Decisão inédita condena um ex-presidente por crimes contra a democracia; parte do Brasil reage com tristeza e perplexidade O Brasil viveu nesta quinta-feira (11) um momento histórico e, para muitos, doloroso. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão em regime inicial fechado por participação na trama golpista que buscava abalar o Estado Democrático de Direito. É a primeira vez na história do país que um ex-presidente é condenado por crimes contra a democracia. O placar foi de 4 votos a 1, consolidando uma decisão inédita e de grande repercussão. O que estava em julgamento O processo envolvia Bolsonaro e aliados acusados de articular um golpe de Estado para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva em 2023. Segundo a Procuradoria-Geral da República, reuniões ministeriais, documentos e declarações públicas mostravam um plano concreto para subverter a ordem constitucional. As condenações Jair Bolsonaro (PL) – 27 anos e 3 meses em regime fechado, por organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Mauro Cid, ex-ajudante de ordens – 2 anos em regime aberto, em razão da colaboração premiada. Walter Braga Netto – condenado, com pena ainda a ser detalhada. Outros aliados também foram condenados com penas proporcionais ao grau de participação. Onde Bolsonaro está agora Bolsonaro já se encontrava em prisão domiciliar desde 4 de agosto, por decisão cautelar do ministro Alexandre de Moraes. Com a condenação, a situação pode mudar, mas a defesa ainda pode recorrer antes da execução definitiva da pena. Próximos passos jurídicos Embargos de declaração – A defesa deve apresentar recurso para questionar pontos do acórdão, o que pode atrasar a execução da pena. Recursos internos no STF – Há possibilidade de levar o caso ao plenário completo da Corte. Trânsito em julgado – Quando não houver mais recursos, a condenação se tornará definitiva. Execução da pena – O cumprimento da pena será definido. Por ter mais de 70 anos, Bolsonaro pode pleitear prisão domiciliar por questões de saúde e idade. Reações e impacto A decisão gerou reações imediatas em todo o país: Para apoiadores, a condenação representa uma injustiça histórica e um ataque político. Para opositores, o julgamento mostra a força das instituições diante de uma tentativa de ruptura democrática. Nas redes sociais e ruas, parte da população demonstrou tristeza e perplexidade ao ver um ex-presidente eleito pelo voto popular condenado por tentar subverter o mesmo sistema que o levou ao poder. Símbolo e alerta Mais do que a condenação de uma figura política, o julgamento se torna um símbolo do momento democrático brasileiro: Mostra a fragilidade das instituições diante de ataques internos. Mas também evidencia a resistência da Constituição, que puniu aqueles que buscaram violá-la. O Brasil, agora, observa com atenção os próximos passos da Justiça — entre recursos, apelos da defesa e a execução da pena.
Entenda como o STF pode definir o futuro de Bolsonaro e seu núcleo político
Plenário entra na reta final da análise do “núcleo crucial” da trama golpista; ministros devem consolidar maioria pela condenação O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quinta-feira (11) o julgamento que pode definir o destino do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus principais aliados no chamado “núcleo crucial da trama golpista”. A sessão marca o quinto dia de análise e pode ser decisiva, já que os ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin devem apresentar seus votos. Até agora, o placar está 2 a 1 pela condenação. O que já foi decidido Na terça (9), Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pela condenação dos oito réus, incluindo Bolsonaro. Na quarta (10), o ministro Luiz Fux divergiu: votou pela condenação apenas de Mauro Cid e Braga Netto, absolvendo os demais, inclusive Bolsonaro. Com isso, já há maioria para condenar Cid e Braga Netto por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Crimes em discussão Segundo o relator Alexandre de Moraes, a maioria dos réus deve responder por: Organização criminosa armada; Tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito; Tentativa de golpe de Estado; Dano qualificado por violência e grave ameaça; Deterioração de patrimônio tombado. No caso de Alexandre Ramagem, Moraes defendeu condenação apenas por três crimes (organização criminosa, tentativa de golpe e tentativa de abolição do Estado democrático de direito). Dino acompanhou, mas sugeriu penas menores para alguns réus. As divergências de Fux O voto de Luiz Fux surpreendeu ao pedir a absolvição da maioria dos acusados, incluindo Bolsonaro. Ele alegou que: O STF não seria competente para julgar o caso, já que os denunciados não ocupam mais cargos com foro privilegiado. O tamanho do processo e o volume de provas (70 terabytes de dados) comprometeriam a ampla defesa. Apesar disso, Fux reconheceu a validade da delação de Mauro Cid, alinhando-se a Moraes e Dino nesse ponto. O que falta decidir O julgamento deve ser concluído na sexta-feira (12). Até lá, ministros como Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e outros ainda precisam votar, o que vai definir não apenas a formação da maioria, mas também o tamanho das penas. Defesas em ação Ao longo do julgamento, os advogados tentaram desconstruir as acusações: Mauro Cid alegou irregularidades na investigação e na delação. Ramagem disse não haver provas de uso de documentos eletrônicos. Heleno alegou ter sido alvo de “Abin paralela”. Anderson Torres acusou a PGR de distorcer fatos sobre sua viagem aos EUA. Braga Netto classificou a delação de Cid como “mentirosa”. Bolsonaro afirmou que não teve tempo para analisar todo o processo, chamando-o de “tsunami de dados”. A posição da PGR Na sustentação oral, o procurador-geral Paulo Gonet reforçou que o golpe já estava em curso durante reuniões entre Bolsonaro, ministros e comandantes militares. “Quando o presidente e o ministro da Defesa se reúnem com os comandantes das Forças Armadas, sob sua direção, para executar fases finais do golpe, o golpe já está em curso”, disse Gonet. Para ele, todos os envolvidos devem ser responsabilizados, cada um na medida de sua participação. Próximos passos O julgamento deve terminar até sexta (12). O STF deve consolidar maioria pela condenação. As próximas sessões definirão as penas de cada acusado.
Operação expõe a barbárie de crimes contra crianças em Mato Grosso
A Polícia Civil deflagrou a segunda fase da Operação Infância Segura, cumprindo mandados em Cuiabá e Barra do Bugres contra suspeitos de armazenar material de abuso sexual infantil. A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (11), a segunda fase da Operação Infância Segura, com o objetivo de combater crimes de abuso sexual infantojuvenil no ambiente digital. Foram cumpridos quatro mandados judiciais em Cuiabá e Barra do Bugres, que resultaram na apreensão de armas, munições e diversos equipamentos eletrônicos. O horror revelado As investigações apontaram para o armazenamento e compartilhamento de imagens e vídeos de abuso sexual contra crianças e adolescentes em celulares e computadores. Em um dos casos, os investigadores identificaram a tentativa de coagir uma adolescente de outro estado a produzir e enviar vídeos íntimos, revelando a gravidade e a perversidade da prática criminosa. Além disso, um dos alvos da operação foi preso por posse ilegal de armas e munições, ampliando o alcance da ação policial. Tecnologia a serviço da investigação O trabalho investigativo envolveu a análise detalhada de dados cibernéticos, que permitiu identificar os suspeitos e fundamentar os pedidos judiciais. Celulares, computadores e dispositivos de armazenamento apreendidos serão periciados para confirmar os conteúdos criminosos e possibilitar a identificação de novas vítimas ou outros envolvidos. Barbárie que exige reação Casos como este escancaram a barbárie do abuso infantil no ambiente virtual. O que poderia parecer distante, ou restrito a espaços obscuros da internet, na verdade está presente em diferentes camadas sociais e precisa de enfrentamento permanente. A ação reforça que a internet não é um território sem lei e que criminosos que usam o ambiente digital para atacar crianças e adolescentes serão identificados e responsabilizados. Compromisso permanente da Polícia Civil De acordo com a Polícia Civil, a Operação Infância Segura é contínua e demonstra o compromisso da instituição na proteção dos mais vulneráveis. “A defesa de crianças e adolescentes no ambiente digital é prioridade. A internet não é um espaço sem lei e vamos continuar atuando com rigor contra quem insiste em praticar esse tipo de barbárie”, destacou a instituição. A operação deixa uma lição clara: crimes digitais contra crianças acontecem todos os dias e exigem não apenas ação policial, mas também o olhar atento da sociedade. Mais do que cumprir mandados, é um alerta para que a proteção da infância seja tratada como prioridade absoluta.
Seduc reúne selecionados para o programa MT no Mundo em evento de pré-embarque nesta quinta-feira (11)
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) promove, nesta quinta-feira (11.9), o evento oficial de pré-embarque da 3ª edição do programa de intercâmbio MT no Mundo 2025, reunindo os 128 participantes selecionados para a experiência internacional. O encontro será um momento de preparação para os 100 alunos, 13 professores, 14 monitores e um psicólogo, que integram os 128 participantes selecionados para a viagem. Durante o período, eles terão aulas de inglês, farão visitas técnicas e participarão de atividades culturais. Na cerimônia, os participantes receberão kits personalizados do programa, terão acesso às orientações finais e conhecerão a programação oficial da viagem. A ação marca o início de uma jornada de aprendizado e crescimento pessoal, que inclui vivência em famílias anfitriãs e formação acadêmica no exterior. Intercâmbio MT no Mundo 2025 O quê: Evento de pré-embarque do Programa MT no Mundo 2025 Quando: Quinta-feira, 11 de setembro, às 16h Onde: Auditório da Seduc, com transmissão ao vivo pelo canal da secretaria no YouTube
Estudante de MT é bicampeão da prova de Potência Máxima do ciclismo nos Jogos da Juventude
O estudante de Marcelândia (a 642 km de Cuiabá), Jackson Ferreira, de 17 anos, conquistou as primeiras medalhas de ouro dos Jogos da Juventude, nesta quarta-feira (10.9), em Brasília (DF). Organizada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), a competição nacional reúne 4.700 atletas de todo o país, com idade entre de 15 e 17 anos, em 20 modalidades esportivas, até o dia 25 de setembro. Jackson foi campeão na modalidade de ciclismo potência máxima, chegando a 1.649 watts (W). Com seu resultado ainda contribuiu para que Mato Grosso levasse o ouro também na dupla mista, ao lado de Camila Daeuble, de 15 anos. “Eu me preparei bastante, é a primeira vez que eu disputo uma competição fora do meu Estado. Nasci numa pequena cidade, chamada Marcelândia, e voltar para casa com duas medalhas de ouro, conquistadas já no primeiro dia de competições, é demais”, destaca Jackson. A prova de ciclismo potência desafia jovens atletas a realizarem um sprint de 6 segundos em disputas masculinas, femininas e duplas mistas, e é inspirada em um protocolo de testes da União Ciclística Internacional (UCI). Jackson é estudante da Escola Estadual Paulo Freire, em Marcelândia. Já Camila estuda na Escola Estadual 13 de maio, em Tangará da Serra. Os dois fazem parte do primeiro grupo de atletas que representam Mato Grosso nos Jogos da Juventude 2025. No total, o Governo de Mato Grosso leva a Brasília 225 estudantes de vários municípios do Estado, que foram classificados durante os Jogos Estudantis Mato-Grossenses realizados pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). As viagens são divididas em três blocos, de acordo com as modalidades, e são conduzidas pela equipe da Secel, que também chefia a delegação mato-grossense. Saiba mais aqui. Sobre os Jogos da Juventude Maior competição para jovens no Brasil, os Jogos da Juventude são reconhecidos como uma das principais portas de entrada para novos talentos no esporte olímpico brasileiro. O primeiro bloco de competições ocorre de 10 a 13 de setembro, envolvendo as modalidades de atletismo, ciclismo, esgrima, ginástica artística, natação, tiro com arco e tênis de mesa. O próximo bloco abrangerá, de 14 a 19 de setembro, as modalidades de águas abertas, triathlon, wrestling, remo virtual, basquetebol, futsal e vôlei de praia. O terceiro e último bloco ocorre de 20 a 25 de setembro, com disputas nas modalidades de badminton, ginástica rítmica, judô, taekwondo, handebol e voleibol.
O PL-MT no fio da navalha: entre vulnerabilidade e protagonismo
O PL em Mato Grosso caminha em terreno instável. De um lado, a chance de alcançar um protagonismo inédito em 2026, elegendo um governador e até dois senadores: José Medeiros (PL), hoje deputado federal, e Janaína Riva (MDB), deputada estadual e nora do senador Wellington Fagundes (PL). De outro, o risco de ver suas bases rachadas e a costura local se chocar contra resistências históricas de lideranças do partido. O Senado como prioridade nacional Para o PL nacional, a eleição de 2026 tem um objetivo claro: ampliar sua bancada no Senado Federal. Com duas cadeiras em disputa por Mato Grosso, a ordem é não perder espaço. Isso porque o Senado é estratégico: é ali que se aprovam autoridades, se julgam crimes de responsabilidade e se travam as principais batalhas políticas contra o STF e o governo federal. Nesse contexto, José Medeiros surge como nome natural do PL. Mas em Mato Grosso, a equação ganhou um novo componente: o movimento de Wellington Fagundes, que articula uma união local com o MDB, partido comandado pela sua nora Janaína Riva, para fortalecer sua própria caminhada rumo ao Governo do Estado. A equação Wellington + Janaína Riva + José Medeiros No papel, a conta é simples: Wellington Fagundes (PL) disputa o Governo. José Medeiros (PL) disputa o Senado. Janaína Riva (MDB) disputa a outra vaga no Senado. Se a estratégia der certo, o PL poderia conquistar um feito inédito: eleger um governador e garantir duas cadeiras no Senado em 2026. O peso do MDB O MDB é hoje um dos partidos mais fortes em Mato Grosso. Tem a maior bancada na Assembleia Legislativa, além de uma rede robusta de prefeitos e vereadores. Para Wellington, essa estrutura é fundamental para ampliar seu alcance político e tornar sua candidatura ao Governo ainda mais competitiva. Por isso, a aliança com o MDB não é uma imposição nacional, mas sim uma costura local de Wellington, que vê no partido o parceiro ideal para consolidar seu projeto de poder. O risco para Medeiros Se para Wellington a equação parece perfeita, para José Medeiros o cenário é mais delicado. A aliança pode dar a ele a oportunidade de disputar fortalecido, mas também pode deixá-lo em segundo plano diante da força política do MDB e do protagonismo crescente de Janaína Riva. O alerta já circula nos bastidores: para o PL nacional, o que importa é a cadeira no Senado — e não necessariamente quem vai ocupá-la. Nesse sentido, Medeiros corre o risco de ser tratado como peça de barganha em um tabuleiro maior. Uma eleição com gigantes em campo A disputa ao Senado em 2026 será uma das mais acirradas da história de Mato Grosso. Além de Medeiros e Janaína, outros nomes de peso devem entrar no jogo: Mauro Mendes (União Brasil) – atual governador, muito bem avaliado, pode escolher disputar o Senado. Carlos Fávaro (PSD) – atual ministro da Agricultura, deve ser o nome da esquerda e contar com apoio direto de Lula. Jaime Campos (União Brasil) – atual senador, avalia se busca a reeleição ou se entra na corrida pelo governo. Pedro Taques (PSDB/sem partido) – ex-governador que articula retorno ao cenário político. Antônio Galvan (direita/Agro) – liderança ruralista ligada ao bolsonarismo, deve ser aposta do eleitorado conservador. Com tantos nomes fortes, a matemática que no papel favorece PL e MDB se torna muito mais incerta na prática. A dor de dividir palanque O grande obstáculo da aliança está dentro do próprio PL. Em Cuiabá, o prefeito Abílio Brunini (PL) já afirmou que não apoiará Wellington caso ele feche acordo com o MDB. Em Rondonópolis, o prefeito Cláudio Ferreira (PL) também resiste. A união pode fortalecer no topo, mas enfraquecer na base. É o dilema clássico: ganhar amplitude política ou preservar coerência ideológica. O futuro: protagonismo ou implosão? O futuro do PL em Mato Grosso depende da habilidade em equilibrar esse jogo delicado. Se a costura for bem executada, o partido pode sair de 2026 com Wellington Fagundes governador e duas cadeiras no Senado, ocupadas por José Medeiros (PL) e Janaína Riva (MDB). Seria um protagonismo histórico para o partido. Mas a mesma costura pode se transformar em armadilha. A rejeição de lideranças locais, somada a uma eleição duríssima contra adversários de peso, pode minar a estratégia antes mesmo de chegar às urnas. No fim, a reflexão volta para a fala de Ananias Filho, presidente estadual do PL, que deixou o recado com simplicidade: “Cachoeira corre de cima para baixo.” A dúvida é se o PL-MT será a correnteza que arrasta aliados ao poder ou a pedra que trava o rio no meio do caminho.
Arrecadação em Mato Grosso: agro é potência, mas o varejo é quem garante o dinheiro em caixa para o Estado
Dados da SEFAZ-MT e Fecomércio mostram que comércio e serviços respondem por mais de 60% da arrecadação de tributos, sustentando obras e investimentos, enquanto o agronegócio conta com regimes especiais que reduzem sua carga tributária Mato Grosso é líder nacional na produção de soja, milho, carne e algodão. O agronegócio é, sem dúvida, motor do PIB e símbolo de prosperidade econômica. Mas, quando o assunto é arrecadação de tributos, quem sustenta a maior parte da receita pública é o varejo — o comércio e os serviços, que transformam produção em consumo e garantem que o dinheiro entre efetivamente nos cofres do Estado. Segundo dados da SEFAZ-MT e da Fecomércio-MT, o comércio e os serviços são responsáveis por 62,6% de toda a arrecadação de tributos em Mato Grosso — mais de R$ 10 bilhões em determinado período recente. Já o agronegócio responde por cerca de 50% a 51% do ICMS estadual em séries históricas, mas com forte presença de incentivos e regimes fiscais especiais que reduzem sua contribuição efetiva. 📌 Fontes: SEFAZ-MT – Boletins da Receita Pública (link oficial) | Fecomércio-MT – Impostômetro e levantamentos setoriais Os incentivos do agronegócio O agronegócio em Mato Grosso conta com uma série de benefícios fiscais que reduzem a carga tributária, entre eles: Exportações isentas de ICMS – Pela Lei Kandir, produtos primários e semielaborados não recolhem ICMS na exportação. Créditos outorgados – Regimes como o PRODEIC permitem que empresas do agro utilizem créditos presumidos para reduzir o valor efetivo pago de imposto. Incentivos a cadeias específicas – Carne bovina, algodão, soja e milho recebem benefícios diferenciados em programas estaduais de estímulo, que reduzem a base de cálculo ou concedem reduções na alíquota. Regimes especiais de apuração – Algumas operações do agro contam com diferimento do ICMS (pagamento postergado), isenções parciais ou alíquota zero em determinados casos. Isso faz com que, embora o setor movimente cifras bilionárias e responda por metade do ICMS “teórico”, o volume líquido arrecadado seja menor do que o impacto econômico do agro no PIB. O varejo: menos incentivos, mais peso na arrecadação Diferente do agro, o comércio e os serviços têm poucos incentivos fiscais. Isso significa que o setor arca de forma mais direta com a carga tributária, sustentando a arrecadação cotidiana do Estado. O ICMS é consolidado na venda final — quando o consumidor compra em supermercados, farmácias, postos de combustíveis, lojas ou serviços, o imposto é imediatamente recolhido. O varejo gera fluxo contínuo de arrecadação, todos os dias, em milhões de notas fiscais eletrônicas (NFC-e). O setor responde por mais de 60% da carga tributária total recolhida em Mato Grosso, de acordo com a Fecomércio-MT. Em resumo: enquanto o agro é beneficiado por regimes fiscais que reduzem sua carga, o varejo não tem a mesma proteção e acaba sobrecarregado na contribuição. Comparativo direto: Agro x Varejo em MT Aspecto Agronegócio Varejo / Serviços Peso no ICMS ~50% da arrecadação estadual (séries SEFAZ) ~62,6% dos tributos totais pagos (Fecomércio) Incentivos fiscais Exportações sem ICMS (Lei Kandir), PRODEIC, créditos outorgados, diferimento, regimes especiais Poucos incentivos; paga a carga de forma direta Fluxo de arrecadação Sazonal, ligado a safra, clima e câmbio Diário e constante, em cada venda no comércio Impacto econômico Impulsiona PIB e exportações Gera empregos urbanos, circulação de renda e arrecadação local Efeito social Riqueza concentrada no campo Espalha riqueza para todas as cidades do estado O empresário varejista: sustentando o Estado O comércio é o elo que liga a produção ao consumidor. Cada venda realizada representa um imposto recolhido que volta para a sociedade em forma de escolas, hospitais, estradas e infraestrutura. Cada loja aberta gera empregos, movimenta fornecedores e fortalece a arrecadação municipal (ISS) e estadual (ICMS). O empresário varejista é quem mantém o Estado funcionando diariamente, sem depender de sazonalidades. É também no comércio que se sente o reflexo imediato da economia: quando a renda sobe, o consumo cresce e a arrecadação aumenta. O agronegócio é forte, competitivo e estratégico — mas opera com incentivos fiscais robustos que reduzem sua contribuição líquida de impostos. Já o varejo, com menos incentivos, garante a maior fatia da arrecadação direta, carregando o peso da máquina pública nas costas. Valorizar o comércio e os serviços significa reconhecer que é esse setor que transforma produção em impostos e garante os recursos que sustentam Mato Grosso. Cada nota fiscal emitida no varejo é mais que uma transação comercial: é um tijolo em uma escola, um leito em um hospital e um quilômetro de estrada pavimentada. 📌 Fonte oficial: Secretaria de Fazenda de MT – Boletins da Receita Pública📌 Fonte complementar: Fecomércio-MT – Impostômetro e estudos setoriais
Abilio cita ‘má gestão’ ao defender privatização administrativa de escolas de Cuiabá
Prefeito afirma que diretores devem focar no pedagógico e que gestão de recursos precisa ser feita por especialistas para evitar desperdícios O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), defendeu a proposta de privatizar a parte administrativa das escolas municipais, alegando que a medida pode trazer mais eficiência no uso dos recursos públicos e evitar casos de má aplicação do dinheiro. Segundo ele, a mudança não envolve professores, coordenadores ou conteúdo pedagógico. A ideia é que empresas especializadas assumam a gestão predial, insumos e materiais, deixando a parte pedagógica sob responsabilidade da Secretaria de Educação e dos servidores da rede. Diretores devem focar na educação Abilio argumenta que os diretores e coordenadores precisam estar voltados para o ensino e não para a administração de contratos e compras. “Nós vamos ter um administrador para cada escola. Não é desvalorização do servidor, mas a administração predial, de insumos e materiais precisa de alguém com expertise. Os diretores devem cuidar do pedagógico, que é o que realmente importa para os alunos.” Exemplos de má gestão Para justificar a proposta, o prefeito relatou casos de irregularidades na aplicação de recursos. “Fiscalizei compras e encontrei três orçamentos para um ar-condicionado. O aparelho custa R$ 2 mil, mas foi comprado por R$ 3 mil, com orçamentos fraudados. A mesma pessoa fez os três orçamentos usando CNPJs diferentes. Isso se repetiu em várias escolas, com desperdício e direcionamento de contratos.” Ele também comparou os custos da rede municipal com os da rede privada: segundo Abilio, cada aluno custa R$ 1,6 mil por mês em Cuiabá, no meio período, valor superior a mensalidades de algumas escolas particulares. Resistência e críticas A proposta não é unânime. O Sintep-MT se posicionou contra, afirmando que a terceirização enfraquece a rede pública e pode precarizar o serviço. O vereador Daniel Monteiro (Republicanos), presidente da Comissão de Educação da Câmara, também criticou a medida: “Educação é um serviço essencial e não pode ser transferido para empresas privadas. A rede tem dificuldades, mas precisamos aplicar modelos que já deram certo e fortalecer o que existe, não terceirizar.” Debate em aberto Enquanto Abilio defende a privatização administrativa como forma de modernizar a gestão escolar e cortar desperdícios, sindicatos e parte da Câmara apontam riscos de precarização e perda de controle público. O projeto segue em elaboração e ainda será detalhado pela Prefeitura, mas já divide opiniões e promete esquentar o debate sobre os rumos da educação em Cuiabá. Veja o Vídeo: F https://www.instagram.com/p/DOZKYijjl8u/
“Crescimento em MT ocorre por segundo; é o Brasil que a gente precisa conhecer”, afirma João Doria
“Eu estive recentemente em Mato Grosso e fiquei impressionado. Em apenas seis meses, percebi um outro Estado. É impressionante como o crescimento lá ocorre por segundo — nunca vi nada igual. Esse é o Brasil que a gente não conhece e precisa conhecer”, afirmou João Doria, ex-governador de São Paulo e presidente do LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, durante o Brazil Development Forum, realizado nesta segunda-feira (8.9), em Washington (EUA). O evento contou com a participação do vice-governador Otaviano Pivetta, que integrou o painel “O Agro e a Contribuição à Sustentabilidade no Brasil”. Empresários e autoridades se reuniram para debater iniciativas bilaterais e novas oportunidades de investimento voltadas ao Brasil. Doria destacou o protagonismo do agronegócio, a força dos investimentos do Governo de Mato Grosso e o desenvolvimento urbano. “É notável ver como tudo está avançando: a produção, a prosperidade, o capital circulando, a vontade de empreender, os investimentos chegando. Ao visitar, percebe-se o quanto há de bom prosperando e crescendo”, citou. Mato Grosso ocupa hoje a 8ª posição entre os maiores produtores de alimentos do mundo. O estado também se destaca como potência em bioenergia, com 18 usinas de biodiesel em operação e outras 6 em construção. Além disso, Mato Grosso avança de forma estratégica em setores fundamentais como armazenagem, logística, infraestrutura, energia renovável, bioeconomia, mineração e turismo. “Estamos crescendo com responsabilidade, mostrando ao Brasil e ao mundo que é possível produzir, preservar e gerar oportunidades. Mato Grosso é um exemplo de Brasil que dá certo, oferecendo um ambiente seguro e promissor para investimentos”, afirmou o vice-governador Otaviano Pivetta. Fonte: Governo MT – MT
Obras de construção da orla de Santo Antônio entram na reta final
As obras de construção da nova orla de Santo Antônio do Leverger entraram na fase final e já estão com mais de 90% de execução. Os trabalhos estão já na fase de acabamento, com a empresa responsável finalizando a instalação do piso. O Governo do Estado, em uma parceria entre a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística e Logística (Sinfra-MT), investiu R$ 16 milhões na nova estrutura. O espaço será uma nova atração turística, além de uma área de convivência para a população de Santo Antônio. O projeto foi pensado para garantir a requalificação urbana do espaço, integrando a estrutura do local à beleza do rio, oferecendo uma nova opção de lazer para todos. A orla terá uma área total de 12,8 mil metros quadrados na Avenida Beira Rio. Serão construídos um calçadão, dois bares, playground coberto, ambientes de convivência, arborização e iluminação, para que o espaço possa ser utilizado no período noturno, com conforto e segurança. O projeto ainda conta estacionamento e a recuperação de áreas degradadas, garantindo a preservação ambiental. Outras orlas O Governo de Mato Grosso está investindo na requalificação de mais cinco orlas em diferentes municípios de Mato Grosso. Estão em andamento as obras nas orlas de São Félix do Araguaia e Santa Terezinha – essas duas em convênio com as prefeituras, além da orla de Luciara. As obras das orlas de Barão de Melgaço e Cáceres também começaram e estão em fase inicial. No total, os investimentos do Estado na construção de seis orlas chegam a R$ 68 milhões. Fonte: Governo MT – MT