadas, se houver necessidade. O HMC foi escolhido para centralizar o armazenamento por ser referência no atendimento de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS). As doses foram destinadas à farmácia da emergência do hospital e estão disponíveis para uso imediato em casos de emergência. Com o medicamento em estoque e o monitoramento ativo do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), Cuiabá mantém um plano de ação preparado para garantir resposta rápida e eficaz diante de possíveis intoxicações por metanol. As autoridades reforçam o alerta à população: evite consumir bebidas alcoólicas de origem duvidosa ou sem procedência comprovada, principal forma de prevenção contra casos de envenenamento. Dados nacionais O Ministério da Saúde recebeu um lote com 2,5 mil unidades do Fomepizol, que foram distribuídas a todos os estados e ao Distrito Federal. Outras 1.000 ampolas permanecem no estoque estratégico nacional. A entrega foi realizada na quinta-feira (9). Até o momento, o Brasil contabiliza 36 casos confirmados de intoxicação por metanol, todos relacionados ao consumo de bebidas adulteradas.Foram registradas sete mortes — cinco em São Paulo e duas em Pernambuco. Outros 156 casos estão em investigação, enquanto 362 suspeitas foram descartadas. Há ainda 11 mortes em análise.