O Ministério da Educação (MEC) abriu o processo para que faculdades privadas participem da oferta de vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no segundo semestre de 2025. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (22), por meio do Edital nº 18/2025. Como funciona As instituições interessadas precisam registrar no Sisfies (sistema do programa) quais cursos, turnos e unidades terão vagas disponíveis. O prazo vai de 1º a 8 de outubro de 2025. Só podem participar faculdades que já tenham adesão válida ao Fies e ao Fundo Garantidor do Fies (FG-Fies). Regras para participação Para oferecer as vagas, as faculdades devem: ter cursos de graduação bem avaliados pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes); divulgar em seus sites e murais a lista de cursos e turnos com vagas; garantir acesso gratuito à internet para inscrições; não cobrar taxa dos candidatos. Se houver erros ou necessidade de ajustes, as instituições terão de 9 a 14 de outubro de 2025 para corrigir as informações no sistema. Como será a seleção A escolha das vagas será feita pela Secretaria de Educação Superior (Sesu/MEC), levando em conta: o orçamento disponível; a avaliação dos cursos no Sinaes; a demanda por financiamento em cada região; prioridade para cursos de medicina. Edital para estudantes No dia 14 de outubro de 2025, o MEC deve publicar um novo edital voltado diretamente aos estudantes interessados em disputar essas vagas. Nesse documento estarão as regras e o calendário do processo seletivo. As vagas serão destinadas a alunos que consigam cumprir a frequência mínima exigida no segundo semestre de 2025. O que é o Fies Criado em 2001, o Fies é um programa do MEC que financia cursos de graduação em faculdades privadas com boas avaliações no Sinaes. O objetivo é ampliar o acesso ao ensino superior, oferecendo crédito estudantil com condições facilitadas de pagamento.
Valdemar reafirma liderança de Bolsonaro no PL e cita Tarcísio, Ratinho e Michelle como opções para 2026
Mesmo declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continua sendo considerado por aliados a figura central nas eleições presidenciais de 2026. Segundo o presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, caberá exclusivamente a Bolsonaro a escolha do candidato que representará a sigla na disputa. Em entrevista ao Podcast Política de Primeira, Valdemar destacou que o ex-presidente mantém uma liderança “incontestável” no partido e, por isso, ninguém será lançado sem o aval dele. “É ele quem vai decidir, porque é o dono dos votos. Pode definir no próximo ano ou até às vésperas da eleição. Em 2018, Lula, mesmo preso, escolheu Haddad na última hora. Bolsonaro terá a mesma prerrogativa”, afirmou Valdemar. O peso político de Bolsonaro Para Valdemar, apesar da inelegibilidade, Bolsonaro ainda é a principal força da direita no Brasil e possui a capacidade de transferir votos, o que o torna peça-chave na definição da chapa presidencial. O dirigente ressaltou que o partido aguarda a decisão final da Justiça Eleitoral, mas que a palavra de Bolsonaro será determinante. Possíveis nomes em análise Embora tenha evitado apontar favoritos, Valdemar mencionou lideranças que, segundo ele, têm aprovação popular sólida em seus estados e poderiam representar o PL ou compor alianças: Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, considerado um dos nomes mais próximos a Bolsonaro; Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, que mantém alta aprovação; Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, com bom desempenho regional; Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás; Tereza Cristina (PP), senadora por Mato Grosso do Sul e ex-ministra da Agricultura; Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, além dos filhos Eduardo e Flávio Bolsonaro, que também aparecem como alternativas. “Na minha opinião, vai rodar por aí. Temos opções fortes. Mas será Bolsonaro quem vai bater o martelo”, disse Valdemar. “Ainda há esperança” de candidatura Apesar da decisão do TSE, Valdemar afirmou acreditar que ainda existe chance de Bolsonaro voltar a disputar diretamente a presidência, citando o exemplo de Lula, que após ser preso retornou ao Palácio do Planalto. “Quando Lula estava preso, ninguém acreditava que ele seria candidato novamente. Ele foi, concorreu e venceu. Então, ainda há esperança”, declarou. O cenário para 2026 O PL se prepara para a eleição presidencial apostando na força da imagem de Bolsonaro como líder do campo conservador. Mesmo sem estar nas urnas, o ex-presidente poderá influenciar alianças, compor chapas e direcionar sua base de apoiadores. A expectativa é que a decisão oficial do partido seja anunciada após as convenções partidárias de 2026, mas os bastidores já indicam movimentações intensas para a escolha do nome que tentará suceder Lula no Planalto.
Bombeiros militares orientam família por telefone e salvam bebê engasgado
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) salvou, na tarde deste domingo (21.9), um recém-nascido de 22 dias que havia se engasgado no Bairro Cidade Alta, em Alta Floresta (a 792 km de Cuiabá). Segundo a mãe, o bebê tem refluxo, o que poderia ter causado o episódio de engasgo. A equipe da 7ª Companhia Independente Bombeiro Militar (7ª CIBM) foi acionada via 193, e, enquanto a equipe realizava o deslocamento à residência da vítima, a equipe do Centro de Operações de Bombeiros (COB) prestou orientações por telefone aos pais. Os familiares da vítima seguiram corretamente as instruções técnicas para a realização das manobras de desobstrução de vias aéreas e conseguiram desengasgar o bebê. Quando os bombeiros chegaram ao local, verificaram que a criança já estava desengasgada, com sinais vitais preservados e respirando normalmente. Após o desengasgo, os bombeiros orientaram aos familiares a encaminhar a criança até uma unidade hospitalar para avaliação de um médico especialista. *Sob supervisão da SD Karine Miranda
Fávaro volta ao Senado para votar contra a PEC da Blindagem
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), vai reassumir temporariamente sua cadeira no Senado Federal para participar da votação da PEC da Blindagem, já aprovada pela Câmara dos Deputados e agora em análise pelos senadores. A proposta amplia o foro privilegiado para parlamentares, estabelecendo que deputados e senadores só poderão ser investigados ou presos com autorização prévia do Legislativo, mediante votação secreta. A medida tem sido duramente criticada por diferentes setores da sociedade e também por parte dos próprios parlamentares. Fávaro não escondeu sua indignação e classificou o projeto como um retrocesso: “Acho que a Câmara perdeu a vergonha com essa proposta. Muitos dos deputados que votaram a favor desse absurdo foram os mesmos que, no passado, organizavam manifestações defendendo a Ficha Limpa e criticavam o foro privilegiado”, afirmou. Estratégia do governo Além de Fávaro, outros ministros com mandato de senador também devem retornar ao Congresso para reforçar a base contra a aprovação da PEC. Um deles é o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, que já anunciou que pedirá licença da pasta para votar. A participação desses ministros-senadores faz parte da estratégia do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca evitar a aprovação do texto como saiu da Câmara. Uma alternativa em discussão, proposta pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), restringiria a blindagem apenas a crimes de opinião, mas ainda divide os parlamentares. Resistência no Senado O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), pretende colocar a PEC em votação na próxima quarta-feira (24). O clima é de forte debate, já que a proposta enfrenta grande resistência. Em Mato Grosso, a bancada está dividida: enquanto Fávaro e a senadora Margareth Buzetti (PP) se posicionam contra, o senador Wellington Fagundes (PL) já declarou apoio à medida.
Avenida do CPA terá mudanças no trânsito com desativação de retornos para obras do BRT
A partir desta terça-feira (23), o trânsito na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), em Cuiabá, passará por alterações importantes devido às obras do sistema BRT (Bus Rapid Transit), executadas pelo Governo do Estado em parceria com a Prefeitura de Cuiabá. As mudanças fazem parte da reestruturação viária necessária para implantação do novo modal e incluem a desativação definitiva dos retornos ao longo da via, medida que busca melhorar a fluidez do tráfego e reduzir riscos de acidentes. 👷 Agentes da Semob estarão ao longo da avenida orientando os condutores sobre os novos trajetos. Como vai funcionar a circulação: Quem vem do CPA e deseja retornar: deverá acessar a Rua Mestre Teodoro Lourenço da Costa, virar à esquerda na Rua Conselheiro Dr. Ênio Vieira e, em seguida, retornar para a Avenida do CPA. Quem vem do Centro e deseja retornar: deverá entrar na Rua Desembargador Carlos Avalone, virar à direita na Avenida Cássio Caberlin, seguir pela Avenida Etiópia e retornar para a Avenida do CPA. Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, essas medidas foram planejadas em conjunto com a Secretaria de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT) para garantir maior eficiência no trânsito durante e após as obras. 📌 O objetivo é preparar a região para receber o BRT, projeto que promete modernizar o transporte coletivo da Capital, reduzir engarrafamentos e dar mais segurança a motoristas e pedestres.
Fila de doguinhos em açougue do CPA 3 encanta moradores em Cuiabá; VEJA VÍDEO
No CPA 3, Setor 5, em Cuiabá, uma cena inusitada e encantadora tem conquistado moradores e viralizado nas redes sociais: uma fila organizada de cachorros que, sem qualquer treinamento, aguardam pacientemente por ossos e pedaços de carne oferecidos por um açougue tradicional da região. 📌 Tradição e surpresaO açougue, com mais de 40 anos de história, passado de pai para filho, sempre foi reconhecido pela qualidade da carne. Mas agora também ganhou fama pela rotina inesperada dos visitantes de quatro patas. 📌 Disciplina surpreendenteTodos os dias, os cães aparecem no mesmo horário e, de forma surpreendentemente organizada, respeitam a ordem da fila para receber sua parte. A cena, descrita como “mais educada que muito humano”, tem arrancado risadas e comentários bem-humorados dos moradores. 📌 Atração localO comportamento dos animais transformou o local em uma atração: clientes param para assistir, fotografar e gravar vídeos. “É impressionante ver como eles entendem a vez de cada um. Eles realmente se comportam como se fossem parte da comunidade”, relatou um frequentador. A rotina já virou marca registrada do açougue e um verdadeiro exemplo de convivência entre humanos e animais, provando que até mesmo na fila do ossinho pode haver disciplina e encantamento.
Apenas 7 emendas parlamentares foram pagas pela Prefeitura em 8 meses de gestão Abílio
Em oito meses de administração, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), liberou apenas sete emendas parlamentares apresentadas por vereadores da Capital. Os dados constam no Portal da Transparência da Prefeitura, com informações atualizadas até 31 de agosto deste ano. 📌 O que são emendas impositivas?As emendas parlamentares são recursos do orçamento municipal indicados diretamente pelos vereadores para atender demandas da população, como apoio a eventos, melhorias em infraestrutura e programas sociais. Em 2024, cada vereador teve direito a indicar cerca de R$ 2,9 milhões. 📌 Quem já foi contempladoSegundo o relatório, apenas quatro vereadores tiveram parte de suas emendas executadas até agora: Mário Nadaf (PV): três emendas pagas, todas no valor de R$ 25 mil cada, destinadas a eventos religiosos como a Festa de São Jorge, Festa de Santo Antônio e Festa do Sagrado Coração de Jesus. Marcus Brito Jr (PV): duas emendas liberadas – uma de R$ 43,2 mil e outra de R$ 306,2 mil – voltadas ao suporte estrutural e técnico dos Jogos Estudantis Cuiabanos. Eduardo Magalhães (Republicanos): recebeu R$ 350 mil para a realização da 1ª Taça Cuiabá de Voleibol. Chico 2000 (PL): conseguiu a liberação de R$ 600 mil para a tradicional 36ª Corrida do Bom Jesus de Cuiabá. 📌 E as demais emendas?As outras indicações apresentadas pelos vereadores seguem paralisadas. A Prefeitura informou, em nota no Portal da Transparência, que os convênios dependem de análise técnica de enquadramento da proposta e de celebração de um Termo de Fomento entre o Município e as Organizações da Sociedade Civil (OSC) responsáveis pela execução. 📌 HistóricoAs emendas impositivas foram criadas durante a gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), mas também sofreram críticas pela baixa execução. Em 2023, a Câmara Municipal estabeleceu que 2% da receita líquida do Município deve obrigatoriamente ser destinada às emendas parlamentares. Com a previsão de orçamento de R$ 5,4 bilhões para este ano, cada um dos 27 vereadores poderá indicar entre R$ 5 e R$ 6 milhões em emendas a serem pagas em 2026.
Jovem morre em acidente de moto na Avenida das Torres, em Cuiabá
Um jovem de 25 anos morreu na manhã de domingo (21) após sofrer um acidente de moto na Avenida das Torres, no bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá. Ele perdeu o controle do veículo, caiu no canteiro central e não resistiu aos ferimentos. O amigo que estava na garupa teve fraturas nos dois braços. Ambos foram socorridos e encaminhados ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Segundo informações de testemunhas, a motocicleta saiu da pista e colidiu no canteiro central. O piloto não resistiu e faleceu pouco depois de dar entrada no hospital. Já o passageiro passou por cirurgia e segue em recuperação. O caso foi registrado e será investigado pela Polícia Civil.
Corpo é encontrado próximo à ponte do Rio Sararé em Vila Bela
O corpo de um homem foi encontrado na tarde de domingo (21) próximo à ponte do Rio Sararé, em uma região de garimpo, em Vila Bela da Santíssima Trindade (521 km a oeste de Cuiabá). De acordo com informações apuradas, por volta das 16h a polícia foi acionada por um popular, que relatou ter visto a vítima no local. A área é conhecida por ser ponto de desova de pessoas ligadas a conflitos em garimpos. Ao chegar, a equipe policial encontrou o corpo enrolado em uma rede de descanso, com objetos pessoais ao lado. Um ferimento nas costas foi identificado, mas não foi possível determinar a causa da morte no local. O corpo foi recolhido e encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), que será responsável por apontar a causa oficial do óbito. O caso segue sob investigação.
Isolamento político: pré-candidatura de Wellington Fagundes ao Governo perde força no PL
A pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Palácio Paiaguás em 2026 enfrenta cada vez mais sinais de isolamento dentro do próprio partido. A direção nacional do PL, liderada por Valdemar Costa Neto, já indicou preferência por apoiar uma composição com o governador Mauro Mendes (União Brasil) e o deputado federal José Medeiros (PL), deixando Fagundes em segundo plano. Segundo aliados, a decisão teria respaldo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que vê Mauro e Medeiros como nomes estratégicos para a disputa majoritária. Na prática, isso inviabilizaria o espaço do senador na chapa e abre caminho para que o grupo bolsonarista apoie também o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) como sucessor de Mendes. Insatisfação e isolamento Nos bastidores, comenta-se que Fagundes recebeu a notícia com indignação e perplexidade. Para interlocutores, a pressa em lançar sua pré-candidatura foi uma tentativa de ocupar espaço e ganhar visibilidade antes dos concorrentes. No entanto, a falta de apoio interno, de alianças estratégicas e de densidade eleitoral tem deixado sua caminhada cada vez mais solitária. Mesmo em sua base, Rondonópolis, o senador enfrenta dificuldades de consolidar apoio popular. Vale lembrar que já tentou disputar a prefeitura do município em 2000 e 2004, sem sucesso. O risco de uma candidatura isolada Especialistas avaliam que, sem palanques fortes e sem musculatura política, a pré-candidatura de Wellington Fagundes tende a se tornar mais um movimento de visibilidade e barganha do que um projeto real de poder. Antecipar a corrida pode garantir manchetes, mas transformar essa exposição em votos efetivos será um desafio enorme. A possibilidade de o PL ficar neutro em Mato Grosso também é ventilada, já que a prioridade nacional seria preservar a unidade em torno de nomes ligados diretamente a Bolsonaro. Análise A decisão do senador de se lançar ao Governo pode até lhe render projeção momentânea, mas o cenário mostra mais fragilidade do que potencial. Se não construir alianças sólidas e ampliar sua base de apoio, corre o risco de ter sua pré-candidatura lembrada apenas como uma largada precipitada e isolada. Na política, tudo é questão de momento. E, como lembram analistas, o momento de maior força de Wellington Fagundes foi no início dos anos 2000. Hoje, o jogo parece bem mais difícil para o senador rondonopolitano.